| ciclo | 1º Ciclo |
| id | Gabriela-9 |
| pof | entrevista_Gabriela |
| keys | inspeção // educação inclusiva |
| nvivo | incidentes críticos |
E tive apenas, se calhar há dez anos para cá, a visita de uma inspetora que esteve aqui mas que foi lá à minha sala, e eu nessa sala tinha uma criança invisual e tinha um com trissomia 21. Portanto, estes miúdos devem andar, se calhar, no oitavo ou nono ano. Portanto, não foi há tantos anos assim e tinha uma criança de etnia cigana. Portanto, era uma turma, o resto da turma era uma turma que acompanhava muito bem, mas havia estas crianças. E eu tinha muito apoio, tinha a psicóloga e a terapeuta da fala. E a outra terapeuta que acompanhava aquela menina invisual. Mas pronto, tinha momentos em que a gente estava com todos na sala e não era fácil. Então esteve lá a inspetora, e disse-me a coordenadora “olha vai para a tua sala, a inspetora”, e eu disse “olha deixa-a vir, dexa-a vir que é para ela ver o que eu lá tenho, deixa-a vir que faz bem”. E ela chegou e disse-me “hoje venho estar um bocadinho aqui na sua sala”, “faz bem senhora inspetora!”, “e onde quer que me sente?”, “onde a senhora quiser, onde a inspetora quiser”. Sentou-se e nesse dia o quarto ano estava a apresentar as elevações de Portugal, as serras, os rios. Eles tinham feito em casa um trabalho, portanto em grupo, depois nesse dia iam apresentar, portanto nem foi muito a mim que ela viu, porque foram mais eles que estiveram a apresentar, eu estava a coordená-los e orientá-los, mas ela gostou muito. Portanto, tinham sido trabalhos feitos em grupo, por eles, e cada grupo ia apresentar.