| ciclo | 1º Ciclo |
| id | Graziela-4 |
| pof | entrevista_Graziela |
Olhe, eu vou-lhe contar uma história: eu tinha…esse miúdo das mãos de pato, ele não abria a boca, até lhe chamavam a cara de cera. Cara de cera porque ele não tinha movimentos oculares, não tinha…ele só abria um bocadinho. E então um dia, eu ouvi na televisão que no Hospital de S. José fizeram uma operação aos maxilares a uma pessoa. O que é que eu faço? Falei com o V. N., que não sei se se lembra dele, falei com o V.N., que era o Presidente, e disse: “Oh V.N., ouvi isto assim e assim. Eu gostava de ir ao Hospital de S. José com este aluno, a Lisboa”. A escola contactou o Hospital de S. José, em Lisboa, e o médico recebeu-nos…
Entrevistadora: Ah, em que ano? Em que ano é que isso foi, professora Graziela?
Graziela: Deixe-me ver…eu estou a fazer as contas…foi no ano de 2000…a minha filha nasceu em 1990, foi no ano de 2002…penso eu. No ano de 2002/2003. E nós fomos a Lisboa ao Hospital de S. José. E então no Hospital de S. José, nós…portanto, eu…mal conhecia aquilo, saímos em Santa Apolónia, metemo-nos num táxi, e fomos para o Hospital. Pronto, já estava tudo combinado, tudo de acordo, não é? E o médico disse que àquele miúdo não era possível fazer nada. Pronto, para minha pena. Entretanto, depois ainda levámos o miúdo ao dentista, à Faculdade de Medicina Dentária.
Entrevistadora: Com os pais, ia sempre com os pais, era?
Graziela: Quando eu fui a Lisboa, fui com a mãe. Mas quando fomos à Faculdade de Medicina Dentária, foi o professor que arranjou a consulta, que era o professor B., porque tinha lá o filho em Medicina Dentária. E, portanto, nem o miúdo pagou. E era para continuar os tratamentos. Mas depois, como eu saí…perdi-lhe o rasto ao miúdo, não sei se ele foi lá mais ou não, mas eu penso que não, porque a mãe era um pouco desleixada.