| ciclo | 2º Ciclo |
| id | Cecília-1 |
| pof | entrevista_Cecília |
Não, não foi sempre a mesma escola. Como disse, o grupo 200 era um grupo bastante difícil, no final dos anos 1980 e 1990. Nós saltávamos muito, porque andávamos em mini-concursos, os horários eram incompletos… foi um percurso bastante difícil. Estive em muitas escolas, nem sempre aqui na área do Grande Porto, por isso tive experiências bastante enriquecedoras, desde o ensino recorrente, também trabalhei com várias faixas etárias e tive a certeza – agora fazendo, também, um retorno um bocadinho atrás - que gostava mesmo e era mesmo aquilo que queria. Quando fui colocada numa situação, assim quase de fim de linha, tive oportunidade de agarrar outro desafio. Tive oportunidade de entrar numa multinacional ligada aos medicamentos, efetivamente, com uma remuneração e um desafio até, em termos profissionais, muito relevante. Fiz o percurso todo, fiz as entrevistas todas, fiz os exames médicos e fui aceite, como candidata. Entretanto, recebo uma chamada do CAI a dizer que tinha um horário de oito horas na escola de N. O meu marido olhou para mim e disse: “Nem penses, tu estás louca. Tu, com uma proposta destas…” – de uma empresa reconhecida, em termos internacionais. Uma empresa portuguesa, mas com um reconhecimento grande. “Nem pensar, não vais sequer ponderar, porque…”. Eu pensei aquela noite e disse: “Não, não é isto que eu quero, eu quero a sala de aula.”. Eu tive a certeza que era mesmo isto que era a minha profissão e que não conseguia deixar a educação. Era isto que me fazia feliz e continua a fazer feliz.