| ciclo | 1º Ciclo |
| id | Marlene-1 |
| pof | entrevista_Marlene |
| keys | Amizade |
| nvivo | incidentes críticos |
| geo | Castro Marim |
Eu quando comecei a dar aulas à noite, em Castro Marim, na primeira noite, tinha o carro estacionado ao pé da escola, apareceu um GNR para falar comigo. E o que é que o GNR foi dizer? Que tinha lá um senhor que roubava, fazia isto, fazia aquilo, que eu tomasse atenção. O senhor chamava-se Z. J. Bem, depois eu fiz uma tática, não sei se foi boa ou má, mas até resultou. Eu disse: “Olhe senhor Z. J., eu tenho medo que apareçam por aqui fulanos. Só abale aqui da escola depois que eu ir embora!”. Acabou por ficar uma amizade com o senhor. Quando a minha família matava o porco, ele ia. Eu acabei por guardar esse carinho, de uma pessoa que era um zé ninguém. E ele sentia-se muito importante. Eu nunca tive nenhum problema com ele. Nós vamos aos poucos criando as estratégias para conseguirmos sobreviver. Nem tudo está nos livros.