Geira lança museus de Guimarães na Internet

O projecto Geira lançou mais dois museus na Internet. O Museu Alberto Sampaio e o Museu de Agricultura de Fermentões, em Guimarães, já têm as suas páginas disponíveis na "Net", juntando-se assim aos mais de 20 museus do norte já lançados na sociedade da informação.

O Museu Alberto Sampaio -- que pode ser consultado em http://www.geira.pt/MAlbertoSampaio -- possui valiosas colecções de arte antiga, com legados dos séculos XIV, XV e XVI.

A peça de maior significado histórico é a veste militar -- o "Loudel" -- que o rei D. João I envergou na Batalha de Aljubarrota e que mais tarde ofereceu, no cumprimento de um voto que tinha feito, a Santa Maria de Guimarães.

Do ponto de vista artístico o realce vai para o tríptico de prata dourada -- do século XVI -- que representa a Natividade, também doada pelo mesmo rei.

O Museu tem ainda peças únicas de ourivesaria, pintura, escultura, talha, têxteis, cerâmica e azulejaria. Grande parte do espólio exposto é de cariz religioso e provém de antigas instituições religiosas de Guimarães.

A unidade museológica está instalada em edifícios de grande valor histórico e artístico, ocupando o Claustro, a Casa do Priorado e a Casa do Cabido, que pertenceram à Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira.

A cinco quilómetros da cidade berço situa-se o Museu de Agricultura de Fermentões -- agora disponível em http://www.geira.pt/MAFermentoes -- que possui uma grande variedade de instrumentos agrícolas, verdadeiro espólio etnográfico.

O edifício da antiga escola primária apresenta, além das alfaias agrícolas, actividades e espaços típicos da vida do agricultor -- como o quarto e a cozinha tradicionais -- e outros quadros ligados à lide do campo, com a presença de moinhos e da produção do linho.

As actuais instalações albergam o Museu desde a década de 80, para onde foi transferido da Casa do Povo de Fermentões, onde ocupava uma sala desde finais dos anos 70.

Além das actividades campesinas existiram na zona outras de grande importância, pelo que o Museu da Agricultura comporta também os utensílios tradicionais utilizados pelo carpinteiro, ferreiro e tanoeiro, assim como a representação da oficina da tecedeira e do alfaiate.

Permanentemente existe uma exposição do linho, uma produção mantida ao longo dos séculos com carácter artesanal e caseiro.

A região de Guimarães sempre sobressaiu pela qualidade dos seus fios de linho, procurados nas feiras e mercados e vendidos inclusive em Espanha e na Flandres. Fermentões não era excepção e ainda há poucos anos se podiam ver campos semeados de milho.