HAREM-871-07800
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ASSOCIAÇÃO DE APOIO A PESSOAS COM VIH/SIDA
A ABRAÇO é uma Instituição Particular de Solidariedade Social. Organização não governamental sem fins lucrativos de prestação de serviços
na área da SIDA.
Foi constituída por escritura pública em Junho de 1992, formalizando e dando continuidade ao trabalho de um pequeno número de voluntários
que, desde Dezembro de 1991, prestava apoio psicológico, social e material a seropositivos internados na Unidade de Doenças Infecciosas e
Parasitárias do Hospital Egas Moniz, e tentava melhorar as condições hospitalares.
Os objectivos da Associação são :
Apoio a pessoas afectadas pelo VIH/SIDA;
Apoio, treino e formação de trabalhadores e técnicos de saúde envolvidos com o VIH;
Prevenção da infecção, dirigida à população em geral e, especialmente, aos jovens, utilizadores de droga, trabalhadores do sexo, mulheres, gays, trangenders e reclusos;
Luta contra a discriminação e defesa dos direitos das pessoas infectadas.
A Associação dispõe de uma estrutura de cerca de vinte assalariados sendo portanto a sua actividade desenvolvida essencialmente através de voluntários. A sua acção tem âmbito nacional, dispondo de três centros de trabalho na área da grande Lisboa, um no Porto, aberto em Dezembro de 1994, e um no Funchal, aberto em Dezembro de 1995.
A Associação está organizada por núcleos e delegações regionais, cada um deles reportando a um dos três membros da Comissão Executiva. Actualmente a Associação conta com cerca de 460 sócios e 650 voluntários; destes, 70 trabalham connosco numa base regular e permanente.
HAREM-361-02413
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Fernando Ferreira
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CMAF- Universidade de Lisboa Gabinete A2-31 Avenida Professor Gama Pinto, 2 Telefone do Gabinete: 217904893 P-1649-003 Lisboa Extensão interna: 4293 Portugal Email: ferferr@cii.fc.ul.pt | Departamento de Matemática | Faculdade de Ciências | Universidade de Lisboa | CMAF
Apresentação
Bem vindos àminha página pessoal. Sou Professor Associado do Departamento de Matemática da Universidade de Lisboa e membro do Centro de Matemática e Aplicações Fundamentais - CMAF. Clique aqui para obter o meu CV.
Interesses Académicos
Lógica Matemática, em especial teorias fracas da aritmética e da análise. Filosofia e Fundamentos de Matemática . Tenho um interesse amador (no sentido latino da palavra) por alguns problemas da Filosofia Antiga , particularmente no problema da falsidade em Parménides e Platão. Também escrevi alguns ensaios expositórios sobre temas da lógica: clique aqui para os ver.
Ensino
No presente semestre dou aulas teórico-práticas de Álgebra 2, cadeira do segundo ano das licenciaturas em Matemática. O Professor José Perdigão Dias da Silva éo regente da cadeira.
No semestre passado fui responsável pelas cadeiras de Topologia e Introdução àAnálise Funcional, do terceiro ano das licenciaturas em Matemática, e de Teoria da Demonstração, do
Mestrado em Matemática.
No ano passado ensinei a cadeira de Lógica Matemática aos finalistas de Matemática e licenciaturas relacionadas. Clique aqui para
ver a página desta cadeira. Também dei a cadeira Lógica de Primeira-Ordem ao primeiro ano das licenciaturas em Informática e Engenharia da Linguagem e do Conhecimento. A página web desta cadeira ainda se encontra disponível on-line em html://www.alf1.cii.fc.ul.pt/~ferferr/lpo.html .
Também colaboro no Mestrado em Filosofia da Linguagem e da Consciência da Faculdade de Letras.
Eventos
De 25 a 28 de Junho decorrerá em Lisboa, no CMAF, a School on Real Algebraic and Analytic Geometry and O-minimal Structures .
Às quintas-feiras decorre o Seminário de Lógica Matemática (SLM), organizado por mim e pelo Professor Narciso Garcia do Instituto Superior Técnico. Se quiser ter notícias regulares sobre o SLM, por favor contacte-me.
Vária
Sou co-editor da Disputatio , uma revista de Filosofia Analítica.
HAREM-281-01176
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BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE VILA NOVA DE OLIVEIRINHA
Clique aqui para ENTRAR NO MENU
(Fotografia do Quartel Construído em 1935)
CLIQUE AQUI para enviar uma mensagem
Visitas desde 13/05/2001
Mensagem do Presidente da Direcção
Caros amigos dos Bombeiros:
A nossa página na Internet já está activa desde o dia 13 de Maio de 2001, data em que se comemorou mais uma Festa dos Carolos (2001) .
A Festa dos Carolosé uma tradição desta terra que os Bombeiros querem manter viva neste começo do novo milénio.
E como nesta nova era as solicitações são diversas, os Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Oliveirinha têm bem presente os novos desafios.
Assim, paralelamente à construção do Novo Quartel dos Bombeiros --temos dado passos bastante importantes!--, vamos continuar a melhorar esta página na Internet.
Continuamos a receber conteúdos para dotarmos esta página com bastante informação, pelo que a vossa ajuda pode ser determinante. Para tal,
podem escrever-nos, enviar um fax ou uma mensagem via correio electrónico. Para isso, visite a página de CONTACTOS .
Vamos todos ajudar os Bombeiros.
Vamos todos divulgar aquilo que é este corpo, o Corpo dos Bombeiros Voluntários de V. Nova de Oliveirinha.
Caros amigos, fiquem pois atentos às actualizações desta página.
Com os melhores cumprimentos.
Eduardo Pereira
(Presidente da Direcção)
NOTA:
Clique aqui ou na imagem do Quartel para continuar a navegar!
HAREM-962-05111
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HISTÓRICO Esta seção traz de volta um pouco da longa história do DCC.
O DCC- Departamento de Cultura Científica do Centro Acadêmico Pereira Barretto (DCC/CAPB), órgão responsável pela representação e encaminhamento científico dos alunos da UNIFESP/EPM, fundado em 1937, atua junto aos alunos promovendo vários cursos extracurriculares, palestras, conferências e discussões de interesse à área médica.
Organiza o Prêmio "Pereira Barretto", importante e conceituada premiação anual de trabalhos científicos acadêmicos, o Congresso Acadêmico Paulista de Medicina (CAPM), cursos de computação, cursos de idiomas e Revista científica.
DCC - Como começou Os alunos sempre estiveram envolvidos na estruturação da Escola Paulista de Medicina.
Poucos anos após sua fundação as atividades estudantis se intensificaram.
O DCC surge em cinco de maio de 1937|cinco de maio de 1937 graças ao apoio de professores e ao espirito virtuoso de acadêmicos que, no afã de realizar algo mais do que apenas seguir seus currículos, inauguraram uma história de trabalho, dedicação e abnegação.
Seus primeiros diretores foram os então acadêmicos Wladimir da Prússia Gomes Ferraz (Presidente), Arulemo Santos Novaes e Jair Xavier Guimarães (Secretários).
O DCC/CAPB iniciou seus trabalhos coordenando atividades extracurriculares como Cursos, Congresso Acadêmico e instituindo Prêmios Científicos, como o Prêmio Pereira Barreto, e organizando revista científica voltada para a divulgação de trabalhos produzidos por alunos da escola e por internos do Hospital São Paulo.
A revista foi denominada Medicina e Cultura e teve o seu primeiro número publicado em janeiro de 1939.
Atualmente, o DCC organiza o Congresso Acadêmico Paulista de Medicina, o Prêmio Pereira Barreto e, em média, 20 cursos de extensão universitária por ano, que contam com a presença de acadêmicos desta e demais instituições de ensino médico.
Temos aumentado a cada ano o reconhecimento de nossos cursos.
HAREM-872-00971
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C o m p r a s .
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COMPRAS As melhores compras incluem os pulôveres das Ilhas Aran, os produtos de lã ( jaquetas, coletes, boinas, chapéus, saias), os cristais de Waterford, as cerâmicas, o artesanato em linho e as jóias e bijuterias inspiradas nos desenhos do Book of Kells e nos mitos celtas.
As plantas locais e a vida selvagem também são inspiração para essa arte.
O Condado de Galway produz o Claddagh ring "tradicional anel de noivado " feito em ouro, prata ou em pedras.
Os artefatos religiosos também valem ser destacados.
Ler é uma paixão nacional, portanto existem excelentes livrarias.
Em Dublin, a maior é a Eason and Son,que tem uma variedade enorme da literatura irlandesa.
Os instrumentos musicais são feitos em várias regiões, mas o Condado de Clare é conhecido como "the singing county".
As harpas são especialmente feitas em Dublin e Mayo.
Nào poderia esquecer, é claro do whiskey e de algumas guloseimas como as algas marinhas secas, que são comidas cruas ou misturadas na comida.
Em Dublin passeie no shopping St. Stephen's Green, na Grafton Street e na a O'Connell Street.
Tem muitas lojas para apreciar.
Em Waterford, visite a fábrica de cristais Waterford (Waterford Crystal Factory), que foi fundada em 1783 e fica a 2,5 km ao sul do centro da cidade.
Você verá o processo de fabricação das peças.
O linho irlandês é famoso no mundo todo e de alcance inigualado.
Há uma variedade enorme que inclui colchas extravagantes, toalhas de mesa encaracoladas, guardanapos, etc. Enfeites em linho com finos entrelaços estão por toda a Irlanda, mas principalmente em Limerick e Kenmare.
HAREM-273-02298
Jornalístico
PT
Empates na Honra
O Ovarense-Amora|Ovarense-Amora e o Nacional-Académica|Nacional-Académica, dois jogos da 26ª jornada da II Divisão de Honra antecipados para ontem, terminaram empatados. Em Ovar, a equipa da casa esteve mesmo a perder com o Amora, quando um erro defensivo permitiu a Rui Maside inaugurar o marcador (14'). A Ovarense atacava mais, mas só aos 64' conseguiu marcar, por Emanuel, que de cabeça concluiu um canto marcado por Quinito. O Amora teve dois expulsos -- João Paulo (56') e Gil (72') -- mas manteve o empate até ao final. Na Madeira, o Nacional empatou a zero com a Académica num jogo fraco e onde o calor foi o dado mais assinalável. A 26ª jornada ficará completa hoje com os seguintes jogos: Penafiel-Rio Ave|Penafiel-Rio Ave, Famalicão-Espinho|Famalicão-Espinho, Portimonense-Estoril|Portimonense-Estoril, Torreense-Leça|Torreense-Leça, Feirense-Felgueiras|Feirense-Felgueiras, União Lamas-Paços Ferreira|União Lamas-Paços Ferreira e Aves-Campomaiorense|Aves-Campomaiorense
Bremen à frente
O Werder Bremen já alcançou o Borussia Dortmund no primeiro lugar do campeonato alemão de futebol, tendo anteontem vencido o Duisburg por 5-1 e beneficiado do empate (0-0) cedido pelo Borussia na deslocação a Estugarda. O Werder Bremen abriu o marcador logo aos 18' pelo líbero egípcio Hany Ramzy e chegou ao intervalo a ganhar por 3-0, com golos de Mario Basler (24') e Bernd Hobsch (36'). Marco Bode fez o 4-0 aos67', o Duisburg reduziu por Markkus Marin (78') e foi Andreas Herzog quem estabeleceu o resultado final, a sete minutos do fim. Sem poder contar com Stephane Chapuisat, Steffen Freund e Matthias Sammer, o Borussia não foi ontem além de um empate a zero em Estugarda, onde só ganhou uma vez nos últimos 12 anos. O Borussia Moenchengladbach, que venceu em Bochum por 2-0 (golos de Thomas Kastenmaier e Heiko Herrlich), e o Kaiserslautern, que derrotou o Schalke por 1-0 (golo de Steffan Kuntz) aproximaram-se dos líderes, estando agora a apenas dois pontos. Eis os resultados da 23ª jornada: Werder Bremen-Duisburg|Werder Bremen-Duisburg, 5-1; Estugarda-Borussia Dortmund|Estugarda-Borussia Dortmund, 0-0; Bochum-Borussia M'Gladbach|Bochum-Borussia M'Gladbach, 0-2; Dynamo Dresden-Hamburgo|Dynamo Dresden-Hamburgo, 1-1; Bayern Munique-TSV Munique|Bayern Munique-TSV Munique, 1-0; Schalke-Kaiserslautern|Schalke-Kaiserslautern, 0-1; Bayer Uerdingen-Eintracht Frankfurt|Bayer Uerdingen-Eintracht Frankfurt, 1-1;Bayer Leverkusen-Freiburg|Bayer Leverkusen-Freiburg, 2-4; Karlsruher-Colónia|Karlsruher-Colónia, 0-0. Classificação após 23 jogos: Borussia Dortmund e Werder Bremen, 34 pontos; Borussia Moenchengladbach e Kaiserslautern, 32; Freiburg e Bayern Munique, 30; Karlsruher, 25; Bayer Leverkusen, Hamburgo e Estugarda, 22; Colónia e Eintracht Frankfurt, 21; Schalke, 20; Bayer Uerdingen, 16; Bochum e TSV Munique, 14; Duisburg, 13; Dynamo Dresden, 12.
França teve Taça
O Paris St. Germain e o Bastia ficaram ontem apurados para a final da Taça da Liga de França, em futebol. A equipa parisiense venceu fora o Le Havre, com um golo de Raí na conversão de um penalti, e defrontará na final o Bastia, que derrotou na Córsega o Montpellier por 3-1. O Bastia marcou primeiro, por Bruno Rodriguez (43'), mas Thierry Laurey chegou ao empate seis minutos depois. E só nos últimos dez minutos o Bastia assegurou a presença na final, com dois golos de Franck Burnier (82') e Anton Drobnjak (88'). O vencedor da Taça da Liga terá direito a estar presente na Taça UEFA da próxima época.
HAREM-654-09451
Jornalístico
BR
Lula declarou admirar Hitler e Khomeini
Candidato do PT disse ontem que não se lembra de ter feito essa afirmação em entrevista à revista Playboy, em 79
GUSTAVO KRIEGER
ELVIS CESAR BONASSA
Da Sucursal de Brasília
Elogios feitos por Luiz Inácio Lula da Silva a Adolf Hitler e ao aiatolá Khomeini são uma das preocupações do comando da campanha presidencial do PT.
Lula declarou "admiração" pelos dois no início de sua carreira política.
Hitler foi o ditador alemão que comandou a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Khomeini liderou, em 1979, a revolução xiita (radicais mulçumanos) que derrubou o xá Reza Pahlevi do governo do Irã.
Em julho de 1979, quando era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista e articulava a criação do PT, Lula deu uma entrevista à revista Playboy, na qual citou os dois líderes como duas figuras políticas pelas quais ele nutria admiração.
Dedicação
O então sindicalista elogiou a "disposição, força e dedicação" de Hitler e afirmou: "O Hitler, mesmo errado, tinha aquilo que eu admiro num homem, o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer" .
Sobre Khomeini, Lula disse: "Eu não conheço muita coisa sobre o Irã, mas a força que o Khomeini mostrou, a determinação de acabar com aquele regime do xá foi um negócio sério".
A lista de figuras admiradas por Lula em 1979 incluia ainda Tiradentes, Gandhi, Che Guevara, Fidel Castro e Mao Tsé-Tung .
Este tipo de declaração, que mostra o Lula radical do movimento sindical, preocupa a direção do PT, empenhada em vender uma imagem mais moderada nas eleições.
Ontem em Palmas (TO), o candidato petista disse que não se lembra de ter feito essas declarações à revista Playboy.
Desconhecimento
"Eu desconheço que haja entrevista da Playboy em que eu falo isso", disse Lula.
O líder petista não quis comentar também uma entrevista prestada pelo cartunista Ziraldo à mesma revista, em 80, quando disse que ouviu Lula dizer que das feministas ele só queria o sexo.
"É só perguntar ao Ziraldo se eu disse isso e sobre o que disse em um debate com mais de 500 mulheres no Rio de Janeiro", afirmou Lula.
Colaborou ABNOR GONDIN, da Agência Folha
HAREM-284-04226
Jornalístico
BR
Sunab autua empresas por alta abusiva dos preços
Da Sucursal de Brasília e da Reportagem Local
A Sunab (Superintendência Nacional de Abastecimento) autuou 62 estabelecimentos comerciais em 16 Estados entre 27 de junho e 8 de julho último.
O motivo da autuação foi a prática de aumento abusivo de preços acima da variação dos custos de acordo com a nova Lei Antitruste (nº 8.884/94).
A fiscalização também foi motivada pelo descumprimento de normas de comercialização.
Entre os autuados, estão seis supermercados e oito indústrias.
A Sunab também constatou a prática de aumento abusivo de preços em outros 23 estabelecimentos comerciais.
Supermercados
A Procuradoria do Estado de São Paulo deve finalizar os pareceres sobre os sete supermercados autuados pelo Procon dentro de uma semana .
Os autuados foram: O Barateiro, Carrefour, Pão de Açúcar, Cândia, Extra, Eldorado e Paes Mendonça.
Eles teriam vendido em março acima da média dos últimos quatro meses de 93.
Os supermercadistas apresentaram defesa.
Averiguação
As empresas de vale-refeição deverão ser alvo de um processo de averiguação preliminar feito pelo governo.
Em representação entregue ontem ao Ministério da Justiça, elas foram acusadas de terem formado cartel para aumentar em até 200% a taxa cobrada pelos seus serviços.
A representação foi encaminhada pelo comerciante paulista Ronaldo Cheguri de Almeida, em nome de cerca de 300 donos de bares e restaurantes de São Paulo.
HAREM-255-02996
Entrevista
PT
Qual o seu nome?
Lúcio Craveiro da Silva.
Onde nasceu?
Tortosendo, Covilhã.
E data de nascimento?
27 de Novembro de 1914.
Qual o nome do seu pai e da sua mãe?
Meu pai é Gabriel Raimundo da Silva. Minha mãe, Maria de Lurdes Craveiro da Silva.
E os seus avós?
José Craveiro da minha mãe. Do meu pai é que não sei.
Sabe qual a origem da sua família?
O meu pai era agricultor da fronteira, S.Pedro do Rio Seco, e depois seguiu a vida profissional de funcionário dos correiros. A mãe era de Tortosendo. O meu avô era comerciante e a família depois desenvolveu-se. Depois os meus tios, um é médio, outro é indústrial e as minhas tias casaram e seguiram a sua vida. Era uma família de Tortosendo muito conhecida. Tivemos uma reunião de família, juntaram-se mais de cem pessoas, Craveiros, isto foi em 1998 que nos juntamos todos. É que estamos todos espalhados por este Portugal porque o interior tem poucas possibilidades de vida. A Beira-Interior é pobre, e portanto, quem quer fazer alguma coisa na vida acaba por ir embora. É por isso estamos espalhados por Portugal fora, e mesmo aqui em Braga, na Universidade do Minho, tenho primos que vieram para aqui, para professores.
E sabe qual a origem do seu avô que era comerciante?
O meu avô era comerciante de Tortosendo, da parte da minha mãe, que era o que eu conhecia. Da parte do meu pai eram agricultores. Da parte do meu pai desapareceu a família toda, foi para o Brasil e para a Argentina e nunca mais tive notícias deles. Da parte da minha mãe esses são de Tortosendo e continuam lá.
Que recordações é que tem desse avô materno?
Olhe uma maravilha. O meu avô era muito meu amigo. Um dia deu-me uma bofetada e depois quase que me pediu perdão e eu fiquei -"Não! O avô teve razão em dar-me a bofetada!". Porque toda a minha formação vem da família da minha mãe, porque a família do meu pai, como digo, estava longe, e foram para o Brasil e desde aí nunca mais os vi. Ao passo que, da minha mãe conheci toda a família e foi na família Craveiro, no fundo, que eu nasci e desenvolvi como criança.
Como descreve esse seu avô?
Um homem empreendedor, muitas simpatias à volta dele. Era um homem que sabia conviver, não tinha inimigos, eram todos muito amigos dele e por isso, quase todos os que vinham para a Covilhã, daquela região, paravam na loja dele para conversar um pedaço e depois é que seguiam para a Covilhã. É uma coisa interessante. E o pai dele tinha umas ligações entre Coimbra e Covilhã, que era a ligação que faziam em "galeras", carros de comércio, entre Coimbra e Covilhã. E creio que o meu bisavô, que eu conheci, da parte do meu pai, que veio para Tortosendo para fugir à vida militar. Tortosendo tinha o privilégio das tábuas vermelhas, que é daqui de Guimarães, e as terras que tinham as tábuas vermelhas estavam dispensados do serviço militar. E então, ele veio de Lisboa para ali e ali se fixou para não ir para a vida militar. Isto já nos princípios do séc.XIX. Velhinho, mas ainda passeei com ele, devia ter uns 3 ou 4 anos. E é o que eu conheço da minha família.
HAREM-765-05370
Entrevista
PT
Quantos irmão tem?
São dois. Um é como eu, também se fez sacerdote, mais tarde, entrou mais tarde do que eu, mas é mais velho e trabalhou aqui em Braga, na Faculdade de Filosofia e depois passou para Coimbra e lá faleceu. A minha irmã ainda vive, está casada, foi professora primária. Está reformada agora. É mais nova que eu e é doméstica, uma vez que acabou a sua vida profissional está na reforma.
Tem recordações da casa onde passou a infância?
Lembro-me. Onde eu me conheci foi em Tortosendo, onde o meu pai era chefe dos correios e os funcionários viviam, naquele tempo, na casa onde estavam os correios. E no quintal, foi aí que me reconheci pela primeira vez. Tenho algumas recordações daquele tempo, de brincadeiras com o meu irmão. Lembro-me muito bem que eu gostava muito de rebolar pelas escadas abaixo, para ver todo à volta. E depois mudamos para Linhais da Serra e lembro-me da primeira desobediência da minha vida porque eu andava num triciclo na estrada. Naquele tempo não havia automóveis, podíamos andar pela estrada. O que havia eram carros de bois não eram perigosos. E então, o meu pai disse-me:"Está bem, podes andar aqui na estrada, mas não podes ir para ali para diante." Eu lembro-me de lá passar para diante porque vinha meu tio de Tortosendo e disse que me trazia lá um presente para mim, e eu fui pela estrada fora. Quem me valeu foram uns homens de carro-de-bois que viram um menino de triciclo e ao cair do dia. -"Estou à espera do meu tio!" E eles disseram: " Não. Tu sabes lá se o teu tio vem." E obrigaram-me a entrar no carro-de-bois. Cheguei a casa, o meu pai deu-me uma sova, era o que eu merecia. É o que eu me lembro daqueles tempos de meninice.
E como era essa primeira casa dos correios?
Era normal porque tinha a parte que pertencia à parte que pertencia à parte dos Correios e depois era uma casa em que cada um tinha o seu quarto e tinha um quintal, que era onde eu brincava. Ficava mesmo no centro da povoação, que era no Bairro da Amoreira, tinha uma grande amoreira que hoje não existe. E a casa, a última vez que a vi, estava já a cair, toda esburacada.
Quem morava na casa?
Nós a família, o meu pai, a minha mãe e os filhos.
Nessa altura os seus irmãos já eram nascidos?
Não. O meu irmão nasceu em Tortosendo comigo, a minha irmã nasceu depois quando mudamos para Linhais da Serra, tinha uns 4 anos ou coisa assim, quando mudamos para Linhais da Serra e depois de lá viemos para a Covilhã.
Como eram divididas as tarefas lá em casa?
A minha mãe é que trabalhava em casa, era doméstica e nós estudávamos, íamos às aulas. Eu comecei a ir às aulas aos 6 anos. E lembro-me muito bem, na Covilhã, ia sozinho para a escola. Agora vão sempre de automóvel buscar as crianças porque é perigoso por causa dos automóveis. Naquele tempo não havia perigo nenhum. Ia a pé por lá cima. As aulas começavam às 10h eu saía às 9h30 de casa para chegar a tempo. Ia sozinho não havia, era uma coisa que me espantava, perigos na rua. Hoje na cidade, uma criança de 6 anos atravessar a rua é sempre perigoso. Ainda me lembro do primeiro automóvel que entrou na minha terra, essa ideia ficou-me, seria o primeiro, porque de facto eram os carros-de-bois, de cavalos, era o que havia, que não eram realmente perigosos para uma criança.
Quais são os momentos mais marcantes da sua família?
Olhe, o que eu tenho mais recordações da família era umas reuniões de família: os meus tios tocavam a pianola, que naquele tempo era a pianola, mas também sabiam tocar violino e outros instrumentos, e cantavam também. Lembro-me muito bem desses serões. E de vez em quando a família também saía um dia inteiro e a noite passava-a fora naquelas regiões à volta. Tenho recordações desse tempo. E devem-me ter marcado essas reuniões.
Porquê?
Porque essa convivência para as crianças, em que todos se entendem, cantam, contam casos. Ainda me lembro de o meu tio querer-me ensinar a aprender a dançar, mas não foi capaz.Tinha eu 7 anos. Essas brincadeiras, que eu convivia marcaram-me para sempre. Gostava da família porque realmente as famílias, naquele tempo, eram muito unidas porque não estavam dispersas como hoje, nem as mães estavam no emprego, portanto estavam em casa, e isto dava à família uma convivência neste caso muito rica, de interesse uns pelos outros, quando alguém ia bem todos se alegravam com isso, quando alguém sofria, pois todos sofriam com ele. Esta convivência que hoje é difícil existir numa família. Era uma família grande, os meus tios eram seis ou sete.
Como era o quotidiano em sua casa?
O meu pai saía para o trabalho, até me lembro muito bem que tínhamos que jantar mais cedo porque ele tinha que ir para o trabalho, muitas vezes até de noite. E tínhamos sempre que adaptar a hora de comer e de jantar precisamente por causa do meu pai.
E a que horas se levantava pela manhã?
Geralmente levantava-me pelas 8h, o meu pai era um pouco mais cedo, comia e punha-me a caminho para estar às 10h na aula. Depois vinha almoçar a casa e às 2h tínhamos a segunda aula até às 4h. Às 4h vinha para casa para brincar com os meus amigos. O meu pai não gostava muito que eu viesse para casa. Depois houve uns tempos que eu pertencia aos escuteiros. Os escuteiros foi uma animação que me marcou muito. Os escuteiros eram uma união que a gente ia a acampamentos, tinha as suas leis determinadas de juramento, relação a colegas e cumprimento do dever. Era uma coisa interessante e que nos prendia bastante. Atravessamos a cidade em formatura, nós gostávamos muito daquilo naquele tempo. Mas marcou-me muito a questão dos escuteiros. Não passei de lobito porque na minha terra eu saí de lá aos 12 anos, e até aí eram lobitos, depois eram lobos e depois velhos lobos, era a categoria dos escuteiros. O meu irmão, esse sim foi velho lobo e até chegou a fundar um núcleo dos escuteiros em Tortosendo.
Como se chamava a escola?
A escola primária. Estava uma professora que nos dava as primeiras letras e depois passávamos para o professor para estudar para o exame. Todos gostávamos de passar para o professor, que era maravilhoso. Ainda havia a palmatória. Eu apanhei uma vez, mas realmente era bastante justo e a gente não levava a mal. Hoje seria impossível e inconcebível isso. Mas de facto preparávamo-nos muito bem. Eu devo-lhe dizer que a melhor nota da minha vida foi na instrução primária, tive um 20. Nunca mais consegui ter um 20 na minha vida. Nunca tive reprovações porque sempre procurei preparar os exames. E depois como eu gostei muito, ao princípio, de Literatura e Filosofia, são matérias que me entusiasmavam. Eu tive uma infância um pouco doente, por causa da vesícula, fiz uma operação. Foi o que me valeu. Depois dessa operação o médico dizia que eu não chegava aos 60 anos e ando 88. Foi uma operação que fiz, que me tiraram uma pedra da vesícula que podia gerar em cancro porque já estava em ferida, felizmente não chegou a tanto. E portanto, passava muito tempo em casa, depois vim aqui para Braga em 1934. E não podia sair muito e felizmente entusiasmei-me pelos livros, Antero de Quental e outros autores que eu gostei muito, e ainda hoje gosto, e de facto essa parte que me marcou. Depois quando me libertei da doença foi outra coisa.
Qual é a lembrança mais forte que tem da escola primária?
É o professor. A escola chamava-se no Lar da Cabrada. Na altura tinha ideia que era muito grande, depois voltei lá e era muito pequenina e agora já nem existe, que até casas lá construiram.
O que mais gostava no professor?
Conseguia explicar claro entusiasmando-se. Ainda me lembro do primeiro texto que eu estive a ler. Era sobre a Primavera e o meu pai muito admirado. Eu gostava porque ele consegui-me entusiasmar a ver o que estava ali escrito. E portanto eu estava ligando palavra por palavra, depois lia a segunda, depois lia segunda e a primeira, depois ia lendo. E o primeiro texto que eu li demorou 2 horas, segundo diz o meu pai. Porque ele cnseguia-nos meter entusiasmo nesse trabalho de saber o que estava escrito, o que é que isso representa, as contas. De maneira, que eu depois no ensino secundário não tive dificuldade nenhuma. Fui seguindo. Ainda agora disse, numa entrevista aqui há dias, que uma das vantagens que eu tive na minha formação foi ter um bom professor de instrução primária. Porque quando as coisas começam bem é fácil continuar, mas quando começam mal, depois endireitar. Quando os fundamentos de uma casa são bons, a casa aguenta-se, quando são maus é difícil construir uma casa. E realmente nisso devo muito ao meu professor de instrução primária. Tive sorte.
E lembra-se porque apanhou a primeira reguada?
Olhe não sei porquê. Foi a professora que me mandou lá. A professora não tinha muita simpatia entre os alunos, lá houve qualquer coisa que eu terei falado, e mandou-me lá. O professor riu-se e deu-me devagarinho só para dizer que dava.
Em casa quem é que tinha mais autoridade?
O pai tinha autoridade ou julgava que tinha porque as mães têm muito jeito para ter autoridade. Agora quando ela dizia:"Olha que eu digo ao teu pai.", "Ai não. Se quer-me bater, bata-me a mãe." O meu pai era um homem de muito ardor que fez a sua vida. Veio lá de uma aldeiazinha e a vida foi a pulso, portanto era ditador, e às vezes um pouco violento em certas coisas. A minha mãe era muito equilibrada e eu aprendi muito com a minha mãe. Os homens levam-se melhor com delicadeza e atenção do que com empurrões. E isso a minha mãe sabia usar e a gente aprende com essas coisas. Aprende para a vida inteira.
Relacionava-se melhor com a sua mãe ou com o seu pai?
Os dois, mas com a minha mãe nesse ponto entendia-me melhor. A minha mãe sabia escutar, compreender, acompanhava-me muito nos sucessos e nos fracassos e ajuda-me muito nesse aspecto.
Com descreve a sua mãe?
Eu fisicamente não me lembro muito bem da minha mãe, era mais a maneira de ser, isso é que me ficou de minha mãe. E digo-lhe que depois eu fui reitor, tive esses cargos todos, e quem me marcou para a vida toda foi a minha mãe nesse aspecto: saber aceitar as pessoas, ser amigo das pessoas. Há vários casos na minha vida que me têm acontecido e que sempre procurei resolver de maneira humana, o que nem sempre se consegue porque há gente amargurada que é muito difícil tratar com elas. De facto procurei sempre respeitar as pessoas com quem tratrei e pôr-me sempre do lado delas, porque se nós queremos impor a nossa visão, o nosso ponto de vista, temos que procurar compreender a perspectiva das outras pessoas e ver nesse ponto qual é a melhor solução.
HAREM-367-06201
CorreioElectrónico
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A REVISTA SÃO PAULO EM PERSPECTIVA, da Fundacao Seade, Estado de Sao Paulo, acaba de lancar seu ultimo numero (v+12 ,n 4) dedicado à Comunicacai e informacao.
Nas palavras de seu editor Miguel Chaia "Neste número, São Paulo em Perspectiva traz artigos que discutem e refletem a natureza da comunicação e, particularmente da informação, numa situação na qual avançam rapidamente as conquistas tecnológicas da informática e acentuam-se os efeitos dos meios de comunicação de massa.
Simultaneamente, continuam a funcionar de forma significativa instituições acadêmicas, de pesquisa ou técnicas que buscam produzir e disseminar conhecimento voltado ao desenvolvimento das ciências sociais, à continuidade de pesquisas e ao subsídio a debates e programas públicos, propiciando maior racionalização às intervenções na realidade social.
Considerando estas duas tendências, os textos apresentados analisam as características de uma sociedade globalizada que se fundamenta na mídia eletrônica, na velocidade da comunicação e na heterogeneidade da produção, troca e consumo da informação.
Tal processo torna-se cada vez mais sofisticado, exigindo avançados serviços e aparelhagens tecnológicas, novas relações entre emissão e recepção de mensagens e, também, novas formas de produção de conhecimento.
Nesta situação, os sujeitos devem estar preparados para a inserção em inéditos processos cognitivos, tanto aqueles que são profissionais da área da comunicação, quanto os usuários dos serviços oferecidos.
O Conteudo da Revista pode ser oservado a partir do seu sumario:
SUMÁRIO
COMUNICAÇÃO & INFORMAÇÃO:
O Rumor do Conhecimento
Aldo de Albuquerque Barreto
Gestão e Tratamento da Informação na Sociedade Tecnológica Othon Jambeiro
Comunicação,MídiaeCultura
Norval Baitello Junior
Muito Além da lnformação: mídia ,cidadania e o dilema democrático Mauro P+ Porto
Sociedade da Informação, Comunicações e Democracia Venício A+ de Linia
O Mal-Estar Brasileiro na Sociedade de Informação
Ana Malin
Desmidiatizar o Pensamento: economia das representações e subdesenvolvimento informacional
Margaretihe Born Steinberger
O Imaginário da Cibercultura
André Lemos
Fontes Eletrônicas de Informação: novas formas de comunicação e de produção do conhecimento
Solange Puntel Mostafa / Marisa Terra
Comunicação da Ciência
Isaac Epstein
Informação e Sociedade: novos parâmetros teórico-práticos de gestão e transferência informacional
Regina Maria Marteleto
Sociedade Civil, Estado e Terceiro Setor
Maria do Carmo Brant de Carvalho
A Coordenação, a Argumentação e a Comunicação das Estatísticas: vértices de um mesmo triângulo
Nelson de Castro Senra
A Arquitetura de Sistemas de Informações Estatísticas na Internet Marilda Lopes Ginez de Lara
As Novas e Velhas Demandas por Informação Estatística
Paulo de Martino Jannuzzi
O Sistema Bancário e o Aparecimento da Moeda Eletrônica Maria Cristina Penido de Freitas
A Revista pode ser obtida atraves da Internet no site da Fundação SEADE: ou pelo email : com Cleide
ou Tania, Tel.011-2241654 .
O artigo que tenho na Revista eh fruto de pesquisa em dase de finalização, financiada pelo CNPq e que trata de:
Informacao e conhecimento, pois a informação modificou o seu status na academia quando o seu destino se vinculou ao conhecimento, como fato cognitivo do sujeito e ao desenvolvimento como decorrência social natural da acumulação deste conhecimento.
A essência do fenômeno da informação passou a ser esta condição de intencionalidade em gerar conhecimento no indivíduo e em sua realidade.
As modificações na esfera de influência da informação não foram acompanhadas de uma explanação teórica em que, possíveis evidências do processo de transformação: informacao-conhecimento, fossem esclarecidos.
Esta e outras condições específicas da manifestação da informação como participante deste processo são estudadas neste artigo.
Assim, dividimos o artigo em duas partes: a primeira procura mostrar as possíveis evidências conceituais da existência da relação informação e conhecimento; e a segunda pretende apresentar os resultados iniciais de pesquisa ainda em andamento, onde se procura qualificar os mecanismos de elaboração do pensamento nesta relação de transformação, com dados empíricos paratrês áreas do conhecimento ou comunidades lingüísticas ou grupos informacionais diferenciados: a comunicação, a fisica e a ciencia da informação.
HAREM-378-05667
CorreioElectrónico
PT
Feira da Ciência, Tecnologia e Inovação
Exponor [ mailing@milenar.pt ]
LA FERIA DE CIENCIA 2001 Exponor - Feira Internacional do Porto
Tecnologia e Inovação!
Visionarium CESAE
A EXPONOR - Feira Internacional do Porto organiza de 7 a 10 de Novembro de 2001, a 1ª edição da Feira da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Nos últimos anos, Portugal tem vindo a investir em infra-estruturas de natureza tecnológica e em recursos humanos qualificados, tendo em vista potenciar a função de interface com o mundo empresarial.
Estes investimentos permitiram um desenvolvimento significativo do lado da «oferta» que deverá ser acompanhada por um envolvimento mais directo das empresas .
Esta feira pretende abordar a Ciência, Tecnologia e Inovação|Ciência, Tecnologia e Inovação como instrumentos catalisadores para o desenvolvimento da economia, promoção da inovação e modernização empresarial.
Permitirá, para além da apresentação de projectos e entidades, rentabilizar todo o potencial de investigação e desenvolvimento orientados estrategicamente para um apoio efectivo às empresas.
Em simultâneo com a Feira da Ciência, Tecnologia e Inovação terão lugar as seguintes feiras:
· Subcontrata - Feira Internacional de Subcontratação.
· Intermáquina - Feira Internacional de Máquinas para a Indústria de Rochas Ornamentais, Cerâmicas e Vidro.
· Jornadas de Inovação - Organizado pela Agência de Inovação.
Todo este conjunto de iniciativas pretende, para além de preencher uma lacuna existente, evidenciar tudo o que de bem se faz em Portugal ao nível da Ciência, Tecnologia e Inovação|Ciência, Tecnologia e Inovação, contando com a presença de numerosas entidades e empresas.
Por forma a garantir o sucesso da Feira realizar-se-ão paralelamente actividades tais como seminários temáticos e uma mostra de robótica.
Não perca este evento.
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HAREM-299-08986
Literário
BR
IX AMOR
As cortinas da janela cerraram-se; Cecília tinha-se deitado.
Junto da inocente menina adormecida na isenção de sua alma pura de virgem, velavam três sentimentos profundos, palpitavam três corações bem diferentes.
Em Loredano, o aventureiro de baixa extração, esse sentimento era um desejo ardente, uma sede de gozo, uma febre que lhe requeimava o sangue; o instinto brutal dessa natureza vigorosa era ainda aumentado pela impossibilidade moral que a sua condição criava, pela barreira que se elevava entre ele, pobre colono, e a filha de D. Antônio de Mariz, rico fidalgo de solar e brasão.
Para destruir esta barreira e igualar as posições, seria necessário um acontecimento extraordinário, um fato que alterasse completamente as leis da sociedade naquele tempo mais rigorosas do que hoje; era preciso uma dessas situações em face das quais os indivíduos, qualquer que seja a sua hierarquia, nobres e párias, nivelam-se; e descem ou sobem à condição de homens.
O aventureiro compreendia isto; talvez que o seu espírito italiano já tivesse sondado o alcance dessa idéia; em todo o caso o que afirmamos é que ele esperava, e esperando vigiava o seu tesouro com um zelo e uma constância a toda a prova; os vinte dias que passara no Rio de Janeiro tinham sido verdadeiro suplício.
Em Álvaro, cavalheiro delicado e cortês, o sentimento era uma afeição nobre e pura, cheia de graciosa timidez que perfuma as primeiras flores do coração, e do entusiasmo cavalheiresco que tanta poesia dava aos amores daquele tempo de crença e lealdade.
Sentir-se perto de Cecília vê-la e trocar alguma palavra a custo balbuciada; corarem ambos sem saberem por quê, e fugirem desejando encontrar-se; era toda a história desse afeto inocente, que se entregava descuidosamente ao futuro, librando-se nas asas da esperança.
Nesta noite Álvaro ia dar um passo que na sua habitual timidez, ele comparava quase com um pedido formal de casamento; tinha resolvido fazer a moça aceitar, malgrado seu, o mimo que recusara, deitando-o na sua janela; esperava que encontrando-o no dia seguinte, Cecília lhe perdoaria o seu ardimento, e conservaria a sua prenda.
Em Peri o sentimento era um culto, espécie de idolatria fanática, na qual não entrava um só pensamento de egoísmo; amava Cecília não para sentir um prazer ou ter uma satisfação, mas para dedicar-se inteiramente a ela, para cumprir o menor dos seus desejos, para evitar que a moça tivesse um pensamento que não fosse imediatamente uma realidade.
Ao contrário dos outros ele não estava ali, nem por um ciúme inquieto, nem por uma esperança risonha; arrostava a morte unicamente para ver se Cecília estava contente, feliz e alegre; se não desejava alguma coisa que ele adivinharia no seu rosto, e iria buscar nessa mesma noite, nesse mesmo instante.
Assim o amor se transformava tão completamente nessas organizações, que apresentava três sentimentos bem distintos; um era uma loucura, o outro uma paixão, o último uma religião.
Loredano desejava; Álvaro amava; Peri adorava. O aventureiro daria a vida para gozar; o cavalheiro arrostaria a morte para merecer um olhar; o selvagem se mataria, se preciso fosse, só para fazer Cecília sorrir.
Entretanto nenhum desses três homens podia tocar a janela da moça, sem correr um risco iminente; e isto pela posição em que se achava o quarto de Cecília.
Embora o alicerce e a parede corressem a uma braça de distancia da ribanceira, D. Antônio de Mariz para defender esta parte do edifício tinha feito construir um respaldo que se abaixava da precinta das janelas até à beira da esplanada; era impossível pois caminhar sobre este plano inclinado, cuja face lisa e polida não oferecia nenhuma adesão ao pé o mais firme e o mais seguro.
Abaixo da janela abria-se a rocha cortada a pique e formava um valado profundo, coberto por um dossel verde de trepadeiras e cipós que servia de habitação a todos esses répteis de mil formas que pululam na sombra e na umidade.
Assim o homem que se precipitasse do alto da esplanada nessa fenda larga e funda, se por um milagre não se espedaçasse nas pontas da rocha, seria devorado em um momento pelas cobras e insetos venenosos que enchiam essas grotas e alcantis.
Havia alguns instantes que a cortina da janela se tinha cerrado; apenas uma luz vaga e mortiça desenhava na folhagem verde-negro do óleo o quadro da janela.
O italiano que tinha os olhos fitos nesse reflexo como em um espelho, onde revia todas as imagens de sua louca paixão, estremeceu de repente. Na claridade debuxava-se uma sombra móbil; um homem se aproximava da janela.
Pálido, com os olhos ardentes e os dentes cerrados, pendido sobre o precipício, seguia as menores evoluções da sombra.
Viu um braço que se estendia para a janela, e a mão que deixava no parapeito um objeto qualquer, mas tão pequeno que não se percebia a forma. Pela manga larga do gibão, ou antes pelo instinto, o italiano adivinhou que este braço pertencia a Álvaro; e compreendeu o que esta mão havia deitado na janela.
E não se enganava.
Álvaro, segurando-se a uma estaca do jardim e pondo um pé sobre o respaldo, coseu o corpo à parede; inclinando conseguiu realizar o seu intento.
Depois voltou partilhado entre o temor da ação que praticara, e a esperança de que Cecília lhe perdoaria.
Loredano apenas viu desaparecer a sombra, e ouviu os ecos dos passos do moço, que se repercutiam surdamente no fundo do precipício, sorriu. Sua pupila fulva brilhou na treva, como os olhos da irara.
Tirou a sua adaga e cravou-a na parede tão longe quanto lhe permitiu a curva que o braço era obrigado a fazer para abarcar o ângulo.
Suspendendo-se então a este fraco apoio pôde galgar o respaldo e aproximar-se da janela; à menor indecisão, ao menor movimento, bastava que o pé lhe faltasse, ou que o punhal vacilasse no cimento, para precipitar-se com a cabeça sobre as pedras.
Enquanto isto se passava, Peri sentado tranqüilamente no galho do óleo, e escondido pela folhagem, assistia imóvel a toda esta cena.
Logo que Cecília cerrou as cortinas da janela, o índio vira os dois homens que colocados à direita e a esquerda pareciam esperar.
Esperou também, curioso de saber o que se ia passar, mas resolvido, se fosse preciso, a lançar-se de um pulo sobre aquele que ousasse fazer a menor violência, e a caírem ambos do alto da esplanada. Tinha reconhecido Álvaro e Loredano; desde muito tempo que conhecia o amor do cavalheiro por Cecília; mas sobre o italiano nunca tivera a menor suspeita.
O que podiam querer estes dois homens? Que vinham eles fazer ali àquela hora silenciosa da noite?
O movimento de Álvaro explicou-lhe parte do enigma; o de Loredano ia fazer-lhe compreender o resto.
Com efeito, o italiano que se aproximara da janela, conseguiu com um esforço fazer cair o objeto, que Álvaro ai tinha deixado, no fundo do precipício. isto voltou do mesmo modo, e retirou-se retirou-se o prazer dessa vingança simples, mas cujo alcance ele previa.
Peri não se moveu.
Tinha compreendido com a sua sagacidade natural o amor de um e o ciúme do outro; e formulou na sua inteligência selvagem e na sua adoração fanática um pensamento, que para ele era muito simples.
Se Cecília julgasse que isto devia ser assim, pouco lhe importava o mais; porém, se o que tinha visto lhe causasse uma sombra de tristeza, e empanasse um momento o brilho de seus olhos azuis, então era diferente. O índio sacrificaria tudo, antes do que consentir que um pesar anuviasse o rostinho faceiro de sua bela senhora.
Assim, tranqüilizado por esta idéia, ganhou a cabana, e dormiu sonhando que a lua lhe mandava um raio de sua luz branca e acetinada para dizer-lhe que protegesse sua filha na terra.
E com efeito, a lua se elevava sobre a cúpula das árvores, e iluminava a fachada do edifício.
Então quem se aproximasse de uma das janelas que ficavam na extrema do jardim, veria na penumbra do portal um vulto imóvel.
Era Isabel que velava pensativa, enxugando de vez em quando uma lágrima que desfiava-lhe pela face.
Pensava no seu amor infeliz, na solidão de sua alma, tão erma de recordações doces, de esperanças queridas. Toda essa tarde fora um martírio para ela; vira Álvaro falar a Cecília, adivinhara quase as suas palavras. Há poucos momentos tinha percebido a sombra do moço que atravessara a esplanada, e sabia que não era por sua causa que ele passava.
De vez em quando seus lábios tremiam e deixavam escaparem-se algumas palavras imperceptíveis:
Se eu quisesse!
Tirava do seio uma redoma de ouro, sob cuja tampa de cristal se via um anel de cabelos que se enroscava no estreito aro de metal.
O que havia dentro desta redoma, de tão poderoso, de tão forte, que justificasse aquela exclamação, e o olhar brilhante que iluminava a pupila negra de Isabel?
Seria um segredo, um desses segredos terríveis que mudam de repente a face das coisas, e fazem surgir o passado para esmagar o presente?
Seria algum tesouro inestimável e fabuloso, a cuja sedução a natureza humana não devia resistir?
Seria uma arma poderosa e invencível, contra a qual não houvesse defesa possível senão em um milagre da Providência? Era o pó sutil do curare, o veneno terrível dos selvagens. Isabel colou os lábios no cristal com uma espécie de delírio. Minha mãe!... minha mãe!.. Um soluço rompeu-lhe o seio.
Próximo Capítulo
HAREM-36B-03802
Expositivo
BR
O cão é um mamífero, sendo também um animal doméstico e comumente chamado de CACHORRO. É o mais antigo dos animais domesticados, com indícios de domesticação hÁ 12.000 ou 14.000 anos, entre os povos asiáticos.
Como animal de temperamento relativamente dócil, o cão pode ser treinado para executar grande número de tarefas úteis ao homem, como cuidar de rebanhos, caçar, vigiar propriedades, guiar cegos e até puxar pequenos trenós. Ao longo dos séculos, selecionando os cães por suas aptidões, características físicas ou tipo de comportamento,o homem desenvoveu uma grande variedade de raças caninas, que atualmente são classificadas em diferentes categorias.
De acordo com a CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia), órgão filiado ao FCI (Fédération Cynologique Internationale), existem onze grupos de raças no Brasil. São eles:
Grupo 1: Cães Pastorese Boiadeiros(Exceto Boiadeiros Suíços)
Grupo 2: Pinscher e Schnauzer, Molossóides, Boiadeirose Montanheses Suíçose raças assemelhadas
Grupo 3: Terriers
Grupo 4: Dachshunds
Grupo 5: Spitze cães do tipo primitivo
Grupo 6: Sabujos Farejadorese Raças Assemelhadas
Grupo 7: Cães Apontadores
Grupo 8: Cães D'água, Levantadores e Retrievers
Grupo 9: Cães de Companhia
Grupo 10: Lebréis de Pêlo Longo ou Franj
Grupo 11: Raças não reconhecidas pela FCI, como American Pit Bull Terrier, Ovelheiro Gaúcho e o Bulldogue Americano, entre outros.
A onça, ou jaguar, é um mamífero (Panthera onca), da ordem dos carnívoros, família dos felídeos, encontrado em todo o continente americano, dos EUA à Argentina e em todo o Brasil. Atinge até 1,80m do focinho à ponta da cauda, e 65 cm de altura. Noctívaga, a onça vive em matas, em geral próxima a rios, e preda animais como antas, preguiças e jacarés.
A capivara é o maior entre os roedores do mundo.
Ela pode ser encontrada em certas áreas da América Central e do Sul, próximas a rios e lagos. A capivara é uma excelente nadadora e inclusive possui pés com pequenas membranas. Ela se reproduz na água e também usa a água como defesa, escondendo-se de seus predadores. Ela pode permanecer submersa por alguns minutos. A capivara também é conhecida por dormir submersa com apenas o focinho fora d'água.
Nas regiões ao longo do Rio Paraná no sul do Brasil e norte da Argentina, as capivaras são frequentemente capturadas e aprisionadas para criações em cativeiro ou para serem abatidas como carne de caça. Seu nome espanhol é Carpincho.
Quando os missionários espanhóis encontraram a capivara no Brasil durante o século XVI, eles escreveram ao papa perguntando - aqui existe um animal com escamas mas que também é peludo, passa a maior parte do tempo na água mas ocasionalmente vem para terra; devemos classificá-lo como um peixe (e assim os índios podem continuar a comê-lo durante a Semana Santa)? Não havendo uma descricão clara do animal (e não querendo que os requerentes morressem de fome), o Papa concordou em declará-lo como peixe, e ainda hoje classificado assim.
O Uacari-Branco (nome científico: Cacajau calvus) é um macaco encontrado originariamente na Amazônia brasileira.
HAREM-69G-06024
Jornalístico
PT
Almeida Henriques, presidente da Associação Industrial da Região de Viseu (AIRV), é o novo rosto do Conselho Empresarial do Centro (CEC). Para o seu mandato até 2002 à frente deste órgão, o "patrão do centro" tem como objectivos tornar o CECnum lobby de pressão junto dos poderes regionais e poder central e apostar cada vez mais na Câmara da Indústria e do Comércio. Consciente de que as realidades empresariais dos seis distritos que constituem o CEC são diferentes, Almeida Henriques acredita que há pontos de convergência que têm que ser desenvolvidos por forma a tornar o sector empresarial da região cada vez mais forte, apostando igualmente na internacionalização
Diário Regional de Viseu (DRV): Quais são os principais objectivos do Conselho Empresarial do Centro (CEC)?
Almeida Henriques (A.H.): O CEC foi criado numa lógica de unir as associações da Região Centro, quer sejam industriais, quer sejam comerciais, quer sejam agrícolas. O primeiro objectivo foi basicamente juntar as associações para criar um lobby empresarial forte e mais consistente. Este foi o módulo que esteve na criação do CEC.
DRV: O CEC está integrado nalguma estrutura nacional?
A.H.: Não, não está. No fundo é uma união das associações da Região Centro. É um exemplo único a nível nacional. Há um muito parecido do Norte e outro no Alentejo, mas nada que se compare ao CEC em termos de estrutura organizacional e na representatividade. Hoje o CEC representa quase 40 associações dos seis distritos da Região Centro.
DRV: E então porque é que não está filiado numa estrutura nacional?
A.H.: Essa é uma discussão que neste momento está a correr internamente e que eu suscitei na minha candidatura: a necessidade de aumento do CEC e especialização dos sectores. Estamos a tentar encontrar aqui uma forma intermédia. Como não pertencemos ainda a nenhuma das confederações, pelo facto de sermos um órgão regional, numa reunião do executivo deliberámos que associações que temos dentro da Confederação do Comércio, dentro da Confederação do Turismo irão, para já, fazer a ponte entre os associados do CEC e as próprias confederações, nomeadamente através da busca de informação. Este é um tema mesmo actual em termos da remodelação interna que estamos a fazer.
DRV: Como funciona o CEC?
A.H.: Funciona como uma plataforma de entendimento. A sua principal vocação é criar um espaço de entendimento entre as próprias associações para aproveitamento de sinergias. Só que já funciona um bocado para além disso. Hoje o CEC tem uma estrutura devidamente organizada, tem alguns programas que desenvolve em rede com as associações e é também um facilitador de programas, isto é: as associações utilizam a capa do CEC para poderem mais facilmente reivindicar as suas pretensões. O CEC é o interlocutor natural junto da CCR para todas as associações da região centro, portanto junto do poder regional. Começa também a ser interlocutor natural junto do poder central. Funciona um bocado dentro desta plataforma de alguns serviços que presta, mas também de uma ligação que faz aos poderes regional e central.
DRV: Esta ligação com o poder central é feita de que forma?
A.H.: Em relação ao poder nacional é um espaço que estamos a conquistar aos poucos e no qual ainda temos que dar um salto bastante grande. O CEC tem que ser olhado como um parceiro social, não o é neste momento nem é reconhecido como tal. Neste âmbito das parcerias sociais, o próprio Governo deverá ter o cuidado de começar a solicitar ao CEC participação e nós podemos participar nas comissões especializadas e estar cada vez mais próximos das tomadas de decisão e afluir nessas mesmas decisões. Achamos que a Região Centro deverá ter um papel forte na tomada de decisões.
DRV: Quais as propostas do CEC, durante este seu mandato, até 2002?
A.H.: São três os pilares que apresentei para o meu mandato. O principal é desenvolver e implementar a característica do CEC enquanto lobby de pressão. Para tal, é preciso unir as forças do Centro e encontrar pontos de convergência
DRV: E é fácil?
A.H.: É obvio que não. A mensagem que eu tenho feito passar nas associações é que elas não são complementares no âmbito territorial, mas se desenvolvermos todos um trabalho concentrado, mais facilmente conseguiremos um desenvolvimento harmonioso do tecido empresarial, uma maior competitividade para as empresa e mais qualidade.
DRV: Mas há diferenças entre, por exemplo, o tecido empresarial de Viseu e o de Aveiro. De que forma é que se poderá conciliar este desenvolvimento harmonioso?
A.H.: Há indicadores que são comuns a todo o país. É evidente que os seis distritos da Região Centro são extremamente diversificados. Também estes distritos têm caracteristicas diferentes, mas há aspectos de convergência e temos desde logo que encontrar e procurar o que nos une, saber que os distritos têm muito em comum e que as associações aí têm uma função complementar umas das outras. É preciso não esquecer que haverá concerteza dossiers em que os distritos irão ser concorrentes entre si. O que nós pensamos é que o CEC pode ser uma plataforma de entendimento. Se o empresariado se conseguir pôr de acordo em relação a questões básicas mais facilmente poderemos influenciar, por exemplo, as decisões políticas.
No fundo é o lobby de pressão. Inclusivamente vamos criar um conselho de presidentes para discutir determinadas matérias. Temos que criar o hábito de chamar os membros do Governo a virem ao Centro discutirem as questões. Por exemplo, e porque não, dizer ao ministro das Finanças para vir cá e discutir o Orçamento de Estado connosco e a Reforma Fiscal
DRV: E quanto aos restantes pilares do mandato?
A. H.: Um outro pilar prende-se com a Câmara do Comércio e Industria. O CEC foi reconhecido há dois anos como Câmara do Comércio e Industria. Já foi desenvolvendo algumas valências e ganhando alguma estrutura e do ponto de vista das relações transfronteiriças já se tem vindo a desenvolver alguns programas.
A perspectiva para o futuro é desenvolver esta Câmara em três vertentes: internacionalização, ambiente e qualidade e ao mesmo tempo criar serviços. Isto é, queremos desenvolver um tribunal arbitral para a actividade empresarial dentro da Câmara, queremos apresentar junto do Governo um projecto de criação de um cartório de competências especializado que possa funcionar nestes seis distritos. Queremos que efectivamente a Câmara seja cada vez mais uma realidade e que a nossa dinâmica esteja à frente da própria regulamentação porque as câmaras estão legisladas mas não estão regulamentadas. As Câmaras deverão assumir responsabilidades que resultem de uma contratualização com o Estado porque há serviços que o Estado presta mal e que as Câmaras poderão prestar, permitindo ao tecido empresarial ser cada vez mais competitivo. A Câmara deve ser de facto uma estrutura forte.
DRV: De que modo o tecido empresarial da região poderá chegar à internacionalização?
A. H.: Muitas vezes procura-se dar a imagem de que a Região Centroé essencialmente agrícola e florestal. Mas o certo é que esta região hoje também já tem espaços de afirmação. É óbvio que a internacionalização tem que ser um objectivo prioritário. Temos aqui um manancial que se chamam relações transfronteiriças e da qual estamos ainda a tirar pouco partido. Temos que encontrar formas junto do ICEP de lançar para além fronteiras a internacionalização das nossa empresas, procurando as comunidades emigrantes para podermos investir, identificando os países da Europa onde seja mais fácil chegar, não esquecendo os PALOPS e o Brasil.
DRV: Mas neste momento como é que se pode pensar em internacionalização se, por exemplo, ainda há muito para fazer no que diz respeito à fixação de empresas nesta zona?
A. H.: Nós temos que queimar aqui as várias etapas. Se o CEC se quer afirmar e dar o salto qualitativo, no fundo é aumentar a percentagem do PIB, para o fazer crescer estas várias políticas têm que ser desenvolvidas em simultâneo. Se ficarmos à espera por determinados indicadores para dar o salto não o vamos conseguir. Agora é claro que vamos continuar a solicitar ao Governo medidas que visem fixar o investimento e que visem alguns distritos da região que sofrem com a desertificação. Temos que ter noção deste equilíbrio ao mesmo tempo que defendemos incentivos para cativar investimentos para Viseu, para a Guarda e Castelo Branco. Temos que ter uma visão global das coisas e procurar pontos de equilíbrio, desenvolvendo políticas simultâneas.
DRV: Quantas empresas representa o CEC?
A.H: Representa para cima de 30 mil empresas, dos mais variados sectores. Há um aspecto que está nos meu horizontes, digamos que todas as associações têm lugar no CEC, mesmo as que ainda não estão. Ainda recentemente aderiu a Associação Comercial de Aveiro. O CEC também tem algumas associações sectorias e nós vamos tentar incrementar a representatividade do sector agrícola, onde se inclui também os vinhos. Nem é tão relevante as empresas, o importante é que quanto mais associações tivermos mais representatividade terá o CEC. A maior parte das valências que criamos é para depois serem desenvolvidas em rede com as várias associações. E é precisamente este ponto que constitui o terceiro pilar daquilo que é o meu plano para o mandato e que é ao arrancar um conjunto de apoio às associações, dar lugar às associações mais pequenas criando programas que elas possam executar, designadamente de apoio às micro empresas, e promover a qualificação das próprias pequenas empresas.
Ora, para tal, é necessário estar atento aos vários estadios da economia da região, procurando encontrar formas de ajudar essa mesma economia nos seus vários estratos a ser mais competitiva, aumentar a sua produtividade e procurar a sua internacionalização.
DRV: Concordou com a remodelação feita nas pastas da Economia e das Finanças?
A. H: Esta é uma opinião pessoal e não como presidente do CEC. Entendo que o Ministério da Economia deva ser o ministério das empresas e procurar fazer realmente um bom trabalho. Por outro lado, tem que estar atento às empresas públicas e exigir que não tenha que ser o Orçamento de Estado a suportar os défices que estas empresas têm.
A economia tem que ser cada vez mais privatizada. A tendência natural é que todos os sectores da economia portuguesa estejam privatizados, podendo haver uma ou outra que possa continuar nas mãos do Estado.
Hoje, o próprio Estado tem que encontrar mecanismos de poder executar as coisas de uma forma rápida, mas desde o acto de decisão até à concretização vai um grande tempo, perfeitamente desnecessário. O Estado tem é que avançar com a reforma administrativa. Nós sabemos que temos um excedente de pessoas e sabemos bem a forma de funcionamento. O Estado em vez de estar a tentar encontrar formas de ultrapassar as suas deficiencias, deverá começar pela privatização dos serviços. Esta mentalidade do Estado está a prejudicar a mentalidade empreendedora dos portugueses. As pessoas, hoje em dia, não pensam numa lógica de empreendurismo. Isto é um tipo de mentalidade que vai da própria forma como o Estado funciona.
Não se pode exigir só aos empresários para serem competitivos num Estado que não funciona.
DRV: Qual é o peso que a região de Viseu tem, a nível empresarial, no CEC.
A. H.: Viseu tem duas realidades muito distintas: a Dão-Lafões e o Douro Sul. Se ligarmos aos dados da Dão-Lafões, Viseu deu um salto espantoso e hoje estará muito acima da média. Agora, os indicadores do Douro Sul são preocupantes porque não se tem apostado naquela zona. A falta de vias de comunicação e a falta de apostas noutras áreas faz com que a zona vá ficando para trás. Na AIRV (Associação Industrial da Região de Viseu) há algumas empresas do norte do distrito e é já uma das intenções estar mais perto das empresas daquela zona, estando prevista a abertura de uma delegação da AIRV naquela região, assim como na parte sul do distrito.
DRV: E em termos de internacionalização das empresas da região de Viseu, como é que é ? E quais são os principais problemas com que se deparam?
A. H.: Há bons exemplos de empresas da nossa região que estão no mercado espanhol de uma forma bem competitiva, por exemplo na área da cerâmica. O acto de internacionalizar é tanto encontrar parceiros do lado de lá e importar, como chegar lá e vender o nosso produto.
Há um problema de qualificação de quadros e as pessoas hoje não podem procurar um emprego para a vida toda, tem que haver uma flexibilidade mental.
HAREM-47H-07622
Jornalístico
PT
Navios de guerra portugueses e espanhóis em Leixões
Uma força naval de quatro navios de guerra portugueses e espanhóis, com uma guarnição total de mais de 640 tripulantes, faz escala no Porto de Leixões a 06 e 07 de Fevereiro, disse ontem fonte da Zona Marítima do Norte.
Os navios «Corte Real», «João Belo», «Andalucia» e «Berrio» têm entre 103 e 140 metros de comprimento e são comandados pelo capitão de mar e guerra Fernando José Ribeiro de Melo Gomes.
A força naval, que estará aberta a visitas no dia 07, desloca-se ao Porto de Leixões no âmbito do exercício Contex 99.
HAREM-391-05918
Web
PT
confrontos.Carlos Fontes
Director: Carlos Fontes
Século XXI
A Nova Desordem Mundial : Os Sinais da Guerra EUA-Iraque
Em breve:
Século XX: Entre o Progresso e a Barbárie
O Estado Alemão, durante o período nazi (1933-1945), pilhou sistematicamente os bens do judeus. Milhões deles foram mortos em campos de concentração, muitos pelo método a que chamavam "morte pelo trabalho": os presos eram obrigados a trabalharem até á morte.
"Ouvi como o rabino de Varsóvia foi assassinado no Yom Kippur. Mandaram-no varrer a rua. Depois mandaram-no recolher o lixo no gorro de pele que trazia; quando se baixou, cravaram-lhe por três vezes uma baioneta nas costas. Continuou a trabalhar e morreu a trabalhar".
De Notas do Gueto de Varsóvia, de Emmanuel Ringelblum, 26 de Abril de 1941.
No século XX, às carnificinas da 1ª. Guerra Mundial (1914-1918), sucedeu-se o delírio exterminador dos nazis na Alemanha. Entre as suas vítimas, contaram-se 6 milhões de judeus europeus, ou seja, 40% da comunidade judaica mundial. Esta chacina é apenas a ponta de Iceberg de extermínios que tem varrido o mundo.
Os motivos que alegadamente desencadearam estas carnificinas são os mais diversos: conflitos raciais, religiosos, étnicos ou políticos, etc. Qualquer coisa tem servido para justificar a morte do próximo, a sua exploração desenfreada, a pilhagem dos seus bens incluindo a anexação dos seus territórios.
Grupo de jovens neonazis, na Alemanha actual, insultando um imigrante.
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O Brazão da Minha Família
Olá!
Sou o Diogo, tenho 16 anos e decidi criar esta página por mim, mas mais pela minha causa.
Antes de falar da minha causa, vou tentar falar um pouco de mim: Nasci a 18 de Fevereiro de 1984. Moro no Porto e estudo no 11º ano(Economia).Pratico equitação(tornou-se a 5º máxima da minha vida), adoro história e não perco um bom documentário. Adoro cinema e prefiro filmes de Drama ou "Históricos"|Drama ou "Históricos".
Deus, a Pátria, O Rei, a Família e a equitação são as máximas da minha vida e a minha causa incere-se na 2º e na 3º máxima.
Sou contra o federaliamo Europeu (mas a favor da comunidade europeia das nações) e sou monárquico. Ao contrário do que muitos pensam não herdei a vontade de ser Monárquico|Monárquico, pois na minha família não há um único monárquico a não ser eu. Contudo sou descendente de família Nobre pelo lado da minha mãe, mas nem por isso a minha família se torna Monárquica|Monárquica. Com isto entende-se que para ser Monárquico|Monárquico basta preferir a Instituição Real em deterioração da Republicana, não é preciso pertencer a famílias aristocráticas(como muitos pensam e mal, aproveitando-se disso para nos criticar).
Podia dizer muito mais á cerca de mim e da minha causa, mas como não percebo muito de internet, vou perquisar mais um pouco para ver como é a estrutura da página, mais tarde falo mais de mim e da minha causa.
Com os melhores cumprimentos e Saudações Monárquicas:
Diogo Costa V. T. Pereira
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Isotexsa - Impermeabilização para a Construção Civil, Lda ::::::..
Última actualização: 09-01-2003
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Exclusividade em Portugal
Uma empresa com força para investir neste novo produto. É o que comprova a entrevista da semana com o Gerente da Isotexsa, Fernando Domingues.
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Era uma vez ...
Fundada e iniciada a actividade em 1971, foi uma das primeiras empresas a representar produtos da TEXSA Portuguesa, dando origem assim ao seu nome Isotexsa.
Situada em Leiria, com um capital social de 7.481,97 euros, inicia o mercado do distrito de Santarém e posteriormente, Leiria e Coimbra. Poucos anos depois, passa a gastar produtos de outros fornecedores nacionais e internacionais onde alarga a sua actividade a todo o país.
Em 1986, houve uma reestruturação da empresa e um dos sócios vende a sua quota. A Isotexsa fica com dois sócios e o capital social é aumentado para 49.879,79 euros.
Em 1989, a empresa é adquirida pelos actuais sócios gerentes, Fernando Domingues, sua esposa Cremilde Domingues e filhos, aumentando o capital social para 124.699,48 euros.
Hoje, a Isotexsa conta com 30 colaboradores especializados na aplicação e gestão da mesma. Tem como principal objectivo, a qualidade de vida nos edifícios, onde o morador é cada vez mais exigente e merecedor de toda a informação, por parte dos projectistas, promotores, instaladoras e construtores.
Com o sector de mercado na Construção Civil, Obras Públicas, Condomínios e obras particulares, a Isotexsa comercializa e aplica os seus produtos, em todo o continente e arquipélagos.
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HAREM-852-03914
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Intelbras - Empresa ....
"A organização tem como princípio que o bom resultado só será obtido através da satisfação e superação das necessidades dos clientes, da manutenção de um moral elevado dos colaboradores e do atendimento das expectativas dos acionistas.
Foi assim, praticando esta verdadeira "política da qualidade", que a Intelbras alcançou a liderança no mercado nacional, também se destacando no cenário internacional com uma forte presença na América Latina.
Intelbras é a marca do telefone no Brasil.
E qualidade é a marca da Intelbras".
1976, um marco histórico da telefonia brasileira. Nascia a Intelbras. Desde o início o objetivo era audacioso: tornar-se a maior fabricante brasileira de centrais e aparelhos telefônicos.
Para isso, a Intelbras direcionou sua atuação para a qualidade total de seus produtos.
Em 1987, foi a primeira empresa a lançar uma Central tipo PABX|Central tipo PABX com tecnologia nacional.
Durante muitos anos, a Intelbras foi a fornecedora de quase todos os programas de telefonia governamentais.
Em 1990, lançou aparelhos telefônicos, terminais inteligentes (KS), micro centrais e pequenas centrais, além de peças e acessórios, direcionando sua atuação para a iniciativa privada.
Em 1992, uma nova filosofia administrativa foi implantada, criando Programas de Qualidade e de Gestão Participativa, aumentando a produtividade e a competitividade no mercado.
As exportações iniciaram em 1996, principalmente para os países da América Latina.
Em 1996, o certificado ISO 9001 atestou seu nível de qualidade internacional.
Hoje, o nome Intelbras é uma marca de qualidade e avanço tecnológico.
Uma posição alcançada, passo a passo, numa longa história de sucesso.
A Intelbras nasceu em 1976 com um desafio: ser uma das primeiras empresas brasileiras a atuar no mercado de telecomunicações.
Um desafio plenamente superado, tanto que hoje já é a primeira em participação no mercado nacional.
Com sede em São José, estado de Santa Catarina, cidade vizinha da turística capital Florianópolis, a Intelbras conta com uma área total de mais de 36 mil m², sendo 15 mil m² de área construída.
Ali atuam mais de 600 funcionários, profissionais altamente treinados e especializados em produzir qualidade.
Fábrica: São José - Santa Catarina - Brasil Intelbras S/A - Indústria de Telecomunicação Eletrônica Brasileira Rodovia BR 101, Km 212, Área Industrial 88.104-800 - São José - SC - Brasil Fones: Dpto.
Comercial: (048) 281-9600 Dpto.
Compras: (048) 281-9620 Dpto.
Marketing: (48) 281 9595 Dpto.
Técnico: (48) 281 9900 Fax: (048) 281-9505 CGC/ MF: 82.901.000/0001-27 Inscr.
Estadual: 250.082.764
HAREM-862-03412
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BR
Concurso Para Auditor Fiscal do INSS
Já está pronta a minuta do edital do concurso para auditor fiscal do INSS, que oferecerá 150 vagas, prometidas pelo governo federal, conforme revelou o chefe de Divisão na Coordenação Geral do INSS, Maurílio Gonçalves Dias.
O INSS aguarda apenas a autorização oficial, para dar início ao processo seletivo.
No dia 30 de junho, a Comissão de Controle e Gestão Fiscal, do Ministério da Fazenda, publicou, no Diário Oficial, uma recomendação ao Ministério de Orçamento e Gestão, pela autorização para a abertura de concursos.
No total, a oferta será de 3.728 vagas, em carreiras de nível superior, conforme promessa feita no dia 30 de maio.
Uma fonte do INSS disse que é grande a possibilidade da Universidade de Brasília (UnB) organizar o seu concurso.
A instituição é a mesma que coordenou o último processo seletivo do INSS, realizado em 1998.
Para participar do concurso é necessário ter concluído curso superior em qualquer área.
A remuneração é de R$2.409,66, podendo chegar a R$3.613, com a Gratificação de Desempenho por Atividade Tributária (GDAT), obtida em função do alcance das metas de arrecadação e dos resultados obtidos com a fiscalização.
O diretor de Arrecadação Fiscal do INSS, Luiz Alberto Lazinho, acredita que o conteúdo programático das provas seguirá o modelo do último processo seletivo, realizado em 1998.
"Os candidatos devem dar especial atenção a Contabilidade, Direito Tributário e Legislação Previdenciária", sugeriu Luiz Alberto Lazinho.
Para aqueles que vão participar do processo seletivo, o professor de Direito Previdenciário Fábio Zambite dá uma dica importante: os candidatos devem estudar com bastante atenção o Decreto 3.048/99, que aprova o Regulamento da Previdência Social.
"A Legislação é muito extensa.
Ao invés de estudar as Leis de Custeio e de Benefícios, além do Regulamento da Previdência Social sugiro que o candidato estude diretamente o Decreto 3.048/99, que reproduz o que dizem essas leis.
Assim, o candidato ganha tempo na hora de estudar", orienta.
Outra sugestão do professor é que os concorrentes analisem com especial atenção a Lei 9.876/99, que introduz alterações na Previdência Social.
"Uma dessas alterações diz respeito à mudança no cálculo das aposentadorias.
Essa lei também cria o fator previdenciário, que certamente será uma das questões da prova", disse.
HAREM-793-04789
Jornalístico
PT
Polémica em Vila do Conde
PSD denuncia poluição
A Comissão Política Concelhia do PSD de Vila do Conde divulgou recentemente um comunicado denunciando casos de poluição que assolam a freguesia de Ferreiró -- um bastião Socialista|Socialista -- e que, no entender dos sociais-democratas, retratam «exemplos de má gestão» da Câmara Municipal.
O documento «laranja» acusa a edilidade de não ter realizado as obras de saneamento da Urbanização 25 de Abril, cujos detritos, diz o comunicado, estão a ser lançados «a céu aberto» para um arruamento vizinho. Referem ainda a existência de uma sucata no «centro de uma zona residencial, onde as águas dos poços correm riscos de contaminação». Finalmente, o PSD divulga que uma fábrica local, a Ferro-Têxtil, está a poluir o «ribeiro dos peixes», colocando em causa o seu aproveitamento para as regas dos terrenos agrícolas que circundam aquela área.
Confrontado com as acusações sociais-democratas, Saraiva Dias, vereador substituto do presidente da autarquia, referiu ao PÚBLICO que o comunicado do PSD contém «um conjunto de atoardas, distantes da realidade». No entanto, o autarca reconhece que existem problemas na Urbanização 25 de Abril, que «a Câmara está a resolver, prevendo para breve a instalação dos contentores necessários». Quanto à sucata, o vereador lembra que «foi o Governo de Cavaco Silva|Governo de Cavaco Silva que legislou sobre essa matéria», permitindo a permanência das sucatas até Maio de 1996. De qualquer forma, a autarquia já comunicou aos proprietários que, após essa data, não irá permitir casos de poluição ambiental.
Na mesma linha, o vereador lembra que a Ferro-Têxtil foi licenciada pelo Ministério da Indústria do Governo cessante, a quem deverá ser imputada a responsabilidade de eventuais problemas. Ao que o PÚBLICO apurou, a administração da empresa chegou recentemente a um acordo com a Direcção Regional do Ambiente para que os detritos sejam encaminhados para uma estação de tratamento de águas residuais a construir em Fradelos, no âmbito do projecto de despoluição do rio Ave. A.T.M.
HAREM-554-05073
Jornalístico
BR
MONEY 1
O escritor Clive Cussler, autor das aventuras de Dirk Pitt, assinou um contrato de US$ 14 milhões com a Simon & Schuster para a publicação de dois livros.
HAREM-556-01087
Técnico
PT
SISTEMA ADENIL-CICLÁSICO
Um dos mecanismos de transdução mais frequentemente utilizado pelas hormonas hidrófilas e pelos neurotransmissores, é o sistema adenil-ciclásico, assim designado pelo facto de recorrer a uma enzima, a adenil-ciclase.
Em termos gerais, pode-se decompor este mecanismo em 5 etapas:
Uma molécula mensageira entra em contacto com um receptor e a ele se fixa especificamente;
Nestas circunstâncias, a proteína receptora altera a sua conformação e adquire a propriedade de poder induzir a activação de várias ( n1 ) moléculas de adenil-ciclase (proteína intrínseca da membrana);
A adenil-ciclase produz um mensageiro intracelular: a adenosina monofosfato cíclica (AMP cíclico ou AMPc), a partir da adenosina trifosfato ou ATP.
Cada molécula de adenil-ciclase produz n2 AMPc.
Cada AMPc activa, por sua vez, uma outra enzimas, uma proteína quinase AMPc dependente, cuja missão consiste em fosforilar certas proteínas da célula, isto é, transferir para elas um fosfato do ATP;
Se a proteína fosforilada for uma enzimas, esta será activada e actuará de seguida sobre n3 outras moléculas X, transformando-as em outras tantas moléculas Y.
No limite, uma só molécula mensageira induziu , sem penetrar na célula, a produção de n1xn2xn3 moléculas Y.
Este mecanismo implicou a transdução do sinal externo num sinal interno (o AMPc) e a amplificação de sinal por uma cascata de activação enzimática.
A cascata acima descrita compreende apenas duas enzimas.
Em muitos casos concretos (ver glicogenólise), verifica-se a existência de um maior número de enzimas intermédios, o que se traduz naturalmente, por uma maior amplificação de sinal.
No homem, por cada descarga de adrenalina atinge uma concentração de 10-9 M e daí resulta um aumento da concentração da glucose no sangue de 5.10-3.
A amplificação de sinal hormonal pode ser estimada em 5.10-3/10-9 , isto é , em 5.106 vezes: 1 molécula de adrenalina desencadeia a libertação de 5 milhões de moléculas de glucose a partir do glicogénio armazenado no fígado.
HAREM-697-00224
CorreioElectrónico
BR
PROSSIGA: PORTAL COM UM MILHÃO DE VISITAS
O Prossiga (http://www.prossiga.cnpq.br), programa do CNPq, direcionado para a informação e comunicação para a pesquisa, atingiu em março a marca de um milhão de visitas, desde o lançamento de suas primeiras páginas em 1997. Número que reafirma a posição do Prossiga como o conjunto de sites da área de ciência e tecnologia mais visitado de toda a Internet brasileira.
Esta marca histórica é explicada principalmente pela qualidade das informações disponibilizadas nas milhares de páginas dos serviços do Prossiga, tanto no que diz respeito às informações propriamente ditas, como também ao tratamento apurado que elas recebem.
Dessa forma, o Prossiga cumpre a função crucial de ser o portal especializado em serviços de informação e comunicação para a pesquisa no País.
Para tal, o Prossiga desenvolveu um conjunto de metodologias de seleção, ordenação e classificação das informações relevantes para a pesquisa que estavam dispersas na Internet, facilitando dessa forma a busca, ao mesmo tempo que cria condições favoráveis ao surgimento de comunidades virtuais de pesquisadores através dos seus vários serviços de comunicação.
Este número de um milhão de visitas é um indicador bastante expressivo de que o Prossiga desempenha um importante papel para a ciência e a tecnologia que vêm sendo desenvolvidas no País.
Visite o DataGrama Zero a Revista Eletrônica de Ciência da Informação ou
HAREM-858-09691
CorreioElectrónico
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HAREM-859-03643
Literário
BR
IX
O sono da manhã pousava nos olhos do Pajé como névoas de bonança pairam ao romper do dia sobre as profundas cavernas da montanha. '
Martim parou indeciso; mas o rumor de seu passo penetrou no ouvido do ancião, e abalou seu corpo decrépito.
- Araquém dorme! murmurou o guerreiro devolvendo o passo.
O velho ficou imóvel:
- O Pajé dorme porque já Tupã voltou o rosto para a terra e a luz correu os maus espíritos da treva. Mas o sono é leve nos
olhos de Araquém, como o fumo do sapé no cocuruto da serra. Se o estrangeiro veio para o Pajé, fale; seu ouvido escuta.
- O estrangeiro veio, para te anunciar que parte.
- O hóspede é senhor na cabana de Araquém; todos os caminhos estão abertos para ele. Tupã o leve à taba dos seus.
Vieram Caubi e Iracema:
- Caubi voltou: disse o guerreiro tabajara. Traz a Araquém o melhor de sua caça.
- O guerreiro Caubi é um grande caçador de montes e florestas. Os olhos de seu pai gostam de vê-lo.
O velho abriu as pálpebras e cerrou-as logo:
- Filha de Araquém, escolhe para teu hóspede o presente da volta e prepara o moquém da viagem. Se o estrangeiro precisa de guia, o guerreiro Caubi, senhor do caminho , O acompanhará.
O sono voltou aos olhos do Pajé.
Enquanto Caubi pendurava no fumeiro as peças de caça, Iracema colheu a sua alva rede de algodão com franjas de penas, e acomodou-a dentro do uru de palha trançada.
Martim esperava na porta da cabana. A virgem veio a ele:
- Guerreiro, que levas o sono de meus olhos, leva a minha rede também. Quando nela dormites, falem em tua alma os sonhos de Iracema.
- Tua rede, virgem dos tabajaras, será minha companheira no deserto: venha embora o vento frio da noite, ela guardará para o estrangeiro o calor e o perfume do seio de Iracema.
Caubi saiu para ir à sua cabana, que ainda não tinha visto depois da volta. Iracema foi preparar o moquém da viagem. Ficaram sós na cabana o Pajé que ressonava, e o mancebo com sua tristeza.
O sol, transmontando, já começava a declinar para o ocidente, quando o irmão de Iracema tornou da grande taba.
- O dia vai ficar triste , disse Caubi. A sombra caminha para a noite. É tempo de partir.
A virgem pousou a mão de leve no punho da rede de Araquém.
- Ele vai! murmuraram os lábios trêmulos.
O Pajé levantou-se em pé no meio da cabana e acendeu o cachimbo. Ele e o mancebo trocaram a fumaça da despedida.
- Bem-ido seja o hóspede, como foi bem-vindo à cabana de Araquém.
O velho andou até à porta para soltar ao vento uma espessa baforada de tabaco; quando o fumo se dissipou no ar, ele murmurou:
- Jurupari se esconda para deixar passar o hóspede do Pajé. Araquém voltou à rede e dormiu de novo. O mancebo tomou as armas que chegando, suspendera às varas da cabana, e dispôs-se a partir.
Adiante seguiu Caubi; a alguma distancia o estrangeiro; logo após, Iracema.
Desceram a colina e entraram na mata sombria. O sabiá do sertão, mavioso cantor da tarde, escondido nas moitas espessas da ubaia , soltava os prelúdios da suave endecha.
A virgem suspirou:
- A tarde é a tristeza do sol. Os dias de Iracema vão ser longas tardes sem manhã, até que venha para ela a grande noite.
O mancebo se voltara. Seu lábio emudeceu, mas os olhos falaram. Uma lágrima correu pela face guerreira, como as umidades que durante os ardores do estio transudam da escarpa dos rochedos.
Caubi avançado sempre, sumira-se entre a densa ramagem.
O seio da filha de Araquém arfou, como o esto da vaga que se franja de espuma e soluça. Mas sua alma, negra de tristura, teve ainda um pálido reflexo para iluminar a seca flor das faces. Assim em noite escura vem um fogo-fátuo luzir nas brancas areias do tabuleiro.
- Estrangeiro, toma o último sorriso de Iracema... e foge!
A boca do guerreiro pousou na boca mimosa da virgem. Ficaram ambos assim unidos como dois frutos gêmeos do araçá, que saíram do seio da mesma flor.
A voz de Caubi chamou o estrangeiro. Iracema abraçou para não cair, o tronco de uma palmeira.
HAREM-28A-00066
Entrevista
BR
Depoimento de Arlete Lopes Crispino
P - Vamos começar, a senhora diga o seu nome completo, lugar onde a senhora nasceu, quando e nome dos seus pais, seus avós e, se possível, onde eles nasceram.
R- Então, eu me chamo Arlete Lopes Crispino, nasci em Pinheiros, numa cidade pequenininha na Central do Brasil. Meus pais são João de Araújo Lopes, também da Central, da cidade de Resende e Elisa de Souza Valente Lopes, nascida em uma fazenda em Pinheiros e criada em pinheiros também.
Depois ela estudou em Guará , viveram muito tempo na Central, naquela cidade da Central do Brasil.
P - Conta alguma coisa da sua família: como foi sua infância, seus pais,seus irmãos, sua casa.
R- A gente começa a ter lembrança da infância lá para os 5, 6 anos. Antes não me recordo das coisas, sei das coisas porque minha mãe teve sempre o hábito do diário, então a gente sabe o que aconteceu na vida toda porque o diário dela é da vida inteira, mas da minha lembrança mesmo começa em Marília. Uma infância cheia de dificuldades porque meus pais tiveram muitos filhos e ele era um homem assim muito aventureiro; ele tinha uma profissão mas ele se interessava por tudo, queria estar em todos os lugares; então quando ele se casou com minha mãe ele era farmacêutico formado, então os primeiros filhos nasceram em Queluz onde ele tinha duas farmácias e uma posição muito boa. Minha mãe logo deixou de lecionar porque ele quis fazer o curso de medicina e foi para o Rio de Janeiro fazer o curso de medicina, então ela parou de lecionar, deixou a cadeira dela. Ele fez o curso de medicina, lá a família cresceu mais um pouco e depois de formado ele voltou para Pinheiros, que era a terra dela e um pouco dele também, aí comprou terras no Paraná, ele queria ser fazendeiro. Tinha idéias avançadas; ele foi dono de uma fábrica de latas, que naquele tempo a lata era o máximo, estava entrando no Brasil, 1920, antes até, ele foi dono do primeiro jornal de Queluz, que ele queria fazer circular as notícias, mas a cidade era tão pequena que antes do jornal ficar pronto, todo mundo já sabia de tudo.
Assim ele se aventurou por muitas coisas e quando ele comprou a fazenda, ele praticamente largou a medicina e foi se dedicar a fazenda. Mas a fazenda era no norte do Paraná e eles então se mudaram para lá, foram morar em uma cidade pequena chamada Itaporanga; lá a mamãe recomeçou a lecionar porque ela viu que ele se dedicava tanto a fazenda, ele se pegava tanto com aquilo que não dava, né, então ela voltou a lecionar. Então quando eu fui para Itaporanga eu fui no colo, tinha 2 anos. Lá mamãe teve mais filhos e ele sempre tudo o que ele ganhava, porque ele atendia também, a medicina, não é que ele abandonou de uma vez, mas ele se dedicava mais a fazenda e nesse tempo ele começou a ler sobre cooperativismo e queria fazer cooperativa então minha mãe sempre ali com o ordenado dela sustentando a família e ele com as fantasias dele. Ele ia fazendo tudo, ele queria tudo e depois de Itaporaga nós mudamos para Marília em 1929, que não era a Marília de hoje, era uma coisinha. Não tinha calçamento, não tinha água encanada, luz elétrica já tinha e fomos para lá e a família aumentando, porque mamãe teve ao todo 13 filhos, né, e ele ali se firmou um pouquinho mais, mas sempre com aquelas idéias que ele externava muito de cooperativismo, ele já passou para socialismo e com o tempo ele ficou sendo o comodista (comunista?) da cidade. Então a toda hora ele era detido, era encaminhado para São Paulo e minha mãe lecionando e a família grande, a família grande.
Mas a gente era criança e a vida para gente ótima, porque tinha o pai, tinha a mãe; as vezes o pai viajava, né, entre aspas, se ausentava, depois voltava e a vida da gente era boa, alegre, a casa cheia de criança, muitos amigos, muita criançada em volta, mamãe sempre lecionando, muito querida. Então assim foi. Da primeira casinha que nós moramos, que era de tijolo, coisa rara em Marília, passamos para uma grande casa de madeira e lá ele pôs o consultório e até ia indo muito bem. Aí veio a Revolução de 1930 e depois a de 32, né, então ele sempre comentava com a família o avanço das tropas legalistas, os paulistas se afastando, ele marcava no mapa e comentava tudo; olha, não sei porque, ele ficou mal visto e foi preso pela primeira vez lá e veio para São Paulo e daí para cá ele foi diversas vezes detido e a mamãe sempre firme com a família, todo mundo estudou e ele nesse vai e vem. Foi assim no tempo do Getúlio também, foi...depois do Getúlio,
negócio de intentona, aquelas coisas todas, né; e ele finalmente... caiu em ciladas, assim, até te contei, de porem material dentro do consultório dele e quando ele abriu a porta viu aquele material lá, não deu tempo de sair porque a policia entrou atrás dele, essas coisas injustas e tudo. Então nós éramos uma família visada de duas maneiras: muito respeitada, mas ao tempo assim, né, "o pai deles é comunista", mas a mamãe nunca perdeu a linha dela, ela foi diretora em Marília do grupo escolar e todos fizeram o curso ginasial lá. Como não tinha mais nada para fazer lá, e a gente então fomos, uma a uma, fazendo escola normal em Agudos. Mas a vida para nós era muito boa, muito gostosa, porque mamãe não deixava faltar nada. Tinha uma vizinha nossa bem de família, bem economicamente, os pais tinham padaria, então ela adorava ir tomar lanche lá em casa porque todo dia tinha bolo de fubá, mamãe fazia bolo, ela achava que lá em casa tinha muito mais, né, mas a mamãe fazia da mão dela, né, naquele tempo punha o bolo em cima da chapa, punha a tampa em cima da panela e enchia de brasa em cima e ela sabia direitinho quando podia tirar a tampa e derrubar as brasas e o bolo já estava crescido; quer dizer foi um tempo que não tinha nada, eu acho que hoje a vida é facílima, porque o que uma mulher tinha que trabalhar naquele tempo, né, de roupa para levar, para passar de ferro de brasa, eu passei muita roupa de ferro de brasa porque ela nos punha todas para trabalhar, e toca por brasa dentro do ferro e toca sacudir o ferro e toca soprar o ferro; fazíamos todos esses trabalhos caseiros e ela bordava a roupa da gente, ela costurava a roupa da gente, então a gente estava sempre em ordem, mas ali, porque ela não perdia um minuto com outras coisas a não ser a família. Depois quando a gente veio aqui para São Paulo aí conhecemos o fogão elétrico, posteriormente o fogão a gás, nossa, quando a gente lembrava de Marília, o que era a vida dura, né, não tinha água encanada, a gente morava numa casa, essa casa de madeira, tirando água do poço, o poço até servia a nossa casa e a do vizinho; tirando água do poço, enchendo tinas de água, carregando a água para cozinha, carregando a água para o chuveiro, que ele tinha uma cordinha, descia, o chuveiro era redondo e tinha um ralo em baixo por onde descia a água. Então quando enchia a água o ralo estava fechado aí a gente ia tomar banho e puxava o ralo pela cordinha, suspendia la qualquer coisa e a água descia pelo ralo; a gente tomava banho de chuveiro, mas era um chuveiro improvisado, tudo improvisado. Então a gente conheceu a vida na forma mais dura, então acho que hoje a gente tem tudo, todos esses modernismos aí que veio em benefício da mulher, porque mulher sofria, viu?(riso). Mas depois em Marília, depois de morarmos nessa casa grande tábua, papai começou a construir uma casa de tijolos e foi uma casa muito gostosa e ele teria sido o precursor das coisas, ele era muito para frente, sabe, por isso ele era inquieto. O quanto ele tinha de inquieto ela tinha de pé no chão para ali segurar as barras, né, então ele mandou já instalar canos e posteriormente, quando Marília recebeu água encanada, já estava em casa. Nessa casa também ele fez o poço e ao invés da gente puxar a água assim em balde, ele fez uma espécie de bomba, você sabe um filme de mocinho que eles bombam a água assim? Então a gente bombava e cada um tinha que bombar um pouco e com isso enchia uma caixa alta que tinha no quintal e dessa caixa nos servia, então a gente já teve água encanada antes da água encanada chegar em Marília, que ele providenciava as coisas. Papai sempre que mudava para uma casa, a primeira preocupação dele era por um filtro de água para os filhos, os filhos tinham que ter tudo água filtrada, sempre uma preocupação assim. E dessa antecipação dele, então nós tivemos uma banheira dentro de casa, que erauma novidade também e também um sanitário, né, e lá fora tinha a fossa séptica então passava tudo pela fossa. Então ele foi assim, ele via as coisas, ele lia, se interessava, queria por em prática, ele vivia um pouquinho fora da época dele, adiantado. Mas a mamãe ali dentro sustentando tudo.
P - Como é que ela enfrentava as situações?
R- Como ela enfrentava?
P - Principalmente quando seu pai...
R- Com muita coragem, olha, com muita coragem. Eu me lembro dela falar muitas vezes assim: "João, lembra nos seus filhos, deixa a situação mundial, pensa nos seus filhos. Você quer consertar o mundo João? olha para os filhos!" (riso). Mas ele falava: "o mundo é para eles, nós temos que consertar o mundo porque o mundo é para eles!". E eles ficavam assim, né, para acertar era difícil, porque ele via muito longe e ela via a família.
Mas foi assim, mas a gente sempre admirou porque ele via mesmo na frente, quando nós mudamos para cá em 44, ele já estava lendo muito sobre naturismo e falando muito de alimentação natural e ele teve, com uma pessoa que o ajudou, o primeiro restaurante naturista daqui de São Paulo. Comidas muito gostosa, mas não entrava carne, né, uma variedade enorme. Então tudo a gente vê que ele era na frente, ele era um precursor, sei lá. Agora lá em Marília a gente passou dificuldades, mas que eu criança não percebia. Comecei a perceber depois do ginásio que a gente era meio, olha, a gente não era excluída, não é, mais falavam assim : "Ah, elas são filhas do Doutor Lopes." Falava em Doutor Lopes e todo mundo já sabia quem era. Então "São filhas do Doutor Lopes e Dona Elisinha", que já era diretora naquele tempo lá, né, ela foi diretora substituta bastante tempo, ela nunca fez o concurso para direção; naquele tempo punha-se assim para dirigir e ficava. E estudamos, né, eu ganhei um curso secundário grátis porque tinha sido uma boa aluna no quarto ano então recebi o diploma e recebi também a possibilidade de freqüentar o ginásio do estado sem pagar. E o ginásio, a gente tinha muita honra de freqüentar porque era um ginásio exigente, os professores começaram a modernizar o ensino, vamos dizer, né, o professor nos levando a noite para a parte de cima do colégio para a gente ver as estrelas, as constelações, localizar, localização de norte, sul, a criar laboratórios e a gente a freqüentar laboratórios, quer dizer, eram experiências simples, mas era uma novidade, era uma mudança no ensino, né?
Tivemos uma professora de música também maravilhosa, ela é viva até hoje, se chama Regina Epingauss(?), ela era moça, hoje eu sei que ela tinha 21 anos, mas para nós ela era uma senhora bonita, loira, filha de alemães e ela dava música de uma maneira completamente diferente. Ela levava trechos de óperas, árias, nos fazia pesquisar biografias de Beethoven, Mozart, Lizst, tudo e gente foi se interessando de tal maneira pela música que era uma matéria que a gente gostava, que ela levava uma vitrolinha, olha, porque naquele tempo era uma vitrola de dar corda, na sala de aula era uma coisa extraordinária. A professora de português também, que nos fazia ler livros e comentar livros e dizer dos personagens dos livros, era uma coisa tão diferente, era uma professora extraordinária também, se chamava Berta Camargo Vieira, uma coisa, nós a considerávamos uma sumidade. Ela providenciou a primeira biblioteca do ginásio com os alunos indo de casa em casa pedindo livros e a população dava os livros, né, e os livros eram depois os livros separados por matéria, por assunto, então foi organizado a primeira biblioteca, né e o todos os professores muito assim diferentes. O professor de química, gostaria de lembrar o nome dele, fazendo experiências com a gente...era, vamos dizer assim, uma palavra bem assim daquele tempo, era uma plêiade de professores muito bons, então a gente orgulho de estudar naquele ginásio. Que depois passou a ser estadual. Porque a gente comentava assim, quem não passa no nosso ginásio vai estudar no colégio das freiras.
Então a gente tinha aquela coisa de criança, né,: nós estudamos numa escola mais exigente!" Depois nos formamos e uma a uma minha mãe consegui que fosse estudar em Agudos, que era onde tinha uma escola normal livre que se chamava Escola Normal Livre de Agudos e era dirigida por freiras alemãs, essas freiras, a última delas morreu a pouco tempo, elas fizeram o ensino de Agudos, formaram olha, não sei quantas turmas de professoras> lá, né e eram muito modernas, vamos dizer também; eram freiras que, aos sábados, punham o rádio para tocar no pátio interno e nós dançávamos. Isso era coisa que naquele tempo freira não fazia e elas nos deixavam a gente dançar, fazia carnaval, pulava. Elas nos levavam a chácaras para comer frutas, íamos em fila, nos tirávamos do internato então, porque éramos interna, eram freiras diferentes mesmo. Ficaram famosas na região porque eram muito abertas. Então esse tempo foi muito bom também para nós e então a vida foi passando e gente foi entendendo o porque daquela situação assim que antes nos envergonhava, mas depois deixou de envergonhar porque cada um tem o direito de pensar como pode, como quer e o meu pai pensava daquele jeito pelo bem de todos, ele pensava em todos, não pensava nele. Assim foi a vida dele, muitas vezes veio para cá, ficou no Dops que o trazia para cá, ficou no Presídio Maria Zélia, ali ele fez relações, aí é que ele foi estudar a política, porque ele conheceu muita gente boa, Caio Prado, né, encaminhou ele a leituras muito boas, mas era uma vida de prisão. Então uma vez que meu pai ficou quase um ano e meio aqui, ele voltou gordo, a gente quase não reconheceu porque era ler, cantavam, jogavam dama, baralho, conversavam muito e as conversas eram muito instrutivas e ele cada vez foi se instruindo mais naquilo que ele era acusado sem dever, ele falava em cooperativismo, em socialismo e de repente ele tinha virado um comunista.
P - Mas ele não militava assim, era só umas idéias?
R- Quando aqui o partido entrou na legalidade, em 45, ele se aproximou mesmo do partido, porque aí ele já conhecia muita gente que ele tinha conhecido lá preso, sem conhecer, sem saber e durante os anos de legalidade, ele freqüentou, mas sempre com a recriminação da mamãe. Então quando caiu outras vez na ilegalidade, que foi Marechal Dutra que tirou a legalidade do partido, ali ele já era amigo até de Prestes, né, Prestes o visitou quando ele estava doente, tudo. Pessoas muito boas, o Doutor Samuel Pessoa, tudo gente boa, ele conheceu nessa época e Dona Joelfina(?) foi muito boa também e então a gente tinha aquele receio, porque a mamãe não nos deixava, nesse ponto ela nos segurava. A gente admirava ele e via quantas coisas justas ele pensava, mas ao mesmo tempo não tinha coragem de aderir assim abertamente, né?
P - Ele conversava muito sobre política com vocês?
R- Nossa! Ele lia os jornais: "Vem aqui, vem aqui olha!" e lia trechos ou passava em vermelho trechos e falava: "Vocês precisam ler isto." E quando não nos fazia ouvir aquilo que ele estava lendo mesmo e falava: "Vocês tem de ler as entrelinhas, não é só ler não, é pensar." E assim ele nos levou a um raciocínio que tudo que a gente lê agente fala "o que será que tá nessas entrelinhas, tem coisa por aí". Me lembro quando a gente ainda mal entedia de nada ele falou: "Olha aí, a Ford comprou uma concessão enorme de terras no Amazonas e assim que eles vão se apoderar das nossas terras!" E agente então falava: "Ah, já estão vendendo o Brasil"(riso). Olha, tem tanta gente comprando o Brasil até hoje (riso), não muda nada.
P - Aqui em São Paulo ele continuou a mesma coisa?
R- Aqui ele se dedicou mais a medicina, bem mais, principalmente porque o naturismo deu muito retorno para ele. Ele criou também casa de banho a vapor, também nunca tinha ouvido falar que São Paulo tinha banho a vapor. Ele fez muito primitivamente, mas no consultório dele tinha banho a vapor.
Então ele aliava o regime aos banhos a vapor, à ginástica, porque ele era um ginasta fervoroso, de fazer diariamente. Tinha um programa no rádio do Professor Osvaldo Diniz Magalhães, de lá do Rio, interessante; ele fazia ginástica pelo rádio e ele nos acordava: "Vamos, sai da cama, vocês ficam dormindo aí até tarde, vamos fazer ginástica!" As vezes a gente acompanhava, as vezes tinha vindo de baile, não queria, mas ele sempre assim. Mas aqui ele se dedicou mais a medicina, bem mais e foi bem sucedido e tudo. E dizia que ia viver 120 anos ele dizia assim, tadinho: "Vou enterrar vocês todos." Mas ele foi quase que com a idade que eu estou, ele foi com 68 anos, morreu de câncer. E ele se alimentava bem, ele não bebia, ele não fumava, ele ginasticava, ele fazia excursões, nos levava para o Pico do Jaraguá, para Guarapiranga, que naquele tempo não era nada, para Santos; muita atividade que ele tinha e teve a doença fatal, né, e minha mãe que era magrinha, que lutava e tudo, viveu até os 98 anos e meio|98 anos e meio (riso). Mas aqui então a vida, a gente já veio para cá recém formada,
tivemos dias muito bons em Marília, a despedida de Marília foi uma festa que a gente fez em casa que coincidiu com o aniversário da minha irmã Odila, então foi uma festa que todo o pessoal do clube veio porque o que tinha em Marília? Cinema, que nós íamos uma vez por semana só porque não tinha meios de mandar aquela turma toda ao cinema mais do que uma vez por semana; baile, todos os domingos chamava-se Domingueira no Tênis Clube de Marília, a gente saia do cinema e aí fazia na avenida o footing, ficava que nem amostra, para lá e para cá, para lá e para cá e os moços parados, né, vendo as moças circularem e então a gente dava volta na avenida, era bem larga e após isso íamos para a Domingueira. A gente vinha sempre acompanhada de amigos, mamãe sempre perguntava "com quem vocês voltar?" e a gente falava com quem ia voltar e era aquela segurança absoluta porque eram moços, né, gente fina (riso), não tinha perigo. Bailes que terminavam quatro da manhã também, saía-se, como hoje, a gente passava no bar, tomava café ou então comia pão fresco na padaria, mas ia para casa direitinho. "vocês vieram com fulano?" "Viemos mamãe", pronto então estava tudo ok, né?
P - E os namoricos?
R- Os namoricos, saí de lá com 16 anos, naquele não namorava ainda com 16 anos. É porque aí eu fui interna, lá no internato é que eu comecei com namorico, e depois já fomos para São Paulo, mas eram namoros...olha, tem sempre de tudo, né, a gente tinha aquela maneira da mamãe, que ela dava liberdade mas ao mesmo tempo ela cobrava, então a gente queria respeitar aquela liberdade que ela dava. Tinha de tudo né, tinha moças com mais liberdade, mas por exemplo, andar de namorado, de mão dada, de abraço, de beijo, mas nem sonhar! Isso daí nem de jeito nenhum, isso daí foi bem depois e ainda com medida, ainda com bastante medida. Então esse último mês que a gente passou lá e fizemos a festa, que foi em casa e tudo, a vitrola ainda era vitrola de manivela, a gente dava corda e com sentia que a corda chegou, bom, aí punha os discos, punha a agulha, tocava; tocava alguns discos aquela corda, depois renovava a corda. Mas foi muito gostosos, todos os moços foram, do Tênis, as amigas, a miss Marília que se chamava Dalva Sentini estava lá, uma outra que já tinha sido também, a Gláucia Amaral, todas as moças, porque a gente tinha muitas amizades. E no baile, agente distribuiu assim, para o moço e para a moça, o nome de amores famosos, vamos dizer assim Romeu e Julieta, Otelo e Desdêmona, que mais que tem?
Aberlado e Heloísa, esses amores famosos, né, e então um tinha que procurar o outro. se a moça era a Desdêmona, tinha que procurar o Otelo, né, e então depois que os pares se formaram, então teve a valsa e dançamos e tudo. Foi uma festa muito gostosa, eram essas festas inocentes que a gente fazia né, a música que deixou lembrança dessa festa foi Céu Cor de Rosa, uma música muito bonita, acho que nossa, naquele tempo não tinha isso de música estrangeira infiltrada aqui, né? E depois então viemos para cá e aqui nós continuamos com essa tradição de festinhas em casa; então essa casa da Avenida Pompéia, onde nós moramos 25 anos e que tinha um hall imenso, mas maior que isso só o hall era maior que isso e a sala de jantar maior que isso também, a gente fez muita festa lá. A gente era daquele tipo de moça do interior e fomos nos ambientando, devagarinho, devagarinho. Eu fui substituindo o grupo escolar Miss Brown, eu e a Iná, a minha irmã Odila logo, nós mudamos em julho e ela, em janeiro no ano seguinte, ela logo escolheu cadeira. Então ela não substitui aqui em São Paulo assim muito tempo e a gente substituíamos, era uma hora em Casa Verde, uma hora em Perus (fim da fita)
Joelfina
Mais uma palavra não decifrada
HAREM-77B-01906
Expositivo
BR
A Evolução Da Colônia portuguesa na América, a partir da segunda metade do século XVII, será profundamente marcada pelo novo rumo que toma Portugal como potência colonial. Na época em que esteve ligado à Espanha, perdeu esse país o melhor de seus entrepostos orientais, ao mesmo tempo que a melhor parte da colônia americana era ocupada pelos holandeses. Ao recuperar a independência, Portugal encontrou-se em posição extremamente débil, pois a ameaça da Espanha -- que por mais de um quarto de século não reconheceu essa independência -- pesava permanentemente sobre o território metropolitano. Por outro lado, pequeno reino, perdido o comércio oriental e desorganizado o mercado do açúcar, não dispunha de meios para defender o que lhe sobrara das colônias numa época de crescente atividade imperialista. A neutralidade em face das grandes potências era impraticável. Portugal compreendeu, assim, que para sobreviver como metrópole colonial deveria ligar o seu destino a uma grande potência, o que significaria necessariamente alienar parte de sua soberania. Os acordos concluídos com a Inglaterra em 1642-54-61 estruturaram essa aliança que marcará profundamente a vida política e econômica de Portugal e do Brasil durante os dois séculos seguintes.
Aí conseguiu o governo lusitano que a França renunciasse a quaisquer reclamações sobre a foz do Amazonas e a quaisquer direitos de navegação nesse rio. Igualmente nessa conferência, Portugal conseguiu da Espanha o reconhecimento de seus direitos sobre a colônia do Sacramento. Ambos os acordos receberam a garantia direta da Inglaterra e vieram a constituir fundamentos da estabilidade territorial da América portuguesa.
Transferindo-se o governo português para o Brasil sob a proteção inglesa e operando-se a independência sem descontinuidade na chefia do governo, os privilégios econômicos de que se beneficiava a Inglaterra em Portugal transferiram-se automaticamente para o Brasil independente. Com efeito, se bem haja conseguido separar-se de Portugal em 1822, o Brasil necessitou vários decênios mais para eliminar a tutelagem que, graças a sólidos acordos internacionais, mantinha sobre ele a Inglaterra. Esses acordos foram firmados em momentos difíceis e constituíam, dentro da tradição das relações luso-inglesas, pagamentos em privilégios econômicos de 1810 foram firmados contra a garantia da Inglaterra de que nenhum governo imposto por Napoleão em Portugal seria reconhecido. Por eles se transferiam para o Brasil todos os privilégios de que gozavam os ingleses em Portugal -- inclusive os de extraterritorialidade -- e se lhes reconhecia demais uma tarifa preferencial. Tudo indica que negociando esses acordos o governo português tinha estritamente em vista a continuidade da casa reinante em Portugal, enquanto os ingleses se preocupavam em firmar-se definitivamente na colônia, cujas perspectivas eram bem mais promissoras que as de Portugal.
Eliminando o obstáculo do tratado de 1827, estava aberto o caminho para a elevação da tarifa e o conseqüente aumento do poder financeiro do governo central, cuja autoridade se consolida definitivamente nessa etapa. O passivo político da colônia portuguesa estava liquidado. Contudo, do ponto de vista de sua estrutura econômica, o Brasil da metade do século XIX não diferia muito do que fora nos três séculos anteriores. A estrutura econômica, baseada principalmente no trabalho escravo, se mantivera imutável nas etapas de expansão e decadência. A ausência de tensões internas, resultante dessa imutabilidade, é responsável pelo atraso relativo da industrialização. A expansão cafeeira da segunda metade do século XIX, durante a qual se modificam as bases do sistema econômico, constituiu uma etapa de transição econômica, assim como a primeira metade desse século representou uma fase de transição política. É das tensoes internas da economia cafeeira em sua etapa de crise que surgirão os elementos de um sistema econômico autônomo capaz de gerar o seu próprio impulso de crescimento, concluindo-se então definitivamente a etapa colonial da economia brasileira.
O rápido Desenvolvimento da indústria açucareira, malgrado as enormes dificuldades decorrentes do meio físico, da hostilidade do silvícola e do custo dos transportes, indica claramente que o esforço do governo português se concentrara nesse setor. O privilégio, outorgado ao donatário, de so ele fabricar moenda e engenho de água, denota ser a lavoura do açúcar a que se tinha especialmente em mira introduzir. Favores especiais foram concedidos subsequentemente àqueles que instalassem engenhos: isenções de tributos, garantia contra a penhora dos instrumentos de produção, honrarias e títulos, etc. As dificuldades maiores, encontradas na etapa inicial, advieram da escassez de mão-de-obra. O aproveitamento do escravo indígena, em que aparentemente se baseavam todos os planos iniciais, resultou inviável na escala requerida pelas empresas agrícolas de grande envergadura que eram os engenhos de açúcar.
A mão-de-obra africana chegou para a expansão da empresa, que já estava instalada. É quando a rentabilidade do negócio está assegurada que entram em cena, na escala necessária, os escravos africanos: base de um sistema de produção mais eficiente e mais densamente capitalizado.
Os gastos monetários de reposição, que cabe deduzir para obter o monte da renda líquida, podem ser estimados grosso modo em 110 mil libras: 50 mil libras para reposição dos escravos -- admitindo-se uma vida média útil de oito anos, 15.000 escravos 25 libras por cabeça - e 60 mil libras para a parte de equipamentos importados - admitindo-se que a terça parte do capital fixo (inclusive escravos) estivesse constituída por equipamentos importados e que estes tivessem uma vida útil média de dez anos.
HAREM-89B-05877
Expositivo
BR
UNIDADE 1
CÉLULAS, HEREDITARIEDADE E FUNÇÕES VITAIS.
CAPÍTULO 1 - CRESCIMENTO
O homem é o mamífero mais evoluído da escala zoológica. Apresenta postura ereta e cérebro bastante evoluído, capaz de aprender, memorizar, desenvolver e transmitir aquilo que aprende.
O corpo humano é constituído por vários órgãos que, em conjunto, formam o que denominamos organismo. O organismo humano apresenta uma integração entre a forma e a função de seus órgãos, ambas interligadas com a parte emocional. Essa integração e interligação diferem de indivíduo para indivíduo, mesmo que pertençam a uma mesma família. Por exemplo, uma criança cresce ou engorda mais que sua irmã, tem gostos diferentes, reações alérgicas a determinadas substâncias etc. No entanto, características como a cor dos cabelos e dos olhos, o formato do nariz e da boca são próprias de cada indivíduo, que as herda de seus pais e transmite-as a seus filhos.
Desde o nascimento, o organismo humano, ao se desenvolver, vai sofrendo transformações sucessivas. É ao conjunto dessas transformações que chamamos de crescimento corporal.
O crescimento se dá através de um aumento do organismo. Começa dentro do corpo da mãe, quando se inicia a gravidez: as células sexuais masculina e feminina se unem, formando a célula-ovo. Esta começa a se dividir, até formar um novo indivíduo. O crescimento ocorrido nesse período, até a criança nascer, é chamado crescimento intra-uterino. Em seguida, inicia-se o crescimento pós-natal, que vai do nascimento até o final da adolescência, por volta dos 20 anos de idade. Durante esse período, ocorre o grande crescimento corporal: aumento da altura e do peso, acompanhado pelo crescimento dos ossos e das vísceras (fígado, rins etc.). O indivíduo atinge a idade adulta com o amadurecimento de todas as suas funções orgânicas e o desenvolvimento da sua estrutura emocional.
ETAPAS DO CRESCIMENTO PÓS-NATAL
Antes de se transformar num adulto, o indivíduo passa por diferentes etapas de crescimento físico, de desenvolvimento de suas funções orgânicas e
emocionais. São três as etapas de crescimento pelas ele passa: a infância, a puberdade e a adolescência.
INFÂNCIA
Ao nascer, a criança do sexo masculino pesa aproximadamente 3,4 kg e a do sexo feminino, 3,3 kg. Esse peso duplica dos quatro aos cinco meses e triplica até o final do primeiro ano de vida. [tabela]
Após dois anos de idade, o crescimento se dá em fases alternadas, com períodos comumente chamados "recheios" e "estirões". Nos períodos de "rec
heio", a criança engorda mais e cresce pouco; nas fases de "estirão", a criança "estica".
A infância vai aproximadamente até os 12 de idade, quando então o indivíduo entra na puberdade.
PUBERDADE
A puberdade é a passagem progressiva da infância para a adolescência, durante a qual ocorrem transformações físicas e emocionais, ligadas à maturação sexual.
As meninas atingem a puberdade mais cedo que os meninos, entre 11 e 14 anos. Nessa fase, elas crescem muito, ficam maiores que os meninos da mesma idade. Crescem não só na altura: há também amadurecimento das funções internas de seu organismo, suas mamas se desenvolvem e têm início seus períodos menstruais.
Os meninos atingem a puberdade entre 13 e 15 anos. Nessa fase, observa-se crescimento de seus genitais, aparecimento de pêlos em algumas regiões do corpo, mudança da voz e engrossamento do nariz.
Após essa fase, tanto meninos como meninas entram na adolescência.
ADOLESCÊNCIA
A adolescência vai dos 15 até aproximadamente os 20 anos de idade. Nela, o desenvolvimento se completa e o organismo alcança seu total amadurecimento.
FASE ADULTA
Por volta dos 20 anos, o corpo humano tem seu crescimento estabilizado. Os ossos deixam de crescer e todos os órgãos encontram seu equilíbrio, pois atingiram o desenvolvimento necessário para desempenhar plenamente suas funções. Assim, dos 20 aos 30 anos, o organismo funciona em toda a sua potência, sendo grande sua produtividade física e mental.
Após os 30 anos, alguns órgãos começam a envelhecer. O organismo sofre modificações e, à medida que os anos passam, entra em declínio.
VOCABULÁRIO
Características herdadas e transmitidas: são as características que um indivíduo recebe de seus pais, através do material genético, e que é capaz de transmitir aos seus filhos.
Funções orgânicas: são as funções executadas pelos órgãos que, em conjunto, formam o organismo como um todo.
Funções emocionais: são as funções dependentes da atividade cerebral, envolvendo o pensamento e a memória.
Períodos menstruais: são períodos cíclicos observados nas fêmeas dos mamíferos. Em geral, a menstruação repete-se, na mulher, a cada 28 dias e se manifesta pela descamação da parede do útero, com conseqüente perda de sangue.
RESUMO
0 homem é o mamífero mais evoluído: tem postura ereta e cérebro bastante desenvovido. Seu organismo é constituído por vários órgãos, que funcionam de modo integrado e interligado com a parte emocional. Cada indivíduo possui características próprias, herdadas de seus pais, e é capaz de transmiti-las a seus filhos.
Ao conjunto de transformações que o organismo sofre ao se desenvolver chamamos crescimento corporal, que pode ser intra-uterino e pós-natal. 0 intra-uterino é o que se observa quando o individuo ainda se encontra dentro do organismo materno. 0 pós-natal começa com o nascimento e vai até o final da adolescência; suas fases são: infância, puberdade e adolescência. Por volta dos 20 anos, o crescimento se estabiliza; é o fim da adolescência e o início da idade adulta. Após os 30 anos, o organismo começa sua fase de declínio, falando-se então em envelhecimento.
LEITURA
A primeira coisa que se associa à velhice é a decadência mental. 0 que as pessoas não se dão conta, em geral, é que o cérebro decai muito mais por falta de estímulo e de uso do que por causas biológicas. 0 cérebro atinge seu pique de crescimento em torno dos 20 anosde idade e, então, começa a perder massa. Essa perda é quase insignificante e só vai fazer alguma diferença, em geral, quando a pessoa passa dos 70 anos. ''Até atingir essa idade, os neurônios, quando estimulados, cuidam de estabelecer novas conexões, o que compensa a perda de massa física", diz a neurologista americana Claudia Kawas, da Universidade Johns Hopkins. "As pessoas envelhecem aos 60 anos não por uma lei da natureza, mas por uma questão psicológica", ensina o carioca Carlinhos Niemeyer, produtor de cinema, de 69 anos, o criador do Canal 100. A doutora Kawas aconselha as pessoas a se manter sempre dispostas a enfrentar novos desafios intelectuais, exercitar a mente com leituras e conviver num ambiente culturalmente renovador como a grande terapia para preservar o cérebro jovem por muito tempo. "A maioria das pessoas experimenta algumas reações normais, como uma lentidão maior para responder a determinadas questões ou para reagir a impulsos nérvosos, mas isso não significa perda de memória ou de habilidade intelectual", diz ela. (Do artigo Fonte|Fonte da juventude, publicado em Veja, 25 de julho de 1990, p. 56-63.).
HAREM-28H-00303
Jornalístico
PT
Matosinhos abre 10 parques infantis
A Câmara de Matosinhos vai investir cerca de 120 mil contos na construção de dez parques infantis nas freguesias de Guifões, Perafita, S. Mamede de Infesta e Matosinhos.
Os parques serão construídos nos complexos de habitação social de Sendim (três), Guarda, Cruz de Pau e Biquinha (dois em cada) e do Seixo (um).
O projecto da autarquia prevê que os parques infantis sejam vedados, arborizados e dotados de equipamento urbano, como papeleiras, bancos de jardim e iluminação pública.
Todos os brinquedos disponíveis para as crianças serão construídos em madeira, estando prevista a criação de uma área destinada aos mais pequenos (dos três aos seis anos) e outra para os mais velhos (dos seis aos dez anos).
HAREM-68H-05952
Jornalístico
PT
Zidane poderá ser eleito hoje o «jogador do ano»
Três jogadores, o brasileiro Ronaldo, o croata Davor Suker e o francês Zinedine Zidane, marcaram o ano de 1998 e são os pretendentes ao troféu de melhor futebolista mundial da FIFA, a conhecer hoje em Barcelona.
Uma distinção inacessível para a maioria dos futebolistas mundiais, atribuída pela Federação Internacional de Futebol (FIFA) e que visa enaltecer aquele que foi o melhor jogador mundial do ano transacto.
Hoje, em cerimónia a realizar no Teatro Municipal de Barcelona, quem sucederá a Ronaldo - jogador que venceu o troféu nos dois últimos anos -, a avaliar pelas previsões, será Zinedine Zidane, considerado pela generalidade dos observadores o jogador mais valioso do Mundial de França'98.
Pelo oitavo ano, o melhor jogador mundial da FIFA será escolhido por um painel de técnicos de selecções nacionais de todos os continentes.
Este ano serão 129 treinadores a votar, o que constitui um recorde.
Nos últimos dois anos o troféu foi arrecadado por Ronaldo, que volta a ser candidato.
Como seus antecessores figuram o liberiano George Weah (1995), o brasileiro Romário (1994), o italiano Roberto Baggio (1993), o holandês Marco Van Basten (1992) e o alemão Lothar Matthaus (1991).
Na cerimónia serão ainda distinguidas a melhor selecção nacional (são favoritas a de França e a do Brasil) e a que mais progrediu no "ranking" da FIFA, além de serem atribuídos o prémio "fair-play", as bolas de ouro, prata e bronze e troféus para distinguir os melhores jogadores no Mundial, entre outros.
HAREM-071-00386
Web
PT
Uma vila no Interior
Um simbolo de grande beleza
As terras de S. Martinho foram povoadas desde remotas eras, graças à fertilidade do rio Bestança e à facilidade de defesas naturais e pontos estratégicos como a Pena ou Pedra Sobreposta, em Paus, e a Mogueira, perto de S. Martinho.
No morro da Mogueira há vestígios evidentes da presença dos Celtas, e dos Romanos.
Trata-se de um castro romanizado.
A estes povos seguiram-se os Suevos, os Visigodos, depois os Mouros que lhe deram o nome, e por fim, os povoadores cristãos da Reconquista.Atendendo ao nome «S. Martinho», pode concluir-se que deve ter sido paróquia desde os primórdios da cristianização destas paragens.
Paus, S. João e Gosende eram, nessa época, simples povoados desta freguesia.
Dada a sua fertilidade, os Mouros com todas as suas forças a reconquista cristã, motivo pelo qual, sendo já cristão todo o noroeste(de Resende ao Porto) e estando ainda S. Martinho nas mãos dos Mouros, os cristãos de Resende, falando de S. Martinho, lhe chamavam de «Mouros».
Após a reconquista, em 1058, tentou-se o repovoamento com a doação de terras a senhores da nobreza, concretamente com as Honras de Cardoso, de Cantim, de Fonseca, de Paredes e de Temonde|Honras de Cardoso, de Cantim, de Fonseca, de Paredes e de Temonde.
S. Martinho foi concelho desde tempos anteriores à nacionalidade, pois recebeu foral de Fernando Magno, confirmado por D. Teresa em 1 de Março de 1121, e novo foral do rei D. Manuel em 20 de Outubro de 1513.
Foi também julgado medieval, abrangendo uma longa faixa de território, desde o Douro à cruz do Rossão no montemuro, e desde a serra das Meadas a terras do concelho de Aregos e da honra de Resende.
O julgado foi suprimido por decreto de 28 de Dezembro de 1840 e incorporado na comarca de Lamego e o concelho foi extinto em 24 de Outubro de 1855, data em que, tanto o concelho como o julgado passaram a fazer parte do concelho e da comarca de Resende.
HAREM-971-03383
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Nesta página do ACTV pode ficar a conhecer um dos mais antigos Aeroclubes | Aeroclubes nacionais.
Dar a conhecer alguns apontamentos históricos, mas principalmente as nossa actividades, de lazer ou formação profissional, tal é o nosso objectivo.
Disfrute desta informação.
E venha ter connosco para nos conhecer melhor e, quem sabe, dar os seus primeiros passos nesta aventura que é VOAR !
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Quem Somos
Somos um dos mais antigos aeroclubes nacionais, comemoramos este ano 51 anos de existência.
Voamos e ensinamos a voar desde 1946 !
Somos um clube dedicado à divulgação e ao ensino aeronáutico, oferecemos em ambiente de amizade, os mais baixos preços e grande qualidade.
Estamos situados junto à praia de Santa Cruz, no concelho de Torres Vedras, tendo a nossa sede nas nossas instalações no aeródromo municipal.
Dispomos uma frota de 9 aviões, de 2 e 4 lugares, um planador e um ultra ligeiro com motor.
A nossa Escola de Pilotagem utiliza 3 salas de aulas, 1 quais em Lisboa, estando equipada com modernos meios audio visuais.
Dispomos um laboratório para a prática de comunicações aeronáuticas e de um treinador de procedimentos de voo assistido por computador.
Voam connosco actualmente dezenas de pilotos todos os anos, por prazer, para treino ou para aumentar a sua experiência de voo, tendo em vista um futuro acesso a uma carreira de piloto profissional.
A nossa Escola de Pilotagem ajudou a formar dezenas de pilotos particulares e profissionais, sendo actualmente dirigida pelo Cmdt. João Filhó, um profissional da aviação que trabalha na Portugália, e que é um entre as dezenas de profissionais que iniciaram ou reforçaram a sua actividade de pilotos no ACTV.
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A Mulher no Inicio do Novo Século
Dia 15 de Maio, pelas 9.30H, no Cine-Teatro Caridade, em Moura irá realizar-se um Fórum intitulado A Mulher no Inicio do Novo Século, tendo como organização a Câmara Municipal de Moura e a colaboração da Associação de Mulheres do Concelho de Moura.
Este Fórum será divido em vários painéis onde serão discutidos os mais variados temas tais como os Direitos Sexuais e Reprodutivos, a Participação da Mulher no Poder Local e ainda Direitos da Maternidade e Paternidade e a Política de Emprego e Inserção.
Um Brinquedo por uma Causa
O Grupo 28 da Associação dos Escuteiros de Portugal, com colaboração da Câmara Municipal de Moura, e o Rádio e Jornal «A Planície», apelam a todos os munícipes da cidade de Moura, para procurar entre os brinquedos que já estão encostados a um canto e que podem vir a fazer muitas crianças felizes para os entregar na recepção da Câmara, para no dia 1 de Junho se poder ver um sorriso nos rosto de muitas crianças.
Desporto ?
Futebol
Campeonato Distrital de Seniores (1ª Divisão)
Realiza-se dia 20 de Maio, pelas 16h no Estádio do M.A.C. mais um jogo entre Moura Atlético Clube e e Grupo Desportivo e Cultural de Neves
?
Pesca Desportiva (inserido nos Jogos Municipais) ?
2º Encontro de Basquetebol (inserido nos Jogos Municipais) ?
Cinema
Exorcista
Destaque
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Marfinite - Origem -Quem Somos ?
DADOS SOBRE A EMPRESA Colocada entre as três primeiras no «ranking» dos fabricantes de produtos moldados com injeção de termoplástico, a MARFINITE é uma empresa de capital 100% nacional, fundada em 1961 e pode ser considerada a pioneira no ramo de termoplásticos a abrir pontos de venda em todo o país, desde 1970.
Atualmente conta com 250 revendedores espalhados por todo o território nacional.
Tem loja e depósito instalados à Rua Costa Aguiar, 590, no bairro do Ipiranga, na capital paulista.
Emprega diretamente 600 pessoas.
A administração, vendas e a fábrica da MARFINITE ficam em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, num terreno de 230 mil metros quadrados, com 25 mil metros quadrados de área construída.
Basicamente a empresa trabalha com injeção de termoplásticos (polipropileno e polietileno).
Utiliza-se de resinas da indústria petroquímica nacional, que são modificadas na fábrica de Itaquaquecetuba, com cargas minerais, fibras e estabilizantes à luz, seguindo formulações tecnicamente das mais avançadas para acrescentar qualidade extra aos produtos.
Possui mais de 60 máquinas de injeção, contando com equipamentos do tipo prensa BATTENFELD, capaz de produzir monoblocos de até 35 Kg.
de plástico injetável por vez.
A empresa tem capacidade instalada para produzir 12.000 toneladas / ano.
Muito conhecida pelo grande público como produtora de móveis para jardim, praia e campo a MARFINITE conta com as seguintes linhas de produtos: a) móveis e objetos para exteriores: jardim, piscina, praia e campo b) móveis e objetos para interiores: indústria, comércio e residências c) caixas p / armazenagem, acondicionamento e transportes de produtos diversos e «containers» de vários tamanhos d) utensílios domésticos: com mais de 120 itens, que vão de bacias e baldes a potes térmicos e saladeiras centrífugas e) construção civil: caixas d' água com reservatórios com capacidade para até mil litros, bem como cones para sinalização de ruas, estradas e obras f) embalagens para indústria alimentícia. g) bolas de boliche e bilhar e esferas para desodorantes tipo "roll-on " Em 1997 a MARFINITE tem como objetivo reforçar o plano de expansão de sua área comercial, ampliando seu leque de revendedores.
Com a meta de aumentar seus pontos de venda, a MARFINITE abre perspectivas de negócios e geração de empregos, através de novos distribuidores no Brasil e no exterior que estejam interessados em vender no varejo suas múltiplas linhas de produtos.
Em 1996 seu faturamento foi da ordem de 35 milhões de dólares.
A filosofia da empresa é a de sempre investir na produção e desenvolvimento de novos produtos.
HAREM-962-09734
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BR
Emagrecendo -O site que ajuda a controlar seu peso.
O médico Alfredo Halpern é um dos maiores especialistas em obesidade.
Ele estuda o assunto há mais de 30 anos e hoje tem reconhecimento internacional.
Não é à toa que foi escolhido pela Organização Mundial de Saúde para ser o representante sul-americano da Força Tarefa para o Combate da Obesidade.
Faz parte também do Conselho Deliberativo da Iaso (International Association For Study of Obesity).
É um dos fundadores da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade), da qual foi presidente por duas vezes.
É professor livre-docente da Faculdade de Medicina da USP.
Chefe grupo de obesidade e doenças metabólicas do serviço de endocrinologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, grupo do qual foi pioneiro.
Foi responsável pela introdução da disciplina «Obesidade» na pós-graduação da USP.
Na realidade, pioneiro na inserção da obesidade como doença nos currículos científicos das universidades do Brasil.
Com uma carreira marcada pelo constante aperfeiçoamento e por muita competência, o Prof. Dr. Alfredo Halpern é autor de três livros para o público em geral: Entenda a Obesidade e Emagreça.
Obesidade.
Pontos para o Gordo.
Possui capítulos escritos em mais de 12 livros científicos publicados no Brasil e no Exterior.
É um dos autores do tratado «Obesidade», uma das mais completas e importantes obras sobre o assunto em todo o mundo.
O Prof. Dr. Alfredo Halpern - criador do Sistema de Pontos para o controle do peso - há vários anos é referência obrigatória para os mais importantes veículos de comunicação.
O Sistema foi criado por ele há mais ou menos 30 anos, pelo fato do Prof. Dr. Alfredo não se conformar com as dietas «burras» que obrigavam pessoas que gostavam bastante de açúcares e outras guloseimas, a se privar desses alimentos.
Ele acreditava - e continua acreditando cada vez mais - que, para emagrecer e continuar com o peso indicado, a pessoa deverá comer de tudo.
Entende também, que os regimes são contraproducentes (repressores e temporários).
Na realidade, se a pessoa presta atenção ao que come e faz o seu próprio controle, terá todas as condições de emagrecer.
A evolução dos anos demonstrou claramente que ele tinha razão, quando criou o Sistema de Pontos.
Hoje em dia, a tendência mais avançada é considerar como hábito alimentar realmente saudável o uso de todos os alimentos, desde que isso seja feito com equilíbrio.
TOPO
HAREM-763-07771
Jornalístico
PT
Agricultores de Famalicão querem mudar traçado do gasoduto
«Tudo nas costas das pessoas»
Cerca quarenta proprietários agrícolas do concelho de Vila Nova de Famalicão, cujos terrenos são atravessados pelo gasoduto que está a ser implantado na região de acordo com um novo traçado já publicado no «Diário da República», não estão dispostos a aceitar as alterações introduzidas e prometem tudo fazer para mudar o percurso da conduta de gás natural, de modo a evitarem «prejuízos desnecessários» nas suas colheitas com a cedência do uso de servidão à Transgás - Sociedade Portuguesa de Gás Natural.
Os contestatários queixam-se de não terem sido ouvidos:
«Fizeram tudo nas costas das pessoas».
Para mais uma «sessão de esclarecimento» sobre o impacte do gasoduto, realizada anteontem na Junta de Freguesia de Lagoa, a sala encheu-se de proprietários e rendeiros -- apoiados por dirigentes da Fanorte (Federação Associações de Agricultores da Região do Entre Douro e Minho) e, alguns deles, representados por advogados --, que ali se deslocaram mais para questionar os técnicos da Transgás sobre as razões que levaram à mudança do trajecto da conduta de gás do que para discutir a verba que a empresa oferece por metro quadrado pelo uso da servidão nos dez metros que ladeam o cano gigante.
Precavido com o que se passara numa reunião em Cabeçudos -- onde o problema foi colocado por outros proprietários --, Malta Dias, jurista da empresa, fez questão de apresentar documentação alegadamente comprovativa da total responsabilidade da Câmara de Famalicão na escolha do traçado.
Inclusive, revelou um pormenor que, de acordo com o advogado Joaquim Loureiro (defensor de um dos lesados), poderá servir de argumento num eventual pedido de impugnação do aviso do Ministério da Indústria e Energia publicado em 16 de Agosto no «Diário da República» que ratifica o traçado: é que, revelou o responsável da Transgás, a autarquia, obedecendo a um prazo estabelecido pela Direcção-Geral de Energia, deveria ter apresentado todas as sugestões de alteração ao trajecto da conduta de gás até finais de Fevereiro de 1994, mas parte delas só foi apresentada em 11 de Julho de 1995.
Como os proprietários abrangidos pelo traçado inicial (em menor número do que na segunda versão) receberam a primeira informação da Transgás -- referente à área de terreno necessária para a servidão -- com data de 7 de Julho de 1995, a Câmara terá elaborado as alterações nos quatro dias seguintes...
No documento enviado à empresa do gás natural, o presidente da autarquia, Agostinho Fernandes (cuja secretária, ontem, tinha indicações para remeter o PÚBLICO para o chefe do Departamento de Urbanismo, José Duarte, que, por sua vez, não esteve disponível em tempo útil), justificou o pedido de alteração do traçado com o facto de o primeiro projecto oferecer «condicionantes», uma das quais implicaria «a redução do espaço industrial, assim como do espaço de aglomerado adjacente, junto ao nó de Cabeçudos, devido ao seu afastamento necessário para a faixa de protecção do gasoduto».
Foi com base nesta sugestão da autarquia que uma extensa área de terreno que o Grupo Sonae ali adquiriu para a edificação de um centro de lazer e de um hipermercado deixou de ser atravessada pelo gasoduto -- mudança fulcral em que os contestatários se apoiam para acusar a Transgás «proteger a Sonae».
A empresa do gás natural limita-se a reafirmar que «todas as alterações foram feitas a pedido da Câmara», versão que não é aceite pela edilidade.
Aliás, confrontada com as dúvidas dos proprietários e com as declarações ao PÚBLICO um técnico camarário a responsabilizar a Transgás pelo traçado, a administração desta empresa solicitou ao presidente da autarquia a presença de um seu representante na reunião com os agricultores, o que não se verificou.
A ausência serviu para os técnicos da Transgás convencerem os agricultores quanto à responsabilidade da Câmara no processo e os dirigentes da Fanorte -- que, antes da reunião, tinham acusado «os responsáveis do gasoduto» de terem entrado em áreas agrícolas «de forma abusiva», «pisando culturas instaladas, fazendo marcações e só depois contactado os proprietários» --, saíram do encontro tendo a Câmara como «alvo».
«Nada nos move contra a Transgás», emendou o dirigente agrícola Orlando Gonçalves.
Feitas «as pazes», os emissários da Transgás até falaram na possibilidade de uma nova alteração do traçado, «desde que seja viável».
«Seja mais caro ou mais barato, mais para a direita ou mais para a esquerda.
Só uma coisa é insofismável: o gasoduto tem que ser construído !», declarou Malta Dias, adiantando, pela primeira vez, que existe a possibilidade de a canalização do gás ser colocada a 140 centímetros de profundidade, como aconteceu na zona de Coimbra (por causa das culturas da bacia do Mondego), e não a oitenta centímetros, como, por norma, é colocado, impedindo o uso da terra para fins agrícolas.
Mais esclarecidos, os agricultores queixaram-se, no entanto, da política do «facto consumado» seguida pela Transgás.
«Esta conversa, feita noutro tempo, poderia ter resolvido o problema.
Evitaria uma algazarra desnecessária...», sustentou Orlando Gonçalves, revelando que a Fanorte vai agora «exigir uma explicação da Câmara».
É que, explicou, «até hoje, ninguém nos ouviu».
«E só depois da publicação no `Diário da República' é que tomámos conhecimento do traçado.
Isto é inadmissível».
Pelo mesmo diapasão alinhou o delegado em Lagoa da Associação de Agricultores de Famalicão, António Ribeiro, em declarações ao PÚBLICO:
«A Câmara nunca falou connosco, fizeram tudo nas costas das pessoas».
O agricultores -- que não chegaram a discutir a polémica questão do preço oferecido pela Transgás pelo uso da servidão, cuja verba ronda os 150 ecudos por metro quadrado cedido -- elegeram uma comissão que irá contactar com a edilidade, numa tentativa para ser feita uma nova alteração ao traçado.
«Para que o gasoduto prejudique o menos possível quer a agricultura, quer a indústria».
Luís Paulo Rodrigues
HAREM-184-06038
Jornalístico
BR
Rússia já aceita ataque a sérvios
Moscou diz que ação seria'último recurso'; beligerantes voltam a negociar em Genebra
Das agências internacionais
O governo da Rússia vai apoiar uma ação da Otan contra as posições sérvias ao redor de Sarajevo «como último recurso, para defender as tropas da ONU», disse ontem o chanceler Andrei Kozirev.
Ele acrescentou, porém, que o Conselho de Segurança da ONU deve ser consultado antes de qualquer ataque.
Sérvios, croatas e muçulmanos retomaram ontem as negociações de paz em Genebra (Suíça), a sete dias do fim do prazo dado pela Otan para que os sérvios retirem sua artilharia de Sarajevo.
Os sérvios acusaram os muçulmanos de «má-fé» nas negociações para provocar os bombardeios da Otan.
A aliança militar ocidental decidiu quarta-feira passada dar um ultimato aos sérvios da Bósnia para que recuem sua artilharia a no mínimo 20 km do centro de Sarajevo até a zero hora do dia 20, sob pena de sofrerem ataques aéreos.
O cessar-fogo em Sarajevo, acertado entre muçulmanos e sérvios na quarta-feira, também parecia estar sendo cumprido.
Em Genebra, o mediador da União Européia, lorde Owen, disse que Karadzic aceitou o plano de união entre as três repúblicas que surgiriam da divisão da Bósnia.
Relações
O vice-presidente da Iugoslávia (Sérvia e Montenegro), Zeljiko Simic, foi ontem a Zagreb (capital da Croácia), na primeira visita de um dirigente iugoslavo à antiga república da federação desde a guerra de independência croata, em 1991.
HAREM-055-02244
Entrevista
PT
O meu pai era um lutador, defendia as suas ideias a ferro e fogo.
Imagine que uma das coisas que ainda hoje me faz impressão, só se podia subir de categoria no correios se dissesse que sabia francês.
Todos os colegas se inscreveram dizendo que sabiam francês porque sabiam dizer «merci beaucoop», que é «muito obrigado».
O meu pai disse: «Não, isso não é saber francês.
Eu não sei.»
Foi o único que não subiu.
Era um homem recto.
Admira-me o governo ponha uma condição dessas.
Para quê saber francês naquela altura ?
Isso ficou-me de exemplo para o longo da minha vida procurar ser recto, sério.
E os seus irmãos, como é que os descreve na infância ?
É curioso que nós tínhamos dois / três anos de diferença, mas convíviamos pouco porque quando eu estava na instrução primária, o meu irmão já estava na Escola Industrial.
Na Covilhã ainda não havia liceu nessa altura.
Uma cidade que não tinha liceu, tinha uma Escola Industrial muito boa, uma formação muito boa que podia entrar logo no Instituto Superior Técnico de Lisboa.
O meu pai duvidou de ir para a Covilhã, e queria que fosse para Guarda, que tinha liceu, era a capital de distrito.
Mas de facto, a Escola Industrial foi muito boa e o meu irmão andava na escola.
Nos escuteiros eu era lobito e ele já era lobo.
Mas demo-nos sempre muito bem, embora não tivessemos convivido muito os dois.
Olhe convivemos muito mais aqui em Braga, quando estávamos na Faculdade de Filosofia, estivemos dois anos juntos.
Foi o único tempo da vida que estivemos juntos.
Éramos muito amigos, quando nos encontrávamos.
Ele morreu há uns 10 anos.
E a sua irmã ?
Ainda vive.
Actualmente, a minha família é ela.
Juntamo-nos sempre pela Páscoa, no Verão, mas a nossa convivência é mais pelo telefone do que directamente.
Só quando ela vem cá ou eu lá vou.
E quando era criança ?
Ela faz uma diferença muito grande de idade, são sete / oito anos de diferença.
Também não convivi porque eu não estava em casa nessa altura, encontrávamo-nos nas férias, era quando havia mais convivio.
Quais eram as actividades que faziam em família ?
Eu compria as minhas obrigações nas aulas e o resto eu queria era brincar.
E quando vinha alguma coisa séria, eu dizia:"Isso é com o meu irmão !"
Porque as tias eram um pouco chatas, as tias andavam sempre atrás dos meninos e eu queria era brincar com os meus primos.
Para mim a única coisa séria era estudar e o resto era para a brincadeira.
Isso é que me marcava e ainda hoje penso nisso.
Que tipo de brincadeiras ?
Jogar os jogos das crianças daquele tempo.
A família infleunciou a sua educação ?
Sim, sim, a família marcou-me e disso não tenho dúvida, tanto no aspecto religioso, na minha vida católica, embora os meus tios foram todos jesuítas, mas os meus pais não praticavam.
Apesar de tudo eram tolerantes uns com os outros.
Havia na família republicanos dos dois partidos, havia monárquicos, mas sempre se deram muito bem na família.
O que me marcou também muito sabe.
Os meus amigos ainda hoje, eu dou-me bem com toda a gente porque, podemos ter alguma discussão, mas nunca daquelas discussões, apenas troca de ideias.
Evidentemente, eles sabem o que eu penso, respeitam-me como é natural.
Isso também me marcou porque, do ponto de vista político e até religioso, havia de tudo.
Como descreve essa educação que recebeu ?
Culturalmente não foi lá que a aprendi, é evidente.
Foram os meus cursos, depois fui estudando, tive ocasião de estudar muita coisa porque para ser professor de Filosofia tive que estudar Economia em Bilbau, foi durante a guerra, não podia sair de Espanha, e depois em Levanda fiz Ciências Políticas e Filosofia aqui na Faculdade de Filosofia.
Portanto, a cultura não foi lá.
Mas o aspecto humano de convivência ai sim.
O carácter, a maneira de ser, ai sim, eu sinto-me Craveiro, marcado pela família.
E depois da primária para que escola é que foi ?
Isso para mim foi muito fácil porque como ia bem preparado da instrução primária, os meus companheiros com muitas dificuldades, mas eu nunca tive essas dificuldades porque era a continuação.
Estava preparado para ir cumprindo por aí fora.
Ao longo dos meus estudos nunca tive dificuldade porque estudava com facilidade e com gosto, mas tive sempre um princípio que eu hoje resumo «quem não sabe descansar, não sabe trabalhar».
E de facto, eu atribuo a essas causas porque eu depois gostava de brincar e de me distrair.
E assim nunca tive esses cansaços, esses esgotamentos, nem o desencanto pelo estudo.
Sempre gostei de saber e isso foi o meu professor de instrução primária que me meteu.
Para que escola foi quando acabou a instrução primária ?
Para o Ensino Secundário, em Castelo Rodrigo, a cidade mais próxima era «Cáseres».
Aí estive 5 anos, porque os jesuítas não podiam entrar em Portugal nessa altura.
Depois fui para Oia aqui na Galiza, onde entrei na Companhia de Jesus.
Estive lá só uns sete ou oito meses porque depois viemos para Portugal, para Braga, onde continuei os meus estudos de Ciências e Filosofia.
Depois fui professor de Literatura em Guimarães, foi lá que eu comecei a minha vida de professor, por isso foi uma cidade que marcou.
Estive lá três anos de professor.
Depois fui para o estrangeiro.
Comecei a estudar Teologia em Granada, Economia em Bilbau e Ciências Políticas em Levanda.
E como eu sempre fui um pouco sério nos meus estudos, tirei licenciaturas.
Para não estar só assim mais ou menos, tirei licenciatura em Economia em Bilbau, Ciências Políticas em Levanda e doutorei-me em Filosofia aqui.
Fui o primeiro doutorado de Braga.
Fiz o doutoramente em Braga.
E antes não existia a universidade, só existia a Faculdade de Filosofia.
HAREM-185-05669
Entrevista
PT
Quando foi para Espanha foi a primeira vez que saiu de casa dos seus pais ?
Foi.
Eu sempre gostei de aventuras.
Este gostar de brincar e de aventuras é uma coisa que eu tenho de juventude, não sei porquê, talvez por sair muito cedo para Linhais da Serra, depois para a Covilhã.
E em toda a parte tinha o meu grupo de amigos, com quem me dava bem, e também vi a ida para Espanha como uma aventura e disse: - «Vamos lá ver !»
Como correu esse tempo que esteve em Espanha ?
Olhe, não perdi o meu tempo, porque estudava, era o principal e depois, nós não gostávamos dos espanhóis.
Eu vivi em Espanha em três partes.
Espanha não é uma nação, é um conjunto de nações.
Nós não gostamos é dos castelhanos.
Nós quando falamos dos espanhóis, referimo-nos aos castelhanos.
O meu pai também é da fronteira, ainda hoje não podem ver os castelhanos, porque o castelhano o que quer é mandar, quer sempre o pé em cima dos outros e ninguém aguenta isso.
E olhe uma das razões porque se fundou Portugal, repare que D.Afonso Henriques vai por aí fora e a gente não sabe, nem ainda ninguém explicou, porque é que o português nunca quis ser castelhano.
São psicologicamente diferentes.
E o castelhano esteve à frente de Espanha e fez a união de Espanha.
Em Barcelona, os catalães não podem com os castelhanos, e em Bilbau são os vascos que não podem com os castelhanos e os galegos também não, são mais nossos amigos do que dos castelhanos.
Se Filipe II tem posto a capital em Lisboa, como ele pensou, e não pôs a capital em Lisboa, quando Portugal se uniu a Espanha, com medo da Armada Inglesa, e foi pôr Madrid, no meio de Espanha, onde não chegava a Armada Inglesa.
Mas se ele tivesse posto em Lisboa, hoje éramos capazes de ser espanhóis porque os portugueses tem muito mais capacidade de unir os povos do que qualquer outra nação.
Veja que os nosso impérios, o Brasil é tão grande com a Europa e não tem separatismos.
O espanhol, o castelhano é Colombia, Venezuela, Argentina, tudo separado.
E se arte portuguesa, é curioso que não é pelas armas que fazemos isso, e quando em 1640, os fidalgos em Lisboa proclamam a indepêndencia, o povo vai todo com eles e revolta-se.
Nós sem Marinha, sem nada.
O Brasil, a África, Goa, volta tudo sem Marinha.
É esta arte dos portugueses em unir os povos, é uma coisa extraordinária e por isso, muitas vezes pergunto, como é que os romanos em três séculos acabaram com os lusitanos e uniram todos os povos e os àrabes estiveram cá sete séculos e não somos árabes ?
Já me deram a explicação, é que os árabes ao princípio não eram fundamentalistas, vinham cá receber o tributo e iam-se embora, e como o tributo era menor que o dos visigodos não fez questão.
Quando eles quiseram impor o islamismo já a reconquista ia por ai fora, já não conseguiram.
Fizeram mártires em Sevilha, mas não conseguiram e foram postos de cá para fora.
Isso são coisas interessantes e explicam muito da maneira de ser dos povos.
Como eu estive na parte de Castela não me ligava muito com eles, ao passo que a minha vida em Portugal, eu vim para cá, para Braga, com 18/19 anos.
E a minha vida foi em Braga.
Eu sou bracarense desde 1934.
HAREM-257-09434
CorreioElectrónico
BR
LANÇAMENTO DO CD ROM «ACERVO MUSEOLOGICO DO MAST»
Nesta quarta-feira, 5/7, às 17h no Salao Nobre do Museu de Astronomia e Ciencias Afins (Mast).
Para abrir o evento, que faz parte da comemoracao dos 15 anos do Museu, foi convidado a vice-diretora do Istituto e Museo di Storia della Scienza, de Florenca, Itália, Mara Miniati, que fala sobre «Emprego tecnologias modernas para a valorização do património e difusão da cultura cientifica».
No mesmo dia tambem serao inaugurados três terminais de acesso ao publico, patrocinados pela Fundacao Vitae, contendo um catálogo eletronico que permite ao visitante conhecer a historia da instituticao, o acervo museologico e as suas colecoes.
Endereco do Mast: r. General Bruce, 586, Sao Cristovao, RJ
Fone:589-4965
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CorreioElectrónico
BR
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Literário
PT
Capítulo XV
Maria Eduarda e Carlos, que ficara essa noite nos Olivais na sua casinhola, acabavam de almoçar.
O Domingos servira o café, e antes de sair deixara ao lado de Carlos a caixa de cigarretes e o Figaro.
As duas janelas estavam abertas.
Nem uma folha se movia no ar pesado da manhã encoberta, entristecida ainda por um dobre lento de sinos que morria ao longe nos campos.
No banco de cortiça, sob as árvores, miss Sarah costurava preguiçosamente; Rosa ao lado brincava na relva.
E Carlos, que viera numa intimidade conjugal, com uma simples camisa de seda e um jaquetão de flanela, chegou então a cadeira para junto de Maria, tomou-lhe a mão, brincando-lhe com os anéis, numa lenta carícia:
- Vamos a saber, meu amor...
Decidiste, por fim ?
Quando queres partir ?
Nessa noite, entre os seus primeiros beijos de noiva, ela mostrara o desejo enternecido de não alterar o plano da Itália e dum ninho romântico entre as flores da Isola-bela: somente agora não iam esconder a inquietação duma felicidade culpada, mas gozar o repouso duma felicidade legítima.
E, depois de todas as incertezas e tormentos que o tinham agitado desde o dia em que cruzara Maria Eduarda no Aterro, Carlos anelava também pelo momento de se instalar enfim no conforto dum amor sem dúvidas e sem sobressaltos:
- Eu por mim abalava amanhã.
Estou sôfrego de paz.
Estou até sôfrego de preguiça...
Mas tu, dize, quando queres ?
Maria não respondeu; apenas o seu olhar sorriu, reconhecido e apaixonado.
Depois, sem retirar a mão que a longa carícia de Carlos ainda prendia, chamou Rosa através da janela.
- Mamã, espera, já vou !
Passa-me umas migalhas...
Andam aqui uns pardais que ainda não almoçaram...
- Não, vem cá.
Quando ela apareceu à porta, toda de branco, corada, com uma das ultimas rosas de verão metida no cinto - Maria qui-la mais perto, entre eles, encostada aos seus joelhos.
E, arranjando-lhe a fita solta do cabelo, perguntou, muito séria, muito comovida, se ela gostaria que Carlos viesse viver ver com elas de todo e ficar ali na Toca.
Os olhos da pequena encheram-se de surpresa e de riso:
-O quê !
estar sempre, sempre aqui, mesmo de noite, toda a noite ?...
E ter aqui as suas malas, as suas coisas ?...
Ambos murmuraram - «sim».
Rosa então pulou, bateu as palmas, radiante, querendo que Carlos fosse já, já, buscar as suas malas e as suas coisas...
- Escuta, disse-lhe ainda Maria gravemente, retendo-a sobre os joelhos.
E gostavas que ele fosse como o papá, e que, andasse sempre conosco, e que lhe obedecêssemos ambas, e que gostássemos muito dele ?
Rosa ergueu para a mãe uma facesinha compenetrada, onde todo o sorriso se apagara.
-Mas eu não posso gostar mais dele do que gosto !...
Ambos a beijaram, num enternecimento que lhes humedecia os olhos.
E Maria Eduarda, pela primeira vez diante de Rosa debruçando-se sobre ela, beijou de leve a testa de Carlos.
A pequena ficou pasmada para o seu amigo, depois para a mãe.
E pareceu compreender tudo; escorregou dos joelhos de Maria, veio encostar-se a Carlos com uma meiguice humilde:
- Queres que te chame papá, só a ti ?
-Só a mim, disse ele, fechando-a toda nos braços.
E assim obtiveram o consentimento de Rosa que fugiu, atirando a porta, com as mãos cheias de bolos para os pardais.
Carlos levantou-se, tomou a cabeça de Maria entre as mãos, e contemplando-a profundamente, até à alma, murmurou num enlevo:
-És perfeita !
Ela desprendeu-se, com melancolia, daquela adoração que a perturbava.
- Escuta...
Tenho ainda muito, muito que te dizer, infelizmente.
Vamos para o nosso quiosque...
Tu não tens nada que fazer, não ?
E que tenhas, hoje és meu...
Vou já ter contigo.
Leva as tuas cigarretes.
Nos degraus do jardim, Carlos parou a olhar, a sentir a doçura velada do céu cinzento...
E a vida pareceu-lhe adorável, duma poesia fina e triste, assim envolta naquela névoa macia onde nada resplandecia e nada cantava, e que tão favorável era para que dois corações, desinteressados do mundo e em desarmonia com ele, se abandonassem juntos ao contínuo encanto de estremecerem juntos na mudez e na sombra.
- Vamos ter chuva, tio André, disse ele, passando junto do velho jardineiro que aparava o buxo.
O tio André, atarantado, arrancou o chapéu.
Ah !
uma gota de água era bem necessária, depois da estiagem !
O torrãosinho já estava com sede !
E em casa todos bons ?
A senhora ?
A menina ?
- Tudo bom, tio André, obrigado.
E no seu desejo de ver todos em torno de si felizes como ele e como a terra sequiosa que ia ser consolada - Carlos meteu uma libra na mão do tio André, que ficou deslumbrado, sem ousar fechar os dedos sobre aquele ouro extraordinário que reluziu.
Quando Maria entrou no quiosque trazia um cofre de sândalo.
Atirou-o para o divã: fez sentar Carlos ao lado, bem confortável, entre almofadas: acendeu-lhe uma cigarrete.
Depois agachou-se aos seus pés, sobre o tapete, como na humildade de uma confissão.
- Estás bem assim ?
Queres que o Domingos te traga água e cognac ?...
Não ?
Então ouve agora, quero-te contar tudo...
Era toda a sua existência que ela desejava contar.
Pensara mesmo em lha escrever numa carta interminável, como nos romances.
Mas decidira antes tagarelar ali uma manhã inteira, aninhada aos seus pés.
- Estás bem, não estás ?
Carlos esperava, comovido.
Sabia que aqueles lábios amados iam fazer revelações pungentes para o seu coração e amargas para o seu orgulho.
Mas a confidência da sua vida completava a posse da sua pessoa: quando a conhecesse toda no seu passado senti-la-hia mais sua inteiramente.
E no fundo tinha uma curiosidade insaciável dessas coisas que o deviam pungir e que o deviam humilhar.
- Sim, conta...
Depois esquecemos tudo e para sempre.
Mas agora dize, conta...
Onde nasceste tu por fim ?
Nascera em Viena: mas pouco se recordava dos tempos de criança, quasi nada sabia do papá, a não ser a sua grande nobreza e a sua grande beleza.
Tivera uma irmãsinha que morrera de dois anos e que se chamava Heloisa.
A mamã, mais tarde, quando ela era já rapariga, não tolerava que lhe perguntassem pelo passado; e dizia sempre que remexer a memória das coisas antigas prejudicava tanto como sacudir uma garrafa de vinho velho...
De Viena apenas recordava confusamente largos passeios de árvores, militares vestidos de branco, e uma casa espelhada e dourada onde se dançava: ás vezes durante tempos ela ficava lá só com o avô, um velhinho triste e tímido, metido pelos cantos, que lhe contara histórias de navios.
Depois tinham ido a Inglaterra: mas lembrava-se somente de ter atravessado um grande rumor de ruas, num dia de chuva, embrulhada em peles, sobre os joelhos dum escudeiro.
As suas primeiras memórias mais nítidas datavam de Paris; a mamã, já viúva, andava de luto pelo avô; e ela tinha uma aia italiana que a levava todas as manhãs, com um arco e com uma péla, brincar aos Campos Elíseos.
A noite costumava ver a mamã decotada, num quarto cheio de cetins e de luzes; e um homem louro, um pouco brusco, que fumava sempre estirado pelos sofás, trazia-lhe de vez em quando uma boneca, e chamava-lhe mademoisele Triste-coeur por causa do seu arzinho sisudo.
Enfim a mamã metera-a num convento ao pé de Tours - porque nessa idade, apesar de cantar já ao piano as valsas da Bele Helène, ainda não sabia soletrar.
Fora nos jardins do convento, onde havia lindos lilases, que a mamã se separara dela numa paixão de lágrimas; e ao lado esperava, para a consolar decerto, um sujeito muito grave, de bigodes encerados, a quem a Madre Superiora falara com veneração.
A mamã ao principio vinha vê-la todos os meses, demorando-se em Tours dois, três dias; trazia-lhe uma profusão de presentes, bonecas, bombons, lenços bordados, vestidos ricos, que lhe não permitia usar a regra severa do convento.
Davam então passeios de carruagem pelos arredores de Tours: e havia sempre oficiais a cavalo, que escoltavam a caleche - e tratavam a mamã por tu.
No convento as mestras, a Madre Superiora não gostavam destas saídas - nem mesmo que a mamã viesse acordar os corredores devotos com as suas risadas e o ruído das suas sedas; ao mesmo tempo pareciam teme-la; chamavam-lhe Madame la Comtesse.
A mamã era muito amiga do general que comandava em Tours, e visitava o bispo.
Monsenhor, quando vinha ao convento, fazia-lhe uma festinha especial na face e aludia risonhamente a son excelente mère.
Depois a mamã começou a aparecer menos em Tours.
Esteve um ano longe, quasi sem escrever, viajando na Alemanha; voltou um dia, magra e coberta de luto, e ficou toda a manhã abraçada a ela a chorar.
Mas na visita seguinte vinha mais moça, mais brilhante, mais ligeira, com dois grandes galgos brancos, anunciando uma romagem poética à Terra Santa e a todo o remoto Oriente.
Ela tinha então quasi dezasseis anos: pela sua aplicação, os seus modos doces e graves, ganhara a afeição da Madre Superiora - que ás vezes, olhando-a com tristeza, acariciando-lhe o cabelo caído em duas tranças segundo a regra, lhe mostrava o desejo de a conservar sempre ao seu lado.
Le monde, dizia ela, ne vous sera bon à rien, mon enfant !...
Um dia, porém, apareceu para a levar para Paris, para a mamã, uma Madame de Chavigny, fidalga pobre, de caracóis brancos, que era como uma estampa de severidade e de virtude.
O que ela chorara ao deixar o convento !
Mais choraria se soubesse o que ía encontrar em Paris !
A casa da mamã, no Parc Monceaux, era na realidade uma casa de jogo - mas recoberta de um luxo sério e fino.
Os escudeiros tinham meias de seda; os convidados, com grandes nomes no Nobiliário de França, conversavam de corridas, das Tulherias, dos discursos do Senado; e as mesas de jogo armavam-se depois como uma distracção mais picante.
Ela recolhia sempre ao seu quarto ás dez horas: Madame de Chavigny, que ficara como sua dama de companhia, ia com ela cedo ao Bois num coupé estufo de douairière.
Pouco a pouco, porém, este grande verniz começou a estalar.
A pobre mamã caíra sob o jugo dum Mr. de Trevernes, homem perigoso pela sua sedução pessoal e por uma desoladora falta de honra e de senso.
A casa descaiu rapidamente numa boémia mal dourada e ruidosa.
Quando ela madrugava, com os seus hábitos saudáveis do convento, encontrava paletós de homens por cima dos sofás: no mármore das consoles restavam pontas de charuto entre nódoas de champagne; e nalgum quarto mais retirado ainda tinia o dinheiro dum bacarat talhado à claridade do sol.
Depois uma noite, estando deitada, sentira de repente gritos, uma debandada brusca na escada; veio encontrar a mamã estirada no tapete, desmaiada; ela dissera-lhe apenas mais tarde, alagada em lágrimas, «que tinha havido uma desgraça»...
Mudaram então para um terceiro andar da Chaussée-d'Antin.
Aí começou a aparecer uma gente desconhecida e suspeita.
Eram Valachos grandes bigodes, Peruanos com diamantes falsos, e condes romanos que escondiam para dentro das mangas os punhos enxovalhados...
Por vezes entre esta malta vinha algum gentleman que não tirava o paletó, como num café-concerto.
Um desses foi um irlandês, muito moço, Mac-Gren...
Madame de Champigny deixara-as desde que faltara o coupé severo, acolchoado de cetim; e ela, só com a mãe, insensivelmente, fatalmente, fora-se misturando a essa vida tresnoitada de grogs e de bacarat.
A mamã chamava a Mac-Gren o «bebé».
Era com efeito uma criança estouvada e feliz.
Namorara-se dela logo com o ardor, a efusão, o ímpeto dum irlandês; e prometeu-lhe faze-la sua esposa apenas se emancipasse - porque Mac-Gren, menor ainda, vivia sobretudo das liberalidades de uma avó excêntrica e rica que o adorava, e que habitava a Provença numa vasta quinta onde tinha feras em jaulas...
E no entanto induzia-a sem cessar a fugir com ele, desesperado de a ver entre aqueles Valachos que cheiravam a genebra.
O seu desejo era leva-la para Fontainebleau, para um cotage com trepadeiras de que falava sempre, e esperar aí tranquilamente a maioridade que lhe traria duas mil libras de renda.
Decerto, era uma situação falsa: mas preferível a permanecer naquele meio depravado e brutal onde ela a cada instante corava...
A esse tempo a mamã parcela ir perdendo todo o senso, desarranjada de nervos, quasi irresponsável.
As dificuldades crescentes estonteavam-na; brigava com as criadas; bebia champagne «pour s' étourdir».
Para satisfazer as exigências de Mr. de Trevernes empenhara as suas jóias, e quasi todos os dias chorava com ciúmes dele.
Por fim houve uma penhora: uma noite tiveram de enfardelar à pressa roupa num saco, e ir dormir a um hotel.
E, pior, pior que tudo !
Mr. de Trevernes começava a olhar para ela dum modo que a assustava...
- Minha pobre Maria !
murmurou Carlos, pálido, agarrando-lhe as mãos.
Ela permaneceu um momento sufocada, com o rosto caído nos joelhos dele.
Depois limpando as lágrimas que a enevoavam:
- Aí estão as cartas de Mac-Gren, nesse cofre...
Tenho-as guardado sempre para me justificar a mim mesma, se me é possível...
Pede-me em todas que vá para Fontainebleau; chama-me sua esposa; jura que apenas juntos iremos ajoelhar-nos diante da avó, obter a sua indulgência...
Mil promessas !
E era sincero...
Que queres que te diga ?
A mamã uma manhã partiu com uma súcia para Baden.
Fiquei em Paris só, num hotel...
Tinha um palpite, um terror que Trevernes aparecia...
E eu só !
Estava tão transtornada que pensei em comprar um revólver...
Mas quem veio foi Mac-Gren.
E partira com ele, sem precipitação, como sua esposa, levando todas as suas malas.
A mamã de volta de Baden correu a Fontainebleau, desvairada e trágica, amaldiçoando Mac-Gren, ameaçando-o com a prisão de Mazas, querendo esbofeteá-lo; depois rompeu a chorar.
Mac-Gren, como um bebé, agarrou-se a ela aos beijos, chorando também.
A mamã terminou por os apertar a ambos contra o coração, já rendida, perdoando tudo, chamando-lhes «filhos da sua alma».
Passou o dia em Fontainebleau, radiante, contando «a patuscada de Baden», já com o plano de vir instalar-se no cotage, viver junto deles numa felicidade calma e nobre de avósinha...
Era em maio; Mac-Gren, à noite, deitou um «fogo preso» no jardim.
Começou um ano quieto e fácil.
O seu único desejo era que a mamã vivesse com eles sossegadamente.
Diante suas suplicas ela ficava pensativa, dizia:
«Tens razão, veremos !»
Depois remergulhava no torvelinho de MORF="?,S"Paris, de onde ressurgia uma manhã, num fiacre, estremunhada e aflita, com uma rica peliça sobre uma velha saia, a pedir-lhe cem francos...
Por fim nascera Rosa.
Toda a sua ansiedade desde então fora legitimar a sua união.
Mas Mac-Gren adiava, levianamente, com um medo pueril da avó.
Era um perfeito bebé !
Entretinha as manhãs a caçar pássaros com visco !
E ao mesmo tempo terrivelmente teimoso: ela pouco a pouco perdera-lhe todo o respeito.
No começo da primavera a mamã um dia apareceu em Fontainebleau com as suas malas, sucumbida, enojada da vida.
Rompera enfim com Trevernes.
Mas quasi imediatamente se consolou: e começou daí a adorar Mac-Gren com uma tão larga efusão de carícias, e achando-o tão lindo, que era ás vezes embaraçadora.
Os dois passavam o dia, com copinhos de cognac, jogando o besigue.
De repente rebentou a guerra com a Prússia.
Mac-Gren entusiasmado, e apesar das suplicas delas, correra a alistar-se no batalhão de Zuavos de Charete; a avó de resto aprovara este rasgo de amor pela França, e fizera-lhe numa carta em verso, em que celebrava Jeane d'Arc, uma larga remessa de dinheiro.
Por esse tempo Rosa teve o garrotilho.
Ela, sem lhe largar o leito, mal atendia ás noticias da guerra.
Sabia apenas confusamente das primeiras batalhas perdidas na fronteira.
Uma manhã a mamã rompeu-lhe no quarto, estonteada, em camisa: o exercito capitulara em Sédan, o imperador estava prisioneiro !
«É o fim de tudo, é o fim de tudo !» dizia a mamã espavorida.
Ela veio a Paris procurar noticias de Mac-Gren: na rua Royale teve de se refugiar num portão, diante do tumulto dum povo em delírio, aclamando, cantando a Marselhesa, em torno de uma caleche onde ia um homem, pálido como cera, com um cache-nez escarlate ao pescoço.
E um sujeito ao lado, aterrado, disse-lhe que o povo fora buscar Rochefort à prisão e que estava, proclamada a República.
Nada soubera de Mac-Gren.
Começaram então dias de infinito sobressalto.
Felizmente Rosa convalescia.
Mas a pobre mamã causava dó, envelhecida de repente, sombria, prostrada numa cadeira, murmurando apenas:
«É o fim de tudo, é o fim de tudo !»
E parecia na verdade o fim da França.
Cada dia uma batalha perdida; regimentos presos, apinhados em wagons de gado, internados a todo o vapor para os presídios da Alemanha; os prussianos marchando sobre Paris...
Não podiam permanecer em Fontainebleau; o duro inverno começava; e com o que venderam à pressa, com o dinheiro que Mac-Gren deixara, partiram para Londres.
HAREM-25B-09669
Expositivo
BR
A gente não pensava em liquidar um inocente.
Nosso plano, que Alcino estragou, era pegar Lacerda surpresa, de emboscada, desprevenido e só.
Precipitado, vendo unicamente a recompensa que lhe cabia, o pistoleiro levou por água abaixo um plano, cuidadosamente calculado, que já tinha três meses...
A Nação entretanto não está bestializada nem perdeu a noção da diferença ética entre o bem e o mal, e da antítese jurídica entre a lei e o crime.
Ao contrário, cessada a justa e magoada emoção pela perda do eminente Getúlio Vargas, os pescadores de votos, à sombra de sua memória, não conseguiram convencer -- nem aos menos argutos -- que os valorosos e honrados oficiais da Força Aérea não passem de simples carrascos de uma nova inquisição e que Gregório Fortunato seja, pela sua inocência e probidade, modelo à imitação da juventude brasileira.
Se tal viesse a acontecer este país estaria irremediavelmente condenado ao apodrecimento prematuro.
Fique, pois, cada um com o paradigma que lhe convenha: Eduardo Gomes ou Gregório Fortunato !
O povo não hesitará, por mais doloroso que seja escrever este contraste, entre um herói autêntico, uma reserva moral da Pátria, um soldado de Deus e do Brasil, e o chefe de um bando de sicários, a quem o próprio Getúlio Vargas foi forçado a expulsar do Palácio e da sua companhia, como traidor de sua confiança.
Contava, porém, com uma decisão da Justiça Eleitoral a seu favor.
A decisão se cumpriu e a faixa presidência... ainda uma vez, em solenidade pública, no peito do ditador deposto em 1945.
Dois dias mais tarde revelava o sr. Gustavo Capanema que ouvira do Presidente Getúlio Vargas estas palavras: «Esses assassinos são os meus maiores inimigos» Coerente com sua tradição -- era ainda viva a lembrança de palavras semelhantes a propósito do massacre do jornalista Nestor Moreira -- limitou-se a enunciar a frase exigida pelo decreto do cargo.
Na realidade, nenhum impulso enérgico partiu do Catete, no sentido de desvendar a verdade inteira sobre o crime da rua Toneleros.
O corpo do eleitorado, pela maioria dos votantes que dividiram seus votos pelos outros dois candidatos, indicou claramente que não preferia o nome do antigo ditador.
Sufragado e reconhecido... por uma minoria, portanto, o sr. Getúlio Vargas voltava ao poder apertado entre as tenazes de duas claras verdades:
Ao tomar conhecimento do crime e depois de se inteirar dos seus pormenores, declarou o brigadeiro Eduardo Gomes: «Para honra da Nação, confio que esse crime não ficará impune».
Coerente com essa palavras, daí por diante, dia a dia, minuto por minuto, promoveu todas as medidas a seu alcance e jogou seu prestígio no desempenho de apurar a verdade.
HAREM-27C-00833
Político
PT
Reinício sessão
Declaro reaberta a sessão do Parlamento Europeu, que tinha sido interrompida na quinta feira, 21 de Setembro de 2000.
Aprovação acta da sessão anterior
A acta da sessão de quinta feira, 21 de Setembro de 2000, já foi distribuída.
Há alguma observação ?
Senhora Presidente, gostaria de levantar uma questão em relação à acta.
Por alguma estranha razão, o meu nome não consta da lista de presenças.
Solicito a correcção e, ao mesmo tempo, aproveito para dizer que, hoje, vir da Finlândia a Estrasburgo demorou apenas nove horas.
É quase o meu recorde pessoal deste semestre !
Com certeza, Senhora Deputada Thors, vamos corrigir a acta.
(O Parlamento aprova a acta)
Comunicação da Presidência sobre a situação no Médio Oriente
Caros colegas, nestes últimos dias, como sabem, Jerusalém, bem como outras cidades, e os territórios palestinianos entraram infelizmente em pé de guerra e as vítimas são já numerosas.
Hoje mesmo, helicópteros bombardearam alvos em Gaza, agravando assim a situação.
Devo expressar, em nome do Parlamento Europeu, a minha mais profunda emoção face a esta nova explosão de violência, e, às famílias das vítimas, o quanto partilhamos a sua dor e a sua dura experiência.
O estatuto de Jerusalém esta triste realidade demonstra o constitui uma das chaves da paz no Próximo Oriente.
A cidade está carregada de símbolos poderosos para as três religiões monoteístas.
Qualquer atentado contra ela significa negar a vontade de paz e travar a procura de uma solução aceitável por todos.
Todavia, sabemos que existem homens de paz, de ambos os lados, desejosos de andarem para a frente.
A presença conjunta de Ahmed Qurie e de Avraham Burg, respectivamente Presidente do Conselho Legislativo palestiniano e Presidente da Knesset, aqui mesmo, no nosso período de sessões de Setembro, demonstrou o mais uma vez.
Relativamente à questão de Jerusalém, deram mostras de um espírito de abertura e de uma capacidade de ouvir portadores de esperança.
Neste momento em que se inicia o nosso período de sessões do Parlamento Europeu, faço um apelo à comunidade internacional no sentido de fazerem os possíveis por retomarem o mais rapidamente possível o diálogo.
A União Europeia já reagiu.
Espero que multiplique os seus esforços, para os quais o Parlamento Europeu dará toda a sua contribuição.
(ES) Senhora Presidente, quero antes de mais, em nome do Grupo Socialista, apoiar as suas palavras e exprimir a nossa total conformidade com as mesmas.
Permitir me á propor, em nome do meu grupo, que este tema da máxima importância, que afecta as responsabilidades da União Europeia a Senhora Presidente, de resto, salientou o , seja incluído no debate que vamos realizar amanhã sobre a Cimeira de Biarritz.
É evidente que a situação no Médio Oriente figurará entre os temas que deverão abordar se nesta cimeira, embora esta tenha carácter informal.
Além disso, queria referir que a Senhora Presidente salientou correctamente que houve uma provocação inadmissível por parte de um líder da extrema direita israelita conhecido pelas suas atitudes extremistas no passado.
Penso também, porém, que devemos dirigir nos, fundamentalmente, aos nossos amigos israelitas para lhes dizer que um governo democrático e legitimamente constituído, como é o caso do Governo israelita, não pode responder com disparos e com tanques contra crianças e jovens que arremessam pedras.
Trata se de uma resposta absolutamente desproporcionada que em nada contribui para o processo de paz.
Penso, Senhora Presidente, que depois da visita por convite seu que nos fizerem os Presidentes dos parlamentos israelita e palestiniano no mês passado, temos suficiente legitimidade moral para nos dirigirmos aos nossos parceiros do Médio Oriente nos termos mais enérgicos, disponibilizando também os nossos bons ofícios.
(FR) Senhora Presidente, dirigi lhe uma carta em nome do meu grupo no sentido de lhe pedir uma modificação da ordem do dia sobre a questão que a senhora acaba de abordar com toda a dignidade.
Uma vez que o senhor deputado Barón Crespo também usa da palavra, proponho que abordemos a questão imediatamente.
Efectivamente, penso que, uma vez que o nosso Parlamento, com muita oportunidade, convidou conjuntamente, há um mês, os Presidentes da Knesset e do Conselho Legislativo palestiniano, precisamente no sentido de afirmar a sua vontade de intervir como actor a favor do processo de paz, não podemos, enquanto Parlamento, calar nos hoje.
A senhora relatou, com palavras que partilho profundamente, a situação dramática que se vive neste preciso momento na Palestina e em Israel.
Compreendo muito bem que o senhor Presidente Prodi, amanhã, que o Conselho, que nós próprios, alguns de nós, intervenham no debate geral.
Não está certo.
Por conseguinte, sugiro, em nome do meu grupo, que se tente, amanhã se possível, ou noutro dia se necessário, dedicar uma hora a este assunto tão importante e adoptar uma resolução.
Se tal não for possível, sugiro que este assunto seja pelo menos objecto de uma questão no debate sobre questões actuais e urgentes.
Mas, seja como for, peço expressamente que ninguém, no final deste período de sessões, possa afirmar que o Parlamento enquanto tal, no espírito e no seguimento da sua magnífica declaração, não se pronunciou a favor do retorno da paz em Israel e no Próximo Oriente.
Caros colegas, se assim o entenderem, apresentarei uma espécie de ponto de ordem.
Ainda não chegámos à apreciação da ordem dos trabalhos.
Recebi facto o pedido que me dirigiu.
É portanto nessa altura que lhe proponho debater a oportunidade ou não de inscrever essa questão no dia de terça feira.
Em contrapartida, recebi uma série de invocações do Regimento, que vamos abordar.
Tenho algumas declarações a fazer lhes e, em seguida, procederemos à fixação da ordem dos trabalhos.
Senhora Presidente, caros colegas, o que está a acontecer no Médio Oriente é uma tragédia.
Estou lhe muito grato por ter feito referência a esta problemática.
O nosso grupo político pode dar lhe o seu pleno aval.
No que diz respeito ao tratamento desta difícil temática aqui no plenário, considero adequado que os oradores do Parlamento, os presidentes dos grupos políticos ou seja quem for que falar em nome do grupo, abordassem amanhã a problemática do Médio Oriente no debate com o Presidente do Conselho e o Presidente da Comissão.
Não creio que seja possível alterar toda a ordem do dia, uma vez que temos um grande número de assuntos a debater esta semana.
(FI) Senhora Presidente, naturalmente também o meu grupo está extremamente chocado com os acontecimentos do fim de semana no Médio Oriente.
Entre as propostas apresentadas quero apoiar, em primeiro lugar, a do senhor deputado Wurtz para que possamos encontrar uma ocasião propícia para solicitarmos ao Conselho e, eventualmente, também à Comissão que apresentem uma comunicação.
O nosso grupo aceita também que o Parlamento apresente uma comunicação própria sobre esta matéria.
Certamente todos encetaram os esforços possíveis no sentido de se levantar esta questão, mas, em todo o caso, a proposta do senhor deputado Wurtz é desta vez a mais oportuna e a que merece a maior consideração.
Obrigada, Senhora Deputada Hautala, mas, como já disse ao senhor deputado Wurtz, a senhora está a antecipar se ligeiramente à fixação da nossa ordem dos trabalhos.
Um ponto de ordem, Senhora Presidente.
As suas palavras reflectem os sentimentos de todas as pessoas desta assembleia e, sem dúvida, os dos membros do meu grupo.
É importante que debatamos a questão e que ela seja tratada como uma questão por direito próprio e não como parte de uma longa lista de questões, que nos obriga a discutir uma enorme quantidade de assuntos antes de Biarritz.
O meu grupo apreciaria muito se conseguíssemos encontrar uma maneira de examinar este assunto separadamente.
Obrigada, Senhor Deputado Sterckx, tomamos nota da sua declaração.
(FR) Senhora Presidente, a minha intervenção incidirá sobre um assunto completamente diferente.
Mas, como o Parlamento sabe muito bem, a Convenção encarregue de elaborar a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia acaba de completar os seus trabalhos.
Podemos congratular nos com o facto.
Todavia, enquanto que a nossa Instituição | Instituição fez tudo para que os trabalhos da Convenção tivessem êxito, de tal forma que pôs nomeadamente à disposição da Convenção as suas instalações, neste momento em que tem início o nosso período de sessões plenárias aqui em Estrasburgo, lamento que não tenha sido possível organizar em condições dignas a apresentação da Carta aqui em Estrasburgo após a conclusão dos trabalhos da sua redacção.
Teria representado um símbolo forte para a nossa Instituição | Instituição e penso que foi pena.
(EL)Senhora Presidente, na qualidade de presidente da Comissão dos Transportes do Parlamento Europeu e também como deputado grego, gostaria de fazer uma referência ao naufrágio do ferry boat Express Samina, ocorrido na passada terça feira.
Até este momento temos 79 mortos e 2 desaparecidos.
Trata se de um naufrágio verdadeiramente horrível e revoltante.
O factor humano a incúria dos membros da tripulação parece ter tido um papel determinante.
Existem, porém, indícios muito sérios de violação do direito comunitário, especialmente no que se refere ao registo dos passageiros e à observância das normas de segurança estabelecidas pelas directivas comunitárias.
Penso que por esse motivo deveríamos saudar antes de mais a reacção da Comissão Europeia, que já está a investigar se o direito comunitário foi cumprido.
Neste contexto, não deverá haver derrogações para os Estados Membros, como as que existem actualmente para a Grécia para os ferry boats com mais de 27 anos.
Considero igualmente que não é correcta a derrogação concedida à Grécia relativa à liberalização dos transportes até 2004, pois penso que tal contribui para degradar ainda mais as normas de segurança no país em questão, que por acaso é o meu.
Antes de dar a palavra ao senhor deputado Watts sobre o mesmo assunto, gostaria apenas de os informar que, após essa terrível catástrofe, escrevi evidentemente ao Presidente do Parlamento grego, o senhor Kaklamanis, para lhe comunicar em vosso nome a minha profunda tristeza e a nossa solidariedade para com as famílias das vítimas.
Senhora Presidente, no seguimento dos trágicos acontecimentos da semana passada no mar Egeu, tenho a certeza de que a suspensão, ontem, de mais de 60 navios de passageiros gregos que não respeitam as leis da UE é bem acolhida por todo o Parlamento.
Além de transmitirmos as nossas condolência.
o que me apraz verificar que já fe.
e a nossa gratidão a todas as pessoas que participaram nas operações de salvamento durante aqueles trágicos acontecimentos, poderia a Senhora Presidente pedir que, na reunião que a Comissão da Política Regional, dos Transportes e do Turismo vai realizar na próxima semana, se investigue por que razão foi preciso morrerem 79 pessoas antes de se suspender a actividade desses navios ?
É urgente que aquela comissão averigúe por que razão os Estados Membros estão a ignorar as leis da UE em matéria de segurança marítim.
e não se trata apenas da Grécia.
Temos pedir a essa comissão que examine por que razão se concedem a certos Estados Membros prolongados regimes de excepção quanto ao cumprimento das leis relativas à segurança marítima.
(EL) Senhora Presidente, agradeço lhe muito a simpatia que manifestou ao Presidente do Parlamento grego perante esta tragédia sem precedentes ocorrida nas águas gregas.
É verdade que existem falhas na aplicação dos regulamentos, não só nacionais mas também europeus, e o Governo grego tem tratado esta questão com todo o cuidado possível.
No que se refere aos 65 navios que estão proibidos de navegar, penso que vale a pena esclarecer que a navegação desses navios teria sido proibida em 1 de Outubro, independentemente do facto de terem morrido 79 pessoas.
São duas coisas independentes, pois a data de entrada em vigor dos regulamentos da OMI calhou ser a 1 de Outubro e esses navios estão abrangidos por não terem condições.
É por este motivo que se proíbe a navegação dos referidos navios e não por terem morrido, infelizmente, essas pessoas.
Considero, Senhora Presidente, que esta questão é extremamente séria para ser explorada pela oposição e é extremamente grave para ser tratada no âmbito do debate sobre questões urgentes e através de uma resolução muito simples.
Por esse motivo, o Grupo Socialista vai votar contra a inscrição desta matéria nas questões urgentes, o que não significa, de forma alguma, que a tragédia não nos comoveu e que, seja como governo seja como Grupo Socialista, não iremos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para aumentar a segurança dos navios no Egeu, que tem três mil e quinhentas ilhas e um grande número de ferries, e este acidente, embora grande, se pensarmos no número de viagens que se fazem todos os verões no Egeu, é um acidente no meio de muitas travessias sem problemas.
Apesar de tudo isto, evidentemente, é trágico, as condições são tais que exigem uma reapreciação muito mais atenta das condições da navegação no nosso país e em toda a Europa, mas isso não significa que os mares gregos sejam menos seguros do que os de qualquer outro Estado Membro.
Pretendeu se justamente evitar que decisões relevantes fossem tomadas numa base tão mal informada como aquela em que a senhora Presidente, lamentavelmente, se baseou quando fez o seu comentário.
O povo dinamarquês pretende uma delimitação muito mais clara dos assuntos sobre os quais a UE se deve ocupar e os assuntos cuja decisão deve continuar a ser da competência dos parlamentos nacionais.
Entretanto, pretende se introduzir, já em Dezembro, em Nice, decisões por maioria relativamente aos artigos 42 º e 137 º, em matérias que dizem respeito aos aspectos sociais e ao mercado de trabalho.
Se, em seguida, com base no artigo 42 º, for aprovado o alargamento do círculo de pessoas ao qual se refere o Regulamento n º 1408 e se, com base no artigo 137 º, forem introduzidas decisões por maioria, por exemplo, em relação aos critérios de atribuição de subsídio de desemprego, as consequências, tanto para a política social como para a política do mercado de trabalho, serão muito significativas na Dinamarca.
(EL) Senhora Presidente, agradeço as condolências que enviou em nome do Parlamento Europeu e que exprimem os sentimentos de todos nós.
Infelizmente, as 79 ou 80 vítimas pereceram no altar do lucro do capital armador.
Por muito que alguns se esforcem por lançar as responsabilidades sobre a tripulação, ninguém pode contestar que a embarcação tinha mais de 35 anos, que segundo as normas em vigor não deveria estar em funcionamento e que se afundou com demasiada rapidez, não permitindo o salvamento de um maior número de pessoas.
Na sua impunidade, os armadores tiveram e têm os governos gregos do seu lado.
Não é a primeira, é a enésima vez que temos vítimas a lamentar e nenhum dos governos gregos tomou quaisquer medidas para evitar mais acidentes.
Independentemente facto de um debate de urgência não poder ser aprofundado, o acidente foi extremamente grave, 80 pessoas perderam a vida, e julgo que é particularmente imperiosa uma tomada de posição imediata por parte do Parlamento Europeu.
(FR) Senhora Presidente, gostaria de voltar por um momento ao drama recordado pelo nosso colega belga, vivido por certos refugiados neste momento, na Europa, em algumas das nossas fronteiras, para lhes comunicar que me desloquei, há uma semana, ao centro de Sangatte aberto pelo Governo francês e gerido pela Cruz Vermelha.
Este centro acolhe refugiados que tentam passar para a Grã Bretanha, atraídos aparentemente por condições de acolhimento mais favoráveis, e também porque as dificuldades de entrada são maiores noutras fronteiras.
Informo os de que este centro vê passar em média entre 800 e 1000 candidatos por dia, provenientes do mundo inteiro e, sobretudo, do Irão, do Iraque e de uma parte da Turquia, isto é, da parte curda da Turquia, e que, desde a sua abertura há onze anos, o centro recebeu 16 000 refugiados.
É a consequência directa de uma ausência de harmonização das condições de acolhimento e dos estatutos dos refugiados na Europa.
(ES) Senhora Presidente, muito obrigado por me ter concedido a palavra em último lugar, apesar de ter sido o primeiro deputado a solicitá la.
Mais cem povos históricos na Europa preenchem a condição de ser uma nação, e milhões de pessoas na Europa são nacionalistas e têm apego à sua nação.
Nacionalismo é também o apego e a defesa do Estado nação.
Senhora Presidente, peço lhe respeito para com os nacionalistas que estão nesta assembleia, entre os quais me incluo, que são pessoas moderadas, pacíficas e democráticas.
Peço lhe respeito para com os povos históricos da Europa e peço lhe respeito para com as centenas de milhões de europeus que se consideram nacionalistas de forma democrática e pacífica.
(ES) Senhora Presidente, é com prazer que informo a Assembleia que, juntamente com os outros dois Vice presidentes espanhóis deste Parlamento, tive a honra e o privilégio de acompanhar a senhora Presidente Nicole Fontaine na sua visita a Espanha e de testemunhar, de forma emocionada, o seu compromisso corajoso, firme, exemplar para com a democracia e para com os valores que esta Assembleia defende.
A senhora Presidente Nicole Fontaine, ao pronunciar a frase aludida pelo senhor deputado Ortuondo Larrea na sua intervenção, referia se aos nacionalismos intransigentes, redutores e xenófobos, àqueles nacionalismos que põe, acima dos princípios democráticos, a raça, o território ou o sangue.
Era a isso que a senhora Presidente se referia, porque, como digo, fui testemunha, em todos os momentos, dessa visita.
Se o senhor deputado Ortuondo Larrea, enquanto nacionalista, não faz parte de nenhum desses tipos de nacionalismo, não tem motivos para estar preocupado.
É isso que pedimos, é isso que pede a resolução.
É isso que se pretende, Senhora Presidente.
Senhor Deputado Trakatellis, a nossa assembleia vai decidir sobre o assunto dentro de momentos, no âmbito da fixação da ordem dos trabalhos.
Senhora Presidente, acabo de chegar de Bruxelas, onde participei na última reunião sobre a Carta dos Direitos Fundamentais.
Esses direitos são muito importantes, mas um dos direitos fundamentais dos cidadãos da UE é poderem exercer a de liberdade de circulação no que se refere a si mesmos e às mercadorias que alguns deles possam querer transportar.
Nas últimas semanas, muitos cidadãos viram se impedidos de exercer esse direito em consequência de várias perturbações numa série de postos fronteiriços, nomeadamente, os dos portos do Canal da Mancha e, também, noutros postos interiores.
Neste Verão, encontrei me com membros da Comissão para lhes perguntar que indemnizações se pagam, nos casos em que sejam pedidas e em que se justifique pagá las, às pessoas que transportam mercadorias e que são impedidas de o fazer.
Porém, os nossos regulamentos não contêm qualquer disposição em que se preveja a possibilidade de os cidadãos que se encontram em viage.
seja de turismo ou de negócio.
pedirem uma indemnização nessas circunstâncias.
A Conferência dos Presidentes recusou o meu pedido de aplicação do processo de urgência, mas este problema mantém se dia após dia, semana após semana.
Peço lhe, portanto, que insista com a Comissão para que apresente, o mais rapidamente possível, propostas de regulamentos que concedam aos cidadãos, no caso de serem impedidos de exercerem a liberdade de circulação a que têm direito, os mesmos direitos que possuem aqueles que transportam mercadorias.
Entretanto, foi tomada uma decisão, e há que a respeitar.
Gostaria aproveitar a oportunidade para felicitar a senhora deputada Ulla Sandbæk pela vitória, pois não são apenas os conservadores ingleses tolos e o Jürgen Haider que consideraram a vitória do «não «como um bom resultado.
Evidentemente que o farei, Senhor Deputado Davies.
Senhora Presidente, os incidentes racistas ocorridos na Alemanha desde a última sessão do Parlamento tornam necessário, infelizmente, que volte a pedir a palavra.
Desde então foi despedido um sargento do Estado Maior do Exército da República Federal da Alemanha devido a afirmações de carácter racista e três agentes da polícia de Colónia foram suspensos do serviço por terem ofendido um motorista de táxi tunesino, tendo lhe batido violentamente e pontapeado.
Num incêndio provocado num lar de acolhimento de refugiados, em Wuppertal, duas crianças sofreram ferimentos ligeiros, depois de um cocktail molotow ter sido lançado contra o edifício.
Existe a suspeita de se tratar de motivos racistas, continuando as investigações nesse sentido.
Já foram detidos indivíduos suspeitos da autoria do atentado.
Em Dusseldórfia, cerca de 20 pessoas atacaram um indivíduo negro, ferindo o.
Tinha se pronunciado contra grosserias de teor racista, tendo sido espancado violentamente em consequência disso.
Obrigada, Senhora Deputada Schröder.
Ordem trabalhos
(FR) Senhora Presidente, não vou repetir o que já dissemos há pouco.
Faço referência à sua declaração pelas razões que a senhora expôs e muito bem.
Assim, neste momento, podemos dizer que tudo pode acontecer, que as hipóteses de uma paz duradoura se arriscam a ser quebradas, pelo que se impõe uma iniciativa do Parlamento.
Pela minha parte, o que importa antes de mais é que o Parlamento possa exprimir se, que ouçamos o Conselho e que possamos continuar a ser actores do processo de paz no Próximo Oriente.
Tudo o resto é secundário.
Mas se o senhor deputado Wurtz mantiver este pedido relativo a terça feira, vou perguntar se algum orador que deseja expressar a sua desaprovação.
Se o senhor deputado Wurtz propuser uma solução de compromisso que consiste em adiar o seu pedido para quinta feira, então a questão está resolvida no que respeita a terça feira.
Penso que é este o caso.
(FR) Proponho que a minha proposta seja adiada para a tarde de quinta feira, na presença de Javier Solana.
Sim, trata se de um esclarecimento importante para que os colegas decidam.
E saliento que o meu grupo entende, e creio que os restantes também, que este tema que está já incluído no tema da segurança marítima na respectiva comissão parlamentar seja examinado com a maior brevidade possível.
Recebi um pedido de votação nominal sobre este ponto.
(FR) Senhora Presidente, quero apenas explicar em alguns segundos porque é que pedimos este adiamento.
Trata se de um relatório controverso que junta a questão dos OGM a um tema que a Comissão não abordava.
Senhora Deputada Auroi, a senhora já explicou o seu pedido, o que é perfeitamente correcto, mas suponho que o senhor deputado Poettering deseja intervir contra.
Senhor Deputado MacCormick, relativamente à ordem do dia de sexta feira, o seu pedido chegou fora de prazo.
Assim, posso dizer lhe desde já que não podia ser tomado em consideração.
Eis a razão pela qual não há modificações para sexta feira.
Todavia, posso dar lhe de boa vontade a palavra para uma invocação do Regimento, se assim o desejar profundamente.
Senhora Presidente, verifico que a pergunta oral sobre professores de línguas, que foi inserida extremamente tarde na nossa ordem do dia de sexta feira, não tem proposta de resolução anexa.
Admito que, dadas as circunstâncias bastante caóticas desta segunda feira, apresentei demasiado tarde o pedido no sentido de se incluir uma proposta de resolução.
Trata se de um assunto importante, e gostaria de perguntar se, após o encerramento do debate, se poderá fixar um prazo limite para a apresentação de propostas de resolução sobre o tema em questão.
HAREM-75H-07734
Jornalístico
PT
Espanha: 17% bascos a favor da independência
Uma maioria de 74,2 por cento dos bascos é a favor de um referendo sobre a autodeterminação na região espanhola, mas somente 17,7 por cento é pela independência, de acordo com uma sondagem ontem publicada pelo jornal «El Mundo».
A sondagem, num universo de 600 pessoas e com margem de erro de quatro por cento, aponta para que 52,9 por cento dos bascos gostaria de uma maior autonomia em relação a Madrid.
O estatuto actual do país basco espanhol, que tem já autonomia nomeadamente em matéria fiscal, de educação e segurança, satisfaz 14,6 por cento das pessoas interrogadas.
Dos inquiridos, 14,1 por cento rejeita o referendo sobre a autodeterminação, 11,7 por cento não respondeu e 74,2 por cento disse ser a favor.
Ainda segundo a sondagem, 74,8 por cento dos bascos condena a campanha de guerrilha urbana, desenvolvida presentemente por grupos de jovens separatistas próximos da organização armada ETA, e 17 por cento considera-a «compreensível».
Do conjunto, 60,5 por cento crê que a trégua por período ilimitado anunciada pela ETA e a decorrer desde 18 de Setembro passado tende ao abandono definitivo das armas pela organização independentista, contra 24,7 por cento que pensa o contrário.
A trégua criou esperança de que acabe a violência, que em três décadas causou mais de 800 mortos.
HAREM-19H-01369
Jornalístico
PT
Norte-americanos disparam contra posições iraquianas
Aparelhos norte-americanos dispararam mísseis e lançaram bombas sobre posições iraquianas no norte do país «em resposta a disparos de artilharia anti-aérea» do Iraque, anunciou o Pentágono em comunicado.
Segundo o departamento da defesa, aviões F-15 «que efectuavam voos de rotina na zona de exclusão aérea no norte do Iraque» dispararam primeiro três mísseis e lançaram bombas guiadas por laser contra um centro de comando militar e uma estação de rádio.
Um pouco mais tarde, outros aparelhos F-15 lançaram cinco bombas contra objectivos não identificados perto de Mossul.
Os aparelhos regressaram à sua base na Turquia, acrescenta o comunicado do Pentágono.
HAREM-351-02982
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Publicidade Governadora Civil visitou quatro instituições do Concelho - A Governadora Civil do Distrito de Lisboa, Teresa Caeiro, esteve de visita ao Concelho da Lourinhã, no passado sábado, dia 15 de Março. A visita iniciou-se na Associação Cultural, Recreativa e Desportiva da Marquiteira que recebeu a Governadora Civil com um almoço de caldeirada, com a particularidade de ter sido pescada e confeccionada por elementos dos órgãos sociais daquela colectividade.
Última alteração dia 2003-03-27 às 08:46:45
Semana do Teatro na Lourinhã já arrancou - O Sector de Cultura da Câmara Municipal da Lourinhã, como forma de assinalar o Dia Mundial do Teatro está a promover, desde ontem e até sexta-feira, a Semana do Teatro. Nesse âmbito, a autarquia traz à Lourinhã 4 companhias de teatro com sessões dirigidas a todas as escolas do concelho (desde o pré-escolar à secundária) e à população.
Última alteração dia 2003-03-25 às 12:49:37
Ouvir Som Rodrigo Maurício lança novo disco - Ao Entardecer é o nome do segundo disco, lançado pelo acordeonista Lourinhanense, Rodrigo Maurício e que será apresentado no próximo dia 24 de Maio, na Associação para o Desenvolvimento de Miragaia. Lançado cerca de dois anos após o primeiro trabalho discográfico, Ao Entardecer apresenta também catorze temas, sendo cinco da autoria do próprio Rodrigo Maurício.
Última alteração dia 2003-03-24 às 08:57:03
Ovos de dinossauro vistos com o pormenor possível - O Museu da Lourinhã é conhecido pelos seus ovos e embriões de dinossauro, os únicos da Europa e dos mais antigos do Mundo|Mundo. Desta vez o Museu lourinhanense está a usar Tomografia Axial Computorizada (TAC) para descobrir se existem mais ovos com embriões, os ossos dos dinossauros antes de Habitualmente usado para fins médicos, o equipamento de TAC foi disponibilizado pelas clínicas Cedima/IRM e Montepio das Caldas da Rainha em colaboração com os médicos Francisco Rita e José.
Última alteração dia 2003-03-22 às 00:59:26
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Convocatória para Assembleia Geral
Está agendada para o próximo dia 26 uma sessão da Assembleia Geral Ordinária da APOGEP para a eleição dos Corpos Gerentes para o triénio 2003-2005.Com abertura das urnas de voto para as 17 horas, a reunião que decorrerá no Hotel Lisboa Plaza, junto do Parque Mayer, tem o seu inicio marcado para as 18 horas, onde para além da eleição se realizará a aprovação do Relatório e Contas de 2002 e a apresentação do plano de actividades e orçamento para 2003
Sovnet organiza o 17º congresso mundial da IPMA
O 17º congresso mundial em Gestão de Projectos decorrerá entre os dias 4 a 6 do Junho, em Moscovo, tendo como principais linhas de acção a
análise da gestão de projectos na sociedade, nos negócios e no próprio Estado. O evento incluirá também conferências sobre a gestão inovadora de projectos e no desenvolvimento de serviços profissionais. Além disso, serão apresentados vários casos práticos e as melhores práticas nesta área.
Notícias EVM e gestão de riscos em análise WeDo adere à APOGEP IPMA alarga presença internacional Eventos SOVNET - Congresso Mundial IPMA, Moscovo - Russia In English | Contacte-nos | Adesão © 2002 Associação Portuguesa de Gestão de Projectos Concepção e Produção: Link Consulting S.A.
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ETAP - Escola Tecnológica, Artística e Profissional de Pombal
Escola Tecnológica, Artística e Profissional de Pombal
[Em construção]
Cursos
Estrutura da Escola
Projectos
Esta é a página oficial da Etap - Venha conhecer-nos
A ETAP - Escola Tecnológica, Artística e Profissional de Pombal é uma escola profissional privada, criada em 19 de Setembro de 1989, ao abrigo do Decreto -Lei nº 26/89 de 21 de Janeiro, mediante a assinatura de um Contrato Programa entre as Entidades Promotoras: Câmara Municipal de Pombal, Associação de Industriais do Concelho de Pombal, Associação Comercial e de Serviços de Pombal e o Ministério da Educação. Actualmente esta escola tem uma entidade proprietária que é a PombalProf - Sociedade de Educação e Ensino Profissional. Situada na Cidade de Pombal, tem constituído um pólo dinamizador do desenvolvimento económico e social que caracteriza este Concelho da Região Centro de Portugal Continental | Concelho da Região Centro de Portugal Continental . A cidade de Pombal é actualmente um complexo urbano em grande crescimento, irradiador de actividades para a envolvente rural e urbana, com especial destaque para o crescimento ao nível industrial e comercial. Trata-se de uma Escola Profissional que adoptou um modelo de ensino alternativo ao sistema regular, orientada para a formação técnica e profissional de jovens com equivalência ao 12º ano de escolaridade, permitindo-lhes a entrada no mercado de trabalho ou o ingresso no ensino superior.
Informações de contacto Telefone 236 200 810 Fax 236 217 122 Morada Parque Industrial Manuel da Mota - Pombal Correio electrónico Email da
Escola: etap@mail.telepac.pt Ý TOPO Ý
Enviar uma mensagem para etap@mail.telepac.pt , com questões ou comentários acerca deste web site.
Última modificação: 13/01/03
HAREM-072-06484
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Jornal Light News - Agosto 2000
mm Agosto 2000 · Babados - Encontrei com a modelo Aline Nakashima em Nova Iorque e saímos para almoçar.
Ela me contou dos seus trabalhos, entre eles fotos para DKNY e campanha mundial de Ralfh Lauren.
- Enquanto isso a modelo Nathália Costa descansou uns dias no Brasil, após temporada em Tóquio.
Retorna aos Estados Unidos onde está morando, para fazer a campanha da Gap.
- Neide Mello e Mariza Romero foram descansar na Bahia.
Que coisa boa.
- Gente, a Ana Paula cortou o cabelo...
Que gracinha.
- Lindos os aparelhos novos da academia Energy Sport.
Parabéns!
- O ICBEU está novamente ampliando o seu espaço.
Que maravilha!
- Muito disputada a palestra de moda e comportamento realizada na ACI para o grupo de mulheres empresárias da cidade.
Celeste Costa está de parabéns pela idéia.
- A Cia está ministrando o segundo curso de Qualidade de Vida para mulheres.
Obtenham mais informações na Cia. - Dia desses fomos jogar "UNO" na residência de Sérgio Porto e Mônica Monteiro.
Foi muito divertido, temos uma amiga nossa que comeu, bebeu e até dormiu no sofá.
Sem falar no DADO...
- O famoso cabeleireiro de São Paulo continua vindo todas as segundas-feiras no salão da Cia para cuidar do visual de quem está na moda.
- A modelete Magda e minha amiga Luciana Abrão foram umas das que completaram mais uma primavera no mês de agosto.
- Já me falaram que a Moniquinha está indo dar pinta no ponto de encontro.
Não estou entendendo.
· .
Conheça: Colunistas Light News A.C. Parcerias Anuncie Sugestão de Pauta Contato XDreams Multimídia '2000
HAREM-852-03919
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Press Releases
EPSON LANÇA NOVO SCANNER PROFISSIONAL O Epson Expression 836XL, scanner de mesa colorido para grandes formatos, captura imagens em 36 Bits e traz resolução de até 6400 ppp.
Trabalha com as mais diversas mídias, incluindo slides, negativos, cartazes, tecidos etc. A Epson estará lançando na Comdex/Sucesu-SP South America'98 (de 31/08 à 04/09 - Anhembi-SP) seu novo scanner de mesa colorido para grandes formatos, o Expression 836XL, capaz de capturar, em 36 Bits, imagens de até 30,99 x 43,68 cm (formato tablóide).
O produto é o primeiro no segmento com resolução de até 6400 pontos por polegadas (óptica real de até 800 x 1600 ppp) e com possibilidade de trabalhar com os mais diversos tipos, formas e tamanhos de mídia: aceita slides de 35 mm, fotos coloridas, cartazes, negativos, revistas, desenhos e tecidos e outros objetos tridimensionais.
Compatível com PCs e MACs, o Expression 836 é indicado para designeres, diretores de arte e profissionais de artes gráficas.
O novo scanner de mesa da Epson traz um exclusivo sistema de digitalização automatizada de lotes, que garante maior produtividade ao usuário.
Após uma configuração mínima, o Expression 836XL digitaliza e salva seqüencialmente imagens no disco rígido, sem que o operador precise supervisionar o trabalho.
O produto traz também um novo sistema de alinhamento de pinos que permite alinhar com maior precisão os originais.
IMAGENS MAIS VIVAS E PRECISAS Novos recursos de ajuste de nitidez, foco, iluminação e tonalidade conferem maior qualidade, com imagens mais ricas, vivas e precisas.
Através do sistema óptico de alta nitidez AutoFocus e de um alto intervalo dinâmico, o Expression 836XL proporciona detalhes ultra-nítidos e reproduções com qualidade profissional.
A Epson inclui no produto uma versão exclusiva do driver de scanner LaserSoft Silver Fast, que garante maior controle sobre variáveis como equilíbrio de cores, curvas de tonalidades, iluminação, sombra e uniformização de área reticulada.
O Expression 836XL, com um ano de garantia, inclui o software de edição de imagens Adobe Photoshop, driver de scanner Twain Pro, software utilitário de calibração e interface SCSI (versão PC).
Apresenta velocidade de digitalização de até 7,5 mseg.
por linha, em 800 ppp e tem dimensões de 65,6 cm x 45,8 cm x 17 cm.
Entre os acessórios disponíveis estão uma unidade de transparência e um alimentador duplo automático de documentos.
EPSON DO BRASIL - Tel 0800-120-040 - fax (011) 7295 -7356 - End Av. Tucunaré, 720 - Tamboré - CEP 06460-020 - Barueri - SP Novidades Produtos Epson | Suporte Técnico | Informação Institucional Download | Contate a Epson | Worldwide | Ano 2000
HAREM-373-05583
Jornalístico
PT
Kusturica
«Underground»
O público e a imprensa que viram «Underground», de Emir Kusturica, no último Festival de Cannes, verão de certa forma um outro filme quando a obra de Kusturica estrear comercialmente. Confirmando o que já corria quando o filme foi exibido em Cannes, o cineasta vai regressar à sala de montagem para cortar cerca de 20 minutos a essa obra demencial que recebeu a Palma de Ouro de Cannes, ex-aequo com «O Olhar de Ulisses», de Theo Angelopoulos. Os 192 minutos de «Underground» -- mais de três horas -- deverão ser reduzidos a cerca de 170 minutos. O lançamento comercial do filme do realizador da ex-Jugoslávia está agora previsto para Outubro ou Novembro.
HAREM-464-07791
Jornalístico
BR
01.94 - 54 ocorrências policiais são registradas com menores.
25.
13.
17.
18.
ago.
20.
ago.
11.
02.
out.
94 - Cerca de 140 santistas são detidos no Rio com revólveres, morteiros e bombas caseiras.
12.
out.
94 - Dois torcedores foram internados em estado grave e outros 30 ficaram feridos durante briga entre as torcidas do Guarani e do Corinthians no em Campinas.
15.
out.
16.
out.
22.
out.
94 - Os palmeirenses M.F.B., 16, e Wagner Silva, 23 são baleados no Rio.
HAREM-255-08938
Entrevista
PT
Foi a primeira vez que veio a Braga?
Foi a primeira vez e comecei aqui os meus estudos superiores.
Qual a primeira imagem que teve de Braga? Como era a cidade?
Era pequeníssima. Este monumento, Biblioteca Pública, que é dos mais antigos, mais belos de Braga eram os Jardins do Paço Episcopal. Na parte de baixo tinha uma capela, que depois tiraram, e aqui em cima uma parede alta que já foi o Santos Silva que a deitou abaixo. E já lhe disse:"O senhor criou o melhor monumento de Braga que não se vê." Essa rua, Rua Eça de Queirós, não existia, foi tirada dos Jardins deste Palácio, que era Episcopal, depois passou para Biblioteca Pública e depois para a Universidade do Minho.
Como é que era a cidade?
A prática cultural começou a desenvolver-se com a Faculdade de Filosofia e tivemos aí congressos nacionais. Até é curioso que o congresso foi promovido pela Faculdade de Filosofia, mas foi aqui realizado porque aqui era a Biblioteca Pública, era o sítio onde tínhamos possibilidades de reunir as pessoas.
Como fez a viagem de Espanha para Braga?
De comboio.
Como foi essa viajem?
Recordo-me da primeira vez que fui para Oia porque foi a primeira vez que vi o mar, que eu sou do interior. Da Covilhã para Espanha e depois para aqui. Quando eu vim para aqui ainda me lembra que a viajem foi de noite e chegou-se de madrugada, já vínhamos do Porto para Caminha. Eu lembro-me que nesse dia à noite eu fui e procurei apanhar a água do mar, tocar o mar pela primeira vez. É curioso tinha eu já 18 anos. Coisa que agora é inconcebivel porque a juventude de agora tem mais mobilidade que tinha naquele tempo.
Veio para Braga para estudar?
Para estudar Filosofia.
HAREM-496-06325
Técnico
PT
Noções Básicas
Síndrome de Fibromialgia é o termo médico que define uma condição clínica complexa de causa desconhecida e que é caracterizada por dor músculo-esquelética generalizada acompanhada de um cansaço extremo, perturbações do sono, perturbações cognitivas, entre outros sintomas.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a Fibromialgia não é uma doença nova embora só nos últimos 20 anos tivesse este enorme desenvolvimento.
A associação de pontos dolorosos com reumatismo foi referida por Balfour ( Inglaterra ) em 1824 que descreveu pacientes com pontos musculares hipersensíveis à palpação e passíveis de desencadear dor irradiada.
Historicamente a Fibromialgia tem sido apresentada sob vários nomes ao longo dos anos: Fibrosite (1904), Miofibrosite (1929), Síndrome Fibrosítica (1952) , Síndrome Fibromiálgica, entre outros; tendo sido adoptado o nome de Fibromialgia apartir de 1981.
Esta foi classificada pela Organização Mundial de Saúde em 1990 com o código M79.0, tendo sido reconhecida em 1992 como uma doença reumática.
As queixas da Fibromialgia podem ser ligeiras ou graves, definindo assim um espectro funcional que vai do mero incómodo até à incapacidade para manter um emprego remunerado, as actividades domésticas ou mesmo para desfrutar o convívio com a família e com os amigos, o que torna a doença heterogénea nas suas manifestações.
Actualmente sabe-se que a Fibromialgia é uma forma de reumatismo associada a uma maior sensibilidade do indivíduo perante um estímulo doloroso.
O termo reumatismo pode ser justificado pelo facto da fibromialgia envolver músculos, tendões e ligamentos não envolvendo no entanto as articulações tal como acontece com a Artrite Reumatóide e a Osteoartrite.
Apesar da Fibromialgia poder apresentar-se de uma forma extremamente dolorosa e incapacitante , ela não causa deformação.
A Fibromialgia é uma doença comum que atinge homens , mulheres e crianças de todas as etnias e grupos sócio-económicos.
Estima-se que sofram de FM entre 2% A 5% da população adulta, dependendo dos países.
Da população atingida , entre 80% a 90% serão mulheres entre os 20 e os 50 anos.
Sintomas Os sintomas e a sua intensidade são variáveis de pessoa para pessoa podendo até, na mesma pessoa, variar ao longo do tempo o que dificulta o tratamento e a adaptação do doente a um novo estilo de vida que lhe permita lidar com a doença.
A Fibromialgia, também referida como FM é um síndrome por se tratar de um conjunto complexo de sintomas que à priori não parecem estar interligados.
Esta afecta inúmeras partes do corpo o que leva a uma maior dificuldade em diagnosticar esta enfermidade.
Os sintomas principais na Fibromialgia são:
Dor
Na Fibromialgia a dor é crónica e difusa por todo o corpo e é muitas vezes descrita como queimadura, ardor ou picada.
A intensidade da dor varia de acordo com as horas do dia, a intensidade dos esforços produzidos, a condição climatérica, a qualidade do sono na noite anterior, aspectos emocionais ou stress.
Uma das características essenciais da Fibromialgia é também a existência de áreas sensíveis à pressão chamadas pontos dolorosos.
Estes pontos dolorosos localizam-se em áreas bem identificadas sobre músculos, tendões e tecido adiposo e distribuem-se generalizada e simetricamente.
Fadiga
A fadiga na Fibromialgia é um sintoma que afecta mais de 90% dos doentes.
Referida com maior intensidade de manhã e frequentemente agravada ao meio da tarde, a fadiga na Fibromialgia não passa com o repouso como acontece noutras situações, ela é persistente e muitas vezes referida como uma espécie de cansaço mental com grande dificuldade de concentração.
A falta de energia, leva a que no dia a dia a execução de tarefas consideradas simples levem a pessoa à exaustão.
Distúrbios do sono
Mesmo dormindo o número de horas necessárias, os doentes com Fibromialgia referem acordar mais cansados do que quando se deitaram.
Tal facto pode ser explicado por estes doentes não atingirem o estádio mais profundo do sono, o mesmo é superficial, verificando-se constantes acordares durante a noite.
Desconhece-se a razão pela qual estes doentes têm esta perturbação, sabendo-se no entanto que o seu padrão de sono não é exclusivo da FM e é diferente do encontrado em doentes com depressão.
Os distúrbios podem ser classificados como alterações quantitativas (insónias, constantes acordares durante a noite ou sono de curta duração), ou alterações qualitativas (não se acorda descansado, o sono não é reparador mesmo dormindo muitas horas).
Rigidez
Para além da dor, a rigidez pode representar um problema para os doentes com FM.
Ela é principalmente referida ao acordar ou após longos períodos de permanência na mesma posição, quer sentado quer em pé.
Perturbações cognitivas
Os défices cognitivos são normais na FM.
Doentes relatam uma variedade de sintomas que podem variar de dia para dia.
Estão incluidos nos sintomas, a dificuldade de concentração, falta de memória, confusão mental, etc..
Perturbações gastrointestinais
Entre 40 e 70% dos doentes com Fibromialgia referem problemas gastrointestinais dos quais se destacam a obstipação, diarreia, dores abdominais, gases e náuseas.
Dores de cabeça
São referidas por mais de 50% dos doentes, dores de cabeça recorrentes assim como enxaquecas, que podem limitar a actividade diária do doente.
HAREM-177-07456
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MICROSOFT E LIVRARIAS ESTABELECEM INICIATIVA PARA 'E-BOOKs'.
Ontem a Microsoft, a Barnes & Noble e a Barnesandnoble.com anunciaram a formacao de uma alianca denominada 'eBook Iniciative' (algo como 'Iniciativa pelo Livro Eletronico') que tem por objetivo estimular os leitores a mudarem para o formato digital .
A parceria, anunciada na 'Consumer Electronics Show' ('Feira das Utilidades Domesticas'), que esta' sendo realizada em Las Vegas, ira' disponibilizar milhares de publicacoes online que os consumidores serao capazes de transferir ('download') para os novos computadores de mao ('handhelds') Pocket PC, da Microsoft, ou para PCs que estejam utilizando o software para leitura de e-books Microsoft Reader .
A Microsoft comecara' a promover seus softwares para e-books, o qual traduz os livros para o formato digital, por volta da metade deste ano no site da Barnesandnoble.com .
Por sua vez, a livraria Barnes & Noble ira' promover e comercializar em suas lojas os e-books e o respectivo software para leitura destes .
O envolvimento da Barnes & Noble no acordo ira' ajudar a disponibilizar o Microsoft Reader para dezenas de milhoes de consumidores numa questao de meses, destacou Dick Brass, da Microsoft .
Ontem, a gigante dos softwares anunciou ainda que ira' trabalhar com a empresa de tecnologia de audio para computadores Audible.com para tambem incluir audio no software Reader, a fim de possibilitar que os usuarios do computador de mao oucam versoes gravadas dos livros .
(Los Angeles Times, 07 Jan 2000) e Edupage da RNP
Visite o DataGrama Zero a Revista Eletronica de Ciencia da Informacao ou
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HAREM-279-01347
Literário
BR
UMAS FÉRIAS
VIERAM DIZER ao mestre-escola que alguém lhe queria falar.
-- Quem é?
-- Diz que meu senhor não o conhece, respondeu o preto.
-- Que entre.
Houve um movimento geral de cabeças na direção da porta do corredor, por onde devia entrar a pessoa desconhecida. Éramos não sei quantos meninos na escola. Não tardou que aparecesse uma figura rude, tez queimada, cabelos compridos, sem sinal de pente, a roupa amarrotada, não me lembra bem a cor nem a fazenda, mas provavelmente era brim pardo. Todos ficaram esperando o que vinha dizer o homem, eu mais que ninguém, porque ele era meu tio, roceiro, morador em Guaratiba. Chamava-se tio Zeca.
Tio Zeca foi ao mestre e falou-lhe baixo. O mestre fê-lo sentar, olhou para mim, e creio que lhe perguntou alguma cousa, porque tio Zeca entrou a falar demorado, muito explicativo. O mestre insistiu, ele respondeu, até que o mestre, voltando-se para mim, disse alto:
-- Sr. José Martins, pode sair.
A minha sensação de prazer foi tal que venceu a de espanto. Tinha dez anos apenas, gostava de folgar, não gostava de aprender. Um chamado de casa, o próprio tio, irmão de meu pai, que chegara na véspera de Guaratiba, era naturalmente alguma festa, passeio, qualquer cousa. Corri a buscar o chapéu, meti o livro de leitura no bolso e desci as escadas da escola, um sobradinho da Rua do Senado. No corredor beijei a mão a tio Zeca. Na rua fui andando ao pé dele, amiudando os passos, e levantando a cara. Ele não me dizia nada, eu não me atrevia a nenhuma pergunta. Pouco depois chegávamos ao colégio de minha irmã Felícia; disse-me que esperasse, entrou, subiu, desceram, e fomos os três caminho de casa. A minha alegria agora era maior. Certamente havia festa em casa, pois que íamos os dous, ela e eu; íamos na frente, trocando as nossas perguntas e conjeturas. Talvez anos de tio Zeca. Voltei a cara para ele; vinha com os olhos no chão, provavelmente para não cair.
Fomos andando. Felícia era mais velha que eu um ano. Calçava sapato raso, atado ao peito do pé por duas fitas cruzadas, vindo acabar acima do tornozelo com laço. Eu, botins de cordovão, já gastos. As calcinhas dela pegavam com a fita dos sapatos, as minhas calças, largas, caíam sobre o peito do pé; eram de chita. Uma ou outra vez parávamos, ela para admirar as bonecas à porta dos armarinhos, eu para ver, à porta das vendas, algum papagaio que descia e subia pela corrente de ferro atada ao pé. Geralmente, era meu conhecido, mas papagaio não cansa em tal idade. Tio Zeca é que nos tirava do espetáculo industrial ou natural. -- Andem, dizia ele em voz sumida. E nós andávamos, até que outra curiosidade nos fazia deter o passo. Entretanto, o principal era a festa que nos esperava em casa.
-- Não creio que sejam anos de tio Zeca, disse-me Felícia.
-- Por quê?
-- Parece meio triste.
-- Triste, não, parece carrancudo.
-- Ou carrancudo. Quem faz anos tem a cara alegre. -- Então serão anos de meu padrinho...
-- Ou de minha madrinha...
-- Mas por que é que mamãe nos mandou para a escola? -- Talvez não soubesse.
-- Há de haver jantar grande...
-- Com doce...
-- Talvez dancemos.
Fizemos um acordo: podia ser festa, sem aniversário de ninguém. A sorte grande, por exemplo. Ocorreu-me também que podiam ser eleições. Meu padrinho era candidato a vereador; embora eu não soubesse bem o que era candidatura nem vereação, tanto ouvira falar em vitória próxima que a achei certa e ganha. Não sabia que a eleição era ao domingo, e o dia era sexta-feira. Imaginei bandas de música, vivas e palmas, e nós, meninos, pulando, rindo, comendo cocadas. Talvez houvesse espetáculo à noite; fiquei meio tonto. Tinha ido uma vez ao teatro, e voltei dormindo, mas no dia seguinte estava tão contente que morria por lá tornar, posto não houvesse entendido nada do que ouvira. Vira muita cousa, isto sim, cadeiras ricas, tronos, lanças compridas, cenas que mudavam à vista, passando de uma sala a um bosque, e do bosque a uma rua. Depois, os personagens, todos príncipes. Era assim que chamávamos aos que vestiam calção de seda, sapato de fivela ou botas, espada, capa de veludo, gorra com pluma. Também houve bailado. As bailarinas e os bailarinos falavam com os pés e as mãos, trocando de posição e um sorriso constante na boca. Depois os gritos do público e as palmas...
Já duas vezes escrevi palmas; é que as conhecia bem. Felícia, a quem comuniquei a possibilidade do espetáculo, não me pareceu gostar muito, mas também não recusou nada. Iria ao teatro. E quem sabe se não seria em casa, teatrinho de bonecos? Íamos nessas conjeturas, quando tio Zeca nos disse que esperássemos; tinha parado a conversar com um sujeito.
Paramos, à espera. A idéia da festa, qualquer que fosse, continuou a agitar-nos, mais a mim que a ela. Imaginei trinta mil cousas, sem acabar nenhuma, tão precipitadas vinham, e tão confusas que não as distinguia, pode ser até que se repetissem. Felícia chamou a minha atenção para dous moleques de carapuça encarnada, que passavam carregando canas, -- o que nos lembrou as noites de Santo Antônio e S. João, já lá idas. Então falei-lhe das fogueiras do nosso quintal, das bichas que queimamos, das rodinhas, das pistolas e das danças com outros meninos. Se houvesse agora a mesma cousa... Ah! lembrou-me que era ocasião de deitar à fogueira o livro da escola, e o dela também, com os pontos de costura que estava aprendendo. -- Isso não, acudiu Felícia.
-- Eu queimava o meu livro.
-- Papai comprava outro.
-- Enquanto comprasse, eu ficava brincando em casa; aprender é muito aborrecido.
Nisto estávamos, quando vimos tio Zeca e o desconhecido ao pé de nós. O desconhecido pegou-nos nos queixos e levantou-nos a cara para ele, fitou-nos com seriedade, deixou-nos e despediu-se.
-- Nove horas? Lá estarei, disse ele. -- Vamos, disse-nos tio Zeca.
Quis perguntar-lhe quem era aquele homem, e até me pareceu conhecê-lo vagamente. Felícia também. Nenhum de nós acertava com a pessoa; mas a promessa de lá estar às nove horas dominou o resto. Era festa, algum baile, conquanto às nove horas, costumássemos ir para a cama. Naturalmente, por exceção, estaríamos acordados. Como chegássemos a um rego de lama, peguei da mão de Felícia, e transpusemo-lo de um salto, tão violento que quase me caiu o livro. Olhei para tio Zeca, a ver o efeito do gesto; vi-o abanar a cabeça com reprovação. Ri, ela sorriu, e fomos pela calçada adiante.
Era o dia dos desconhecidos. Desta vez estavam em burros, e um dos dous era mulher. Vinham da roça. Tio Zeca foi ter com eles ao meio da rua, depois de dizer que esperássemos. Os animais pararam, creio que de si mesmos, por também conhecerem a tio Zeca, idéia que Felícia reprovou com o gesto, e que eu defendi rindo. Teria apenas meia convicção; tudo era folgar. Fosse como fosse, esperamos os dous, examinando o casal de roceiros. Eram ambos magros, a mulher mais que o marido, e também mais moça; ele tinha os cabelos grisalhos. Não ouvimos o que disseram, ele e tio Zeca; vimo-lo, sim, o marido olhar para nós com ar de curiosidade, e falar à mulher, que também nos deitou os olhos, agora com pena ou cousa parecida. Enfim apartaram-se, tio Zeca veio ter conosco e enfiamos para casa.
A casa ficava na rua próxima, perto da esquina. Ao dobrarmos esta, vimos os portais da casa forrados de preto,-- o que nos encheu de espanto. Instintivamente paramos e voltamos a cabeça para tio Zeca. Este veio a nós, deu a mão a cada um e ia a dizer alguma palavra que lhe ficou na garganta; andou, levando-nos consigo. Quando chegamos, as portas estavam meio cerradas. Não sei se lhes disse que era um armarinho. Na rua, curiosos. Nas janelas fronteiras e laterais, cabeças aglomeradas. Houve certo rebuliço quando chegamos. É natural que eu tivesse a boca aberta, como Felícia. Tio Zeca empurrou uma das meias portas, entramos os três, ele tornou a cerrá-la, meteu-se pelo corredor e fomos à sala de jantar e à alcova.
Dentro, ao pé da cama, estava minha mãe com a cabeça entre as mãos. Sabendo da nossa chegada, ergueu-se de salto, veio abraçar-nos entre lágrimas, bradando:
-- Meus filhos, vosso pai morreu!
A comoção foi grande, por mais que o confuso e o vago entorpecessem a consciência da notícia. Não tive forças para andar, e teria medo de o fazer. Morto como? morto por quê? Estas duas perguntas, se as meto aqui, é para dar seguimento à ação; naquele momento não perguntei nada a mim nem a ninguém. Ouvi as palavras de minha mãe, se repetiam em mim, e os seus soluços que eram grandes. Ela pegou em nós e arrastou-nos para a cama, onde jazia o cadáver do marido; e fez-nos beijar-lhe a mão. Tão longe estava eu daquilo que, apesar de tudo, não entendera nada a princípio; a tristeza e o silêncio das pessoas que rodeavam a cama ajudaram a explicar que meu pai morrera deveras. Não se tratava de um dia santo, com a sua folga e recreio, não era festa, não eram as horas breves ou longas, para a gente desfiar em casa, arredada dos castigos da escola. Que essa queda de um sonho tão bonito fizesse crescer a minha dor de filho não é cousa que possa afirmar ou negar; melhor é calar. O pai ali estava defunto, sem pulos, nem danças, nem risadas, nem bandas de música, cousas todas também defuntas. Se me houvessem dito à saída da escola por que é que me iam lá buscar, é claro que a alegria não houvera penetrado o coração, donde era agora expelida a punhadas.
O enterro foi no dia seguinte às nove horas da manhã, e provavelmente lá estava aquele amigo de tio Zeca que se despediu na rua, com a promessa de ir às nove horas. Não vi as cerimônias; alguns vultos, poucos, vestidos de preto, lembra-me que vi. Meu padrinho, dono de um trapiche, lá estava, e a mulher também, que me levou a uma alcova dos fundos para me mostrar gravuras. Na ocasião da saída, ouvi os gritos de minha mãe, o rumor dos passos, algumas palavras abafadas de pessoas que pegavam nas alças do caixão, creio eu:-- "vire de lado,-- mais à esquerda,-- assim, segure bem..." Depois, ao longe, o coche andando e as seges atrás dele...
Lá iam meu pai e as férias! Um dia de folga sem folguedo! Não, não foi um dia, mas oito, oito dias de nojo, durante os quais alguma vez me lembrei do colégio. Minha mãe chorava, cosendo o luto, entre duas visitas de pêsames. Eu também chorava; não via meu pai às horas do costume, não lhe ouvia as palavras à mesa ou ao balcão, nem as carícias que dizia aos pássaros. Que ele era muito amigo de pássaros, e tinha três ou quatro, em gaiolas. Minha mãe vivia calada. Quase que só falava às pessoas de fora. Foi assim que eu soube que meu pai morrera de apoplexia. Ouvi esta notícia muitas vezes; as visitas perguntavam pela causa da morte, e ela referia tudo, a hora, o gesto, a ocasião: tinha ido beber água, e enchia um copo, à janela da área. Tudo decorei, à força de ouvi-lo contar.
Nem por isso os meninos do colégio deixavam de vir espiar para dentro da minha memória. Um deles chegou a perguntar-me quando é que eu voltaria.
-- Sábado, meu filho, disse minha mãe, quando lhe repeti a pergunta imaginada; a missa é sexta-feira. Talvez seja melhor voltar na segunda.
-- Antes sábado, emendei.
-- Pois sim, concordou.
Não sorria; se pudesse, sorriria de gosto ao ver que eu queria voltar mais cedo à escola. Mas, sabendo que eu não gostava de aprender, como entenderia a emenda? Provavelmente, deu-lhe algum sentido superior, conselho do céu ou do marido. Em verdade, eu não folgava, se lerdes isto com o sentido de rir. Com o de descansar também não cabe, porque minha mãe fazia-me estudar, e, tanto como o estudo, aborrecia-me a atitude. Obrigado a estar sentado, com o livro nas mãos, a um canto ou à mesa, dava ao diabo o livro, a mesa e a cadeira. Usava um recurso que recomendo aos preguiçosos: deixava os olhos na página e abria a porta à imaginação. Corria a apanhar as flechas dos foguetes, a ouvir os realejos, a bailar com meninas, a cantar, a rir, a espancar de mentira ou de brincadeira, como for mais claro.
Uma vez, como desse por mim a andar na sala sem ler, minha mãe repreendeu-me, e eu respondi que estava pensando em meu pai. A explicação fê-la chorar, e, para dizer tudo, não era totalmente mentira; tinha-me lembrado o último presentinho que ele me dera, e entrei a vê-lo com o mimo na mão.
Felícia vivia tão triste como eu, mas confesso a minha verdade, a causa principal não era a mesma. Gostava de brincar, mas não sentia a ausência do brinco, não se lhe dava de acompanhar a mãe, coser com ela e uma vez fui achá-la a enxugar-lhe os olhos. Meio vexado, pensei em imitá-la, e meti a mão no bolso para tirar o lenço. A mão entrou sem ternura, e, não achando o lenço, saiu sem pesar. Creio que ao gesto não faltava só originalidade, mas sinceridade também.
Não me censurem. Sincero fui longos dias calados e reclusos. Quis uma vez ir para o armarinho, que se abriu depois do enterro, onde o caixeiro continuou a servir. Conversaria com este, assistiria à venda de linhas e agulhas, à medição de fitas, iria à porta, à calçada, à esquina da rua... Minha mãe sufocou este sonho pouco depois dele nascer. Mal chegara ao balcão, mandou-me buscar pela escrava; lá fui para o interior da casa e para o estudo. Arrepelei-me, apertei os dedos à guisa de quem quer dar murro; não me lembra se chorei de raiva.
O livro lembrou-me a escola, e a imagem da escola consolou-me. Já então lhe tinha grandes saudades. Via de longe as caras dos meninos, os nossos gestos de troça nos bancos, e os saltos à saída. Senti cair-me na cara uma daquelas bolinhas de papel com que nos espertávamos uns aos outros, e fiz a minha e atirei-a ao meu suposto espertador. A bolinha, como acontecia às vezes, foi cair na cabeça de terceiro, que se desforrou depressa. Alguns, mais tímidos, limitavam-se a fazer caretas. Não era folguedo franco, mas já me valia por ele. Aquele degredo que eu deixei tão alegremente com tio Zeca parecia-me agora um céu remoto, e tinha medo de o perder. Nenhuma festa em casa, poucas palavras, raro movimento. Foi por esse tempo que eu desenhei a lápis maior número de gatos nas margens do livro de leitura; gatos e porcos. Não alegrava, mas distraía.
A missa do sétimo dia restituiu-me à rua; no sábado não fui a escola, fui à casa de meu padrinho, onde pude falar um pouco mais, e no domingo estive à porta da loja. Não era alegria completa. A total alegria foi segunda-feira, na escola. Entrei vestido de preto, fui mirado com curiosidade, mas tão outro ao pé dos meus condiscípulos, que me esqueceram as férias sem gosto, e achei uma grande alegria sem férias.
HAREM-38B-05593
Expositivo
BR
Uns vinte anos atrás, Bill Gates deu uma de futurólogo do apocalipse e anunciou a morte do papel impresso para o início do novo milênio. Se isto estivesse em vias de acontecer, o bibliófilo José Mindlin, 90 anos, dono de uma das mais importantes bibliotecas do Brasil e símbolo nacional do culto ao livro, não teria se encontrado esta semana com seu colega americano, Matthew Battles, 35, editor do boletim da Biblioteca Houghton, que guarda as obras raras de Harvard. À menção do nome de Gates, Mindlin recorda uma história recente:
- Outro dia uma revista de informática quis me fotografar segurando um e-book. Eu disse que só aceitaria se, na outra mão, houvesse um livro convencional. No dia marcado, o repórter disse: agora o senhor vai ver uma coisa maravilhosa. Mas na hora de ligar, o e-book não funcionou! Então eu disse: isso nunca aconteceria com um livro. Após 550 anos, o livro é basicamente o mesmo. O resto é adivinhação. Posso dizer que vão inventar uma pílula que você toma e pronto, já leu tudo...
Matthew, que lançou no ano passado o livro "A conturbada história das bibliotecas" (no Brasil, editado pela Planeta), ironiza:
- Já deve ter alguém trabalhando nesta pílula... provavelmente, Bill Gates!
A tecnologia não substitui o livro. Ela ajuda a encontrá-lo nas bibliotecas. Por outro lado, as bibliotecas servem para fazer frente a uma certa informação torrencial que nos atinge e é confusa, mesmo que democrática. A biblioteca garante que possamos, se necessário, reassumir o controle sobre o conhecimento de uma maneira transparente e ordenada.
"Os livros vão sobreviver a nós"
Mindlin, que não é usuário de computador (embora o catálogo de sua biblioteca seja informatizado), ensina o caminho da virtude:
- Acho que o que perdemos com a internet, sobretudo, é o traço da escrita do autor, das anotações, das emendas que, no computador, hoje, simplesmente se apaga. Por outro lado, o uso do computador permite outras possibilidades no processo de criação e a internet garante acesso rápido a documentos e imagens. Por isso eu digo que é um falso dilema. Uma coisa eu digo: os livros vão sobreviver a nós e a várias e várias gerações...
Matthew, por sua vez, vê certa negligência com os manuscritos de hoje, ao mesmo tempo que com aquilo que se perde no universo eletrônico:
- Da mesma forma como os documentos pessais, notas fiscais, bilhetes de nosso tempo terão valor de raridade, a enorme quantidade de e-mails, textos de blogs e outros processos transitórios e efêmeros da internet podem estar escondendo preciosidades que a qualquer momento serão deletadas da História.
Presente à conversa, que se deu na Biblioteca Nacional, o presidente da instituição, Pedro Corrêa do Lago, ilustra o paradoxo:
- Imaginem se Shakespeare tivesse um blog e este fosse deletado... Imaginem se os esboços, as anotações, os cadernos, aquilo que os grandes mestres deixaram de lado, não pudessem ser estudados pelas geraçoes futuras?
"Farenheit 451 não é fantasia"
A discussão segue num tour pelos corredores da BN em que se passou pelas seções de obras raras, iconografia e restauração, e ruma para o principal foco de interesse de Matthew: a destruição de bibliotecas, de Alexandria até o conflagrado século XX, que assistiu a queimas de livros em plena alvorada da modernidade.
- Na verdade, o que se precisa evitar é a destruição. A terrível realidade descrita no filme "Farenheit 451", de Truffaut, em que o Corpo de Bombeiros tem a função de queimar livros, não é assim tão fantasiosa. À compulsão de ler contrapõe-se, historicamente, a tentação de destruir.
- A pior tragédia que pode acontecer à Humanidade é a morte de seus livros - complementa Mindlin.
HAREM-45D-07463
Político
BR
O Sr. Agenor Maria -- Eu sei, é um percentual; o que nós tiramos, com o nosso craqueamento, é 25 por cento. Mas, mesmo assim, se nós podemos adicionar 20 por cento de álcool a essa gasolina, nós passamos a ter um energia própria da ordem de 34 por cento, não é Senador José Lins?
O Sr. José Lins -- Também o Rio Grande do Norte está produzindo óleo, com boas perspectivas para o futuro.
O Sr. José Lins -- O que houve de distorção no comentário foi, exatamente, a notícia de que o Governo teria incumbido o Sni de interferir na gestão das estaduais. Isto não é verdade. Não é verdade, mesmo porque tal decisão desvirtuaria, totalmente, até o objetivo do sistema, que é simplesmente perceber e informar. A tomada de decisão é do administrador, é a autoridade executiva. Isso não significa que o Governo não tenha preocupação com o controle das estatais. Nada disso. E nem que o Sni não saiba o que ali se passa. O orçamento da União, Senador Mendes Canale, é de mais de quatro trilhões de cruzeiros. Para mim isso não é um mal em si. Não significa muito. V.Exa. sabe que só o orçamento da Previdência Social é quase igual ao da União. Este ano de 1982 deve elevar-se à casa dos três trilhões de cruzeiros.
O Sr. Mendes Canale -- Então, há essa preocupação segunda do Governo em fiscalizar, só que estranhamos que essa fiscalização viesse por um órgão informativo; ele não é um órgão fiscalizador. Mais outra: o Sni informa, e informa bem. Nós, de Mato Grosso do Sul, sabemos bem disso. Infelizmente, aquilo que ele informa fica depois ao sabor, ao apetite daquele que deverá ou não cumprir, como foi o caso, por exemplo -- é tão batido, mas a gente tem sempre que citar, para ficar registrado -- o caso de Pedro Pedrossian. Foi um relatório perfeito do Sni, que infelizmente não foi cumprido. E eu tenho conhecimento de vários outros assuntos nestes sentido. Eu não posso deixar de louvar a atitude de V.Exa., prestando assim esses informes à Casa, de forma tão clara e insofismável. Mais uma vez ressalto que absolutamente não tive a intenção de ferir a Petrobrás; falamos de forma geral.
O Sr. José Fragelli -- Nobre Líder, é uma satisfação podermos sentir e pensar da mesma maneira, quando os debates, tantas vezes, levamos a pronunciamentos diferentes. Ouvimos com o melhor agrado essa exposição de V.Exa. a respeito dos progressos da Petrobrás na produção do óleo em nosso País. E quando aqui reclamamos e quando censuramos as atividades do Governo, através de determinados Ministérios, o fazemos com a melhor das intenções, de dar uma contribuição crítica à obra administrativa do Governo. Agora, por exemplo, me é bastante grato assinalar que, no meu modo de ver, esse desempenho da Petrobrás deve muito ao desempenho do Ministro César Cals. Homem de um extraordinário dinamismo, um homem, ao meu ver, que tem além de seus conhecimentos um profundo conhecimento pragmático dos problemas, incansável na busca de soluções. Diria mesmo quer como administrador César Cals é até um idealista.
O Sr. José Lins -- Senador José Fragelli, V.Exa. acaba de fazer justiça a um homem que, realmente, tem dado duro de si pelo País.
Em função disso, o sistema entrou em sérias dificuldades no ano passado, quando um déficit de mais de 150 bilhões de cruzeiros prejudicou o seu desempenho. Sabemos, também, do esforço que foi feito pelo Governo para encontrar uma maneira de aumentar a Receita da Previdência, para que nenhum dos seus beneficiários fosse prejudicado. Essa medidas resultaram, inclusive, no aumento, indesejável mas necessário, das contribuições de patrões e empregados que, afinal, estão surtindo, no corrente ano, os seus efeitos positivos. Houve aumento na arrecadação do Instituto. Cerca de 1 trilhão e 400 bilhões de cruzeiros no ano passado, o Orçamento passará este ano cerca de 2 trilhões e 800 bilhões.
HAREM-46H-06045
Jornalístico
PT
Detidos em Cuba dezenas de opositores
A polícia cubana deteve sexta-feira e sábado «várias dezenas» de opositores do regime, para «impedir acções de apoio» a quatro importantes dissidentes que deverão ser julgados hoje.
O anúncio foi feito ontem pela Comissão Cubana dos Direitos do Homem e da Reconciliação Nacional (sem estatuto legal), que adiantou terem outros opositores «recebido a proibição de sair de casa».
Gerardo Sanchez, membro da comissão, declarou possuir uma lista confirmada de 28 pessoas detidas em Havana e na província vizinha de Matanzas.
Entre os detidos figuram responsáveis de grupos de defesa dos direitos humanos sem estatuto legal e jornalistas independentes.
Uma nova «Lei de protecção da independência nacional e da economia de Cuba», adoptada a 16 de Fevereiro, permite aplicar a este tipo de militantes severas penas que podem ir até 20 anos de prisão.
Sanchez adiantou que os detidos ficarão nessa condição a título provisório, de maneira a serem «impedidos de comparecer» ao processo de Vladimiro Roca, Martha Beatriz Roque, Gomez Manzano e Félix Bonne, presos há 19 meses por terem publicado um texto crítico intitulado «A pátria pertence a todos».
Os quatro foram acusados de rebelião.
HAREM-58H-03548
Jornalístico
PT
Quatro militares mortos em atentados do Hizbollah
Quatros militares israelitas morreram ontem num duplo ataque com explosivos reivindicado pelo grupo fundamentalista xiita Hizbollah (Partido de Deus), segundo o primeiro balanço oficial.
Uma bomba de forte potência telecomandada explodiu pouco antes do meio dia local (10h00 de Lisboa) na estrada para Marjayoun, onde se situa o quartel-general das forças israelitas no sul do Líbano, em Kawkaba.
A Resistência Islâmica, ala armada do Hizbollah, apoiada pelo Irão e pela Síria, reivindicou o ataque num comunicado em que disse que visara «uma coluna de líderes israelitas».
Segundo o mesmo comunicado, um segundo engenho explosivo foi activado 20 minutos mais tarde, à chegada de reforços israelitas.
O duplo atentado foi seguido de forte tiroteio israelita contra o sul da planície de Bekaa, sob controlo sírio.
Mais de 70 obuses cairam em meia hora nas encostas e colinas da área, onde o Hizbollah está bem implantado, segundo a polícia libanesa, que não deu pormenores.
HAREM-561-02948
Web
PT
Os Melhores Hotéis da Costa Rica com Acomodações de Cinco Estrelas
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Hotel Martino
Rodeado de jardins arranjados manualmente, instalações de alojamento excelentes e uma spa moderna, oferecendo a última tecnologia em boa forma e recuperação física e emocional, a Estância de Cinco Estrelas Martino atria pela sua beleza clássica.
Situada dentro de um parqued de 6 acres e somente a alguns minutos do aeroporto internacional e da cidade, a Estância de Cinco Estrelas Martino éo lugar mais conveniente para se ficar na Costa Rica para umas férias agradáveis, e o lugar ideal a partir do qual você pode viajar por todo o País.
A Estância Martino , um pequeno hotel de luxo de cinco estrelas, presta atenção particular a todos os detalhes, inspirado pela cadeia de hotéis europeia "Chateau &Relais". A Estância tem somente 34 suites júniores, porque nós acreditamos que só um hotel pequeno pode oferecer serviço perfeito.
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Pesquisa...
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Trigésimo Aniversário de John Wesley
Dia do Culto do Pacto com Deus
2003 - Um Tempo Oportuno, C. Sousa
No dia 25 de Dezembro de 1747, John Wesley fez um apelo a todos os metodistas para renovarem o seu pacto com Deus.
O primeiro culto do Pacto com Deus, organizado por Wesley, foi celebrado no ano de 1755. Desde aquele ano tem continuado este serviço na Igreja Metodista (primeiro Domingo | Domingo de cada ano), sendo uma rica fonte de bênção para os que o usam.
O Conselho Europeu Metodista reuniu no passado mês de Setembro em Stuttgart, Alemanha.
De Portugal à Rússia, 40 Metodistas partilharam as suas experiências e perspectivaram o futuro da missão na Europa.
"Não se pode perder de vista a nossa realidade, ou seja, todos nós constituímos a grande família humana. Já é tempo de sabermos cuidar uns
dos outros, de tal forma que a vida seja uma alegria para todos e todas. A paz precisa de uma oportunidade para poder ser uma realidade." (Bispo Sifredo)
- Carta ao Primeiro Ministro
- A Paz precisa de uma Oportunidade
- Manifesto Ecuménico Jovem contra a guerra
- World Council of Churches - "Wars cannot be won, only peace can"
- World Alliance of Reformed Churches - condena a guerra no Iraque
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Artigo 02
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICÓLOGOS ESPÍRITAS Parceria da ABRAPE e Centro Espírita "Jesus é o Caminho" (Guarulhos SP) Em 22 de setembro, o "C.E.Jesus é o Caminho", teve o prazer de abrir suas portas para permitir a realização de um evento que pela sua própria proposta, denominou-se "Simpósio da Vida".
O Simpósio foi constituído pela exposição de quatro diferentes expositores, com quatro diferentes temas/propostas.
Embora diferentes quanto ao tema, a seqüência da apresentação dos assuntos forneceu uma certa coerência, correlação e aplicabilidade entre si, fato aliás, desejável em tudo que se faz/recebe, pois a vida é una.
Os expositores espíritas, profissionais nas áreas de Psicologia e Medicina Psiquiátrica, que entre outras atividades são membros ativos na Diretoria da ABRAPE - Associação Brasileira dos Psicólogos Espíritas.
Expositor Tema Ercília Zilli (psicóloga) Síndrome do Pânico Márcia Fuga (psicóloga) Mediunidade em Crianças Fátima R. Saldanha (psicóloga) Tanatologia-Acompanhamento de pacientes terminais e suas famílias Dr. João Lourenço (medico Psiquiatra) Dependência Química O evento iniciou às 14:00hs, com término prorrogado para às 18:30hs, considerando tempo regulamentar para exposição, tempo para perguntas, respostas e intervalo.
Durante o tempo estipulado para exposição, os oradores tiveram a oportunidade de mostrar o quanto é importante e necessário estar-se pensando com seriedade sobre os temas abordados.
Dada a escassez de tempo e a abrangência da matéria, já se firmou um compromisso de durante 1997, a casa estar novamente abrindo portas, para desta vez, receber cada orador, individualmente, para fazer uma exposição mais detalhada sobre o assunto a ser tratado.
A proposta acima, foi quase que uma exigência dos próprios assistentes que vieram para o evento.
Recebemos na casa, pessoas de Guarulhos, Grande São Paulo e Interior Paulista, além de muitas ligações recebidas de várias localidades onde o evento foi divulgado.
Esteve também presente, participando e entrevistando os expositores, a Rádio Boa Nova, uma emissora desta cidade.
Este assunto, não poderia ser fechado, sem se mencionar a boa vontade dos muitos colaboradores que tornaram o evento tão "perfeito".
Foi uma grande oportunidade para mostrar que não existe nem grandes nem pequenos entre as criaturas bem intencionadas.
Considerando a adesão e resultados, podemos acreditar que este foi só o primeiro Simpósio, bem chamado da Vida.
Se Deus quiser, muitos outros virão!
Fraternalmente, C.E. "Jesus é o Caminho" Gamaliel André, Presidente
HAREM-452-06690
Web
BR
Niteroi Rugby Football Clube
Página do time de Handebol O Handebol chegou ao Brasil em meados da década de cinqüenta através dos funcionários da Volkswagen que vindos da Alemanha trouxeram consigo a principal diversão que tinham em seu país de origem para que fosse utilizada em seus momentos de folga.
O contato com funcionários brasileiros e a imigração de europeus para os estados do Sul do país fizeram com que este jogo, já popular em sua região, se disseminasse.
Já nos anos 70, um grupo de brasileiros, profissionais de educação física, interessados no aperfeiçoamento do esporte, partiram para Romênia buscando maiores informações, em cursos, no país que até então era um dos principais campeões mundiais do esporte.
Entre esses professores destacava-se o niteroiense Ronaldo Barros Goldoni que trouxe para a cidade o que havia de mais moderno no Handebol e as principais técnicas de iniciação.
A principal equipe do Estado na época era dirigida por Ronaldo Goldoni, equipe esta que tinha em seu corpo de jogadores, futuros professores de Educação Física.
A união e o intercâmbio de Ronaldo e estes, já então, professores de Educação Física que fizeram os cursos de handebol no exterior, foram os responsáveis pela difusão do esporte no país, fazendo com que, conseqüentemente, Niterói e o Estado do Rio de Janeiro se tornassem um dos principais celeiros de formação de jogadores do Brasil.
Cansados de terem que contar com a boa vontade dos dirigentes de grandes clubes com o novo esporte, em 1981 os principais jogadores de Niterói, até então jogando no C. R. Flamengo, juntaram-se ao clube no qual muitos deles praticavam também o rugby, formando então, a equipe de handebol do Niterói Rugby.
Neste mesmo ano, o Niterói Rugby Handball conquistava o primeiro lugar na Taça Rio de Janeiro.
O N.R.F.C. sempre foi formador de grandes atletas do handebol disputando e obtendo títulos em campeonatos com a presença de grandes e tradicionais clubes de nosso Estado.
Nossas equipes já há algum tempo estão sendo dirigidas pelo professor Brasil, uma das brilhantes crias de Ronaldo Goldone que mesmo não estando a frente de nossas equipes continua atuando nas atividades do Niterói Rugby.
HAREM-192-03897
Web
BR
Nossa História
Histórico A escola iniciou suas atividades no prédio onde funciona atualmente a Educação Infantil, tendo sido construído inicialmente para residência da família Barros Lima.
(Rua Barão da Passagem, esquina com Rua Duarte da Costa).
Histórico dos cursos Em 1967 teve início o funcionamento do Instituto com os cursos de Educação Infantil e o antigo primário (1ª à 4ª série do 1º Grau).
Em 1972 foi implantado o antigo ginasial (5ª à 8ª série do 1º Grau).
Em 1979 foi implantado o curso de 2º Grau.
Houve ampliação das instalações com a aquisição dos imóveis limítrofes da Rua Barão da Passagem e da Rua Duarte da Costa, passando a área do terreno para cerca de 4000m².
Em 06/11/1982 foi oficialmente inaugurado o prédio principal, tendo como patrono o Dr. José Getúlio Lima (advogado e professor, pai do Dr. José Carlos de Barros Lima), que atuou muito na área educacional da região tendo sido o fundador, entre outros, do ginásio "Conselheiro Lafayette" (1942) posteriormente Ginásio Estadual "Anhanguera" e atualmente E.E.S.G. "Pereira Barreto".
Implantação do Departamento de Informática Em 1992, foi implantada a Informática Administrativa com o objetivo de racionalizar os serviços burocráticos da Escola.
A partir de 1993 foi implantada a Informática Pedagógica com o objetivo de instrumentalizar o professor com mais uma ferramenta didática e dar ao aluno oportunidade de desenvolver trabalhos interdisciplinares visando a construção do conhecimento, a troca de informações e experiências sem limites de fronteiras.
No ano de 1995, foi iniciada a utilização da INTERNET para desenvolver os projetos pedagógicos da escola.
A Informática vem desenvolvendo desde 1995 um trabalho de editoração e diagramação do "Nosso Jornal - Sto Ivo" - informativo semestral iniciado em 1992, em tamanho tablóide, 12 páginas, estando no primeiro semestre de 2000 em sua 16ª edição.
HAREM-183-04972
Jornalístico
PT
Prémios atribuídos dia 10
Concurso do logotipo de Setúbal terminou
Alexandre Marques foi o vencedor do concurso de criação do logotipo para o porto de Setúbal aberto recentemente pela Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS), ganhando o prémio de 200 contos. A cerimónia da entrega dos prémios será feita dia 10 de Setembro, às 17 horas, na sede da APSS. Com este concurso, a APSS teve como objectivo conseguir um logotipo para promoção da imagem comercial do porto de Setúbal, mantendo-se o logotipo institucional da APSS. O júri do concurso foi constituído pelo presidente do conselho de administração da APSS, Coelho da Mota, pelo arquitecto Eduardo Carqueijeiro e pelo artista plástico Rogério Chora.
O júri deliberou ainda atribuir o segundo prémio, no valor de 150 contos, a Miguel Bernardes e o terceiro a Rui Leal, que assim ficará com 75 contos. Na cerimónia, serão também entregues vinte menções honrosas, da selecção dos quinhentos trabalhos apresentados. Todos os desenhos a concurso, vindos de todo o país, estarão em exposição no «hall» do Centro Comercial Jumbo de Setúbal, de 10 a 18 de Setembro. Recorde-se que com este concurso, a APSS também procurou envolver os estabelecimentos de ensino da região de Setúbal, dentro da sua perspectiva de abertura do porto às escolas, já iniciada com a visita de várias turmas às instalações portuárias.
Nos termos do concurso, o logotipo terá a frase «Porto de Setúbal» e/ou «Port of Setubal», só podendo incluir três cores e os trabalhos foram apresentados como anónimos. Todos os desenhos premiados são pertença da APSS e qualquer um poderá ser adoptado como logotipo do porto de Setúbal, por decisão do Conselho de Administração, depois de ouvido o Júri, estipula ainda o regulamento do concurso, pelo que se mantém a curiosidade de saber qual e de quem é o logotipo a ser utilizado pelo porto de Setúbal.
Com esta aposta na imagem, os portos de Setúbal e Sesimbra preparam-se para o fim da década, quando tiverem como grande cliente a fábrica da Ford/Volkswagen.
HAREM-084-01630
Jornalístico
BR
Quem produziu a crise
Três presidentes seguidos José Sarney, Fernando Collor e Itamar Franco incluiram por diversas vezes entre seus presumíveis feitos, a manutenção da democracia e das liberdades.
Nada mais falso.
Em alguns momentos de seu governo, os três comportaram-se como incendiários.
Não conseguiram colocar a democracia em xeque, mais pelo amadurecimento da sociedade civil e militar, do que por convicção democrática propriamente dita.
Desde o início de seu governo, Itamar foi estimulado por seus auxiliares menos escrupulosos a criar situações de confronto, que permitissem ao grupo ganhar espaço de manobra, ainda que às custas de crises políticas.
José de Castro
Agora, há indícios consistentes de que o principal estimulador dessa atitude de Itamar foi o presidente da Telerj, José de Castro, para recuperar a influência que tinha sobre o governo.
Desde que Itamar assumiu o governo, depois de denúncias da imprensa José de Castro foi obrigado a voltar atrás em diversas operações pouco claras, articuladas tanto na Consultoria Geral da República quanto na presidência da Telerj.
De lá para cá, José de Castro limitou-se a sobreviver politicamente alimentando algumas colunas com notas pouco convincentes, a respeito de uma suposta influência que ainda mantinha sobre Itamar só divulgadas devido ao fato de ter a Telerj sob seu controle.
A crise já tinha sido solucionada, após uma reunião na casa do procurador geral Aristides Junqueira, que juntou as principais lideranças do Congresso, membros do Supremo Tribunal Federal e FHC.
Lideranças do Congresso, empenhadas em resolver a atual crise institucional, suspeitam que José de Castro tenha se valido de duas circunstancias para influenciar o presidente a criar o impasse atual.
De um lado, sentimentos menores de Itamar, com ciúmes da popularidade conquistada por FHC, em contraste com sua própria imagem, arruinada após os episódios do sambódromo.
"Alma árida"
Este papel de José de Castro teria ficado claro segundo fontes parlamentares quando procurou FHC, com um comportamento classificado de autoritário e arrogante por estas fontes, dizendo-lhe que Itamar "proibira" qualquer alteração na MP da URV|MP da URV.
A informação teria sido passado em tom de ordem .
No fim da tarde, as declarações do diretor da Polícia Federal, Wilson Romão, demonstram que o presidente está apostando em um endurecimento político.
Só um impasse grave conseguirá mudar o atual sistema institucional e convencer os donos do Estado a permitirem sua reforma por uma constituinte exclusiva, composta por representantes da sociedade civil.
Mas o impasse atual não tem grandeza.
É hora de se encarar seriamente a hipótese de processar o presidente da República por crime de responsabilidade.
HAREM-765-05192
Entrevista
PT
Qual a lembrança mais antiga que guarda da cidade de Braga?
Lembro-me da Sé antes da Restauração que era toda pintada de branco por dentro, toda Barroca, infelizmente tiraram essa parte toda, infelizmente não aproveitaram, deram cabo de tudo, podiam aproveitar para um museu. Hoje a Sé está completamente diferente por dentro. Ainda há fotografias por aí. Coisas muito solenes.Então, as cerimónias religiosas eram muito solenes. Nós íamos passar todos as quintas-feiras, os feriados, naquele tempo os feriados eram à quinta-feira, só com o Carneiro Pacheco é que passou da quinta para sábado, o feriado da semana. Mas já vem do século XVI o feriado à quinta-feira e nós à quinta-feira, íamos para o Bom-Jesus a quinta-feira toda. E eu aproveitava a tarde para vir aqui à biblioteca pública, que esteve a princípio ali nos Congregados, naquele edifício depois passou para aqui, Largo do Paço. E eu depois aproveitava a quinta-feira para vir para a biblioteca. Por sinal, o director da biblioteca, Dr. Alberto Feio, ficova muito admirado e depois dizia assim:"Um rapaz 18/19 anos a quer consular a biblioteca? E interesse tem pela biblioteca?" - "Olhe tenho porque gosto de ler os escritores portugueses que nós tivemos. E gostava de encontrar outros autores." Comecei a estudar Antero de Quental. E depois vinha para a biblioteca para saber isso.
Veio morar para que sítio de Braga?
Onde moro agora, mas a casa é diferente, a casa foi abaixo e agora está mais nova, mas é no mesmo sítio.
Fez Filosofia cá em Braga e depois?
Fiz Filosofia cá em Braga. Depois convidaram-me para ser professor aqui na Faculdade de Filosofia de Ética Económica e Ética Política e portanto, fui estudar Economia para Deuston, em Bilbau, que ainda existe muito mais desenvolvida. O nome é basco, mas fica mesmo em Bilbau. Deuston é a região, aquele bairro chamava-se Deuston, onde está a universidade. Depois dali, fui estudar Política a Leuven, já tinha acabado a guerra. E depois aqui defendi a tese.
Como foi a viagem para Leuven?
De comboio, não havia os aviões, era de comboio por aí fora.
Quanto tempo é que demorou?
Saímos daqui ao fim da tarde, atravessamos de noite Espanha, madrugávamos na fronteira da França. Estivemos umas horas à espera do comboio. Anoiteci em França e chegamos de madrugada a Paris. Tivemos que pegar nas malas, porque no metropolitano tivemos que mudar para outra estação. Depois da outra estação, eram 9h da manhã, para Leuven.Era uma aventura, mas quando a gente é rapaz novo, a gente vai com isso. Hoje seria mais doloroso essa viagem, íamos de avião que é mais simples.
Que recordações guarda de Leuven?
Para mim, primeiro caí lá muito bem porque era português. Eles não podem com os castelhanos e como eu também não podia, por outros motivos que eu já contei, de maneira que me dei muito bem. Eu lembro-me de um caso que em aconteceu, espantoso. Houve uma altura em que Portgal ganhou a Espanha em futebol por 4-1, mas quem meteu um golo foi um basco. E na aula recebem-me com uma salva-de-palmas. Eu fiquei espantado! - "Sim senhor, vocês ganharam ao espanhóis, mas nós portámo-nos bem porque nós é que metemos o golo. Os vascos não ficaramos mal, quem ficou mal foram os castelhanos." Veja como as coisas são. Isto que está a acontecer no País Basco, não me admira porque aquilo parecia uma terra ocupada, eles não podiam aprender basco nas escolas. As famílias são muito apegadas às tradições. As famílias é que falam basco, por isso é que ainda se mantém a língua. Eu lembro-me que um dia visitei uma família, e chegam os meninos da escola e como viram um hóspede saudaram em castelhano, o pai imediatamente: "Menino, castelhano é na escola, aqui é basco." Eu gostei de ver aquilo, que é uma língua dificílima, das antigas línguas da Península que ainda se conserva por causa daquela gente ser agarrada aos seus costumes. De facto, caí ali muito bem nesse aspecto. Também havia lá alunos que não eram basco, nem castelhanos eram de Barcelona, catalães também nos dávamos muito bem. Eles também não se dão bem com os castelhanos. Por isso é que eu digo que Espanha não é uma nação, é um conjunto de nações. Os alunos é outra coisa, não se dão conta dos castelhanos, nem nada, o que querem é gozar a vida. Os que quiserem ter um ambiente alegre é ir para Andalusia, são maravilhosos, riem, falam, o que é prometem , mas não acredites e, promessas. -"Amanhã vamos a tal lado." São capazes de não aparecer, mas não é por mal, é por apareceu uma coisa e esqueceram-se da outra. É outro género, mas gostam de viver a vida. E a mulher espanhola não é castelhana.Quem pôs o nome da mulher espanhola, que nós hoje chamamos "Sevilhanas", que se impôs a toda a Espanha. A mulher de Salamanca é igual à portuguesa não tinha diferença nenhuma naquele tempo. Mas quem impôs o tipo de mulher foi a Andalusa. Que nós hoje a mulher mudou muito por causa da televisão. Tem uma influência enorme e foi uma grande vantagem por esse lado. Eu estranhava que via lá a apanhar azeitonas, lá eram onde se fazia o azeite, mulheres com unhas pintadas a apanhar azeitona do chão. Nós, portugueses ríamo-nos. -"Mas que é isto!?" A mulher andalusa tinha muita coisa que não tinha a castelhana e que hoje impôs. Por isso se hoje falar em espanhola eu distingoporque andei por várias partes em Espanha e vi por dentro aquilo.
HAREM-866-01320
Técnico
PT
É o centro metabólico, contém o núcleo e a maioria dos organitos.
Geralmente , o corpo celular dos neurónios situa-se a nível do Sistema Nervoso Central, à excepção de neurónios sensitivos primários e neurónios efectores terminais do Sistems Nervoso Autónomo onde os corpos celulares se agregam formando gânglios.
No Sistema Nervoso Central os corpos celulares localizam-se apenas na substância cinzenta.
A substância branca não apresenta corpos celulares de neurónios, mas apenas os seus prolongamentos.
Núcleo
É longo, esférico ou ovóide, aparece pouco corado e com a cromatina descondensada sugerindo a grande actividade sintética da célula.
Cada núcleo tem em geral um nucléolo único, grande e central.
Na proximidade do núcleolo ou da membrana nuclear observa-se, no sexo feminino, cromatina sexual, sob a forma de um grânulo esférico bem distinto e que corresponde a um cromossoma X inactivado, que permanece condensado na interfase.
Reticulo endoplasmático liso
É abundante e menos evidente, com uma distribuição a nível de toda a célula.
Está em continuidade com o RER e preenche muito do espaço entre os corpos de Nissl.
Aparelho de Golgi
Localiza-se apenas no perikaryon em torno do núcleo.
Consiste em membranas lisas, que constituem vesículas achatadas e dispostas paralelamente entre si , formando grupos que são paralelos ao envólucro nuclear.
Além das vesículas achatadas , encontram-se também vesículas menores e esféricas.
Em algumas técnicas clássicas de estudo do aparelho de Golgi, como a impregnação pela prata ou a coloração com o ósmio , ele aparece como uma rede filamentosa irregular.
Esse aspecto é consequência da impregnação das membranas do aparelho de Golgi e sua deformação pela técnica usada.
Tem um papel importante na produção de elementos da membrana celular, bem como na formação de lisossomas e de neurotransmissores.
A baínha de mielina não é parte do neurónio, mas sim um folheto envolvente resultante do enrolamento de células da glia, nomeadamente as células de Schwann.
Os neurónios que apresentam esta baínha de mielina são por isso designados de neurónios mielinizados - ao contrário dos que não apresentam a mesma baínha mielínica.
HAREM-987-09840
CorreioElectrónico
PT
CONCURSO PROFESSOR ADJUNTO (UMA VAGA)
ESCOLA DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO/UFMG
ÁREA: INFORMAÇÃO E SOCIEDADE
INSCRIÇÕES:
Período: de 11 de setembro a 09 de dezembro de 2001
Local: Secretaria Geral da Escola de Ciência da Informação/UFMG Sala 4004
Maiores informações pelos telefones:
(31)3499-5225/3499-5235 e fax:(31)3499-5200
HAREM-158-06470
CorreioElectrónico
PT
O Maior Encontro de Empresários do Pais
Divulgação - K.L.A. Eventos Empresariais [ kla@emailserver.com.br ]
Hotel Blue Tree Park - Angra dos Reis - R.J.
João Dória Jr
entrevista
Luiza Helena Trajano
Superintendente do
Magazine Luiza
Alberto Saraiva Fundador e Presidente
da rede Habib´s
Maria Silvia Bastos Ex-Presidente da
Companhia Siderúrgica Nacional
Içami Tiba Autor do Livro
«Quem Ama Educa»
Famili Schurmann Família de Velejadores
Christina Carvalho Pinto Sócia-Presidente do Grupo Full Jazz Comunicação Prof. Mauro Halfeld Colunista e Autor do livro
«Investimentos»
Paulo Kretley Presidente da
Franklin Covey Brasil
Conhecimento: 8 dos maiores especialistas do País trazem até você as mais modernas tendências em: Empreendedorismo, Vantagens Competitivas, Marketing e Marcas, Planejamento Estratégico, Liderança, Gestão de Pessoas.
Negócios: Grande oportunidade para gerar negócios e novas parcerias com 500 empresários e executivos de todo o País.
Lazer: Um mundo à parte no Blue Tree Park em Angra dos Reis - R.J.: quadras de tênis, ski aquático, vela, fitness, shows noturnos, tudo isso e muito mais.
2 a 5 de outubro de 2003
Blue Tree Park
Angra dos Reis - R.J.
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HAREM-989-03506
Literário
BR
Cansei-me, todavia, de ser cossaco e de esperar por Lu, que não chegava nunca. Talvez ignorasse a existência daquela boate; resolvi transferir-me para outra, não muito distante, tipicamente nordestina, necessitada de um cangaceiro na porta. Gostaram de minha cara e deram-me o uniforme de Lampião, com a exigência de que eu dissesse "óxente" pelo menos três vezes por noite. A mudança de cossaco
para cangaceiro provocou-me alterações psicológicas. Passei a ter algum medo da polícia e pesadelos nos quais o Valete de Espadas era o personagem central. Sonhei que estava cercado numa gruta: eu, o Valete e Lu, vestida de Maria Bonita. O pessoal da volante disparava. No fotograma seguinte, minha cabeça estava exposta no Museu Nina Rodrigues, na Bahia, reduzida e escurecida, sob a observação curiosa de estudantes. Na mesma prateleira, Lu e o Valete. Que sonho horrível, meu Deus! Fiquei tão impressionado que resolvi não mais voltar àquela boate.
Fui ser porteiro de uma boate decorada com motivos africanos. Pintaram-me de preto, pele de onça, turbante e um enorme facão à cintura. É muito divertido vestir-se assim, uma vez ou talvez duas, mas, ao transformar-me pela centésima vez em congolês, comecei a sofrer terrível complexo de inferioridade e um medo de levar uma flechada nas costas.
Foi uma insignificante mariposa, que batia as asas perto da boate, a pessoa que informou: Lu fora vista em Santos, devia estar em Santos, morar lá. Imediatamente fui à pensão, dei adeus à mulata, porém deixei com ela algumas roupas, prometendo voltar outro dia para apanhá-las. No dia seguinte, tomei um ônibus rumo ao litoral.
Foi o sol, suponho, com seus estímulos, que me projetou aos braços de uma loira sardenta, pesada e imbecil, proprietária de uma espelunca chamada O Farol. Érika era dona de um corredor comprido e escuro onde se vendiam chopes, lingüiça, provolone e salsicha. Ela, com um sorriso monstruoso, ficava na caixa, contando o dinheiro que entrava. Três ou quatro zabaneiras paravam nesse corredor, sentadas em mesinhas de ferro, à espera de fregueses incautos. Felizmente, Érika deu-me a mão e mostrou-me um quarto dos fundos onde eu e ela nos amaríamos. Minha situação não favorecia escolhas. Iniciei um romance hipócrita e dramático que convenceu a rotunda teutônica da sinceridade em que me imbuía. Assim, passei de servidor a patrão, o que me permitiu mais horas de vagabundagem pelas ruas imprevistas do cais. Tudo é uma questão de ambiente e atmosfera. Creio que minha personalidade alterou-se: perdi muito da velha classe, sempre em companhia de negrinhas que falavam inglês, marinheiros bêbedos, vendedores de tóxicos, vagabundos sem eira nem beira, valentões praianos e habitantes de muquifos e favelas. Sabia que tinha cama e comida garantidas. Aliás, Érika possuía admirável resistência no trabalho. Permanecia no seu posto durante as dezesseis horas em que o bar ficava aberto. Enquanto houvesse a possibilidade de arrancar um tostão a mais de alguém, não ia dormir. Na verdade, não me dava muito dinheiro, pagando-me apenas com segurança e tranqüilidade. No Natal, deu-me uma roupa nova, no que fez muito mal.
Eu, com um terno novo, sou um perigo e venço qualquer preconceito. Com um vinco perfeito, meto a cara, falo grosso, convenço, conquisto corações, conto mentiras, exibo a cultura dos almanaques e perco o medo do mundo.
HAREM-86B-06279
Expositivo
PT
Revolução dos Cravos
O levantamento militar do dia 25 de Abril de 1974 derrubou o regime político que vigorava em Portugal desde 1926. Este levantamento é conhecido por 25 de Abril ou Revolução dos Cravos. O levantamento foi conduzido pelos oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial.
Conteúdo [mostraresconder]
1 Precedentes
2 Preparação
3 Movimentações militares durante a Revolução
4 Consequências
5 O 25 de Abril visto 30 anos depois
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Precedentes
Na sequência do golpe militar de 28 de Maio de 1926, foi implementado em Portugal um regime autoritário de inspiração fascista. Em 1933 o regime é remodelado, auto-denominado-se Estado Novo e Oliveira Salazar passou a controlar o país, não mais abandonando o poder até 1968, quando este lhe foi retirado por incapacidade, na sequência de uma queda em que sofreu lesões cerebrais. Foi substituído por Marcello Caetano que dirigiu o país até ser deposto no 25 de Abril de 1974.
Sob o governo do Estado Novo, Portugal foi sempre considerado uma ditadura, quer pela oposição, quer pelos observadores estrangeiros quer mesmo pelos próprios dirigentes do regime. Formalmente, existiam eleições, mas estas foram sempre contestadas pela oposição, que sempre acusaram o governo de fraude eleitoral e de desrepeito pelo dever de imparcialidade.
O Estado Novo possuía uma polícia política, a PIDE (Polícia internacional e de Defesa do Estado), mais tarde DGS (Direcção Geral de Segurança) e no início PVDE (Polícia de Vigilancia e Defesa do Estado), que perseguia os opositores do regime. A política colonial do país, que manteve as suas colónias após a década de 1960, ao contrário da maior parte dos países europeus, essencialmente porque a manutenção de um império colonial fazia parte da visão da história dos ideólogos do regime. Apesar da contestação nos fórums mundiais, como na ONU, Portugal manteve uma política de força, tendo sido obrigado, a partir do início dos anos 60, a defender militarmente as colónias contra os grupos independentistas em Angola, Guiné e Moçambique.
Economicamente, o regime manteve uma política de condicionamento industrial que resultava na atribuíção do mercado português a apenas alguns grupos industriais. Até aos anos 60 o país permaneceu pobre, o que estimulou a emigração, mas deu-se um grande desenvolvimento económico a partir dos anos 60.
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Preparação
A primeira reúnião clandestina de capitães foi realizada em Bissau, em 21 de Agosto de 1973. Uma nova reúnião, em 9 de Setembro de 1973 no Monte Sobral (Alcáçovas) dá origem ao Movimento das Forças Armadas. No dia 5 de Março de 1974 é aprovado o primeiro documento do movimento: "Os Militares, as Forças Armadas e a Nação". Este documento é posto a circular clandestinamente. No dia 14 de Março o governo demite os generais Spínola e Costa Gomes dos cargos de Chefe e Vice-Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas por estes se terem recusado a participar numa cerimónia de apoio ao regime. No dia 24 de Março a última reúnião clandestina decide o derrube do regime pela força.
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Movimentações militares durante a Revolução
Ver cronologia completa de eventos em Cronologia da Revolução dos Cravos.
No dia 24 de Abril de 1974, um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho instalou secretamente o posto de comando do movimento golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa.
Às 22. 55h é transmitida a canção "E depois do Adeus", de Paulo de Carvalho, pelos Emissores Associados de Lisboa. Este foi um dos sinais previamente combinados pelos golpistas e que despoletava a tomada de posições da primeira fase do golpe de estado.
O segundo sinal foi dado às 0h 20 m, quando foi transmitida a canção "Grândola Vila Morena" de José Afonso, pelo programa Limite da Rádio Renascença, que confirmava o golpe e marcava o início da operações. O locutor de serviço nessa emissão foi Leite de Vasconcelos, jornalista e poeta moçambicano.
O golpe militar do dia 25 de Abril teve a colaboração de vários regimentos militares que desenvolveram uma acção concertada.
No Norte, uma força do CICA 1 liderada pelo Tenente-Coronel Carlos Azeredo toma o Quartel General da Região Militar do Porto. Estas forças são reforçadas por forças vindas de Lamego. Forças do BC9 de Viana do Castelo tomam o Aeroporto de Pedras Rubras. E forças do CIOE tomam a RTP e o RCP no Porto. O regime reagiu, e o ministro da Defesa ordenou a forças sedeadas em Braga para avançarem sobre o Porto, mas estas forças tinham aderido ao golpe.
À Escola Prática de Cavalaria coube o papel mais importante, a ocupação do Terreiro do Paço. As forças da Escola Prática de Cavalaria eram comandadas pelo então comandante Salgueiro Maia. O Terreiro do Paço foi ocupado à primeiras horas da manhã. Salgueiro Maia moveu mais tarde parte das suas forças para o Quartel do Carmo onde se encontrava o chefe do governo, Marcello Caetano, que ao final do dia se rendeu ao General António Spinola e parte para a Madeira, rumo ao exílio no Brasil.
Neste dia morreram 4 pessoas, quando elementos da polícia política dispararam sobre pessoas que se manifestavam à porta das suas instalações.
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Consequências
Logo no dia 25 foram libertados os presos políticos da Prisão de Caxias. Os líderes políticos da oposição no exílio voltaram ao país nos dias seguintes. Passado uma semana o 1º de Maio foi celebrado legalmente nas ruas pela primeira vez em muitos anos. Em Lisboa reuniram-se cerca de 500.000 pessoas.
Portugal passou por um período conturbado que durou cerca de 2 anos, marcados pela luta entre a esquerda e a direita. Foram nacionalizadas as grandes empresas. Passado um ano realizaram-se eleições constituintes e foi estabelecida uma democracia parlamentar de tipo ocidental. A guerra colonial acabou e as colónias africanas tornaram-se independentes antes do fim de 1975.
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O 25 de Abril visto 30 anos depois
O 25 de Abril de 1974 continua a dividir a sociedade portuguesa, embora as divisões estejam limitadas aos estratos mais velhos da população que viveram os acontecimentos, às facções políticas dos extremos do espectro político e às pessoas politicamente mais empenhadas. A análise que se segue refere-se apenas às divisões entre estes estratos sociais. Em geral, os jovens não se dividem sobre o 25 de Abril.
Existem actualmente dois pontos de vista dominantes na sociedade portuguesa em relação ao 25 de Abril.
Quase todos, com muito poucas excepções, consideram que o 25 de Abril valeu a pena. Mas as pessoas mais à esquerda do espectro político tendem a pensar que o espírito inicial da revolução se perdeu. O PCP lamenta que a revolução não tenha ido mais longe e que muitas das conquistas da revolução se foram perdendo. As pessoas mais à direita lamentam a forma como a descolonização foi feita e lamentam as nacionalizações.
HAREM-88E-02254
Político
TL
Sua Excelência Senhor Presidente da República
Sua Excelência Senhor Presidente do Parlamento Nacional
Senhor Representante Especial do Secretário-Geral da ONU
Caros Colegas Membros do Governo
Senhor Vice-Representante Especial do Secretário-Geral da ONU e Representante Residente do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas
Senhores Comandantes das F-FDTL e da PNTL
Senhores Representantes do Corpo Diplomático
Senhoras e Senhores|Senhoras e Senhores
Uma vez mais celebramos o dia dos Direitos Humanos proclamado há cinquenta anos atrás.
Este ano assinala-se o quinquagésimo quinto aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos adoptado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de Dezembro de 1948 que se tornou o padrão universal para a defesa e promoção dos direitos humanos em todo o mundo.
Durante os 25 anos de ocupação estrangeira de Timor-Leste o desrespeito pelos direitos humanos foi uma constante na vida dos timorenses. Por isso, o respeito e a promoção dos direitos humanos têm sido sempre uma preocupação para os timorenses. Aliás foram no passado recente motivos da nossa luta de libertação.
O povo de Timor-Leste entende as ideias básicas de direitos humanos quando pedem mais segurança, liberdade, igualdade e justiça bem como desenvolvimento económico para cada um deles e as suas famílias.
Timor-Leste como país independente está empenhado no respeito, na defesa e na promoção dos direitos humanos. No preâmbulo e nos artigos 16.o a 73.o da nossa Constituição é explícito e inequívoco o apoio aos direitos, deveres, liberdades e garantias fundamentais e de outros direitos análogos.
O Governo da República Democrática de Timor-Leste tem reiterado e demonstrado o seu empenho em criar e manter um ambiente seguro onde haja o respeito pelos direitos humanos, considerando e incluindo estes como aspectos nucleares na política do desenvolvimento.
Por exemplo, o Plano Nacional de Desenvolvimento elaborado entre Setembro de 2001 e Maio de 2002 através de um processo participativo no qual se destaca o "Road Map" para o desenvolvimento do país nos próximos vinte anos, baseia-se em princípios fundamentais dos direitos humanos.
Na área da educação o Estado reconhece e garante ao cidadão o direito à educação criando um sistema público de ensino básico universal. O Estado promove a literacia, aquisição de conhecimentos e capacitação aos cidadãos de forma a que possam participar activamente no desenvolvimento económico, social e político;
Promove também a igualdade social e a unidade nacional, factores pertinentes a estabilidade do país e de cada um dos cidadãos.
Promove a igualdade do género, o acesso as oportunidades, serviços, bens e privilégios, a não-discriminação no trabalho e noutras oportunidades.
Defende e impulsiona o tratamento igual aos diversos grupos das populações de áreas diferentes;
Tem feito esforços no sentido de impregnar a honestidade, imparcialidade, professionalismo, integridade, empenho, dedicação ao trabalho, eficiência, transparência e responsabilidade nos serviços públicos;
Tem promovido o respeito e preservação dos valores e culturas dos vários grupos que constituem a sociedade timorense;
A democracia, soberania, respeito dos direitos humanos e o princípio da legalidade, igualdade perante a lei, etc. estão consagrados na Constituição.
Como devem recordar-se reunimo-nos em 10 de Dezembro do ano passado para celebrarmos a assinatura de Timor-Leste dos tratados e convenções aos quais se obrigou.
Hoje, temos razões para celebrar este dia aquí em Timor-Leste.
É justo dizer que se verificaram avanços significativos no sector dos direitos humanos durante o corrente ano. Os direitos consagrados na Declaração Universal os quais se incluem os direitos civis, políticos, económicos, sociais e culturais são respeitados em Timor-Leste.
O direito à igualdade, o direito à vida, a liberdade e segurança e integridade pessoal, a proibição da tortura, da discriminação e de tratamentos degradantes, o direito à justiça, a privacidade, a crença, a liberdade de opinião, de associação, a segurança social, o direito ao trabalho e a educação, estão entre outros consagrados na lei fundamental de Timor-Leste.
O Conselho de Ministros aprovou o projecto de lei sobre o Provedor de Justiça que está neste momento no Parlamento Nacional. É preocupação do Governo promover a boa governação.
A formação e o treino das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste, da Polícia Nacional de Timor-Leste e dos guardas prisionais são orientados pelos princípios dos direitos humanos. O mesmo acontece com o desenvolvimento e a implementação dos programas para os direitos das mulheres e das crianças. É do interesse do Governo que haja melhor aproximação entre as instituições do Governo e as ONGs bem como com outras organizações.
Contudo, existe um certo número de áreas que necessitam de atenção urgente. Como por exemplo, a adaptação do direito interno aos tratados e convenções de que Timor-Leste é parte e o reforço do sistema judiciário e prisional.
O Governo está ciente e entende que ao melhorar a opinião pública e da aceitação dos seus direitos e obrigações contribuirá ao fortalecimento e a defesa contra os abusos e violações dos direitos humanos. Esta é a razão da criação e do desenvolvimento de mecanismos de forma a assegurar a primazia dos direitos humanos em Timor-Leste e também de combater violações de direitos humanos onde quer que aconteçam.
O Governo e os representantes de grupos de direitos humanos estão a elaborar um Plano de Acção Nacional de Direitos Humanos com o objectivo de realizar através de acções concretas os instrumentos ratificados em 2002 e 2003. Este Plano criará estruturas apropriadas de forma a promover e tutelar efectivamente os direitos humanos em Timor-Leste identificando também as prioridades, criando programas e fiscalizando os mecanismos de forma consistente e de harmonia com os propósitos políticos, culturais, legais, sociais e económicos.
O Governo pretende incentivar, no próximo ano, diversidades sociais, económicas e culturais de acordo com as Convenções das Nações Unidas sobre os direitos económicos, sociais e culturais. No entanto, para que se possa realizar é necessário que haja contribuição de todos.
O respeito pelos direitos humanos depende de cada um de nós, como indivíduos, organizações e instituições. Para que se torne realidade em Timor-Leste é necessário que cada um de nós seja um verdadeiro actor no processo.
Vamos todos celebrar esta data exercendo e gozando os direitos a nós inerentes não esquecendo contudo das nossas obrigações.
Obrigado !
HAREM-97I-00943
Jornalístico
MO
DUAS EXPOSIÇÕES EM PORTUGAL
TERESA REBELO
O PASSADO DA IMPRENSA EM MACAU
Desta exposição "200 Anos de Jornalismo Português em Macau" saímos com a certeza de que os portugueses foram os grandes impulsionadores do jornalismo na China e no Extremo Oriente, exercendo Macau um papel fundamental em todo este processo
Promovida pela Missão de Macau, Instituto Cultural e Gabinete de Comunicação Social de Macau, a exposição está instalada por agora na Torre do Tombo, em Lisboa, mas depois de 15 de Setembro será transferida para o Museu da Imprensa no Porto.
Conscientes de que vamos entrar na era do passado, não por já sabermos de antemão que o peso da imprensa portuguesa no território está pendente do futuro, mas porque entramos na Torre do Tombo, somos logo informados de que o primeiro jornal impresso do continente chinês e da Ásia Oriental segundo a moderna tecnologia da época, em caracteres móveis metálicos, foi "A Abelha da China", uma publicação surgida em 1822, escrita em português, com uma opinião crítica e política da realidade de Macau. Como bem podemos ver exposto e ler no exemplar fac-similado que nos é oferecido, o primeiro número deste jornal mostra-nos que o seu objectivo jornalístico era divulgar os ideais do liberalismo saídos da Constituição de 22|Constituição de 22, justapostos aos limites castradores da administração então vigente.
Depois do "Abelha da China" apareceram nove jornais portugueses, todos eles mencionados nesta mostra, sendo muito mais demorado o surgimento do primeiro jornal chinês pela mão de um macaense, com o nome de "Ching- Hai Tsung Pao" ou "O Echo Macaense". Fundado em 1893, publicado em versão chinesa e portuguesa, este jornal foi o veículo das doutrinas revolucionárias do líder histórico Sun Iat Sen que, tanto pelo seu carisma político como pela sua colaboração em vários jornais de Macau, tem reservados nesta exposição vários lugares de destaque. Aliás, são várias as figuras mediáticas de Macau mencionadas em jeito de referência temática e outra delas é Monsenhor Manuel Teixeira a quem se presta homenagem por ser o português mais antigo no território a assinar uma coluna num jornal e pela sua obra A Imprensa Portuguesa no Extremo Oriente em que dá notícia do número de títulos de jornais impressos em português no Oriente, títulos como "O Português" ou "O Petardo", que eram jornais de Hong Kong impressos em Macau (ler artigo na Revista Macau, n.º 47, Março 96).
São cerca de 90 os títulos dos jornais que registaram os acontecimentos dos últimos dois séculos de presença portuguesa no local, muitos deles expostos na Torre do Tombo numa panóplia de vitrinas, que provam que Macau exerceu influência determinante em todo o processo jornalístico português a Oriente. Se a conservação dos títulos portugueses impressos foi quase inexistente ao longo de todos estes anos, o mesmo aconteceu com a Imprensa Chinesa, e o que resta para a realização duma História da Imprensa em Macau esteve guardado nos arquivos da Biblioteca do Leal Senado e na Biblioteca Sir Robert Ho Tung.
Liberdade de imprensa e censura
Bem lembrado nesta mostra está o primeiro acto de censura à Imprensa em Macau. Em 1824, uma ordem do governo local publicada na "Gazeta de Macau" ordenava um auto-de-fé ao número L do "Abelha da China" classificando-o de "infame", "mandando-o dilacerar e queimar" por "artigo de ofício ". Ficamos a saber que nem sempre foi evidente a liberdade de expressão jornalística em Macau ; durante a II Guerra Mundial tanto a Imprensa Portuguesa como a Chinesa | Chinesa eram controladas por censores japoneses e, para ilustrar isto, reparamos nos exemplares expostos, a forma como os jornais chineses reagiam ao lápis da censura: frequentes vezes, em substituição do texto reprimido, punham cruzes ou deixavam espaços em branco. Depois da revolução de Abril, referenciada não só nos jornais portugueses mas também nos jornais chineses fixados num painel próprio, notamos que o jornalismo que se fez em Macau conheceu um certo florescimento, mas é certo que, passados tantos anos sobre o 25 de Abril e as suas conquistas, fala--se agora na existência de outro tipo de censura naquela pequena parcela da China, por ventura tanto ou tão mais castradora da liberdade de expressão: a auto-censura jornalística, talvez mais frequente na imprensa chinesa.
A exposição pretende ilustrar uma certa herança de liberdade, tolerância e pluralismo que os portugueses vão deixar quando transferirem a administração do território para a China. A isto, o director do Gabinete de Comunicação Social do Governo de Macau, Afonso Camões, afirma na brochura da exposição : "o futuro da liberdade de Imprensa em Macau dependerá, em boa medida, daqueles que a exercem hoje. Mas caberá sempre lembrar aos potenciais fautores que as liberdades de expressão e de imprensa estão salvaguardadas na Lei Básica que há-de vigorar para lá de 1999."
Mais perto do presente
Mais perto do passado, do presente e do futuro está a Revista MacaU, em predominante destaque na exposição tanto pela quantidade de revistas expostas e para consulta como pela qualidade dos artigos expostos que cobrem os acontecimentos mais relevantes dos últimos anos no Território. Esta revista mostra ser uma referência fundamental na Imprensa local tanto pelo seu papel dinamizador do registo dos acontecimentos sociais e políticos em Macau para o futuro, como pelo esforço de registo histórico sobre a Presença dos Portugueses em todo o Oriente ao longo dos séculos. Assuntos como a Unificação do Território, o Ecumenismo Religioso, a Construção do Aeroporto ou o Sistema de Ensino em Macau caminham lado a lado com outros assuntos não menos importantes para a nossa História no Território, como os trabalhos publicados na revista sobre "A Sociedade da Rosa" ou "A Oferta dum Leão ao Imperador da China no séc. XVII".Todos estes assuntos são tratados pela importância que têm para a memória colectiva de Macau junto da diáspora portuguesa e das comunidades macaenses espalhadas pelo mundo e justificam por si só a relevância com que estão expostos na Torre do Tombo.
Actualmente existem oito jornais chineses em Macau, destacando-se os dois mais importantes que são o "Ou Mun" e o "Va Kio" e não esquecendo que apenas são aí tratados os acontecimentos portugueses com repercussões directas na população local. Na Imprensa portuguesa, destacam-se até pelos exemplares existentes para consulta na exposição os diários "Jornal Tribuna de Macau", "Macau Hoje" e "Futuro de Macau" assim como os semanários "Ponto Final" e "O Clarim". São estes actualmente os jornais impressos que constituem o quadro editorial de Macau, mas cuja sobrevivência é indissociável da importância que a comunidade portuguesa terá no futuro naquele território. A salientar também o convite à navegação pela Internet, em que os visitantes podem consultar uma base de dados, a Página Oficial de Macau e a Página da Lusa entre outras.
Para salvaguardar a memória desta exposição foi editada uma brochura sobre o evento, embora seja indiscutível que há matéria histórica para a publicação de um verdadeiro almanaque sobre a História da Imprensa em Macau. Se é certo que em 200 anos de Jornalismo exposto conseguimos perceber a importância da Imprensa Portuguesa em Macau, tão certo não será seguramente a sua relevância depois da transferência do território para a China.
Caixa:
ORIENTE/OCIDENTE: MACAU NO PORTO
"Oriente/Ocidente: Artistas de Macau" é o título da exposição patente no Porto entre 18 de Junho passado e 12 deste mês de Julho, no edifício do antigo Mercado Ferreira Borges.
A iniciativa, espécie de reencontro entre duas cidades geminadas pelos respectivos municípios, coube ao Leal Senado de Macau e à Câmara Municipal do Porto e reuniu um conjunto de 144 obras de 34 artistas, abrangendo as áreas da Pintura, do Desenho, da Ilustração, da Gravura, da Fotografia e do Design Gráfico.
A abertura do evento contou com a presença de Fernando Gomes, presidente da Câmara Municipal do Porto, e do vereador Wan Chun, em representação de Sales Marques, presidente do Leal Senado, a qual foi enriquecida com um pequeno concerto em que os instrumentistas Wong On Yuen e António Ferro, tocando ehru e viola-baixo, respectivamente, interpretaram várias peças editadas no disco compacto Sinais de Yuanju.
O amplo espaço das três naves do recinto, cujo edifício data de finais do século passado e foi recuperado há alguns anos para receber eventos de natureza diversificada, acolheu com dignidade aquela exposição, comissariada por António Andrade, o qual considera ter-se conseguido ´uma amostragem bastante representativa do desenvolvimento alcançado pelas artes plásticas contemporâneas de Macau".
F.A.
HAREM-751-04989
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Projecto Vercial
Projecto Vercial A maior base de dados sobre literatura portuguesa Secções Sophia de Mello Breyner Andresen Literatura Medieval
Literatura Clássica
Literatura Barroca
Literatura Neoclássica
Literatura Romântica
Literatura Pós-Romântica
Correntes do Século XX
Literatura Actual
Nota Introdutória
Índice de Autores
Índice de Obras
Outras Ligações
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Letras & Letras
Curso de Literatura
Fotos de Portugal
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Obras integrais de autores portugueses
Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu no Porto em 6 de Novembro de 1919. Foi nessa cidade e na Praia da Granja que passou a sua infância e juventude. Frequentou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa, mas não chegou a terminar o curso. Foi casada com o jornalista Francisco Sousa Tavares e mãe de cinco filhos, que a motivaram a escrever contos infantis. Motivos concretos e símbolos excepcionais para cantar
o amor e o trágico da vida foi-os buscar ao mar e aos pinhais que contemplou na Praia da Granja; com a sua formação helenística, encontrou evocações do passado para sugerir transformações do futuro; pela sua constante atenção aos problemas do homem e do mundo, criou uma literatura de empenhamento social e político, de compromisso com o seu tempo e de denúncia da injustiça e da opressão. Foi agraciada com o Prémio Camões em 1999.
Obras poéticas: Poesia (1944), Dia do Mar (1947), Coral, (1950), No Tempo Dividido, (1954), Mar Novo (1958), Livro Sexto (1962) Geografia (1967) , Dual (1972), Nome das Coisas (1977), Musa (1994), etc. Obras narrativas: O Cavaleiro da Dinamarca, Contos Exemplares, Histórias da
Terra e do Mar, A Floresta, A Menina do Mar, O Rapaz de Bronze, A Fada Oriana , etc.
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HAREM-051-00043
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Lions Clube de Faro
DM-115CS
Portugal
O Algarve , a região mais a sul do território continental de Portugal, tem por capital a cidade de Faro. É no Hotel Eva, situado na lateral da marina, que se reune o Clube Lions, nas primeiras quartas-feiras de cada mês, pelas 21 horas.
Um pouco de História
As actividades mais relevantes do Lions Clube de Faro, estendemse ao longo dos vários anos da sua existência, sendo preocupaçâo constante
auscultar as carências da regiâo em que se inserem. Têm-se privilegiado, pelas constantes necessidades de ajuda, instituiçôes como as casas de Santa Isabel (que acolhe meninas desprotegidas), da Madre Teresa de Calcutá, e a Conferência de São Vicente de Paula. Nos anos lionísticos de 88/89 e 90/91, foram angariados fundos para o Instituto D.Francisco Gomes, Casa dos Rapazes e, a partir de 1991 a Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral tem sido alvo de múltiplas campanhas, tendo em vista a construção da sua sede. Pontualmente foram contempladas instituições de tratamento contra a droga, tais como o SER, e o GATO, a Associação de Pais e Amigos das Crianças Diminuídas Mentais, o CACE - centro artístico e cultural de Estói, a ASMAL - Associação de Saúde Mental do Algarve, etc...
Correspondendo ao apelo do Lions Internacional, o Clube de Faro angariou, em 93/94, fundos para a campanha de prevenção da cegueira "Sight First", tendo, no ano imediato, participado na campanha "Bengala Branca".
Dentro da perspectiva cultural o Lions de Faro tem apoiado e vindo a criar várias iniciativas, tais como espectáculos, palestras e, em 96/97 dinamiza o Prémio Literário que pretende envolver não só a região, mas a comunidade lusófona.
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Serrambi Viagens e Turismo
Bem-vindo ao site da Serrambi Viagens e Turismo O objetivo deste site é oferecer todos os nossos serviços aos clientes e ao público em geral.
Nossa História A Serrambi Viagens e Turismo é uma das mais tradicionais agências de viagens de Pernambuco.
Com 12 anos de existência, a Serrambi oferece a seus clientes todos os serviços ligados a área de turismo como: passagens aéreas, excursões nacionais e internacionais, locação de automóveis no Brasil e no exterior, seguro viagem, congressos e etc. E tem mais A Serrambi Viagens e Turismo promove eventos de grande importância para o turismo de Pernambuco e do Brasil, destacamos as Excursões Pedagógicas, o Trem do Forró e as excursões com grupos de colégios (só em julho/99, cerca de 2.000 alunos de vários colégios viajaram conosco em excursões rodoviárias, de aproximadamente 6 dias de duração, para diversos destinos como Porto Seguro, Fortaleza, Natal etc).
Além do Trem do Forró, evento criado e produzido pela Serrambi Turismo, que hoje desponta como uma das principais atrações turística do Brasil que acontece no mês de junho.
Leva turistas de todas as partes do país à cidade de Caruaru, à 130 Km da capital Pernambucana.
Em média, são dez viagens a cada ano, transportando cerca de cinco mil passageiros.
Endereço: Rua da Amizade, 38, Graças, Recife - PE - CEP 52.011.260.
Fone/Fax: (81) 423-5000.
C.G.C 12.012.159/0001-05 - Embratur: 063.64.00.41-05 Abav Nº 117 - Snea Nº 4316 - Iata 5750217-4 Email: serrambi@truenet.com.br | A Empresa | Passagem Aérea | Locação de Automóveis | Seguro Viagem | Trem do Forró | | Galeria do Trem | Excursões Nacionais | Excursões Internacionais | Sua Palavra |
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:: Delegação olímpica brasileira tem agenda cheia no Rio
Parte dos atletas que vão representar o Brasil em Sydney estiveram ontem de manhã no Rio de Janeiro, para tirar a foto oficial da delegação.
A cerimônia foi realizada na Escola Naval da cidade.
Junto com os 90 atletas olímpicos presentes estavam 40 profissionais que vão a Sydney, entre médicos, psicólogos, chefes de equipe e presidentes de confederações.
Todos vestiam o uniforme social, que será usado no desfile da Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos, no dia 15 de setembro.
O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, também participou do evento.
Após a foto oficial, os integrantes da delegação foram vacinados contra a gripe australiana.
Em seguida participaram do seminário "Transformando sonhos em medalhas", do médico e consultor Roberto Shyniashiki, que acompanhará a delegação aos Jogos.
Ele enfocou a importância da força do pensamento para a realização do sonho olímpico.
Esse foi o primeiro evento de integração dos atletas promovido pelo COB.
De acordo com o comitê, a equipe brasileira em Sydney será composta por 205 atletas.
Esse número pode aumentar caso os tenistas André Sá, Fernando Meligeni e Miriam D'Agostini consigam a classificação pelo ranking geográfico das associações de tênis e o velocista Sanderlei Parrela seja absolvido da acusação de doping.
O doping, aliás, foi um tema bastante presente durante o evento.
Nuzman alertou os atletas para que não comam nada que não seja oferecido por um componente da comissão técnica de sua modalidade.
O presidente do COB enfocou que seria uma vergonha ter de enfrentar um caso positivo de doping durante os Jogos.
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HAREM-792-09743
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Locais de Escalada - Gruta do Baú - Lagoa Santa - MG
Gruta do Baú - Lagoa Santa - MG Como chegar Chegando a Belo Horizonte, deve-se pegar a Av. Cristiano Machado que desemboca na rodovia para a cidade de Pedro Leopoldo.
Depois, deve-se perguntar como chegar ao bairro de Fidalgo.
Na estrada que leva ao bairro remoto de Fidalgo, aparecerão formações à esquerda.
Após avistar um formação de calcáreo parecida com um fechadura e depois um campinho, existe a entrada para a fazendo.
De ônibus de São Paulo até a Gruta do Baú envolve um trecho até Belo Horizonte.
A passagem custa cerca de R$ 23,00 até BH.
De lá, existem ônibus diários a cada hora da Viação Unir (R$2,25) para a cidade de Pedro Leopoldo.
Deve-se pegar então, um ônibus urbano para o bairro de Fidalgo.
Peça para o motorista te deixar na graut do Baú.
Na estrada que leva ao bairro remoto de Fidalgo, aparecerão formações à esquerda.
Após avistar um formação de calcáreo parecida com um fechadura e depois um campinho, existe a entrada para a fazendo.
Entrando na fazenda, as vias do Baú se encontram nas paredes à esquerda.
Onde Ficar Os escaladores locais geralmente ficam no rancho, que se encontra continuando a descer a estrada da fazenda.
O rancho só oferece chão e teto, sendo que a água é precária, tornado recomendável levar água.
Vias As vias do Baú são demais!
Existem várias vias-escola, com baixos níveis de dificuldade técnica/física (entre 4 a 6º grau), e médios p/ altos níveis (7 em diante).
A maioria das vias são grampeadas, mas, existe a possibilidade de se praticar escalada móvel e solo.
Você poderá pernoitar (recomendamos comunicar o proprietário) ou bivacar nas moitas.
Quando for ao Baú, não deixe de ver a "FECHADURA" e a "ONDA", uma formação rochosa muito radical, no formato de uma onda, onde há belas vias negativas...
HAREM-473-05211
Jornalístico
PT
Belly depois de «King» e antes dos R.E.M.
«Somos de pequenas cidades»
Os Belly são o nome mais pequeno que aparece no cartaz da actuação dos R.E.M. prevista para o próximo dia 20, em Lisboa. Será então a altura de ver Tanya Donnely, ex-Throwing Muses e ex-Breeders, e ouvir algumas das canções do seu grupo. Em antecipação, fica a conversa com o guitarrista Tom Gorman.
Apesar de em Portugal serem conhecidos apenas por uma minoria de interessados, os Belly são nos Estados Unidos e no Reino Unido um sucesso já com alguma dimensão. Tom Gorman, guitarrista do grupo, conta-nos o que se passou à volta desse sucesso e as opções tomadas para o novo álbum, «King».
PÚBLICO -- Os Belly começaram um pouco como «a vingança» de Tanya Donnely, depois das Throwing Muses e das Breeders, mas neste álbum parece haver mais contribuições dos outros elementos. Estão finalmente a desenvolver-se num colectivo?
TOM GORMAN -- Esse era o objectivo desde o início. Mas a Tanya tinha tantas canções acumuladas... Além disso, leva muito tempo aprender a tocar juntos e desenvolver um estilo conjunto. Mas com o tempo isso acontece. É um processo que nunca acaba e «King» é o exemplo de um passo em frente.
P. -- De há alguns anos para cá, tem havido uma certa tendência para as bandas lideradas por mulheres utilizarem esse facto para chamar a atenção. No entanto, os Belly nunca tentaram tirar muito partido dos seus pontos de vista femininos...
R. -- A maneira como funcionamos parece-nos natural. Há uma dinâmica entre fêmeas e machos. Consideramo-nos como uma banda, quatro pessoas que fazem música, e acontece que uns são rapazes e outros raparigas. O facto de sermos liderados por uma mulher é só um pormenor e não sentimos necessidade de explorar o facto.
P. -- O que é que a banda sabe sobre as canções da Tanya?
R. -- De um modo geral, a banda tem uma ideia vaga do que as canções significam. Ela não gosta de explicar muito o conteúdo, porque acha que as pessoas devem ouvir as palavras dentro da canção e dar-lhes um significado próprio.
P. -- «Star», o vosso primeiro álbum, chegou à marca de ouro nos Estados Unidos e à de prata no Reino Unido. Vocês, que vinham do circuito independente, estavam à espera desse sucesso?
R. -- Não, não estávamos à espera. Quando «Star» saiu pensámos: «Se tivermos sorte, talvez vendamos cem mil discos.» Mas agora, olhando para trás e notando que a paisagem da música popular estava a mudar, sobretudo na América, quase que não me surpreendo. O facto de as Breeders e outras bandas terem conseguido vender bem, mais ou menos na mesma altura, faz com que não seja assim tão estranho. No entanto, nós estamos interessados em música pop, mas num sentido um tanto para o clássico, não necessariamente naquele dos tops.
P. -- E foi fácil suportar as pressões do sucesso que de repente cresceu à vossa volta?
R. -- Sim, até um certo ponto. A Tanya agora vive em Boston mas, de certa forma, somos todos de pequenas cidades e lá ninguém nos conhece. O que nos permite fugir de tudo. Fazer digressões da maneira como nós o fizemos é definitivamente trabalho duro, mas a páginas tantas entra-se num mundo muito próprio e tudo o que está à volta -- a imprensa, etc. -- acaba por já não ter importância.
P. -- No entanto, a Tanya tem afirmado em entrevistas que o turbilhão a deixou um bocado fora de si, e que agora quer mais controlo sobre as coisas. Isso resultou num álbum mais tenso e planeado, que é o que este «King» parece ser quando comparado com «Star»?
R. -- Eu não lhe chamaria planeado. Mas, à medida que se vai conhecendo as etapas deste caminho, vai-se sabendo melhor como as coisas funcionam e o que se quer. Desta vez, no estúdio, sabíamos mais o que se estava a passar. Acho que «King» não é um álbum tão fácil quanto «Star», mas acontecem nele mais coisas interessantes. Só que leva mais algum tempo a apercebermo-nos. E é mais cru e directo.
P. -- O facto de terem convidado Glyn Jones, que trabalhou com os Beatles, os Stones, os Clash e uma série de bandas míticas, para produtor foi uma forma de tentarem captar um certo classicismo para «King»?
R. -- Sim. Nós queríamos que este disco tivesse um som próprio, que não soasse à altura em que foi gravado. Além disso, ele sugeriu que a gravação fosse feita em regime «live», o que foi bom por causa da rodagem ao vivo que já tínhamos. Mas o motivo principal da escolha foi que não queríamos um produtor do momento.
P. -- Como se vêem ao integrar a tournée dos R.E.M.? Foi uma porta para entrar no grande «show»do rock'n'roll?
R. -- É uma oportunidade de tocar em sítios novos e para audiências muito maiores. De conseguir uma certa exposição. Acho que o nosso som não é muito parecido com o deles, mas acho que pode cair um pouco na mesma categoria. Por isso, talvez consigamos ganhar novos interessados. Estamos todos muito ansiosos por esses concertos, mas não sabemos muito bem o que podemos esperar. Mas acho que vai ser divertido.
Jorge Dias
HAREM-974-00827
Jornalístico
BR
Da Reportagem Local
Uma boa opção de programas para quem tem drive de CD-ROM no computador é a linha de fotos da Corel.
Composta por 250 títulos em CD, a linha Corel Photo CD funciona em PC e Macintosh.
Entre os títulos disponíveis no Brasil estão "Fireworks", com fotos de fogos de artifício, "The Artic" (neve e gelo) e "Aviation Photography" (aviões).
Cada CD, com cem fotos de uso livre, custa R$ 29 na CI-Compucenter.
HAREM-955-05032
Entrevista
PT
Quantos anos esteve em Biblau?
Dois anos. Fiz Economia em dois anos, porque como já tinha Filosofia, estudei só dois anos, tal como fiz em Leuven. Fiz dois anos num, com dois exames. Tinha marcado -"Quantos dias eu preciso para esta licenciatura?" e lá me consegui safar.
Recorda-se de algum momento especial que tivesse passado em Bilbau?
Tinha os emigrantes portugueses que lá estavam. Sabe que os portugueses no estrangeiro são mais amigos que cá em Portugal?! É extraordinário. Mesmo em Bilbau a colónia de portugueses juntáva-se de vez em quando. Em Leuven, os portugueses aquilo era um grupo. Não éramos contra os outros, se eles viessem a gente também os metia, mas sabendo que com os portugueses a gente podia sempre contar. Aconteceu-me uma coisa muito aborrecida na Bélgica. Lá íamos um grupo de portugueses. Ao sair de um autocarro havia uma senhora muito gorda, que levou muito tempo. E eu disse ao meu colega:-"Espera que passe este trampolho." E no fim diz a senhora:-"Muito obrigado que sou portuguesa." Coitadinha. Ficamos arrasados! -"Oh senhora desculpe! É maneira de falar, nem pensamos sequer ofender. Era uma maneira de falar porque julgamos que ninguém nos entendia." Mas com esta ficamos bem. A senhora até compreendeu a nossa posição, que não era para ofender. Mas essa saíu-nos cara.
Que tipo de actividades vocês portugueses faziam?
Saíamos, discutíamos os problemas, discutíamos as dificuldades que cada um tinha, ajudávamo-nso mutuamente.
Moravam todos perto uns dos outros?
Cada um morava na sua residência universitária, mas juntávamo-nos sempre.
De Bilbau foi para Leuven, como é que surgiu a ideia de ir para essa universidade?
Acabou a guerra, eu já pode ir para Leuven porque eu queria sair de Espanha porque já conhecia a Espanha. Mas de facto, estive muito bem em Bilbau, a universidade tem uma bela biblioteca e bons professores. Realmente gostei de lá estar, mas também gostei de Leuven porque Leuven tem uma vantagem que não tem Portugal. A Bélgica está entre a Alemanha, Inglaterra e a França e tem tudo o que há de novidade. É que nós estamos na cauda da Europa e as coisas chegam cá tarde. Eu quando cheguei cá pareceu-me que não arranjava trabalho porque nós estávamos 10 anos atrasados. Nós íamos 10 anos atrasados ao que lá estava, não por incapacidade, o português gosta de aprender e aprende bem as coisas, mas precisamente porque na Bélgica o que havia da Inglaterra, da Alemanha ou da França estava ali. A Bélgica estava bem situada, ao passo que nós estamos num extremo. Hoje já há mais comunicações, e as universidades estão mais desenvolvidas, infelizmente nem todos os instutitutos universitários. Eu sempre defendo, porque há uns que atacam que algumas universidades não tem categoria, e é verdade, mas eu sempre defendo que mais vale isso do que nada. Porque antes, quem é que da minha região ia para a universidade, só quem tinha algumas possibilidades e com grande sacrifício dos pais. Era para Coimbra, não havia outro sítio. Agora felizmente têm lá a Universidade da Beira Interior. Já me convidaram lá para reitor, mas eu não aceitei. Primeiro porque estava aqui a trabalhar na Universidade do Minho, que eu gostei imenso desde o princípio. Depois porque faltavam-me quatro anos para a jubilação, e o que é que eu ia lá fazer por autro anos? Agora no fim da vida? Não vale a pena.
HAREM-365-08929
Entrevista
PT
Então foi para a Bélgica e depois?
Aí gostei muito. Entrei em contacto com a cultura alemão, francesa e inglesa.
Como surgiu a ideia de ir para lá? Foi a convite de alguém?
Não é que eu vinha aqui para professor de Ética Económica e Política e a gente falar de Ética Económica sem saber Economia ou falar de Ética Política sem saber política, é fiar sem linha. Porque de facto só conhecendo bem..por isso é que a minha tese que já foi defendida em 1951/52 ainda está actualizada porque precisamente tem uma base económica e uma base política, que ainda hoje se discute. É claro que tem uns problemas que já estão desactualizados, mas a parte do problema social, do problema político-económico, ainda hoje no Porto, e em Castelo Branco ouvi dizer que os professores referem isso. Porque precisamente, isso foi a minha sorte, quando me disseram que o professor de Filosofia ia para Ética, também comecei a estudar Economia, porque a economia está na base de toda a nossa civilização e associado a alguns estudos de Economia "coitadinhos dos operários" e não passa disso. É o que se passa no partido Comunistas. O partido Comunista não sabe Economia. É que eles, isso aprendi na Bélgica, porque eles estão contra os patrões, mas sem os patrões não há operários. Na Bélgica os sindicatos tinham um economista com eles e viam o que cada patrão poderia pagar, o patrão quer sempre pagar menos, mas também se o operário pede a mais deitava a empresa abaixo. E portanto, os operários têm que ter pessoas capacitadas de estudar o problema, que esteja do lado deles, e que digam -"Vocês podem pedir até tanto!" Portanto ter uma base económica para o problema social é fundamental. Os operários devem saber o que podem exigir na empresa sem que a empresa vá abaixo, porque os patrões estão a explorar os operários quando paga a menos é porque não pode pagar. Há duas coisas em Portugal, no partido Comunista que não levam a nada. Uma é estarem ligados ao marxismo quando a Europa toda deixou Marx, aqui ainda dura por quase do Álvarro Cunhal. Sim senhor, foi um homem muito importante, hoje é um travão que está ultrapassado. É o único partico comunista da Europa que é marxita. É uma vergonha.Não se adapta à vida actual. Segundo, uma vez que há o mercado livre, as pessoas têm que se habituar ao sistema de uma nação de mercado livre e, portanto, precisam de ter gente competente que diga o que possam exigir, o resto é dar chicotadas no ar. O Partido Comunista vai abaixo, vai desaparecer po causa disso. Está a diminuir cada vez mais porque os jovens já não vão por aí porque a realidade é contrária. Claro, na altura quando eles começaram, pois muito bem, mas hoje já não, é uma questão de estarem atentos ao que se passa na Europa. Nós estamos cá numa ponta, nós temos que ter cuidado e as universidades, felizmente hoje, estamos em ligação com a Alemanha, com Inglaterra, Estados Unidos. Já não estamos isolados e isso é uma grande coisa e a nossa cultura tem evoluído muito devido a esse aspecto. Desde 1959 que temos faculdades de Filosofia em todas as universidades, o que não havia. Havia Histórias Filosóficas em 1911, antes nem isso havia, depois em 1959, depois de um congresso que houve aqui em Braga, em 1955, onde resolveram pedir a Faculdade de Filosofia. Hoje existe. Hoje estamos num campo...já escreveram a História da Filosofia portuguesa, saíu agora. Estamos a tomar consciência de nós mesmos e dos nossos valores, e é isso que importa de uma universidade.
HAREM-276-04861
Técnico
PT
ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL DA MEMBRANA
A membrana celular é uma camada com apenas 7,5 a 10 nm de espessura, constituída por lípidos intercalados com proteínas que define os limites de cada célula.
Funciona como uma barreira de permeabilidade que permite à célula manter um meio químico apropriado para os seus processos metabólicos, regular o volume citoplasmático e transferir informação sob a forma de sinais químicos e eléctricos.
As membranas que revestem os vários organelos (núcleo, mitocôndria, retículo endoplasmático, lisossomas e aparelho de Golgi) permitem a compartimentalização funcional da célula, com possibilidade de limitar processos bioquímicas a certos locais.
Apesar das particularidades individuais, todas as membranas biológicas são formadas por uma dupla camada fosfolípidica e por proteínas unidas por ligações covalentes e que se comportam segundo o Modelo Mosaico Fluído.
A maioria dos lípidos e das proteínas movem-se livremente no plano da membrana.
Em alguns casos , há restrição deste movimento de forma a permitir à célula a realização de algumas funções em partes selectivas da sua membrana.
É o caso da sequestração de receptores de acetilcolina ao nível da placa motora das células musculares esqueléticas.
Os principais lípidos presentes na membrana celular são os fosfolípidos, o colesterol e os glicolípidos.
A sua distribuição pelas duas camadas é assimétrica, o que pode reflectir as diferentes funções das duas superfícies da membrana.
Os fosfolípidos são moléculas antipáticas e dispõem-se em bicamada com a porção hidrófoba não polar ( caudas de ácidos gordos) dirigida para o centro da membrana e com a porção hidrofílica polar (cabeça com terminal fosfato) direccionada para o exterior ou interior da célula.
Os fosfolípidos mais abundantes são os fosfolípidos ligados à colina (fosfatidilcolina e esfingomielina) e os aminofosfolípidos (fosfatidilserina e fosfatidiletanolamina).
O fosfatidilglicerol, o fosfatidilinositol e a cardiolipina são também importantes mas estão presentes em menores quantidades.
As Dimensões da via de difusão incluem a área de secção e a distância.
Quanto maior a área de secção e menor a distância a percorrer, maior o fluxo.
No pulmão e no intestino, onde a difusão é importante para a troca de substâncias entre os meios interno e externo, a área de difusão é grande e a distância a percorrer pequena.
HAREM-487-08274
CorreioElectrónico
BR
CURRENT CITES ARTICLE SEARCH
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Novo serviço que indexa todos os artigos citados em Current Cites desde Janeiro de 1995.
Contém, segundo o aviso, cerca de 225 dos melhores artigos sobre tecnologia da informação na rede.
--
Beatriz Valadares Cendon
Programa de Pós Graduação em Ciência da Informação
Universidade Federal de Minas Gerais
Fone(UFMG): 55-31-499-5249/5231/5234
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Lista de discussão e divulgação da ancib: ancib-l@alternex.com.br Va ate o site da ANCIB
ICQ , 25328270
HAREM-498-05317
CorreioElectrónico
BR
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HAREM-099-01055
Literário
AO
Lembro-me que foi a trinta e um de Janeiro, pois o levámos para casa do capitão Galho (era a mais próxima) e o jovem degredado recebeu-nos à porta, num sólido e frio mutismo de mármore. Como sempre, no aniversário da sua desgraça, trazia vestido o uniforme de gala e o peito refulgia com o esplendor das medalhas. Após uma larga hesitação fez sinal para que entrássemos e ele próprio tratou de ir buscar uma esteira onde estendemos o morto. O padre chegou nessa altura, ainda compondo a batina e resfolegando como um cavalo marinho; vinha afogado em suor, vacilante e desgrenhado, maldizendo alto a inclemência do Sol. Ao ver o capitão deteve-se com uma expressão de sincero desgosto:
Merda! -- exclamou -- tinha-me esquecido que hoje é trinta e um de Janeiro.
Só nos atrevemos a sair com o nosso morto, para o levar à igreja, depois que o Sol começou a enfraquecer e o ar se encheu do canto ansioso das cigarras. Cá fora aguardava-nos o inevitável cortejo de carpideiras, "velhas senhoras industriadas", como gostava de repetir Quipangala, "no muito antigo e piedoso ofício de prantear a dor alheia".
Nessa mesma noite baptizámos o estranho com o nome de Lázaro, rezámos por sua alma uma missa breve e ao entardecer do dia seguinte levámo-lo a enterrar com festiva pompa e circunstância. A banda do carpinteiro Brito acompanhou o féretro à frente de toda a população da vila, tocando para conforto geral as severas mas gradáveis marchas do costume.
Fez o elogio do morto o velho Quipangala, conhecido aquém e além matos pelo fulgor do seu verbo, pela côncava voz de catástrofe e pela solenidade que pesa em tudo quanto dizia, ainda que nada de extraordinário tivesse para dizer. Para agrado de Deus Nosso Senhor e perpétuo logro de Satanás, o Maldito, criou para Lázaro uma vida novinha em folha, pródiga em devoções e em virtudes. Alongou-se em metáforas de inusitado brilho, falando do defunto como de um amigo de infância, recordando-nos a sua meninice ingénua, o mancebo grave e belo que ele havia sido. Ouvindo-o falar chorámos com ele lágrimas autênticas, já Lázaro se fazia parente de todos, já com a sua morte se extinguia irremissivelmente algo de nós.
Estávamos nisto quando principiou a crescer do rio um grande rumor de vozes.
Ninguém se voltou ou desfez a compostura; mas em breve o alarido se tornou mais forte que a poderosa voz do orador e logo se fez tão claro que antes mesmo de vermos surgir os primeiros homens (eram serviçais que trabalhavam na construção da ponte) já todos tínhamos compreendido do que se tratava.
Dessa vez o rio trouxera um cadáver de ossos acanhados, que podia ser de uma criança ou de uma mulher. Porém, este tinha já qualquer coisa de insensato: perdera quase inteiramente a cor, e o rosto (porque demasiado inchado?) não apresentava formas. Mesmo assim demos-lhe o nome de Ofélia e repetimos com ela o que fizéramos a Lázaro. Todavia a missa foi pobre e às exéquias faltou o lustro habitual. Quipangala tinha bebido em excesso e parecia um funâmbulo tentando a custo equilibrar-se nas altas pernas de garça. Ao invés do esperado elogio da morta quis produzir uma espécie de longa alegoria sobre a beleza da Mulher, mas depressa se tornou evidente que falava não da infeliz Ofélia, triste e desconjuntada na sua gaiola de tábuas, e sim da jovem e exuberante esposa do chefe do concelho, Angelina Santoni, por quem alimentava desde há anos uma pública paixão de adolescente.
HAREM-65A-04177
Entrevista
BR
tenho 16 anos de Banco.
INGRESSO NO BNDES
Eu entrei no BNDES, através de concurso público. Eu já tinha uma noção, já sabia o que o BNDES fazia. Eu tinha interesse de vir trabalhar no Banco, em função da atividade dinâmica de visitar empresas, de apoiar novos empreendimentos, de conhecer o Brasil. Então, eu me interessei muito em fazer o concurso do Banco. Fiz concurso público em 1984, fui admitido em 1986.
TRAJETORIA NO BNDES
Eu sempre trabalhei, desde que eu entrei no BNDES, na área de análise de projetos e, especificamente, na Mineração, Metalurgia e Siderurgia. O nosso trabalho consiste em analisar o pleito de uma empresa. Esse pleito normalmente refere-se a um pedido de financiamento para expansão de uma planta industrial, para instalação de uma nova planta, para modernização.
Então, o nosso trabalho sempre foi de analisar o projeto, que chamamos de "estudo de viabilidade econômica e financeira". Vemos se a empresa tem capacidade de pagamento, analisamos se o projeto é meritório dentro da política de desenvolvimento do Banco e, no final, nós montamos um relatório. Esse relatório é encaminhado à diretoria do Banco para aprovação e concessão do financiamento posteriormente.
AVALIAÇÃO DE PROJETOS/
Mina do Pico>, Mina de Águas Claras, Mina da Mutuca, Alunorte, Albrás, Latasa.
Eu poderia citar vários projetos que eu participei, como a expansão da MBR, uma empresa de mineração, instalada em Minas Gerais. Nós financiamos a expansão da Mina do Pico, a Mina de Águas Claras e a Mina da Mutuca também.
Eles têm um terminal aqui, próximo a Sepetiba, e nós financiamos toda essa expansão. Tem um projeto da Albrás, uma das maiores produtoras de alumínio do Brasil, nós financiamos a expansão dela. Tem a fábrica de alumina, a Alunorte, também no Pará, que é um insumo muito importante para o Brasil e o Brasil importava esse insumo. E, graças ao financiamento dessa empresa, nós deixamos de importar alumina. Alumina é um insumo fundamental na cadeia de fabricação do alumínio. E outros projetos menores, como a primeira fábrica de lata de alumínio do Brasil, que foi a Latasa. Nós financiamos, desde a primeira expansão da empresa em Pouso Alegre, financiamos a fábrica de São Paulo, a fábrica do Rio de Janeiro, a fábrica de Recife e acabamos de financiar recentemente a nova unidade deles, no Rio Grande do Sul. E uma coisa que é fundamental no nosso processo de análise é conhecer, in loco, o processo operacional, o que a empresa faz, como ela está organizada, como é o ambiente organizacional dessa empresa e o processo produtivo. Então, nós sempre visitamos as empresas.
VIVENCIAS NO BNDES
Viagens
Eu tenho uma história bastante interessante, principalmente para aqueles que imaginam que a vida de um técnico do BNDES consiste em pegar avião, na ponte Rio-São Paulo | Rio-São Paulo , ficar em escritórios com ar condicionado das empresas.
Não é assim. A área que eu trabalhei durante 16 anos, que foi a área de Mineração e Metalurgia e Siderurgia, nós tínhamos freqüentemente viagens ao interior do Brasil, interior da Selva Amazônica, interior do Pará, do Amapá. Em uma dessas viagens, nós estávamos visitando um projeto de uma empresa de mineração, que queria desenvolver uma lavra de ouro, em processo industrial. E o que aconteceu de interessante nesse processo é que eu, o nosso chefe na época, o Wagner Bittencourt e mais dois técnicos, Mário Miceli, Eduardo Cestari, fizemos a viagem do Rio até Itaituba, no Pará. Essa viagem foi feita num Lear Jet da empresa, no maior conforto, digamos, na maior mordomia. Quando chegamos em Itaituba, o deslocamento de Itaituba até onde tinha essa ocorrência mineral, que se encontrava no Rio Tapajós, só podia ser feita de barco. E nós entramos no barco da empresa, não era um grande barco, o que eles chamam de "voadeira". "Voadeira" é uma lancha de metal, é um barco de metal de 10 metros de comprimento, mais ou menos. Além de nós quatro do BNDES, havia dois diretores da empresa e o barqueiro. E esse barco estava carregando muito material para a empresa. Por problemas de navegação naquele trecho, não havia uma navegação regular, então procurava-se maximizar qualquer viagem que fizesse para aquela região, levar o máximo possível de material. E a empresa, além de nós, estava levando combustível, bombas, equipamentos. O barco estava muito pesado. Naquela época, o rio Tapajós estava num período de pouca chuva, então as pedras estavam muito aflorando na superfície. Nós ficamos um pouco preocupados porque da margem, do ponto que nós estávamos sentados no barco, da quilha até o nível de água, dava um palmo de diferença. Então, qualquer oscilação faria com que entrasse água. E realmente isso aconteceu. À medida que nós fomos nos deslocando pelo rio Tapajós, no sentido montante, começou entrar água dentro do barco. Como se não bastasse, o motor falhou. O motor falhou, nós ficamos à deriva e foi entrando água, foi entrando água. De repente, todo mundo se apavorou e, no momento que levantou todo mundo, o barco perdeu o equilíbrio, ele virou, literalmente virou. Todos nós caímos dentro do rio, o equipamento foi todo perdido e nós ficamos cerca de uma hora à deriva. Para se ter uma idéia do rio Tapajós, ele tem, mais ou menos, uns 900 metros de largura. Nós ficamos exatamente no meio e a correnteza puxava muito, então nós ficamos à deriva, nos dispersamos, mas, graças a Deus, conseguimos parar num banco de areia no meio do rio. E mais tarde, umas duas horas depois, uma outra "voadeira" que passava no local, nos socorreu. Aí, pode ser perguntado: "Bom, a viagem de vocês terminou aí. Vocês voltaram para Itaituba para o Rio de Janeiro?" Não. Aproveitamos que nós estávamos, mais ou menos perto, umas três horas do ponto que a gente ia visitar, continuamos a viagem, visitamos o projeto, fizemos todo contato necessário. Apesar desse imprevisto, desse incidente, graças a Deus ninguém morreu, mas nós fomos lá no local, cumprimos a nossa missão. Conseguimos coletar material para fazer análise do projeto, que infelizmente, não foi aprovado, porque a questão da segurança foi um aspecto que pesou muito na análise da empresa, e por essa falha, na segurança, no deslocamento, nós olhamos com mais atenção à segurança do empreendimento, que era muito falha. A mina que estavam perfurando, parecia uma mina daquela época do Velho Oeste, aquelas galerias muito mal estruturadas. Então, o Banco realmente não concedeu financiamento para essa empresa. Isso foi em julho de 1988.
AVALIAÇÃO PESSOAL
Significado do BNDES
Para mim o BNDES, em primeiro lugar, ele é uma grande escola. É um local que se você quiser conhecer o que é o Brasil, como funciona o Brasil, como se dá o processo de desenvolvimento, não existe melhor local. Porque aqui nós lidamos com toda a economia. Toda a economia do Brasil, todo tipo de atividade, é estudada, é analisada, é conhecida aqui dentro. Segundo lugar, o Banco é uma grande família, um ambiente de trabalho excelente, até hoje, eu só fiz amigos aqui no Banco. É uma experiência muito gratificante, tanto que o emprego que eu mais permaneci até hoje, foi o BNDES. Eu já tive experiências anteriores, trabalhei em outros locais, antes do BNDES, mas aqui foi o local que eu mais me identifiquei, pelo ambiente, tipo de trabalho e pela importância para o desenvolvimento do país.
Projeto Memória
Sobre o Projeto Memória dos 50 anos do Banco eu agradeço essa oportunidade de poder deixar um registro para gerações futuras, e quero parabenizar a diretoria do Banco e a equipe pelo brilhante trabalho de registrar essa memória do Banco, porque uma das falhas que a gente percebe no Brasil, é a escassez do registro do passado. À despeito de outros países que sabem cuidar muito bem do seu passado, cultuam, reverenciam o passado como uma forma de levar para o presente os valores importantes do passado. No Brasil até então, isso não vinha sido tratado com cuidado. Nós podemos citar um exemplo que é comum de todo mundo, a questão da ferrovia no Brasil. Ela teve uma importância fundamental no desenvolvimento do país, o próprio BNDES apoiou as ferrovias, ou a expansão da Central do Brasil e outros. Mas hoje, não existe uma memória ferroviária para se contar a história desse meio de transporte pioneiro, que vai comemorar 150 anos agora, em 2004, e foi um dos vetores mais importantes para o desenvolvimento do Brasil. Eu diria, para finalizar, que a importância do desenvolvimento do Brasil se deve, em primeiro lugar, às ferrovias, ao seu pioneirismo há 150 anos atrás. Em segundo lugar, o BNDES que está alavancando tudo isso aí.
HAREM-17B-06544
Expositivo
BR
Agora vou-lhes descrever cada um dos planetas que acompanham a nossa Terra, em torno do Sol, desde que o mundo é mundo, e que são os grandes significadores astrológicos.
Júpiter: o maior de todo o sistema; seu tamanho: 12 vezes maior que a Terra. Sua revolução sideral (ou seja, em torno do Sol) é de 12 anos. Sua luz é azul e brilhante como Vênus. Tem 11 satélites, sendo que três mais externos andam em sentido contrário aos outros. Existiam suposições de que esses três satélites fossem artificiais. Porém, a nave espacial Surveyor se aproximou o suficiente para poder pesquisá-los. A informação é de que possuem uma estrutura rochosa, de composição basáltica.
Plutão apresenta muitos enigmas para a astronomia. Não se sabe se tem satélites e se ignora seu peso. Foi descoberto por cálculo matemático prévio, em 18 de fevereiro de 1930.
As casas ou residências dos planetas, de que estamos falando, têm como referência os signos do zodíaco. O Sol, que é o grande rei dessa família, marca o signo regente de cada um de nós, conforme a casa que estiver visitando no dia do nosso nascimento. Assim, em cada ano, no mês de nosso aniversário, o Sol estará transitando na casa do nosso signo, ou seja, no nosso domicílio solar.
Touro é o signo seguinte. O sol o visita entre 21 de abril e 21 de maio, domicílio de Vênus. Signo de terra, feminino e fixo.
Já sabemos, portanto, que os planetas Marte, Vênus, e Mercúrio são os senhores dos três primeiros signos do zodíaco.
Cabe interpretar agora os fatos emocionais que o posicionamento desses planetas poderia produzir. Vênus, Senhor de Touro, em Aries.
Vênus é Senhor de 2º signo e também símbolo de aquisição no amor. Detesta estar na casa de Marte, tão enérgico, afiado, anguloso. Vênus, que não é impetuoso e tem linhas suaves, no elemento fogo fará com que o amor seja intenso, mas pouco feliz, pois vai adquirir a instabilidade e os excessos marcianos. Se tem urgência em começar, não se interessa em chegar ao fim, não permanece.
O signo de Câncer é feminino, do elemento água, e seu Senhor é a Lua. Signo cardeal, simboliza o lar, e no corpo humano representa o estômago.
O 6º signo é feminino da terra e sucedente. No corpo humano governa os intestinos e a saúde em geral. Signo do emprego e dos empregados, é governado por Mercúrio.
O 7º signo é visitado pelo sol entre 21 de setembro e 22 de outubro, é cardeal, do ar, masculino. Domicílio de vênus, exerce autoridade sobre as leis, os contratos de longa duração (inclusive casamento). Confere sensibilidade para a beleza, mas também para a luta, e não raro os grandes generais são de libra. Estando em frente ao primeiro signo, Libra se refere ao relacionamento com o "tu".
Não iremos colocar a posição de Plutão, pois nesse dia ele se encontrava em Gêmeos.
De 21 de janeiro a 21 de fevereiro o Sol se encontra em aquário.
Tem como regente Urano (tradicionalmente Saturno). Signo fixo, do ar e masculino. Gosta de novidades e ama a liberdade pessoal. É o 11º signo, científico por excelência, sobretudo na miniaturização e na eletrônica.
Vamos agora enriquecer o nosso jogo, introduzindo a noção de ascendente. Assim como seu signo solar (Aries, touro etc. ) é fixado pela data de nascimento, o seu ascendente é determinado pela hora em que você nasceu.
Ao determinar a primeira casa (ascendente) pela hora do nascimento, o astrólogo fixará automaticamente as demais casas astrológicas, sempre no sentido anti-horário.
Para calcular a ascendente, no entanto, sabemos que é necessário conhecer a hora do nascimento. Se você nasceu no dia 22 de marco às 6 horas da manhã, o seu ascendente é Aries, ou seja, o seu próprio signo solar. Digamos assim que o sol e o ascendente estão em conjunção:
Apesar de no hemisfério Sul|Sul nós visualizarmos o zênite ao norte, a interpretação astrológica é válida para os dois hemisférios.
HAREM-88H-09142
Jornalístico
PT
Incêndio afecta restaurante
Um incêndio destruiu parcialmente um restaurante ontem de madrugada na zona da Foz, na cidade do Porto, informaram os bombeiros locais.
O fogo, que se iniciou cerca das 02h30 horas e só foi dado como extinto às 05h20, ocorreu no restaurante "Porto Fino", na rua Padrão.
As chamas, cujas causas são ainda desconhecidas, foram combatidas por 44 bombeiros, com o apoio de quinze viaturas.
HAREM-27H-00966
Jornalístico
PT
Incêndio em habitação causa dois feridos
Um incêndio numa habitação provocou ontem de madrugada um ferido grave e um ligeiro, em Leça da Palmeira, Matosinhos, informou fonte dos bombeiros.
O fogo, que deflagrou cerca das 06h50 numa casa térrea, causou ferimentos numa idosa de 82 anos, o caso mais grave, e no seu enteado, um homem de 32 anos, ambos transportados para o Hospital de São João, no Porto.
Segundo a fonte, o incêndio ocorreu numa habitação situada numa "ilha", na Rua Coronel Sarsfield, em Leça da Palmeira, a cerca de 500 metros do quartel dos Bombeiros Voluntários de Matosinhos-Leça, o que facilitou a pronta intervenção para impedir que as chamas atingissem as casas vizinhas.
No combate às chamas, cujas causas são desconhecidas, estiveram envolvidos oito homens dos Voluntários de Matosinhos-Leça, com duas viaturas.
HAREM-051-01253
Web
PT
Rainha D. Maria II
Foto da Biblioteca
Biblioteca Central da Marinha
Situada, desde 1891, na Praça do Império, na imediata proximidade do Mosteiro dos Jerónimos, a Biblioteca Central da Marinha (BCM) é sucessora da antiga Biblioteca da Real Academia dos Guardas-Marinhas, que seguiu com a côrte para o Brasil e foi transferida para o Rio de Janeiro aquando da 1ª invasão francesa, tendo ficado em grande parte naquele país. A sua fundação, como "Biblioteca de Marinha", deve-se à Rainha D. Maria II, por decreto de 7 de Janeiro de 1835, ficando de ínicio integrada no Arsenal Real de Marinha e instalada no andar nobre do respectivo edíficio da Ribeira das Naus.
Em 1960, recebeu a designação de Biblioteca Central da Marinha, ficando a reger-se por um regulamento próprio como organismo na dependência do então Superintendente dos Serviços da Armada, estando, presentemente, na dependência do Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada e o seu Director, quando Oficial General, desempenha em acumulação as funções de Presidente da Comissão Cultural da Marinha.
Especializada, desde sempre, em matérias ligadas ao mar e a tudo que com ele se relaciona, a BCM possui actualmente cerca de 80.000 volumes correspondendo a perto de 45.000 títulos. A partir de 1994, em consequência da reestruturação orgânica operada na Marinha, passou a integrar o Arquivo Central da Marinha que, do antecedente, constituía um organismo autónomo.
Encontra-se aberta ao público todos os dias úteis das 09:30 às 16:45 horas tendo sido, em 1997, consultados 4498 livros a que correspondeu uma frequência de 1308 leitores dos quais 90% de nacionalidade portuguesa e 10% de estrangeiros.
HAREM-081-09224
Web
PT
RCM - Rádio do Concelho de Mafra
Entrada Sobre a RCM Links Opinião
A Primavera da Guerra
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Guerra no Iraque
A guerra no Iraque está a mobilizar e a apaixonar a opinião pública mundial. A RCM gostaria de ouvir o Concelho de Mafra sobre um assunto
de vital importância para toda a comunidade internacional; consulte a página de Opinião e diga-nos o que pensa sobre este conflito.
Formação Profissional é a melhor opção
Os alunos com o 12º ano que não querem seguir o Ensino Superior devem apostar na formação profissional antes de começarem a trabalhar. A mensagem foi deixada pela orientadora do workshop de Técnicas de Procura de Emprego, terça-feira, em Mafra.
9-4-2003 18:36 0 Comentários
? Paz|Paz sim, Guerra|Guerra não!?
Os alunos da Escola Secundária José Saramago juntaram-se contra a Guerra|Guerra e a violência. No 21º dia de confrontos no Iraque, alunos e professores percorreram algumas ruas da vila de Mafra, distribuíram folhetos e soltaram pombas brancas a favor da Paz.
9-4-2003 18:34 0 Comentários
Crescimento do concelho faz disparar desemprego
O director do Centro de Emprego de Torres Vedras justifica o aumento do desemprego no concelho de Mafra com a procura crescente de que este concelho é alvo por parte de pessoas da Grande Lisboa que vêm residir para Mafra e continuam a trabalhar na capital.
9-4-2003 18:28 0 Comentários
Jornadas da Juventude animam mês de Abril
Teatro, cinema, desporto, pintura, música e workshops de orientação profissional dominam o programa comemorativo do Mês da Juventude, numa iniciativa da Câmara Municipal de Mafra.
28-3-2003 11:31 0 Comentários
Cavalos dão espectáculo na Semana Equestre
De entre as iniciativas deste fim-de-semana, há uma que merece destaque: o espectáculo de bem cavalgar a toda a sela. A Semana Equestre Militar está de volta ao Centro Militar de Mafra com a presença de mais de duzentos cavaleiros.
28-3-2003 11:27 0 Comentários
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EDITORIAL EDITORIAL
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9-4-2003 17:44 Topo da página
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BR
Rapaz é preso por furtos em série
Rapaz é preso por furtos em série Texto: Rita de C. Cornélio
José Natalino Policarpo, conhecido por "Coquinho", é acusado de arrombar dois carros.
Produtos furtados foram apreendidos Policiais militares prenderam em flagrante, na manhã de ontem, um dos acusados de ter praticado dois furtos durante a madrugada.
Vários objetos furtados foram recuperados.
O acusado, José Natalino Policarpo, 19 anos, conhecido por "Coquinho", foi pego após oferecer os produtos furtados para alguns mototáxistas da Bela Vista.
Para os policiais da Base Comunitária Noroeste, ele acabou confessando o furto continuado.
Policarpo contou aos policiais que havia praticado dois furtos em automóveis, na quadra 35 da rua Saint Martin, e na quadra 35 da rua Araújo Leite.
Em contato com as vítimas, elas reconheceram os objetos como sendo de sua propriedade.
A vítima H.B.J. informou que seu carro, um Vectra, estava na garagem e de seu interior foi subtraído uma bolsa com um mostruário para vendas, um aparelho de CD, dois controles remotos, uma calculadora um talão de cheques do Banco América do Sul, com 20 folhas, das quais quinze foram recuperadas.
A vítima N.I.M. informou que seu veículo, um Palio, estava estacionado na garagem de sua residência, onde foi danificado.
Do seu interior foram subtraídos duas pastas com CDs, um óculos de sol e um pacote de cigarros.
"Coquinho" foi autuado em flagrante pelo delegado plantonista Antonio Augusto de Campos Lima, por furto continuado e encaminhado para a Cadeia Pública de Bauru.
HAREM-352-00198
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Acupuntura e impotência Conhecida no Oriente há milhares de anos, a acupuntura tem sido utilizada em tratamentos para problemas que vão de dor nas costas a depressão.
A partir de agora, pelo menos de acordo com pesquisadores austríacos, a impotência pode ser acrescentada a esta lista.
As causas da impotência variam de hormônios desequilibrados a problemas emocionais.
E justamente este último aspecto foi objeto de estudo por parte de pesquisadores do Hospital Leinz, em Viena.
Os resultados preliminares, divulgados em um encontro de urologistas realizado no início de maio, mostraram-se promissores para os pacientes.
Os 13 voluntários que participaram da pesquisa, todos com 42 anos, foram divididos em dois grupos.
Todos tiveram agulhas espetadas no corpo, só que um dos grupos recebeu as agulhas em locais não relacionados com o problema, já que os médicos queriam comprovar a existência do "efeito placebo", ou seja, se os pacientes seriam sugestionados pelo tratamento.
A experiência durou cerca de dois meses e os resultados se mostraram animadores:
"Dois terços dos pacientes que receberam o tratamento verdadeiro relataram bons resultados e se consideraram curados", relata Paul Engerhardt, coordenador do estudo.
O outro terço, segundo ele, contou ter notado ereções um pouco melhores, mas não o suficiente para se sentirem curados.
"Por isso, acrescentei Viagra ao tratamento".
Michael Heltemes, outro médico participante do encontro de urologistas na Áustria, destacou o fato de que profissionais e pacientes estão sempre em busca de um medicamento mágico para curar a impotência, "mas é interessante notar que uma parte dos médicos está seguindo um caminho por onde os recursos do próprio organismo são utilizados para corrigir a disfunção".
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Infinite - Ufologia em Serra Negra
FATO OCORRIDO NO DIA 8 DE SETEMBRO DE 1967 Fui convidada pela família M.A.T., de São Paulo capital, para, junto com um amigo, seus pais e um tio, ir à uma festa na cidade de Lindóia.
Fomos de Kombi.
Por volta de mais ou menos 19:30h ao passarmos pelo bairro "Três Barras" avistamos claramente uma luz muito estranha brilhante, amarelada e vermelha, enorme e redonda, no alto de uma montanha.
O amigo que estava ao meu lado, também ficou impressionado com o fenômeno e chegamos à conclusão de que não era uma luz normal.
Retornamos à Serra Negra mais ou menos 23:00 h, sem observar mais nada no local.
Porém os pais e o tio de meu amigo voltaram à Lindóia para um baile.
Era uma noite maravilhosa, mas de repente começou a chover fortemente no local "Três Barras", onde havíamos observado a luz.
Pela madrugada, tornando a voltar para Serra Negra, e já próximos a entrada do Vale do Sol, a estranha luz apareceu novamente perto do asfalto e puderam observar que era da forma de um disco.
A Kombi passou a não funcionar mais, a parte elétrica ficou totalmente desativada e todos ficaram muito apavorados.
O tio de meu amigo começou a passar mal fisicamente apresentando náuseas e distúrbios intestinais.
Um carro que se encontrava à frente desapareceu, sem que eles pudessem entender o que havia acontecido.
Por sorte, estavam numa descida, conseguiram sair de lá em ponto morto e chegar perto da cidade.
Na mesma noite moradores do mesmo bairro , relataram que a cerca de arame de um sítio foi totalmente destruída e animais que estavam no pasto amanheceram mortos.
C.L. página principal....
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HAREM-693-09376
Jornalístico
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Sobre Toiros
De toda a justiça!
Se existem coisas que não se azedam, uma dela é com certeza a gratidão. Por assim ser, foi de toda a justiça a homenagem que o grupo tauromáquico Sector 1 promoveu, a assinalar os 35 anos de alternativa de José Júlio.
Foi grato verificar que o grupo taurino, que sabe congregar no seu seio os decanos da «afición» portuguesa, tem tido capacidade para se renovar, de forma a poder aproveitar o entusiasmo dos que chegam. Uma direcção etariamente jovem tem conseguido reunir na velha casa da Rua 1º de Dezembro, em Lisboa, uma assistência «até às bandeiras». Isso é prova provada do interesse dos eventos que promovem e, quiçá, lição para outras associações taurinas que têm o azar de possuir elencos directivos que julgam que os lugares são cativos, de tal forma que, esgotadas as ideias, rotinadas as vivências e surdos a conselhos para a mudança, não tarda será patente que já se encontram em acelerada crise.
Lamentável, ainda por cima, que alguns oráculos da nossa praça apoiem tais comportamentos, cientes da canina fidelidade de tais maduros ao seu escasso valor. Os grupos taurinos só existem para fomentar a «afición» e servir a festa, pelo que o Sector 1 renovado está a dar provas de que cumpre as suas funções primordiais.
Para esta homenagem ao primeiro matador de toiros que Vila Franca de Xira deu ao mundo, o grupo tauromáquico reuniu um trio de luxo, que se encarregou em plano de triunfo da despesa de conversa -- Álvaro Guerra, Saraiva Mendes e José Noel Perdigão. Com toda a certeza que José Júlio, o toureiro a quem devemos a «quadrilha maravilha» nas arenas, se sentiu agradado com esta quadrilha de ideias, que saiu ao quite para evidenciar o porquê da homenagem e o brilho da sua carreira.
Álvaro Guerra espraiou-se com o fulgor do seu talento e espírito pelo caminhos da memória e deu-nos conta dos tempos em que, compartilhando quarto e sonhos com o matador, acompanhou o crescer da vocação que seu pai, José Guerra, ajudou a fermentar. Que maravilha ouvir o escritor explanar assim vivências e sentires!
Saraiva Mendes abriu o seu capote para um quite de luxo, evocando com o rigor do vivido os momentos grandes que José Júlio protagonizou. Que se saliente continuar traquejado, deixando bem patente que não foi por acaso que soube, ao longo de toda uma vida, carregar para as suas crónicas o prestigio da dignidade literária.
Coube a última actuação a José Noel Perdigão. Improvisando ao sabor do coração, soube evocar a ambiência da sua Vila Franca à época dos começos do toureiro e, num remate ao seu quite, destapou e ofereceu ao homenageado uma migalha do seu talento, feito obra de arte. E o momento taurino de José Júlio que a retina do pintor fixou na circunstância, pela beleza, soube a desplante.
Depois, José Júlio agradeceu e disse de si, o que fez evocando os seus tempos de menino e as datas mais significativas do seu passado. Que distante já está o dia 11 de Outubro de 1959, dia em que Manuel Jiménes («Chicuelo II»), em Saragoça, lhe cedeu a morte de «Bailador» do ferro de Pio Tabernero de Vilvis. Distante também o dia de 5 de Outubro de 1989, em se encerrou na sua terra, para um adeus que ainda recordamos, lidando reses de Lupi e Rio Frio. Pelo meio, 30 anos de vida nas arenas, com fracassos e triunfos, glória e tragédia -- enfim, o conjunto de ingredientes que fazem parte do viver de quem, como dizia seu primo Alves Redol, escolheu ser «noivo da morte».
É evidente que Redol foi por diversas vezes evocado no decorrer da noite e que tal se não se estranhe. «Sombra e Sangue» -- que o enfrentar dois miuras por José Júlio em Sevilha inspirou ao escritor e que este deu a público, em Junho de 1960 -- constitui a mais bela e inteligente descrição de uma corrida «ouvida» que a literatura possui, e não é de menos que se encareça quem, por laços de sangue e arte, soube inspirar tais páginas. Só por isto, o primeiro dos matadores de Vila Franca merece a gratidão do mundo.
Já agora, talvez venha a talho de foice referir que uma «faena cumbre» só tem importância para a posteridade quando um escriba, mesmo que modesto, a imortaliza em letra de forma. Quantos toureiros, embalados na torpeza das cortes de seguidistas, agenciados e aduladores, se esquecem desta verdade.
José Júlio para além das tardes de glória em que soube fazer vibrar os públicos, soube também fazer vibrar a centelha da emoção que, após sedimentar, leva os escritores a escrever coisas bonitas. E como nada acontece por acaso, mas, como diria Ortega y Gasset, assim teve que ser, soube o vila-franquense cumprir os seus desígnios nas arenas e na vida -- soube, enfim, cumprir o seu fado com graça e com paixão.
A paixão que levou Redol a escrever: «Estranha coisa esta -- ouvir e seguir uma corrida de toiros pela música, pelos aplausos, pelos apupos e pelo relógio. Sei que lá dentro não podia ficar sentado; as emoções sacodem-me quando vejo, e movo-me, falo -- sei lá o que digo quando o vejo citar e quedar-me em terrenos que me alarmam!»
HAREM-594-08181
Jornalístico
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Desfile da Chanel tem influência surrealista
De Paris
Não foram só os manifestantes da escola pública que desfilaram ontem em Paris.
No segundo dia das apresentações das coleções de alta-costura primavera-verão 1994, desfilaram também os modelos de Christian Lacroix, Torrente e Nina Ricci.
Inspirado no surrealismo e no mau tempo, segundo ele, Lagerfeld apresentou uma coleção dominada pelo preto, o branco e as transparências.
Christian Lacroix carregou nas tintas na coleção que apresentou ontem no salão imperial do Hotel Intercontinental.
Seu teto dourado e cortinas vermelhas eram, segundo ele, cenário mais adequado para seus modelos que as novas e despojadas salas do Carrousel du Louvre .
Vários modelos inspirados no século 18, redingotes com saias curtas, tudo com muita estampa, renda, bordado, laço, brilho.
(Fernanda Scalzo)
HAREM-065-06662
Entrevista
PT
Em que ano foi para Leuven?
Em 1949/50.
No tempo da 2º Guerra Mundial esteve em Bilbau? De que forma sentia lá a guerra?
Tinha bons professores licenciados em Economia e Direito. Grande parte dos ministro de Espanha vêm da Universidade de Deuston, naquele tempo, porque estudava-se Economia a sério o que noutras universidades não se estudava. Em Espanha é preciso cuidado com as universidades. Em Granada, onde eu estive, a grande dificuldade era Medicina as outras não valiam nada. E a Deuston, em Economia é das melhores universidades de Espanha, nessa altura, as outra universidades consultávam-na. Como também em Portugal a universidade não é boa em tudo. A universidade são os professores, mais que as paredes são os professores. O Aguiar e Silva não é uma universidade, é um homem que percebe até japonês, todas as línguas, inglês, francês. E um homem desses vale uma universidade. O que valem são os professores e é nisso que a Universidade do Minho ainda pensa. Muitas vezes, há sempre nas instituições épocas de desenvolvimento e épocas de decadência, nós estamos numa época de desenvolvimento, felizmente. Está-se a formar,os professores não se formam de uma anos para o outro, leva tempo, mas sabe-se o que se quer e quando se sabe o que se quer, lá se chega.
E que ambiente foi encontrar na Bélgica?
Muito bom em questão dos estudos, muito bem. Eles no estrangeiro eram muito amáveis. Nós não podíamos concorrer a nenhum prémio, isso agora já mudou. Eles não se importam de ganhar à custa dos estrangeiros. Os belgas gostam muito de mandar, mas apesar disso havia muito bons professores. Víamos coisas, que agora é que estão aqui a pôr, a gente podia escolher as cadeiras que queria. Havia as primeiras fundamentais e depois a gente escolhia as outras que nos convinham. Esse plano é determinado com professores, depois ia ao concelho, aprovavam o plano e depois seguia. O que é uma grande vantagem. Estamos a chegar agora a isso por causa de Bolonha. Eu ia para professor de Ética interessava-me cadeiras que não me interessava se fosse para a vida política. Há umas cadeiras fundamentais que têm que se aprender, masas outras a gente escolhe conforme o que e gente quer. E é nisto quer a universidade de Leuven é responsável. E tinha um conjunto de professores muito bom. Por exemplo, em Filosofia está muito boa. Os grandes professore morreram e os novos estão a formar-se.
Que recordações tem da Universidade de Leuven?
Ai gostei muito, da abertura de espírito e entrar em contacto com a cultura europeia vêm-me daí, porque eu em Espanha eram fechadotes. E os professores belgas estavam em contacto com a cultura alemã, é uma grande vantagem para nós, porque depois das aulas isso vinha ao de cima.
E não sentiu nenhum clima pós-guerra?
Não, na parte universitária não surgiu essa situação. Na parte humana havia. Nós não gostamos nada dos belgas, sabe que a mulher belga preferia casar-se com um estrangeiro do que com um belga. Os belgas eram violentos com as mulheres e tudo mais. Eram pessoas amarguradas, no fundo ali passaram franceses, passaram alemães, e tinham uma certa amargura. E ficam sempre por baixo porque são uma nação pequena. De maneira que na vida deles, nós não nos dávamos muito bem com os belgas, mas a parte da universidade estava muito boa, estava em contacto com as correntes do mundo, e ali é uma grande universidade nesse aspecto, e isso para abrir os horizontes é muito bom.
HAREM-095-07671
Entrevista
PT
E depois da Bélgica regressou a Portugal?
Fiz o doutoramento e depois estive na Faculdade de Filosofia. Fui três vezes director da Faculdade de Filosofia e depois vim para a Universidade do Minho, fui vice-reitor e reitor. E eu que nunca quis governar tive essa pouca sorte. Quando eu saí foi uma libertação. Eu gosto é de investigar, tenho muito gosto nisso. O pobre do reitor anda a resolver problemas que aparecem não sabe Deus quando nem como. Agora a universidade está mais desenvolvida, mas naquele tempo ainda era pior. Ia quase todas as semanas para Lisboa para resolver os problemas. Isso ajudou-me muito porque conheci o Ministério da Educação por dentro, porque bater à porta falsa é perder tempo, procurar bater à porta que nos interessa. E conheci o Ministério da Educação e isso deu-me muito jeito porque sabia lá quem mandava e quem resolvia os problemas e quem os impedia. Mas eu tinha que ir a Lisboa, e essas viajens pela estrada antiga, a comer nesses restaurantes das estradas miseráveis, geralmente com uns azeites que já tinham servido no outro dia. Eu dáva-me mal com essas comidas e andar sempre para trás e para diante para resolver qualquer problema. Foi muito doloroso nesse aspecto. Na universidade não. Aqui tínhamos uma boa equipa, éramos amigos e trabalhávamos. A Universidade do Minho tem uma equipa boa desde o princípio. Pela primeira vez candidata-se um reitor que não é da equipa. Este reitor ainda foi da comissão instaladora, assim como o Machado dos Santos. Agora pela primeira vez vai a reitor uma pessoa que já não é da equipa inicial. O que também é bom. é bom que se vá desenvolvendo, mas quer dizer que a equipa era muito unida e trabalhou com gosto, com sacrifício, mas trabalhou com gosto, contra tudo e contra todos porque é muito difícil vencer Lisboa. Começamos as aulas um ano mais cedo do que o que tínhamos planeado. Olhe aqui no Largo do Paço coemçaram as aulas, nesta sala que agora está dividida, tinha outra na entrada, aí onde está o correiro e o salão medieval. Começamos as aulas um ano mais cedo, ainda não tínhamos feitos os pavilhões na D .Pedro V, depois é que passou para Gualtar. Começamos as aulas um ano mais cedo porque havia em Lisboa, nós começamos em Fevereiro de 1974 e dois meses depois veio o 24 de Abril, passou-se bastantes dificuldades. Êxitos por um lado e dificuldades por outro e uma delas é que o ministro queria acabar com as universidades novas, só a Universidade Nova de Lisboa é que havia de existir. E nós que não tínhamos alunos, os alunos são uma força, começamos um ano mais cedo para ter alunos para poder a nossa voz ser mais forte. E de facto, a coisa acabou, essa ideia de acabar com a Universidade do Minho acabou, até pelo contrário. Mas quanto mais cedo, até nestas instalações, mas foi assim que começou. Eu fui dos primeiros professores a dar aulas ali, onde estão agora as Relações Públicas. Ali dei a primeira aula, ainda me lembro disso.
Mas começou a leccionar na Faculdade de Filosofia?
Foi em 1952/52. Eu sei que fiz o meu doutoramento em Novembro e em Julho do ano seguinte foi nomeado director.
Como era a Faculdade de Filosofia nessa altura?
A Faculdade de Filosofia em biblioteca estava muito bem e em muito bom estado, era das melhores bibliotecas de Filosofia de Portugal. Está muito em dia porque aproveitamos quando durante a guerra o escudo valia muito, o escudo valia 4 pesetas, hoje uma peseta vale uns escudos. Eu sei que na altura nós em Granada pagávamos 7 pesetas por dia. Para nós uma peseta custava 4 tostões. E foi nessa altura que se formou a biblioteca, comprávamos os livros muito baratos. Tem um conjunto de professores muito bons. Morreu aqui há dias o professor de Filosofia da Ciência, que era o melhor professor de Filosofia e Ciência em Portugal, Passo Sousa Alves. Os outros professores já morreram todos, de facto, mas era um grupo de professores muito bons e impôs-se a Portugal. O primeiro congresso de Filosofia em Portugal, foi feito aqui em 1955 e vieram cá todas as universidades e como tínhamos medo que algumas não viessem, convidamos alguns estrangeiros. Mas felizmente vieram. Estávamos 400 congressistas e foi quando eles pensaram em fundar no estado a Faculdade de Filosofia, que não existia a de História e Filosofia separada. Precisamente hoje já estão.
HAREM-296-06571
Técnico
PT
A relação de Einstein mostra que o tempo necessário para a difusão aumenta com o quadrado da distância a percorrer.
Por exemplo , a glicose demora 3,5 segundos a atingir 90% do equilíbrio de difusão num local que dista 1 µm da fonte de glicose (como ocorre no sangue) mas levaria 11 anos a atingir a mesma concentração num ponto a 10 cm da fonte.
A difusão é um meio de transporte rápido e eficaz para curtas distâncias mas muito ineficaz para distâncias com mais de alguns microns.
Devido à lentidão da difusão para distâncias macroscópicas, os organismos multicelulares desenvolveram sistemas circulatórios (ex: sangue, transporte axonal) que asseguram um movimento rápido de partículas para longas distâncias.
A difusão proporciona o movimento de partículas entre células e sangue.
A Lei de Fick para a difusão defme quantitativamente as relações entre estes três factores.
Postula que a quantidade de uma substância difundida por unidade de tempo num dado momento, isto é, o fluxo de difusão (J) é proporcional ao coeficiente de difusão (D, cm2/s), à área disponível de troca (A) e ao gradiente de concentração (AC) e inversamente proporcional à distância a que ocorre a difusão (1): Figura 3 - Difusão.
As moléculas do soluto difundem-se (A) até atingirem um estado de equilíbrio (B).
Os mesmos princípios aplicam-se ao movimento de substâncias através das membranas plasmáticas com uma diferença: a substituição, na Lei de Fick, do coeficiente de difusão pelo Coeficiente de Permeabilidade membranar (P, cm2/s) , uma vez que a espessura da membrana celular pode ser considerada uma constante: J = P*A*C Para a maioria dos solutos, os coeficientes de permeabilidade são cerca de um milhão de vezes inferiores aos coeficientes de difusão.
Uma vez que a permeabilidade é uma propriedade da membrana, diferentes tipos de células têm diferentes constantes de permeabilidade para a mesma substância.
O principal factor limitante da difusão através de uma membrana celular é a lipossolubilidade da substância a transportar.
Moléculas apolares como o oxigénio, dióxido de carbono, ácidos gordos e hormonas esteróides difundem rapidamente pela porção lipídica da membrana.
Moléculas polares de pequenas dimensões e sem carga, como a ureia e o glicerol, atravessam a bicamada lipídica rapidamente.
A relação entre o gradiente de concentração e o potencial de equilíbrio para um ião X (Ex) é dado pela Equação de Nernst: OndeR é a constante dos gases perfeitos ( [ 8,314 ] K-1 mol-l ) T é temperatura absoluta (310K no corpo humano ) F é a constante de Faraday (carga por mole = 9,65x104 A.s.mol-l) Z é o número de cargas do ião ln -logaritmo natural [X] a concentração molal do ião no exterior (e) e no interior (i) da célula.
À temperatura ambiente, substituindo os valores das constantes e convertendo o logaritmo natural para um logaritmo de base 10, obtemos : Ex = ( 60 z ) log ( [ X]e [ X]i )(mV
Se, por exemplo, o ião for o potássio temos: Ek = (60/1) log (5/150) = -90 mV.
A equação de Nernst pode, também, ser utilizada para prever a direcção do fluxo de iões:
a) Se, para um dado ião, a diferença de potencial medida na membrana for igual à calculada pela equação de Nernst, então esse ião está em equilíbrio electroquímico e não há fluxo
b) Se, para um dado ião, o potencial eléctrico medido tem o mesmo sinal do calculado pela equação de Nernst mas é numericamente superior , a força eléctrica é superior à força da concentração; o fluxo do ião é determinado pela força eléctrica
c) Se, para um dado ião, o potencial eléctrico medido tem o mesmo sinal do calculado pela equação de Nernst mas é numericamente inferior , a força da concentração é superior à força eléctrica, o fluxo do ião é determinado pelo gradiente de concentração
d) Se, para um dado ião, o potencial eléctrico medido tem um sinal oposto ao que seria previsível pela equação de Nernst, as forças eléctrica e de concentração actuam no mesmo sentido e a direcção do fluxo iónico é determinado por ambas as forças.
HAREM-177-02780
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CNPq, MCT e Soc. Cientificas
NOTA DA DIRETORIA DA SBPC SOBRE A REUNIAO COM O SECRETARIO-EXECUTIVO DO MCT
Carlos Americo Pacheco, com as Sociedades Cientificas Associadas A diretoria da SBPC reuniu-se, em sua sede em SP, com representantes das Sociedades Cientificas Associadas e depois, junto com estes representantes, recebeu o secretário-executivo do Ministerio da C&T, Carlos Americo Pacheco, que veio acompanhado do já então nomeado presidente do CNPq, Evando Mirra (a designação fora assinada na segunda-feira).
Sobre estas atividades, a diretoria da SBPC emitiu esta nota: "A atual Diretoria da SBPC deu início ao seu programa de atividades conjuntas com as Sociedades Cientificas a ela associadas, reunindo-se, em 13 de setembro, na sede da Maria Antonia, com os seus 32 representantes.
Estas reunioes deverao acontecer periodicamente, de acordo com calendario apresentado, para discussoes de temas actuais e visoes de futuro envolvendo ciencia e tecnologia.
O esforço multidisciplinar empenhado nesta iniciativa deverá criar condicoes para a comunidade cientifica reflectir e expressar suas abordagens do desenvolvimento cientifico e tecnologico no pais.
Na Segunda parte da reuniao, o Secretario Executivo do MCT, Dr. Carlos Americo Pacheco, apresentou o Plano Plurianual do Governo para C&T + Debatendo o PPA, diversos participantes acreditam que, dentre outros aspectos, o orcamento previsto para os proximos anos nao contempla as oportunidades de expansao da area de absorcao, de recem-doutores e tampouco a desvalorizacao da moeda.
O Dr. Carlos Pacheco aproveitou a oportunidade para anunciar, em primeira mao, o nome de Evando Mirra, presente à reunião, como o novo Presidente do CNPq.
A indicacao foi muito bem acolhida pelos participantes."
Conheca o novo presidente do CNPq, Evando Mirra
Leia aqui alguns dados biograficos de Evando Mirra, cuja designacao para presidente do CNPq foi assinada nesta segunda-feira e saiu publicada hoje no Diario Oficial da Uniao:
Nome completo: Evando Mirra de Paula e Silva.
Nasceu em Andrelandia, MG, em 20 de marco de 1943.
Foi nomeado diretor e presidente em exercicio do CNPq, em março deste ano.
Professor titular da Escola de Engenharia da UFMG, ja' foi pro-reitor de Pesquisa e vice-reitor daquela Universidade.
Foi tambem presidente do Centro Tecnologico de MG (Cetec).
Graduou-se em Engenharia Mecanica e Eletrica pela UFMG, obteve o grau de mestrado em Metalurgia e Ciencia pela Coppe/UFRJ e o grau de doutorado pela Ès Sciences Physiques/Universidade de Paris.
Tem curso de aperfeicoamento na George Washington University, EUA, e desenvolveu varios trabalhos em Universidades na Franca, EUA e Japao.
E' autor de cerca de 80 publicações cientificas, orientou 26 teses de Pos- Graduacao e cerca de 50 alunos de Graduacao em iniciacao cientifica.
Coordenou diversos cursos de Metalurgia Fisica e Ciencia e Engenharia de Materiais.
Ministrou ainda cerca de 40 cursos de Extensao Tecnologica em industrias brasileiras.
É membro dos comites editoriais das revistas cientificas Science et Genie des Materiaux (Franca) e Materia (revista virtual latino-americana de Engenharia de Materiais).
Foi membro do Conselho Deliberativo do CNPq, do Conselho Curador da Fapemig, da Comissao de Coordenacao do do Programa de Nucleos de Excelencia (Pronex) e do Conselho da SBPC.
Desenvolveu varios trabalhos como consultor no MCT, MEC, CNPq, Capes, Finep e Fapemig.
Foi eleito recentemente Membre d'Honneur|Membre d'Honneur da Societé Francaise de Metallurgie et de Materiaux (Franca), recebeu a Ordem Nacional do Merito Cientifico do Governo Federal|Ordem Nacional do Merito Cientifico do Governo Federal e diversos premios cientificos como o Premio Fundep e o Premio Brasimet.
(Informacoes fornecidas pela Assessoria de Comunicacao Social do CNPq)(retirado do JC Email SBPC)
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O curso oferece ao participante um entendimento prático através de referenciais científicos e das técnicas que norteiam os procedimentos de intervenção.
Aborda conceitos da inter-relação dos aspectos cognitivo, afetivo e motor, que favorecem o entendimento na comunicação da linguagem corporal.
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* Principais aspectos do desenvolvimento neuro-psicomotores da criança * Condutas motoras de base: Percepção, organização e estruturação temporal, Espacial e rítmo.
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Destina-se
Psicólogos, Pedagogos, Educadores, Assistentes Sociais e Profissionais de áreas afins.
Docente
*Vânia Ramos - Profª de Educação Física; Psicopedagoga; Psicomotricista; Mestre em Gerontologia (PUC).
Status
C/horária 033
Parcela R$.
Nº parcela 3 Total 444,00
Início
Término 09/05/2003
Dia Sex 19 às 22h
Local
Rua 13 de Maio, 733 - Bela Vista - (11) 3262 3256
Para participar deste Programa de Treinamento e Desenvolvimento, é muito simples: basta acessar a PRÉ- RESERVA, selecionar este curso e aguardar nosso contato!
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Literário
MZ
Os outros que aproveitassem obter informações dos defuntos, situação e paradeiro dos antepassados. 0 corvo, através da sua tradução, responderia às perguntas. Os pedidos logo acorreram, numerosos. Zuzé já não tinha quarto, era gabinete. Não dava conversa, eram consultas. Prestava favores, adiava as datas, demorava atendimentos. Pagava-se com tabela: morridos no ano corrente, cinquenta escudos; comunicação com anos transactos, cento e cinquenta; mortos fora de prazo, duzentos e cinquenta.
E aqui entra na história Dona Candida, mulata de volumosa bondade, mulher sem inimigo. Recém-viúva, já ex-viúva. Casou rápido segunda vez, desforrando os destemperos da ausência. Quando recasou, escolheu Sulemane Amade, comerciante indiano da povoação. Não tinha passado tempo desde que morrera Evaristo Muchanga, seu primeiro marido.
Mas Candida não podia guardar a vida dela. Seu corpo ainda estava para ser mexido, podia até ser mãe. Verdade é que, nesse intervalo, nunca foi muito viúva. Era uma solitária de acidente, não de crença. Nunca abrandou de ser mulher.
- Casei. E depois? Preciso explicar o quê?
E nestas palavras, Dona Candida começou sua queixa para Zuzé Paraza. Quando se soube solicitado, o adivinho até adiantou a data da consulta. Nunca tinha chegado uma mulata. Os préstimos de Zuzé nunca tinham sido chamados tão acima.
Não sou qualquer, Sr. Paraza. Como é que me sucede uma coisa dessas?
HAREM-89A-01822
Entrevista
BR
Memória oral dos idosos
Depoimento de Lázara Matos de Camargo
Centro Cultural Três Rios da Secretaria da Cultura
São Paulo, 9 de outubro de 1992
Realização Museu da Pessoa
Entrevista número 12
Transcrito por Mariana Fontes
P - Dona Lázara, nós já conversamos um pouco com a senhora lá na outra sala e já temos algumas informações, mas a gente gostaria de confirmar alguns dados que a senhora já nos deu. O nome da senhora completo, por favor.
R- Lázara de Matos Camargo.
P - Qual a data do seu nascimento?
R- 17/4/24.
P - A senhora nasceu aonde?
R- Tijupá.
P - Estado de São Paulo?
R- Estado de São Paulo.
P - Qual o endereço da senhora hoje?
R- Rua Joaquim Alves Diniz, 704.
P - São Paulo capital?
R- Vila São Francisco, São Paulo.
P - Agora a gente vai tentar lembrar de coisas de sua vida, seu passado e eu queria começar com o seu pai, o nome do seu pai, o nome da sua mãe; quem foram essas pessoas e local de nascimento do pai, da mãe.
Bem. Local de nascimento do meu pai, eu não sei, mas é Estado de São Paulo.
P - E como era o nome dele?
R- Gabriel Tolinho de Matos.
P - E da sua mãe?
R-Francisca Maria da Conceição.
P - E ela nasceu aonde? Também no Estado de São Paulo?
R- Nasceu numa cidade perto daqui, Conchas. Já ouviu falar?
P - Sei, sei. Perto de Laranjal Paulista, Conchas, Tatuí, aquela região. E os avós, a senhora sabe o nome deles, de que local eles eram?
R- O meu avô paterno era Paulino.
P - De onde ele era?
R- Também da mesma região. A minha avó era Ana. Meu avô materno era Salvador, Salvador Teles, este eu estou lembrando. E minha avó materna, Maria Teles.
P - Eram todos da mesma região?
R- Todos.
P - A família já está lá a muito tempo naquela região?
R- É. Eles morreram aqui, mas nasceram e se criaram e casaram, criaram seus filhos lá.
P - Como era a vida lá na cidade em Conchas, quando a senhora era pequena? Como é que se vivia lá, como era sua infância?
Ah, muito feliz, porque criança é sempre feliz, não tem problema, se tem não é da criança, é dos outros, né, então muito feliz, porém pobre, né, mas saudável e feliz.
P - Viviam na cidade ou na roça?
R- Uma hora na roça, outra hora na cidade mas sempre por ali por perto, a gente sempre mudava.
P - Era sítio?
R- Era um pouco no sítio, um pouco na fazenda, outro na cidade, a gente tava sempre mudando, meu pai gostava de mudar. E eu também! Moro três anos numa casa, estou louca de vontade de mudar já.
P - Que beleza!
R- Não mudo porque aqui não tem jeito. Tenho uma casa e tenho vontade de vender e comprar outra, só para mudar. Mudar minha cama, mudar minhas coisas, parece que é tão gostoso na primeira noite que a gente vai dormir, que não tá naquela velha lá, tá na outra.
P - E quando a senhora era pequena gostava quando o pai fazia as mudanças?
R- Gostava. Gostava.
P - E ele trabalhava com o que?
R- Na roça e carpinteiro também.
P - E a mãe da senhora?
R- Minha mãe sempre em casa, cuidando de nós, cuidando de tudo.
P - Eram muitos irmãos?
R- Eram sete.
P - Sete irmãos, homens e mulheres?
R- Bom, não. Sete irmãs e dois irmãos, me lembro bem agora.
P - São nove. Bastante gente. E lá na cidade, a senhora estudou na cidade mesmo, lá em Conchas?
R- Estudava em Fartura. Não em Conchas foi só mamãe.
P - Em Fartura. E qual escola era?
R- Só no Grupo Escolar de Fartura.
P - Ficou lá até que época?
R- Até 50.
P - Casou lá? E Quem era seu marido?
Casei lá. Lázaro Vieira de Camargo.
P - Ele era também da região? Quer dizer, era Lázaro ele, Lázara a senhora...
R- Sim. Os dois nomão feio se ajeitou. O mesmo nome.
P - E como é que foi a adolescência, como é que conheceu o namorado, como é que vivia na cidade?
R- Andando, paras as festinhas, para os bailinhos, cineminha, essas coisa aí. Praça no jardim da cidade, em frente à Matriz.
P - A senhora trabalhava nessa cidade?
R- Não, quase não trabalhava não.
P - Só estudava?
R- É, bom, estudei só um pouco também, mas não fazia muita coisa não. Ajudava minha mãe em casa.
P - E seu marido, quando a senhora casou? Em que época, em que ano?
Eu casei em 1940, 12 de outubro | 1940, 12 de outubro ; Ish, tá perto de fazer 52 anos.
P - Tá pertinho, segunda-feira. E conheceu ele lá na cidade, na praça?
R- Na praça.
P - E como era esse passeio na praça, como era a vida lá na praça?
R- Andando, tomando sorvete, conversando.
P - A senhora falou que sua família lá era um pouco pobre, o seu pai tinha terras? Como é que era, conta isso...
R- Bom, tinha terras, mas você sabe, tendo terras não é rico, porque dinheiro não se tinha, né, então pobre mesmo.
P - O que que ele plantava?
R- Arroz, feijão, milho, batata doce, amendoim, essas coisas aí.
P - E a senhora trabalhava na roça também?
R- Eu ia lá para a roça, mas eu fazia mais é bagunça. Eu era igual moleque.
P - Era igual a que?
R- Moleque. Eu acompanhava o meu irmão, meu irmão muito trabalhador na roça, eu acompanhava ele, tudo que ele fazia de brincadeira e malvadeza, era comigo mesmo.
P - Que tipo de malvadeza a senhora gostava de fazer?
R- Ah, em trilha, assim, tinha um monte de mato, a gente amarrava um negocinho lá, a pessoa passava e caía um tombão. E a gente ficava escondido, eu e meu irmão. Ninguém via, o pai mandou nós cortar capim para as cavaladas lá, nós fomos. Mas chegando lá, meu irmão brigou com outros meninos e aquele facão que meu pai deu para a gente cortar o capim, ele em
vez de cortar capim, começou a brigar com os outros: "É porque eu sou valente, vem aqui" e começou a fazer assim com o facão. Tudo coisa de 11 anos, 12 anos. De repente o facão escapou e foi para o mato. E agora para achar? Ele chorava e chamava eu: "Venha me ajudar!" E eu dava risada, "Você não era valente ué? Como é que você tava fazendo com o facão assim para assustar os outros?" E o medo de apanhar, né, meu pai, ele era...
P - Ele era muito severo?
R- Não, ele quase não...a gente também respeitava muito, né? Meu pai ele segurava, não deixava a gente ir para as festas. Mas eu ia, porque depois que eles dormiam, eu pulava a janela. Eu ia e depois antes de ficar de dia, eu já pulava a janela e dormia. Ficava bem lá dormindo. Mas era só eu, os outros não faziam assim não. Eu e meu irmão que era assim. Hoje eu sou uma pessoa de tanta responsabilidade, pode confiar em mim porque eu tenho mesmo muita responsabilidade. Conto tudo do meu dever, sou até boba de tão honesta, meu irmão também.
P - Mas fazer isso não significava ser desonesta, significava ser esperto, né, para se divertir.
R- É, gostava de pegar faca de ponta e falava para mim: "Quanto você aposta comigo que eu acerto a ponta da faca naquele caldeirão lá?", o caldeirão que estava pendurado. E furava o caldeirão.
P - Nossa!
R- Era malvadeza.
P - E sua mãe, não dizia quando via?
A minha mãe era muito boa. Meu era bravo para nós e para minha mãe também.
P - Era bravo como?
R- Ah, bravo, exigente, queria tudo certinho, a gente não podia fazer coisa errada, mas só que a gente fazia, mesmo assim. Mas a minha mãe, nossa, era um respeito para ele. Mas ele era bom sim, ele era bom. Eu lembro que eu ia nas festas de noite, depois eu vinha aqui montada no pescoço de meu pai, quando eu era pequena, quando cansava. Então era muito bom.
P - E qual eram as festas que a senhora gostava mais?
R- A gente ia em tudo, porque quando tem pouco, tudo que tem a gente vai, né? A gente vai no casamento, a gente ia no batizado, a gente ia no baile, a gente ia na festa junina; de fogueira, de quentão, de tanta coisa; de baile de sanfona, tudo isso a gente ia quando a gente era criança. Depois que fiquei moça eu ia também; mas depois que eu fiquei moça meu pai já não gostava que eu fosse, ele deixava algumas vezes, mas quando ele não deixava eu ia do mesmo jeito! Só se fosse muito longe, mas se fosse perto, não. Esperava todo mundo dormir, depois pulava a janela e ia.
P - E as outras irmãs eram mais calmas?
R- Mais calmas, era só eu que era assim.
P - E essas irmãs também casaram?
R- Casaram, casaram.
P - Lá mesmo no interior?
É, Lá mesmo no interior tem duas, três irmãs que já morreram, uma é mais nova que eu, as outras duas é mais velhas.
P - E seu marido era também da mesma cidade, ele trabalhava em que?
R- Da mesma cidade.
P - E fazia o que, qual atividade?
R- Ele tinha um sítio pequeno, ele plantava as coisas dele.
P - Ah, ele plantava. E quando a senhora casou, foi morar no sítio com ele?
R- Fui morar no sítio com ele.
P - E viveu muitos anos lá no sítio?
R- Uns 20 anos.
P - Como foi que a senhora conheceu o seu marido? A senhora lembra do dia?
R- Ah, o dia não dá para lembrar.
P - Mais ou menos assim, por onde ele andava?
R- Você diz o dia, ou o lugar?
P - O lugar.
R- Ah, o lugar lá da cidade de Fartura, onde a gente se ajuntava, tudo os jovens de um lugar, de outro, era bom, divertido igual hoje, né, gostoso era muito saudável tudo, né?
P - E namorou muitos anos?
R- Não naquele tempo a gente namorava e já logo casava. Acho que eu namorei uns quatro ou cinco meses e já foi o casamento.
P - E como é que foi o casamento?
R- Ah, festa, comida...
P - Conta a festa, tudo o que a senhora lembra deste casamento.
R- Era leitão assado, frango assado, aquele monte de comida. Baile, baile de sanfona, violão, cavaquinho, muito bonito. E o casamento, a gente morava numa chácara pertinho da cidade, né, e nós fomos a pé casar, fomos a pé. Era bem pertinho.
P - Casou na igreja, depois voltou para a casa, para a festa?
R- É, casei na igreja, depois voltei para a casa. A gente ficou só um pouquinho na festa, depois voltei para casa porque a gente já estava com tudo pronto, né? Viajar, lua de mel, isso não era com nós não, porque a gente não podia. Como fazem hoje, hoje os casamentos é mais bonito, apesar de durar pouco.
P - Bom, é preferível então...
R- Apesar de durar pouco, é tudo mais bonito.
P - Outra coisa, lá nesse período que a senhora morou 20 anos, os seus filhos nasceram todos nessa época?
R- Nasceram. Foram um atrás do outro.
P - E quantos filhos foram?
R- Sete.
P - Sete. E quais são os nomes destes filhos?
R- Maria Inês, Maria Teresa, Maria Clara, Maria de Fátima, Ana Maria, Maria
Benedita e José.
P - O mais novo é o José?
R- O mais velho que é o José.
P - Ah, então primeiro veio o filho, depois as filhas. E eles viveram todo o tempo lá com a senhora?
R- Viveram.
P - E nessa época como era a sua vida de casada?
R- Casada?
P - Como era a vida de casada lá no sítio com as crianças?
R- Ah, mais ou menos, sabe, não era boa como no tempo de minha mãe e meu pai; quando eu casei já não...Dava para a gente viver.
P - A senhora não era apaixonada por seu marido?
R- Era, mas depois ele começou a beber aí acabou todas as paixão, pulou tudo pela janela.
P - Ele fazia que tipo de trabalho?
R- Trabalhava em roça, plantava as coisa, ele é trabalhador sim, dessas coisas aí não podia me queixar, amoroso com as crianças, mas tinha mania de beber, então já não era muito bom.
P - Era perto da cidade onde a senhora tinha o sítio?
R- Era bem perto.
P - E as crianças estudavam?
R- As crianças estudavam. Ia a pé para a cidade.
P - Então era bem perto. Porque a senhora saiu de lá depois desses anos todos?
R- Porque a minha mãe depois mudou para São Paulo, a minha irmã; fiquei com vontade também.
P - Nessa época a senhora já era viúva, ou não?
R- Ainda não.
P - Ele veio também?
R- Veio mas depois foi embora. Foi embora e deixou nós aqui.
P - Aí ficou a senhora com os filhos aqui. E já eram crianças grandes aqui.
R- Já. Era pouca coisa um mais velho que o outro. Cresceu quase de uma vez, casou um atrás do outro também.
P - A senhora veio morar em São Paulo onde?
R- No Bairro do Limão.
P - Que ano a senhora chegou no Bairro do Limão?
R- Em 60.
P - E ficou muitos anos no Bairro do Limão ou não?
Em 68 eu fui para Osasco.
P - Quando o seu marido foi é que foi que a senhora fez para viver?
R- Trabalhava de dia e de noite.
P - A senhora tinha trabalhado antes?
R- Já, mas não tanto. Trabalhei muito, muito mesmo.
P - Que tipo de trabalho a senhora fazia?
R- Eu trabalhava numa lavanderia, mas eu fazia faxina. Depois mudei, fui trabalhar numa pensão também fazendo faxina. Tudo o meu trabalho era esse.
Aí depois eu trabalhava assim, mas eu tinha um trabalho na Vinte e Cinco de Março, ali num prédio 959 o número do prédio. Ali eu trabalhava e o prédio era inteirinho de comércio eu saía do meu trabalho e vinha trabalhar a noite ali, o comércio ia embora aí eu limpava a escadaria. Além da escadaria, tinha um moço bailarino que morava naquelas quitinete, ali era época do comércio mas tinha umas quitinete, coisinha assim pequenininho, ele pedia para mim limpar, eu ganhava mais um pouquinho dele, ganhava um salário mínimo na limpeza, assim que eu fui fazendo.
P - E as crianças ficavam com quem?
R- Eles ficavam com eles mesmo.
P - E alguns já trabalhavam para ajudar a casa?
R- O mais velho, trabalhava muito já logo aprendeu a trabalhar de funileiro, foi trabalhar na Carroceria Graça lá na Vila Leopoldina, me ajudou bastante. E tinha uma menina que era mais velha aquela lá cuidava da casa, cuidava das crianças, levava as crianças na escola, buscava, depois ia para o ginásio de noite.
P - Era duro!
R- Era, mas...
P - A senhora vinha do Limão para trabalhar...
R- Nas Perdizes.
P - Vinha como, como é que a senhora fazia, tinha ônibus?
R- Ônibus. Descia na Barra Funda.
P - Sábado e domingo o que a senhora fazia?
R- Uh, imagina. Lavava roupa, hoje que é uma festa. Marina me conheceu lá no bairro, hoje chama Vila Lapa. Mas nos tempos que as criança...só trabalhava. Sábado e domingo eu limpava a casa, eu lavava a roupa. No mesmo prédio que eu trabalhava lá na Vinte e Cinco de Março, tinha umas fábricas de lenço, uns lenço fininho de náilon, sobrava muito aqueles pedacinho eu levava para fazer acolchoado para as crianças, para as crianças não passar frio. E também levava as camisas do menino que era bailarino para lavar e passar em casa, para mim trazer para ele para ganhar um pouquinho mais.
P - A senhora arrumava formas de...
P - E a sua mãe e a sua irmã, onde é que estavam nessa hora?
R- Também na mesma rua que eu, pertinho. Minha mãe dava uma mão, às vezes tinha que levar criança para tomar vacina, essas coisas. E sabe quem me ajudou também? O Juizado de Menor.
P - Sim, porque a senhora ficou com as crianças menores.
E que que ele fazia? Me dava dinheiro mensal, ia receber lá em Pinheiros, na Rua Fradique Coutinho.
P - Mas a senhora recebia pensão do seu marido ou era pensão do juizado?
R- Do juizado.
P - E seu marido foi parar onde?
R- Meu marido abandonou nós.
P - E onde ele foi?
R- Foi para o mesmo lugar que morava, Fartura.
P - E a senhora nunca mais viu?
R- Aqui trabalhei, consegui aposentar e graças a Deus, hoje não tenho problema nem de saúde nem nenhum.
P - E ele nunca mandava pensão para ajudar os meninos?
R- Não, nunca.
P - Por isso que a senhora recebia do juizado.
R- Por isso que eu recebia do juizado. Então eu recebia de quatro criança na mão, cada uma que fazia 14 eles cortavam, assim foi. Depois quando ficou a outra que não tinha 14 ainda eu fui lá e disse: "agora não vou mais receber não". Não quis mais.
P - Porque?
R- Por que já estava só uma, ia ficar pouquinho, não vou receber mais não. Mas eu não lembro quanto era de dinheiro, mas dava para mim comprar alguma coisa, já ajudava.
P - Quando a senhora foi morar em Osasco, os filhos já estavam grandes?
R- Estavam grandes.
P - Mas solteiros ainda?
R- É, solteiros, estavam grandes; não, já tinha uma casada. Lá eu morei um tempo, depois eu mudei para cá.
P - Lá em Osasco a senhora trabalhava também?
R- Trabalhava, nunca deixei de trabalhar.
P - Fazendo o que, nessa época?
R- Limpeza.
P - Lá mesmo em Osasco, ou vinha fazer em São Paulo?
R- Na cidade, nas Perdizes mesmo.
P - De Osasco a senhora foi morar onde?
R- Eu fui morar na Vila de São Francisco.
P - E hoje a senhora mora lá com a família ou mora sozinha?
A família. Com duas filhas.
P - São solteiras?
R- São. Ah, trabalhei também de 70 a 80, eu trabalhei de motorista de uma mulher. Ela tinha carro e ia trabalhar, entrava sete horas na Penha. Eu ia levar ela de madrugada para ficar trabalhando, de noite eu ia buscar. O marido dela morreu no carro junto comigo. Já passei tudo isso na vida.
P - Como foi?
R- Eu levava ela todo dia, mas ele não sei, gostava de ir também, levantava cedinho e ia junto; porque nenhum do dois guiava e ela já estava quase na hora de aposentar. Aí eu deixei ela, ela trabalhava numa pastelaria, então tinha que entrar muito cedo, deixei ela e depois viemos. E ele estava sentado atrás e ela sentada comigo, mas quando eu deixei ela eu falei: "Ah, senta aqui para frente, né, Seu Irineu, porque senão fica parecendo que eu sou chofer de praça". (riso) Parece que foi Deus que mandou eu fazer isso porque ele desceu e sentou na frente comigo. Mas depois ele estava aqui do meu lado e fazia com esta mão assim, na minha perna; aí eu pensei mal dele, ele ficou, aí eu olhei o rosto dele e ele estava com a cabeça baixa assim e caindo baba. O homem estava morrendo! Ainda tinha neblina, era muito cedinho. Vim correndo para o Hospital Municipal do Tatuapé, ali na Celso Garcia e socorreram ele e tudo, mas...aí então tive que explicar tudo para
a patroa.
P - Ah sim...
R - Mas aí depois eles viram, né, tinha que morrer naquela hora e estava no carro comigo.
P - Alem desse trabalho como motorista a senhora teve outros trabalhos diferentes?
R- Não. Depois disso eu não trabalhei mais.
P - E lá na Zona Leste, essas duas filhas solteiras, a casa é da senhora, é delas?
R- É nossa.
P - É de vocês. A senhora parou de trabalhar quando? Faz muito tempo?
R- Faz tempo. Eu parei de trabalhar que eu comecei de trabalhar como motorista, né, eu ganhava mais ou menos; mas eu continuei pagando o INPS;
quando eu fiz 65 anos aposentei, aí não trabalhei nunca mais.
P - Como é que é sua vida desde então? Melhorou, piorou?
R- Melhorou.
P - É? O que a senhora faz todo dia?
R- Nada.
P - Nada? Como é não fazer nada?
R- Corro atrás das coisas, hoje eu fui lá na Rua Augusta atrás de um inventário de uma propriedade no interior.
P - Faz quanto tempo que a senhora está aposentada?
R- Desde... Três anos.
P - Aí acorda vai ver uma conta, vai ver outra?
R- Isso, vou pagar conta, vou pagar conta de telefone, vou lá levar para registrar o inventário, porque só agora que saiu o inventário. Fui no banco, fui em um banco, depois fui em outro banco. Essas coisas assim, né? Domingo eu vou na Penha dançar, naqueles bailes lá no Círculo dos Trabalhadores.
P - A senhora faz parte desse grupo de pessoas idosas?
R- Faço.
P - E tem muitas festas, muitas atividades?
R- Tem, tem festa junina, tem festa baile do Havaí todo ano em novembro; tem viagem, excursão.
P - A senhora já fez alguma viagem com o grupo?
R- Eu fui em Aparecida, só uma vez. Não viajo muito não.
P - Gostou da viagem?
R- Gostei. Sempre gosto de lá.
P - O grupo é interessante?
R- Ah, é! É tudo a mesma coisa, é tudo a mesma da mesma família.
P - E são muitos?
R- Ah, nem dá para saber quanto.
P - E a sua família, como está agora?
R- Bem, com saúde.
P - Tem muitos netos?
R- Tenho, até perdi a conta já. 14 ou 15.
P - Nossa! Muitos netos. Bisnetos, não?
R- Bisneto também tenho. Deixa eu ver, tenho...acho que eu tenho seis.
P - Seis bisnetos? É bastante gente.
P - Dona Lázara, a senhora lembra qual foi a coisa na sua vida que mais lhe marcou?
R- Lembro.
P - Que que foi?
R- É que eu tinha um namorado chamado Alfredo...que eu nunca amei ninguém na minha vida, homem, né, igual aquele lá. Antes do homem que eu casei. E ele, na última vez que eu vi, ele cutucou uma varinha e tirou umas folhinhas e deu para mim. Podia ter trazido, eu tenho a varinha.
P - Ainda tem a varinha?
R- Tenho, mas tá meio pó.
P - Porque a senhora não casou com ele, o que aconteceu?
R- Não sei, acho que meu irmão atrapalhou. Mas eu amo até hoje, se eu ver acho que eu agarro! (riso)
P - E ele anda por onde? Não procurou descobrir não?
R- Também! Tem dias que dá uma vontade de botar a boca no trombone, porque às vezes tá casado, tá velhinho, tá tudo, né, porque ele é mais velho que eu uns cinco anos; cinco não, uns quatro.
P - E a senhora nunca deixou de pensar nele?
R- Nunca, nenhum dia. Então essa varinha me marcou, me marcou, me gravou, me filmou, me tudo. Não esqueço nunca; mas é uma saudade bonita, gostosa. Uma coisa que não tem cura, né? (fim da fita)
P - A senhora não tem idéia de onde ele vive, nada?
R- Ah, quando ele separou, né, foi para Marília. Mas como é que vou bater de porta em porta lá? Mas ele era muito bonito também, mas só que ele era meio preto.
P - E foi por isso que seu irmão atrapalhou? Como é que foi isso, a senhora lembra?
R- Não, não é por isso não porque meu irmão também gostava da irmã dele. A irmã dele não quis o meu irmão e meu irmão começou a brigar forte, a chutar cadeira, né, de não sei que, mas era de despeito porque a irmã dele o desprezou, então ele achava que não era justo, né, deve ser isso...não estou gostando de falar muito nisso não.
P - Este tempo passou...
R- Ah, é? Eu falo sinto bem, eu falo, acho gostoso de lembrar, as minhas filhas falam para mim: "Porque você não vai para o Silvio Santos e pede na Porta da Esperança?" Já assistiu? Então: "Porque não vai lá e acha o seu
amado, nem que seja velhinho."(riso)
P - E as suas filhas sabem?
R- Claro que sabem!
P - E seu marido sabia?
R- Não! Mas as filhas sabem, também porque também ele já não vive mais, então deixa saber, ué. Não tem mais problema!
P - Agora me diga uma coisa, para a senhora mudar o assunto: lá na sua cidade tinha estação de rádio, ouvia rádio?
R- Não. Tinha um...alto falante. Hoje acho que tem.
P - Mas na época era auto falante, que ficava na praça.
R- É, punha disco lá, cantava.
P - E outra coisa, tinha jornalzinho, tinha revista, almanaque? O que que a senhora lia mais, almanaque, revista?
R- Tinha. Revista. E ficava admirando aquelas moças bonitas que tinha na revista, que tinha vontade ser igual elas.
P - E almanaque, tinha também?
R- Tinha, Almanaque do Pensamento.
P - Como era Almanaque do Pensamento?
R- Não me lembro mais, sei que achava coisa da vida da gente, também achava de agricultura, também achava isso. Signo, não sei que lá mais, que nasceu em tal dia, tal coisa, não me lembro muito bem. Tinha também sobre agricultura, quando que planta, quando que colhe, que lua, essas coisas. E tinha o jornal.
P - E dessa época, quando a senhora namorava ele, tem alguma música que a senhora lembra, que marca?
R- Tem.
P - Então, qual é a música?
R- Do Tonico e do Tinoco, cantava lá no alto falante.
P - Como era a música?
R- Não era Tonico e Tinoco não, era...como é que era? "Sertanejo se eu pudesse, se papai do céu me desse um espaço para eu voar/Eu corria, eu corria, acabava com a tristeza só para não te ver chorar" É assim? "Saudade do Matão" também, essa daí, mas a que mais é a "Sertaneja".
P - E outra coisa: qual é o maior sonho da senhora hoje?
R- O meu sonho, ah, quero ter um carro, que eu não tenho.
P - E não é encontrar o seu ex-namorado?
R- Não, isso eu já desisti; ele pode ter uma família, pode não dar certo, né, porque se for uma pessoa como eu, entende, não fica com raiva, faz amizade até. Mas nem todo mundo são iguais, né? A gente não pode, não é preso. Porque se eu estou velhinha, ele também está e a mulher dele também deve estar; então é normal, se eu correr atrás de um velhinho, tem outra velhinha para ficar com ciúmes. Mas agora fosse eu, eu entedia. Bom, também não sei porque...
P - Se a senhora tivesse que dizer alguma coisa para as pessoas, para os seus filhos, seus netos, seus bisnetos, para a geração mais nova que a senhora, o que que a senhora diria para eles hoje?
R- O que eu diria ou o que que eu digo toda hora?
P - Ou o que a senhora diz toda hora, melhor ainda.
R- Que fuja da má companhia, que fuja das droga; que nem converse com gente estranha, que não pegue nem um doce, nenhuma bala na porta da escola. É isso que eu falo para todos os jovens; para os meus e para os dos outros, é isso que eu falo.
P - Agora, me diga mais uma coisa: a senhora acha que foi importante ter registrado a sua história de vida hoje, aqui fazer esse depoimento?
R- Acho, né, porque faz muito tempo que eu não converso assim com ninguém. Porque eu não converso com ninguém; eu não converso com ninguém, nem com vizinho, com ninguém. Então eu achei bom. Mas, sabe, não tem quem pergunte nada para mim, né? Só os netos que perguntam umas perguntinhas, eu respondo; às vezes nem espera eu dar a resposta e sai correndo. Então eu não converso. Só às vezes, quando eu encontro a minha irmã, então a gente conversa bastante, a gente sai junto, do contrário, ninguém conversa comigo. Eles, as vezes conversam e eu vou conversar também e meu papo é diferente, não interessa para eles, né, mas com os meus netos e com os amigos dos meus netos, eu falo quase todo dia, assim que eu tenho chance, eu estou dando conselho e falo: "Ainda não estou com 100 anos, mas eu já vivi 100 anos". Já sofri muito, tenho muito experiência, sou muito experimentada, muito sofrida, né, parece que eu tenho 100 anos de vida.
P - Que que a senhora, hoje, depois desses 100 anos de vida, o que a senhora, se pudesse mudar alguma coisa na sua vida, o que a senhora mudaria?
Que que eu mudaria? Só queria ter aquilo que falei para você, eu queria um carro, mas parece não dá para comprar, juntar dinheirinho, mas nunca que chega lá que dá, porque eu nunca tenho a quantia, o carro está lá mais para cima, então...
P - A senhora gostaria de dizer mais alguma coisa para a gente gravar?
R- Não sei, você que sabe, o que quiser perguntar, eu respondo.
P - Tem alguma coisa que a senhora acha importante?
P - O que o seu coração esteja com vontade de dizer mais alguma coisa?
R- Por exemplo, eu posso fazer pergunta, assim? O que que tem aqui nessa casa?
P - Aqui nesse prédio? Ah, tem atividades as mais variadas, tem cursos para músicos, para teatro, bailarino, tem vários cursos.
R- Ensina a dançar?
P - Ensina a dançar, inclusive tem um curso para terceira idade que ensina a dançar tango.
R- E a gente consegue aprender?
P - Consegue, a senhora tem vontade de fazer?
Eu tenho vontade de aprender a dançar direitinho.
P - Dona Lázara, muito obrigada pela ajuda, pelo trabalho da senhora e até uma outra ocasião.
R- Desculpa aí viu?
P - Não, nós é que agradecemos.
HAREM-26B-06553
Expositivo
CV
História
As ilhas de Cabo Verde foram descobertas por navegadores portugueses em Maio de 1460, sem indícios de presença humana anterior. Santiago foi a ilha mais favorável para a ocupação e assim o povoamento começa ali em 1462.
Dada a sua posição estratégica, nas rotas que ligavam entre si a Europa, a África e o Brasil, as ilhas serviram de entreposto comercial e de aprovisionamento, com particular destaque no tráfego de escravos. Cedo, o arquipélago tornou-se num centro de concentração e dispersão de homens, plantas e animais.
Com a abolição do comércio de escravos e a constante deterioração das condições climáticas, Cabo Verde entrou em decadência e passou a viver com base numa economia pobre, de subsistência.
Europeus livres e escravos da costa africana fundiram-se num só povo, o caboverdiano, com uma forma de estar e viver muito própria e o crioulo emergiu como idioma da comunidade maioritariamente mestiça.
Em 1956, Amílcar Cabral criou o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), lutando contra o colonialismo e iniciando uma marcha para a independência. A 19 de Dezembro de 1974 foi assinado um acordo entre o PAIGC e Portugal, instaurando-se um governo de transição em Cabo Verde. Este mesmo Governo preparou as eleições para uma Assembleia Nacional Popular que em 5 de Julho de 1975 proclamou a independência.
A demarcação cultural em relação a Portugal e a divulgação de ideias nacionalistas conduziram à independência do arquipélago em Julho de 1975. Em 1991, na sequência das primeiras eleições pluripartidárias realizadas no país, foi instituída uma democracia parlamentar com todas as instituições de uma democracia moderna.
Hoje Cabo verde é um país com estabilidade e paz sociais, pelo que goza de crédito junto de governos, empresas e instituições financeiras internacionais.
Geografia
Situadas a 455Km da Costa Africana, as dez ilhas e os oito ilhéus do Arquipélago de Cabo Verde, estendem-se por cerca de 4033Km2 e foram formadas pela acumulação de rochas, resultantes de erupções sobre as plataformas submarinas.
O arquipélago tem, de uma forma geral, um aspecto imponente e majestoso. Algumas ilhas são áridas, mas noutras a vegetação é exuberante, tropical.
Os ventos Alísios vindos do Continente Africano, dividem o país em dois grupos, o de Barlavento constituído por S. Vicente, Sal, S. Nicolau, Santo Antão, Boavista e Santa Luzia e o de Sotavento pelas ilhas de Santiago Maio Brava e Fogo. O relevo da maior parte das ilhas é acidentado, com altitudes que ultrapassam os mil metros em algumas ilhas atingindo mesmo cerca de 2.830 metros na ilha do Fogo. As três ilhas mais orientais, Sal Maio e Boavista, têm um relevo mais plano e um clima mais árido por estarem expostas aos ventos secos e quentes do Sahara.
HAREM-56H-02765
Jornalístico
PT
Escutismo distingue Câmara de Santo Tirso
O Corpo Nacional de Escutas (CNE) atribuiu ontem à Câmara de Santo Tirso o diploma de Mérito Nacional, a sua mais alta distinção, pelo «apoio incondicional da autarquia ao escutismo no concelho».
A atribuição desta distinção surge no âmbito das comemorações dos 75 anos de existência do Movimento Escuteiro de Portugal, cujas festividades decorreram durante o mês de Dezembro.
«A Câmara de Santo Tirso tem apoiado, incondicionalmente e desde sempre, o escutismo no concelho, criando melhores condições para que os Agrupamentos de Escuteiros|Agrupamentos de Escuteiros|Agrupamentos de Escuteiros existentes no município façam chegar às escolas e aos jovens locais os seus inúmeros projectos educativos», sublinhou fonte da CNE.
HAREM-381-08104
Web
PT
Figuras da Ciência em Portugal
Figuras
Egas Moniz
Egas Moniz (1874-1955), natural de Avanca, formou-se em medicina (1899), manifestando de princípio grande interesse pela actividade política. Em 1903 foi eleito deputado pelo Partido Progressista. Lutou contra a Ditadura de João Franco|Ditadura de João Franco, tendo participado na tentativa golpista de 28 de Janeiro de 1908. Após a implantação da 1ª. Republica (1910-1926), aderiu ao novo regime, tendo comabtido ao lado de António José de Almeida no Partido Evolucionista. Em 1916 formou o Partido Centrista de vida efémera.
Em 1917 entra para o Governo populista de Sidónio Pais, exercendo os cargos Ministro dos Negócios Estrangeiros, embaixador de Portugal em Espanha, e depois o de presidente da delegação portuguesa à Conferência de Paz, em Paris, no final da I Guerra Mundial (1914-1918). Foi ainda o obreiro no restabelecimento das relações diplomáticas de Portugal com o Vaticano.
Foi professor das Universidade de Coimbra e de Lisboa, onde regeu a cadeira de Neurologia. Realizou pela primeira vez a angiografia cerebral do homem, contribuindo com estes exames radiológicos, para o diagnóstico de tumores cerebrais e para os progressos de neurocirurgia. A primeira descrição desta operação aparece na sua obra "Diagnostic des Tumeurs Cérébrales et l`Épreuve de l`Encephalographie artérielle ", obra publica em Paris (1931).
Foi ainda o notável criador de uma nova forma de cirurgia cerebral - a leucotomia pré-frontal. Em reconhecimento dos seus méritos científicos, em 1947, foi-lhe atribuido o Prémio Nobel Medicina e Fisiologia.
Entre as suas numeras obras destacam-se: Vida Sexual (1900), onde dá conta das modernas teorias europeias, nomeadamente da psicanálise de S. Freud; As Bases da Psicanálise (1915), O Conflito Sexual (1922), Conferências Médicas (quatro volumes), Júlio Dinis e a Psicanálise (1920), A Necrofilia de Camilo Castelo Branco (1925), Confidências de um Investigador Científico (1949), A Nossa Casa (1950).
Carlos Fontes
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v A campanha da Tioccha, ofereceu 1.000.000$00 para os recursos gerais da UNICEF.
v A acção da Portugal Telecom resultou em 10.000.000$00 para o Kosovo.
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Jornal Bom Dia - O diário do Médio Piracicaba Maguila participa do Casseta & Planeta O ex-boxeador Adílson Maguila gravou na terça-feira uma participação especial no quadro Mundo Bombado, do programa Casseta & Planeta Urgente!.
Maguila interpretou Dr. Maguilovitch, um psicanalista que cura Maçaranduba (Claudio Manuel) de um um princípio de depressão detectado por Montanha (Bussunda).
Depois de muito esforço, o doutor faz uma regressão em Maçaranduba, que resolve sua crise existencial e volta a ter a sua velha agressividade Mudanças no Megatom O diretor Aloysio Legey deixou o comando do Megatom para cuidar dos especiais de fim de ano da Globo.
Mario Lúcio Vaz, diretor da Central Globo de Controle de Qualidade assumiu a supervisão do humorístico.
Note & Anote: pressão Continua baixa a audiência do Nota & Anote.
Como prevíamos, a entrada de Claudete Troiano não provocou uma melhoria nos índices, que continua estacionado nos 4 pontos.
Acontece que a Record está pagando um salário de R$ 300 mil para a experiência apresentado, e espera o retorno.
Para piorar, muitos espectadores querem a volta de Cátia Fonseca.
Claudete afirma que está tranqüila, mas a pressão sobre ela é cada vez maior.
Ministério da Justiça recua Os censores de Zé Gregori elaboram um ofício advertindo a Rede Record por causa da exibição do filme Fogo contra Fogo em horário impróprio no último domingo.
Entretanto, o Ministério da Justiça decidiu não enviar o ofício para a emissora.
Aparentemente, censores e chefes do ministério não estão falando a mesma língua.
Vale destacar que o PSDB vinha negociando um acordo com a Igreja Universal. Melhor resolução 800x600 16 bit's © copyright 2000, Jornal Bom Dia Todos os Direitos Reservados
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Mosteiro São Geraldo de São Paulo
Segunda fase de nossa história A segunda fase da história de Itapecerica que se costuma identificar estende-se desde a vinda dos colonos alemães, em 1828, até nossos dias.
Esta fase pós 1828 é tida como um processo de recolonização, uma nova fundação que teria redirecionado a história para os dias atuais.
A valorização dessa fase histórica é reforçada pela falta de documentação sobre a fase anterior.
Mas este hiato histórico é questionado pelo geógrafo Pasquale Petrone, que argumenta existir, ainda na década de 1960, fortes traços herdados de uma cultura indígena, especialmente nas atividades agrícolas (Corrêa, 1999, p.
16).
O antigo aldeamento foi então transformado em colônia e os alemães ocuparam uma localidade denominada quilombo.
Mas, novamente, as características paisagísticas de Itapecerica, com matas cerradas e relevo acidentado, mostravam-se mesmo mais adequadas para abrigar negros refugiados em quilombos do que para colonos europeus.
Assim, a maior parte dos colonos alemães acabou deslocando-se para Santo Amaro.
Em 1841, a colônia foi elevada à categoria de Freguesia de Itapecerica pela Lei Provincial no 12, excluindo-se assim da jurisdição da Vila Piratininga e incluída na jurisdição da recém-criada Vila de Santo Amaro, à qual ficou subordinada por 36 anos.
Em 08 de maio de 1877, a Lei Provincial nº 33 eleva Itapecerica à categoria de Vila, atribuindo-lhe emancipação política e administrativa e, desmembrando-a da então de Santo Amaro.
Mas essa emancipação não apagou ainda os sinais de decadência que ainda marcavam Itapecerica desde a expulsão dos jesuítas.
Estrada de Itapecerica, sem número - Bairro da Ressaca Itapecerica da Serra,SP - Brasil Tel.
: (0xx11)>7947-1378 Fax: (0xx11 )7947-1143 E-mail: csj@csasp.g12.br
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Jornalístico
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México prende assessor de deputado do PRI
Das agências internacionais
A polícia mexicana prendeu ontem um funcionário da Câmara por suspeita de envolvimento no assassinato do secretário-geral do Partido Revolucionário Institucional (PRI, governista ), José Francisco Ruiz Massieu, 48, ocorrido quarta-feira na Cidade do México.
Fernando Rodríguez González, assessor do deputado Manuel Mu¤oz Rocha, do PRI, teria hospedado o assassino na capital enquanto o crime era preparado.
Rodríguez foi implicado por Daniel Aguilar Treviño, 28, que foi preso em flagrante minutos após o crime e confessou ontem.
Aguilar que "não fuma, não bebe e é analfabeto", segundo a polícia disparou contra Ruiz com uma submetralhadora Uzi na avenida Paseo de la Reforma (centro).
A arma travou após o primeiro tiro, que atingiu Ruiz no pescoço.
Vinte pessoas já foram detidas sob suspeita de envolvimento no atentado.
Carlos Angel Cantú Narvaez seria quem contratou Aguilar para cometer o crime, por 50 mil pesos (US$ 15 mil), e teria estado com ele no momento do assassinato.
Outra hipótese levantada ontem é a de vingança pessoal.
Rubio foi condenado a partir de investigação ordenada por Ruiz, então governador de Guerrero.
Pesquisa de opinião publicada ontem pelos jornais "Reforma", da capital, e "El Norte", de Monterrey, diz que 29% dos entrevistados acreditam que Ruiz foi morto por ordem da "velha guarda" do PRI (no poder desde 1929).
Para 72%, o crime está relacionado ao assassinato de Luis Donaldo Colosio, candidato presidencial do PRI, em 23 de março.
Dos 920 entrevistados, 15% culpam os cartéis do narcotráfico e 14% responsabilizam o presidente Carlos Salinas de Gortari ou alguém próximo a ele.
A hipótese de envolvimento dos cartéis da droga está relacionada ao fato de um dos irmãos de Ruiz, Mario, ser o subprocurador-geral da República encarregado do combate ao narcotráfico.
Os 299 deputados eleitos pelo PRI para a próxima legislatura escolheram ontem Humberto Roque Villanueva para substituir Ruiz como líder da bancada.
Em Brasília, o Itamaraty divulgou mensagem enviada a Salinas pelo presidente Itamar Franco, "repudiando mais esse ato de violência absurda".
HAREM-364-04850
Jornalístico
BR
Macho man
O mercado para modelos masculinos tem sido um tópico levantado com frequência por leitores, como Giuliano Figueiredo Curcio, de Bom Jesus (RJ).
Alguns têm intenção de entrar neste mercado, outros apenas por curiosidade.
Atualmente o top dos tops é Marcus Schenkenberg, que foi apresentador oficial do The Look of the Year este ano, que chega a cobrar US$ 30 mil por desfile e de quem falaremos brevemente em um The Look.
Bebê??
Eu hein
Nunca uma suposta gravidez foi tão comentada.
A top Niki Taylor poderia estar esperando um filho do jogador de futebol Matt Martinez, o que cancelaria seu milionário contrato com a Cover Girl (já uma das cláusulas prevê este rompimento, em caso de bebê à vista).
Ninguém confirma ou desmente nada, já que Niki é uma das tops mais reclusas do mundo da moda.
Polivalente
Quem achava que depois de abandonar as passarelas, Iman só se dedicaria ao maridão David Bowie, se enganou redondamente.
Além de ter lançado recentemente sua linha de produtos de beleza para mulheres escuras, a sempre top logo estará nas telas.
Negócios à parte
O caso Simpson não complicou muito a vida da modelo Paula Barbieri, que namorava O. J. até o momento do assassinato de sua ex-mulher.
Ela está bem à vontade nas páginas da Playboy americana de outubro.
Já O. J., a história é outra.
Fim da história
A companhia de cosméticos Elizabeth Arden não pode mais contar com o rosto bonito de Vendela em suas campanhas.
O contrato de seis anos que ligava as duas partes expirou e não foi renovado.
Sld out
A entrada de Vanessa Williams movimentou o caixa do musical ``O Beijo da Mulher Aranha'', para melhor.
Com Chita Rivera, a lotação do Bradhurst Theater ficava em 70% de sua capacidade.
Com Williams, é todo dia 100%.
O produtor Garth Drabinsky tem a resposta. ``
Vanessa é a responsável.
Ela tem uma legião de seguidores''.
Uma mulher de visão
Além de ter lançado recentemente um novo perfume, Femino, a estilista italiana Alberta Ferreti voltou aos noticiários ao comprar toda uma vila italiana medieval: Montegridolfo.
Por que não eu?
A atriz e cantora Cher se fez esta pergunta e resolveu lançar então seu catálogo de compras.
``Sanctuary estará disponível a partir de janeiro e oferecerá móveis, roupas, jóias, porcelanas e muitos outros produtos, sempre com o aval do controle de qualidade de Cher.
Mais que Mercedez
Faz sete anos que Claudia Schieffer foi descoberta para o mundo, enquanto dançava em uma discoteca em Dusseldorf, na Alemanha, seu país natal.
Schieffer é um dos melhores exemplos de que a carreira de modelo, quando bem administrada, pode durar.
Sete anos não é pouco e manter o frescor que esta top mantém é tarefa das mais árduas.
Seu grande mérito é não ter perdido a simplicidade que herdou de sua família de classe-média ou o carinho que tem por ela.
Mesmo quando dá declarações do tipo ``compro sapatos em Milão, roupas modernas em SoHo, e lingeries em Saint Germain-des-Près'' não é sinal de arrogância, mas ingenuidade de menina, a mesma que manifesta quando diz que ``não gasta muito no seu figurino, pois usa e guarda suas roupas durante muito tempo''.
Sobre sua carreira profissional é até bobagem falar.
Depois da primeira sessão para a ``Elle'' francesa, em outubro de 1987, sob as lentes de Walter chin, a bela alemã nunca mais foi poupada.
HAREM-785-04076
Entrevista
PT
E como eram as instalações?
Pobríssimas.
Aquela faculdade que eles têm ainda fui eu que a constui, concorri para o PRODEP e ganhei. Já era professor na universidade do Minho, mas depois era jubilado trabalhava lá e aqui e como morreu o director de lá e, na altura, pediram-me para ficar por dois anos, estive que ficar oito anos, porque meti-me no PRODEP até que aquilo acabasse estive lá.
E como veio para a universidade do Minho?
Quando se fundou a universidade do Minho, o professor Lloyd Braga formou a comissão instaladora. E eu pensava em cumprimentá-lo, eu era do outro lado, mas queria cumprimentá-lo porque eu fiquei contente quando ouvi eles a anunciarem, porque tudo o que é cultura é bom para uma nação. Com espanto meu, é ele que lá me vai visitar. Estivemos lá 1hora a falar e tal, e depois estava eu a dar aulas no Porto e recebo um telefonema da secretária que o reitor precisava urgentemente de falar comigo, - "Olhe é impossível, porque eu estou aqui no Porto, dou aulas de manhã e de tarde, é um dia por semana, portanto só amanhã é que lé poderei ir." Eu julgava até que era para me dar os parabéns porque eu nesse dia fazia anos. Com grande espanto meu, diz-me assim o Lloyd Braga: "Eu estava esta manhã a tomar banho e disse, eu vou convidar o professor Lúcio Craveiro." , "Está bem! Dê-me uma semana para pensar.". E ao fim da semana eu disse que sim, e portanto, passei para cá. Depois convidou-me para vice-reitor. Entretanto, ele tem que ir para Lisboa para construir a Universidade Nova, fica o professor Romero e eu. O professor Romero, que ainda vive, está muito doente, é quem devia ser o reitor. Mas o ministro tinha tido uma pega com ele em Lourenço Marques e não quis nomeá-lo. O que eu levei muito a mal. A organização da universidade foi ele que a ideou, estar em faculdades com está, foi o professor Romero. E acontece que o ministro não o queria para reitor. O professor Romero sabendo disso pediu um destacamento e fiquei eu sozinho. O ministro mandou-me chamar, "O senhor será o reitor em Braga.". Eu disse: "Oh senhor reitor vamos ver." , "Não, porque eu nomeio-o." , "Pois aí é que está o problema. É que eu não aceito ser reitor sem consultar a universidade.". Por isso é que eu sou o primeiro reitor eleito. Acho que na vida universitária o reitor tem de ser uma pessoa que a universidade aceite e que a universidade possa escolher, porque ela é que sabe o que precisa. Era a tradição antiga das universidades. Estivemos três quartos de hora a discutir, mas eu não. Ele não lhe convinha ir buscar outro porque já estava só eu, não tinha muito por onde escolher na altura e acabou por ceder. Acabou por ceder, isto foi a fins de Outubro, fins de Novembro, mandei para lá os resultados. Só no dia 17 de Dezembro é que apareceu no Diário da República.
De que ano?
Foi em 1981, mas só tomei posso em 1982, em Janeiro, porque tinha que tomar posse no prazo de um mês e como no prazo de um mês era ao domingo, ia ser a 17 de Dezembro porque saiu no Diário da República a 17 de Dezembro, então contava-se o dia seguinte. E depois outra questão foram os vice-reitores. Ele queria impôr dois vice-reitores amigos dele, mas um era especialista em Pedras o outro era especialista em Química, e eu disse: "Oh senhor ministro desculpe, mas não. Eu preciso é de engenheiros porque é para construir a universidade, para Humanidades estou eu para Filosofia. Preciso é de pessoas que me possam ajudar na construção. E então, acabou por ir o Machado dos Santos e João de Deus Pinheiro, que foram reitores a seguir, foram os meus vice-reitores, precisamente porque eu não sou engenheiro, era preciso construir, é preciso saber os planos.Estive três anos até ao limite da idade. Foi então, estava a começar, os terrenos de Guimarães foram no meu tempo que se compraram porque tínhamos lá uma casa emprestada mas a universidade, foi necessário encontrar o local e comprar os terrenos. Aqui a universidade em Braga, também alarguei os terrenos que tínhamos para a construção. Escolhemos bem os professores, eu e os meus vice-reitores.
HAREM-995-09245
Entrevista
PT
E como surgiu a ideia de construir uma universidade cá em Braga?
Isso foi ideia do Veiga Simão. O Veiga Simão ao fazer a reforma das universidades, Coimbra, Porto e Lisboa, entendeu que Braga já tinha uma Faculdade de Filosofia e que era uma cidade universitária, e era das partes mais povoadas de Portugal, como sabe ainda hoje é o sítio mais jovem da Europa, já está a perdé-lo, mas ainda é. Pôs a universidade aqui, em Évora e na Covilhã e em Vila Real os institutos universitários, que depois passaram a universidade, mas eram institutos universitários. As universidades eram Porto, Lisboa e Minho. Felizmente, o primeiro reitor foi um homem execpcional. Isto deve-se ao Lloyd Braga, quando ele na primeira reunião que tivemos disse: "Vamos fazer uma universidade completa. Não temos obrigação de seguir as outras." A ideia dele, "Campus" trouxe da Inglaterra, por a universidade toda num campus e não como está na Covilhã, em cada parte da cidade está uma coisa, a universidade não está reunida. E até queria um só e não queria em Braga. Nós a princípio, também se pensou em Barcelos, mas a que ganhou entre Braga e Guimarães foi as Taipas porque era um monte por nossa conta, podia-se fazer ali toda a universidade. A gente ia para lá trabalhar durante o dia e à noite ia cada um para sua casa. Acontece que os de Guimarães julgavam, e hoje estão arrependidos, não queriam, queriam uma coisa em Guimarães, e Viana prescindiu também podia ser em Viana segundo a lei a Engenharia Naval. Os de Guimarães disseram: "Ponham lá o que quiserem, mas que isso vá para Guimarães." E como o governo nos obrigou a ter em Braga e Guimarães, o oficiais venderam-nos a Quinta da Armada, onde está a universidade hoje por 3.500 contos. Eles disseram: "Desde de que nos façam uma casa para os oficiais no Porto é o preço, são 3.500 contos.". Depois arrependeram-se e queríamos comprar a parte "condutiz" e já nos queriam 50 mil contos. "Não, não! Isso mais tarde é barato, que isto foi baratíssimo.". Em Guimarães a parte onde está a universidade, já fui eu que comprei esses terrenos. Nós não queríamos ficar metidos ali na cidade, hoje já estamos asfixiados, já se previa, mas o governo obrigou-nos. O Freitas do Amaral e outros obrigaram-nos a ir para lá. Então ficamos em Guimarães e aqui. Em Guimarães a princípio tínhamos lá o Palácio da Vila Flôr, onde estivemos provisoriamente, e depois fomos comprando o terreno onde está hoje a universidade. Isso já foi no meu tempo. E depois o grande desenvolvimento foi com o professor Machado dos Santos, o João de Deus esteve pouco tempo, foi para ministro da Educação, e o Machado dos Santos foi nomeado reitor. Esteve 10 anos porque eu fiz os estatutos e contava depois esteve duas vezes e portanto foi o reitor que deu grande desenvolvimento porque as universidades eram subsidíadas em função do número de estudantes, por isso convinha ter mais, ao início tínhamos até de mais, mas foi bom porque nos foi dando dinheiro para construir a universidade. Guimarães agora com a auto-estrada fica a 15 minutos de distância.
Quem fazia parte da comissão instaladora?
O professor Lloyd Braga, o prof. Romero, era eu, o Pinto Machado que quis fundar a faculdade de Medicina e que agora está à frente. Mudou para cá, mas depois teve que mudar para o Porto para a faculdade de Medicina, mas agora está a trabalhar cá. E havia depois o director das obras públicas, que não interessa, também pertenceu mas mudou com o tempo. O secretário que foi o doutor Cabral que ainda aí está, depois mudou para este administrador que aí está. O Freitas do Amaral foi alguns meses, depois meteu-se na política e deixou, mas foi dos primeiros. O Pinto Machado tinha a faculdade de Medicina, o professor Romero tinha a de Engenharia, eu tinha a parte de Humanidades, Ciências Sociais e Economia. Eu tinha as letras só, a princípio, porque quando o Freitas do Amaral se foi embora fiquei eu, porque eu era o único de humanidades. Éramos estes, depois veio o Santos Simões, que é o que está à frente da universidade em Guimarães e que foi substituir o Freitas do Amaral. Guimarães tinha muito poder junto do governo naquele tempo. Mas foi uma sorte, ainda hoje somos muito amigos com o Santos Simões, ainda estamos em relação com ele e agora vai-se fundar uma unidade cultural em Guimarães, em Monção e em Guimarães.
HAREM-367-04886
CorreioElectrónico
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A INFORMAÇÃO NO MUNDO DA TÉCNICA
Nos dias 4, 5, 6 de setembro havera' no Inst de Matematica - IMPA do MCT - no Rio de Janeiro um Seminario sobre a FORMACAO DE RECURSOS HUMANOS EM TECNOLOGIA DA INFORMACAO PARA O ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
Um grupo de trabalho em Contéudo e Organização da Informação (GT 5) preparou um documento base para apresentar e discutir na Reuniao|Reuniao que esta disponível na URL:
www.rnp.br/ti-rj/gt5.html
O Grupo | Grupo de trabalhos, como indicado, na pagina esta composto por:
Conteúdo e Organização da Informação
Coordenador: Liz-Rejane Legey (IBICT)
Colaboradores:
Gilda Olinto - IBICT
Helio Kuramoto - IBICT
Carlos Henrique Marcondes UFF
Vale a pena dar uma olhada no documento completo.
As Coclusoes reproduzi abaixo:
CONCLUSAO
A análise desenvolvida nesse trabalho oferece alguns elementos que permitem responder a indagação: A área de Ciência da Informação está preparada para atender a atual demanda do mercado de trabalho?
Embora a análise aqui desenvolvida não seja suficientemente extensa para qualificar e até quantificar uma argumentação aprofundada, os dados levantados evidenciam que A CIENCIA DA INFORMACAO, ESTA DEFASADA NO QUE SE REFERE A PREPARACAO DE PROFISSIONAIS PARA O MERCADO.
Vale notar que o termo mercado é aqui empregado de forma a incorporar também a área acadêmica e de pesquisa, já que a Ciência da Informação se desenvolve no Brasil, exclusivamente, no âmbito da pós-graduação e muitos alunos tem como objetivo ingressar na vida acadêmica.
Certamente, a defasagem aqui referida não afeta somente a área da Ciência da Informação.
De uma forma mais ou menos intensa, todas as áreas do conhecimento foram afetadas pelas mudanças recentes no panorama mundial ; o advento da Internet, a globalização, a difusão da TI, a transição para a sociedade do conhecimento, impõem a necessidade de uma reflexão sobre a qualidade dessas mudanças e as respostas que os vários segmentos da sociedade darão a elas.
É importante ter claro, porém que as mudanças não são autônomas, são conduzidas e postas em movimento por interesses diversos, sobre os quais é preciso ter clareza, precaução e um posicionamento político consciente.
Nesse sentido, o objetivo ao se repensar a formação de recursos humanos na área das tecnologias de informação é aqui norteado pela idéia de uma oportunidade para se almejar mais e melhores empregos para todos os brasileiros.
No que se refere à área da Ciência da Informação, o desafio é particularmente grande em função da imbricação evidente entre o campo de atuação dos profissionais e as TI.
As TI são uma ferramenta imprescindível para o profissional da área trabalhar com os conteúdos e ao mesmo tempo são canal por excelência de distribuição, desses conteúdos.
Outro grande desafio para o qual o cientista da informação precisa estar atento diz respeito à questão da ética na profissão.
Tal assunto afeta, de fato, todos aqueles que de alguma maneira atuam no contexto da geração, distribuição e uso de informações.
Mas a proximidade dessas atividades com a área da Ciência da Informação requer uma preocupação ainda maior com o assunto, devendo inclusive constituir uma disciplina específica nos cursos de pós-graduação, para que o aluno tenha uma formação que possa nortear sua conduta enquanto profissional de informação.
As mudanças na área da Ciência da Informação em função do impacto das TI já estão se processando há algum tempo.
O currículo do curso tem sido alterado sucessivamente e o perfil dos alunos também está se alterando.
Os dados mostram que esta área recebia, no passado, um grande contingente de alunos originarios dos cursos de graduação de biblioteconomia.
atualmente o número de alunos provenientes dessa área está em acentuado declínio.
De fato o perfil está tendendo a se diversificar bastante.
Esse movimento parece compatível com o que hoje se observa no mercado de trabalho: uma tendência de selecionar empregados com determinadas qualificações e experiências sem priorizar a formação de graduação.
É preciso considerar que a preparação do profissional para enfrentar os desafios da sociedade da informação precisa começar mais cedo, antes do curso da pós-graduação e até mesmo da graduação.
A formação em TI precisa estar imersa nas várias disciplinas desde o curso fundamental, numa abordagem diferente do que a maioria das escolas vem adotando até agora.
Em vez de cursos de informática as escolas devem estimular que todas as disciplinas utilizem recursos de TI, que tenham acesso à Internet e que aprendam a produzir e disseminar conteúdos.
Tais iniciativas são essenciais na formação de uma geração que irá necessitar mais intensamente desses conhecimentos.
A situação atual requer iniciativas especiais.
Em primeiro lugar trata-se de formar profissionais para exercer novas atividades.
Para isso, é preciso reestruturar os cursos de Ciência da Informação, incorporando novas disciplinas, o que remete à necessidade de aperfeiçoar as competências dos professores da área, bem como de ter acesso às novas ferramentas de TI e dispor de laboratórios e equipamentos adequados para o desenvolvimento de atividades de pesquisas em áreas de ponta.
(maiusculas no texto colocadas pela Lista|Lista)
HAREM-398-02829
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Você sabia...
Véu da Noiva [ veudanoiva@veudanoiva.com.br ]
Véu da Noiva
Noiva, Festa, Masculino, Infantil e Acessórios
Você sabia...que na Copa do Mundo da França|Copa do Mundo da França, em 1998, uma Brasileira e um Norueguês se casaram bem no centro do gramado do estádio Vélodrome, em Marselha.
A cerimônia aconteceu antes da partida Brasil X Noruega|Brasil X Noruega.
Precisando de uma bela roupa para aquela ocasião inesquecível... não deixe de passar no Véu da Noiva.
Véu da Noiva, desde 1992 festejando com você!
Av. do Contorno 6888 lj 101 - Lourdes - Belo Horizonte / MG - Tel.: ( 31) 3225-5545
Estacionamento conveniado na Rua Barão de Macaúbas 48
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HAREM-489-07335
Literário
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Eu estava achando meio difícil aceitar o fato de colocar esta minha dor, uma dor misteriosa no joelho, no topo de todos os meus problemas. Devo admitir, claro, que existem coisas muito piores que podem acontecer com você, fisicamente. Por exemplo: câncer, esclerose múltipla, disfunção neuromotora, enfisema, mal de Alzheimer e AIDS. Sem falar nas coisas com que você pode nascer, como distrofia muscular, paralisia cerebral, hemofilia e epilepsia. Sem falar ainda em guerra, peste e fome. 0 engraçado é que saber disso não faz a dor no joelho da gente mais fácil de suportar.
Talvez isso seja o que eles chamam de "fadiga de compaixão, a idéia de que, de tanto ver sofrimento humano na mídia, nos tornamos meio entorpecidos, como se tivéssemos usado todas as reservas de piedade, raiva, ultraje, e só conseguíssemos pensar na dor nosso próprio joelho. Ainda não cheguei a esse ponto, pelo menos não tanto, mas sei o que eles querem dizer com isso. Recebo um monte de pedidos de organizações de caridade pelo correio. Acho que trocam nomes e endereços entre elas: basta você fazer uma doação para uma entidade e, de repente, os envelopes começam chegar à porta mais rápido do que você pode apanhá-los. OXFAM, CAFOD, UNICEF, Salvem as Crianças, Instituto Real do Cego, Cruz Vermelha, associaçõe de combate ao câncer, à distrofia muscular, etc. etc., todos contendo cartas-respostas e folhetos impressos em papel reciclado com fotos em preto e branco, borradas, mostrando bebês pretos famintos com os braços e pernas como galhos e cabeças como as de gente velha, ou adolescentes em cadeira de rodas, ou refugiados com expressões de horror no rosto, ou gente com membros amputados ou de muletas.
Como é que a gente pode pôr um fim a essa maré de miséria humana? Bem, vou contar o que faço. Mando 1.000 libras por ano para uma organização que me envia um talão de cheque especial para fazer doações às entidades que escolher. Eles também restituem o imposto de renda que se recolhe sobre aquela quantia, o que faz as 1.000 libras subirem para 1.400, no meu caso. Assim, todo ano, eu distribuo 1.400 libras em pequenas parcelas: 50 libras para os bebês esfomeados na Somália, 30 para as vítimas de estupro na Bósnia, 45 para a instalação de uma bomba-d'água em Bangladesh, 25 para uma unidade de reabilitação de drogados em Basildon, 30 para a pesquisa sobre a AIDS e assim por diante, até a conta zerar. É quase como tentar enxugar o oceano com uma caixa de lenços Kleenex, mas pelo menos tenho a minha fadiga de compaixão sob controle.
É claro que eu poderia dar muito mais. Poderia doar 10 mil libras por ano com a minha renda atual, sem muito sacrifício. E mesmo se doasse tudo isso, ainda não seria mais do que uma caixa de lenços Kleenex. Por isso fico com o resto e gasto comigo, entre outras coisas, para ter o tratamento com médico particular para o meu joelho.
Primeiro fui ao clínico geral. Ele me recomendou fisioterapia. Depois de um tempo, o fisioterapeuta recomendou um especialista. 0 especialista recomendou uma artroscopia. É um tipo novo de microcirurgia de alta tecnologia, tudo feito através de uma televisão e fibra óptica. 0 cirurgião bombeia água na sua perna para criar uma espécie de estúdio lá dentro e depois enfia três instrumentos como agulhas. Um deles tem uma câmera na ponta ; o outro, uma lâmina de cortar ; o terceiro, uma mangueira para sugar os fragmentos. São tão minúsculos que quase não dá para diferenciá-los a olho nu e o cirurgião nem precisa dar pontos nas perfurações quando termina a operação.
Ele movimenta a junta do joelho para ver o que está errado e assiste a tudo num monitor de televisão, e então corta a cartilagem ou o tecido ou uma parte irregular do osso ou o que estaria causando o problema.
Ouvi dizer que alguns pacientes tomam apenas uma anestesia local e assistem à operação toda no monitor, mas não gostei da idéia e disse que não queria. Nizar me deu um sorriso tranqüilizador. (Esse é o nome do ortopedista, Dr. Nizar. Chamo-o de Knees 'R Us. Claro que na sua frente, não. Ele vem do Oriente Médio, Líbano ou Síria ou um desses países, e escapou bem de lá pelo que ouvi.) Ele disse que eu teria uma anestesia geral, mas ele me daria o videoteipe da operação para levar para casa. E não estava brincando. Eu já sabia de gente que filmava casamentos e batizados e férias, mas não sabia que a coisa tinha chegado às cirurgias. Acho que você pode fazer uma coleçãozinha e convidar os amigos para uma sessão, servindo vinhos e queijos. "E essa é a minha operação da apendicite, operei em 1984, ou foi 85... legal, né?... E essa é a minha cirurgia cardíaca, oops, olhe, a câmera sacudiu um pouco ali... A curetagem da Dorothy é a próxima..." [Nota: será que tem aí uma idéia de roteiro para Os vizinhos do lado? ] Eu disse para Nizar, "Você poderia abrir uma locadora de vídeos para gente que nunca teve uma operação própria" Ele riu. Ele tinha muita confiança na artroscopia. Jactava-se de que havia noventa e cinco por cento de chance de sucesso. Acho que alguém tem de ser um dos azarados dos cinco por cento.
HAREM-27A-01056
Entrevista
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Depoimento de Gilberto Afif Sarruf
Entrevistado por Valéria Barbosa e Roney Cytrynowicz
Estúdio da Oficina Cultural Oswald de Andrade | Estúdio da Oficina Cultural Oswald de Andrade
São Paulo, 21 de novembro de 1994
Transcrita por Teresa Furtado
P - Eu queria que o senhor nos dissesse o seu nome, o local e a data de nascimento.
R - Bom, meu nome é Gilberto Afif Sarruf, sou nascido em São Paulo, e nascí em 14 de abril de 1948.
P - Qual que é o nome dos pais do senhor e onde que eles nasceram?
R - Meu pai era chamado Afif Sarruf, nasceu em Homs, na Síria em 1915, hoje ele já é falecido.
Minha mãe é nascida no Brasil, em São Paulo, e é filha de libaneses... é filha de libanês com árabe... com sírio.
P - Qual que é o nome dela?
R - Renée Lotaif Sarruf.
P - E qual que era a atividade do pai do senhor?
R - Meu pai veio para cá pequeno, veio com oito anos de idade, e estudou um período, até crescer um pouco mais, e começou a trabalhar com os irmãos, e quando adquiriu aproximadamente 14/15 anos, começou a trabalhar com comércio de armarinhos, e... que deu origem ao nome Ao Rei do Armarinho, e que existe até hoje, estou aqui eu continuando, e eventualmente meus filhos.
P - E por que é que... qual que foi o motivo da vinda dos pais do senhor para o Brasil, por que escolheram o Brasil?
R - Talvez, no começo do século, vamos dizer, a situação na Síria não estivesse das melhores, e algumas pessoas que imigraram antes escreveram, ou foram bem sucedidas, ou analisaram o Brasil como um mercado promissor e acabaram vindo. Primeiro os irmãos mais velhos do meu pai, sentiram, e realmente endossaram isso, e acabou vindo o resto da família.
P - No caso dos irmãos... mais velhos, eles estavam no ramo de armarinhos, como é que era?
R - Não, não vieram especificamente para o ramo de armarinhos. Eles começaram como mascates! Vieram,... vamos dizer, com a cara e a coragem, para cá. Vieram se aventurar, eram solteiros, e... tentar, vamos dizer, arriscar uma vida nova. E de repente viram que existia possibilidade, que o Brasil oferecia condições favoráveis para isso, um país de clima tropical, São Paulo uma cidade que já, desde o começo do século, inspirava que seria um grande pólo de desenvolvimento, eles acreditaram e vieram, com a raça e a coragem.
P - Quando eles chegaram, no caso, o pai do senhor, quando ele chegou aqui no Brasil, onde que ele foi morar, onde era a casa?
R - Eles moravam no Brás, no Belenzinho, mais especificamente.
P - Junto com outros parentes?
R - Morava a família inteira, numa casa grande. Meu pai tinha diversos irmãos, dez ou 11 irmãos, mais os pais dele ; o pai dele, e... eu sei que era uma casa grande, vamos dizer, onde a família se cotizava, se ajustava ali e praticamente eu ouvi falar alguma coisa, não cheguei a conhecer.
P - E o senhor nasceu em que bairro aqui em São Paulo ?
R - Onde eu morava?
Onde eu nascí?
P - Isso.
R - Eu morava na Brigadeiro Luís Antônio, quase esquina com a Alameda Santos.
P - E como é que era a casa da infância, o local, assim... o que é que o senhor lembra da casa da infância?
R - Bom, eu morei de 48 até 54 numa casa grande, na Brigadeiro Luís Antônio, e... pela idade e pela, e pelo fato de ser na rampa da Brigadeiro Luís Antônio, eu não tinha acesso à rua, então a gente se limitava a brincar dentro de casa. Em 54 nós mudamos para uma travessa da Brigadeiro Luís Antônio, mais lá embaixo, que era a Rua Honduras. E lá era uma casa, era um lugar plano, e onde eu já tinha uma idadezinha que dava para começar a andar de bicicleta, enfim... São Paulo naquela época não tinha os problemas de hoje, a gente tinha acesso a jogar futebol na rua, jogar taco,... enfim, brincar com a vizinhança, era uma vida extremamente saudável. Eu morei ali até 67, e passei praticamente minha puberdade e adolescência ali. E... fizemos muitas besteiras, tipo arrumar briga com outras turmas, ... aprontava coisa de moleque. Na época do DKW, existia o olho de gato, não sei se você chegou a conhecer, mas era uma peça que quando batia o farol iluminava, então, era da roubar olho de gato dos carros, e fazer essas besteiradas, essas coisas de moleque, né.
P - Quantos irmãos, seu Gilberto?
R - Eu tenho três, e eu sou o mais velho, tenho mais dois irmãos homens, um trabalha comigo, o caçula ; o outro é médico, dermatologista, e tenho uma irmã.
Minha irmã é a do meio, é a terceira.
P - Eu queria que o senhor contasse um pouco sobre a escola, as lembranças que o senhor tem da época da escola...
R - Da escola? Ich...! Isso vai ser puxado, ficar registrado... (riso) Bom, no tempo de escola, eu estudei no Colégio Dante Alighieri, ... durante muitos anos ; quando eu me formei no curso secundário, no ginasial, eu... não queria fazer clássico nem científico, então eu optei por fazer contabilidade. E o Dante Alighieri naquele ano estava inaugurando... o primeiro curso de contabilidade. E eu fiz, mas eu estava na minha fase de 16/17 anos, é uma fase meio impulsiva, eu acabei repetindo de ano. No ano seguinte eu quis me manter na contabilidade, mas não tinha número de alunos suficiente para manter a classe de contabilidade. Então eles fundiram contabilidade com secretariado. E eu acabei estudando numa classe onde só tinha eu de homem e 45 mulheres. (risos) E, coincidentemente, nesse ano meu pai me deu um carro, na época, um Fissori. E... eu estudando secretariado, com 45 mulheres na classe, não precisa dizer o que aconteceu, não? (riso) Eu acabei sendo expulso o Dante, e fui terminar no São Luís, e aí comecei a estudar à noite, e aí acabou um pouco da moleza. Depois do São Luís eu fui para o Mackenzie e acabei me formando lá.
P - O senhor começou a trabalhar com que idade?
R - Com 16 anos, 1964.
P - E onde o senhor começou a trabalhar?
R - Na própria loja, onde eu estou, no Rei do Armarinho.
P - E o Rei... eu queria que o senhor falasse um pouco da loja. A Ao Rei do Armarinho foi fundada quando...
R - É, o Rei do Armarinho é uma loja bem antiga, foi fundada em 1926, e... era uma loja pequena, quer dizer, com todas as dificuldades da época, não existiam uma grande variedade no ramo e existia muita concorrência. Então, o cliente era praticamente pego na raça, na unha, na amizade, na conquista: era uma cantada em cima do cliente! E assim o Rei do Armarinho foi crescendo, com muita luta, com muita garra, com muita honestidade, com muita disposição de vencer. E... com o decorrer dos anos, vamos dizer, a loja mudou para um endereço maior e... já com mais opções de produtos, com um pouco mais de funcionários, ... e ela veio tomando o seu rumo de desenvolvimento. Há mais ou menos 35 anos, talvez até um pouquinho mais, meu pai comprou um terreno, na Cavalheiro Basílio Jafet, junto com o meu tio que é sócio, e resolveu construir um prédio para que fosse a futura sede da empresa e que fosse um prédio próprio. E com muita luta, com muita dedicação, acompanhando a obra no dia-a-dia, se construiu, se conseguiu construir esse prédio, onde atualmente a empresa se encontra, e aí se mudou para lá usando metade do prédio e alugando a outra metade para um banco, para que ajudasse a custear as despesas da construção, a dívida da construção. Aí, com o decorrer dos anos, aí já eu trabalhando lá, vamos dizer, o banco resolveu mudar de lá, e nós resolvemos usar o espaço do banco expandindo a loja. E hoje a loja usa, além do prédio, nós adquirimos mais um vizinho e alugamos uma boa parte no fundo, mais um primeiro andar enorme para depósito: a gente ocupa aproximadamente 5.000 m2. É uma das lojas mais antigas do ramo e ao mesmo tempo é uma das lojas mais modernas do ramo, em termos de linha de produto, forma de atendimento, a gente se dedica demais sobre esse aspecto. Nós fomos a primeira loja de toda a região central - caracterizando como empresa familiar -, a primeira loja a ter computador na região central. Nós pusemos o primeiro computador funcionando em 1976. E desenvolvemos bastante sistemas, partimos de uma forma muito séria para organização e... é uma loja que é absolutamente controlada por sistemas, com 18 para 19 anos de experiência nisso. Hoje a gente tem tudo por scanner, por código de barras, enfim, os processos mais modernos. A gente procura estar sempre... e... estar sempre, vamos dizer, naquilo que tem de mais moderno, que está ao alcance da gente.
P - Eu queria que o senhor falasse um pouquinho antes, de quando o senhor começou, em 64. Como é que era o Rei do Armarinho nessa época? Como era a loja, as mercadorias que eram vendidas, o que é que o senhor fazia?
R - Bom, eu comecei em 64, como um garoto rebelde! A loja era bem menor, tinha aproximadamente 17 funcionários é...e a gente, eu tentei aprender um pouco com cada funcionário, aprender o meu lugar é... porque a gente no começo se achava filho do dono, e achava que mandava, e não era bem assim. E eu fui tendo que conquistar o meu espaço lá dentro, tendo que ser, deixar de ser o filho do dono e tentar ser o Gilberto. Isso foi uma batalha difícil, ao longo dos anos, porque você, se impor como sendo a pessoa, requer muito mais de você. Você tem que adquirir esse respeito, essa confiança perante as pessoas, pessoas que estavam na empresa muito antes de eu nascer, então realmente era difícil você conseguir atingir uma linha que você pudesse comandá-los no futuro.
P - E qual que era a clientela nessa época?
R - Bom, eram clientes do Brasil inteiro... O Brasil de 64 era um país extremamente mais pobre de rodovias, de, de meios de comunicação, então as pessoas vinham, vamos dizer, de uma forma até sacrificante, até São Paulo, para fazer as compras para distribuir no seu estado. Então, nós tínhamos clientes do Brasil inteiro onde a gente vendia muito para regiões atacadistas, como Recife, Fortaleza, Belém do Pará, que sempre foram regiões fortes de distribuição, mas... as pessoas faziam verdadeiras maratonas para poder vir à São Paulo comprar, e conseguir distribuir essa mercadoria lá. Então, o cliente naquela época era extremamente exigente com relação a preço, porque uma vez que ele se sacrificava para vir até São Paulo, ele brigava por qualquer centavo para poder tentar tirar o custo da viagem e o sacrifício dele, para poder levar o máximo possível de mercadorias. E era um, um período difícil, era outro... um perfil completamente diferente do de hoje, né. As mercadorias ficavam dentro de balcões, eram solicitadas, vamos dizer, eram muito menos produtos e esses produtos eram conhecidos nominativamente, ou até pela referência, e isso facilitava muito fazer uma concorrência de preços. Vamos dizer, eram poucas indústrias em cada ramo, então, isso permitia com que o cliente em 2horas ou 3 horas ele fizesse um pesquisa na região inteira. Hoje, esse perfil é bem diferente, a gama de produtos é extremamente maior, ... nós passamos por um período de inflação que o preço muda todo o dia, então a memória, hoje, das pessoas com relação a preço ainda é muito curta. Agora, com a estabilização do real, pode ser que comece a renascer esse aspecto.
P - Seu Gilberto, quais seriam os produtos compreendidos como armarinho e se isso mudou ao longo do tempo?
R - É, armarinho é uma palavra muito vaga, né. Eu já tentei analisar o fundamento dessa palavra. Na realidade, armarinho ele é um conglomerado de coisas, das quais fazem parte os artigos de costura, que o termo correto é aviamento. Então, o armarinho é uma somatória de aviamento com demais outros produtos que definem, vamos dizer, uma linha mais ampla de coisas. É difícil você dar uma definição clara. Por exemplo, baralho, não tem nada a ver com costura, para uns faz parte do armarinho ; bola de gude, pião, pião de soltar com a corda, ... pequenos brinquedos, algumas coisinhas de plástico, assim, coisa de... jarra plástica,... e vai por aí afora, é um sem fim de itens, né! Na realidade, a nossa linha, a nossa empresa chama Rei do Armarinho, mas a gente não trabalha com esses ítens que eu estou mencionando. É só para dar um noção de amplitude.
P - Quais são exatamente os ítens?
R - A gente trabalha muito mais voltado para costura. A nossa linha mais específica são as fitas, rendas, bordados, galões, linhas, zíperes...
P -... elásticos...
R -...elásticos, cadarços, cordões, coisas para cortinas, tipo acessórios para cortina, botões, aliás, botões é um dos pontos fortes nosso. É e, à medida que a loja foi crescendo, vamos dizer, foi tendo mais espaço para que a gente agregasse novas coisas. Então, numa determinada época do ano a gente valoriza um pouco o material escolar, em função da volta às aulas ; no carnaval você agrega alguma coisa que sirva para fantasias etc. ; no Natal você se especializa colocando enfeites para árvores, guirlandas etc. Então a gente complementa o armarinho tradicional ou o aviamento tradicional com coisas de cada época do ano. Então, isso acaba dando uma certa movimentação na, na atividade, porque uma boa parte da nossa clientela é rotativa, o cliente vem hoje, volta cada período. Uns semanalmente, outros mensalmente, e eles vêm na expectativa de encontrar alguma coisa para aquela ocasião para pôr na sua loja, ou para sua necessidade em si.
P - Quantos tipos de botão o senhor vende, mais ou menos?
R - Deve ter mais de mil. Botão... botão tem algumas variantes que cabe frisar. Botão, além de existir de diversos tamanhos, existem diversas cores, existem diversos materiais: existe botão de plástico, de metal, de alumínio, botão para forrar... tem uma variedade enorme de tipos! E existe o dourado, o prateado, existe o mesclado, entre cor e dourado, cor e prateado. Então, para que a gente possa ter toda essa variedade, você precisa ter uma área bem grande e... e precisa ter um sortimento bem grande para que você possa atender todas as necessidades e para que as pessoas possam se direcionar para lá na expectativa de encontrar o que deseja.
P - O senhor estava falando do armarinho na época que o senhor começou a trabalhar, quer dizer, eram os balcões, né...
R -... é, eram os balcões...
P -...e a mercadoria não ficava exposta da forma que, por exemplo, visitando a loja do senhor hoje, está...
R - É, hoje é praticamente um auto-serviço. Na época as pessoas se dirigiam aos vendedores e o vendedor tomava nota do pedido, não separava na hora. Então, o cliente perguntava quanto custa tal produto, se servisse a quantidade ele dizia quanto queria comprar e... e o vendedor anotava num bloco para separar a mercadoria no estoque posteriormente. Era uma praxe da época. Depois, à medida que os anos foram passando, o cliente passou a ter mais pressa, queria levar a mercadoria com ele, então nós passamos a adotar um sistema de carrinho de supermercado.
P - Quando que foi?
R - Isso foi mais ou menos por volta de 1970/69. Nós fomos a primeira empresa a adotar, no atacado, essa prática. Inclusive o cliente, o cliente homem, se sentia inibido de puxar, de empurrar o carrinho, né. Quando era mulher era mais fácil, porque já tinha o hábito do supermercado ; mas o homem, a gente tinha que, a gente empurrar o carrinho para ele porque (riso) o machismo não permitia isso! E depois, pouco a pouco foi se quebrando essa barreira. O cliente tinha mais pressa, é... então ele ia... nós fomos gradativamente transformando a loja para que ele tivesse acesso ao produto. Fomos substituindo os balcões, gaveteiros, por mercadoria exposta. Isso foi uma transformação muito acentuada na época, e que depois todos os concorrentes acabaram copiando a gente. E hoje, vamos dizer, a gente também copiando os sistemas internacionais, ... quanto mais a mercadoria estiver ao alcance do cliente, vamos dizer, maior a probabilidade de compra. O cliente hoje compra muito por impulso, né? E as pessoas, vamos dizer, se sentem também um certo ponto, até um certo ponto inibidas em ficar perguntando a todo instante: "Onde está isso, onde está aquilo. " Então, ele passeando com o carrinho por dentro da empresa e tendo os preços marcados e a especificação técnica do produto, ele acaba se sentindo mais à vontade para pegar a quantidade que deseja, então a gente já não trabalha nem com vendedores, hoje a gente trabalha com coordenadores de área, que orientam o cliente, ou dão alguma informação técnica. Mas é praticamente o cliente que compra, não é o vendedor que vende.
P - Eu queria que o senhor falasse um pouco da disposição da loja atual, quer dizer... o dia em que eu visitei, eu percebí que existia em vários setores o nome do coordenador da área.
R - Exatamente.
P - Como é que funciona isso?
R - A área, ela é dividida geograficamente em oito partes. Cada uma dessas partes tem um coordenador de área, e esse coordenador de área, nós fizemos um quadro com a fotografia dele e o nome dele e o nome do assistente dele. Então, pelo nosso lado, pela parte técnica, ele é obrigado a conhecer absolutamente tudo a respeito dos produtos que estão na sua área. Então, se alguma pessoa vier comprar na loja ou querer uma informação a respeito de algum daqueles ítens que estão na sua área, ele é obrigado a saber se tem em estoque, se não tem, quando vai chegar, qual é a composição desse material, enfim, qualquer detalhe técnico, inclusive a nível de concorrência, ele é obrigado a estar 100% informado a respeito para poder passar essa informação para o cliente. Dentro da nossa filosofia, é mais fácil cada coordenador conhecer um pedaço da loja bem, do que querer que todos conheçam tudo. Então, com isso nós formamos oito experts, um para cada área, e como substituto têm seus assistentes, que na sua ausência, nas suas férias, ou por qualquer motivo de substituição, o assistente sabe dar as mesmas informações. E a cada seis meses, aproximadamente, nós mudamos as pessoas de área, para que também não fiquem excessivamente bitoladas. Então, com isso, a gente vai se aprofundando. Esses coordenadores ajudam a comprar mercadoria, ajudam a dizer o que não está vendendo muito, ajudam a informar o departamento de compras o que estão pedindo mais, qual é a tendência da evolução daqueles produtos. E com isso a comunicação fica muito mais estreita entre compras e vendas. Isso ajuda a formar uma parceria no sentido de decisão.
P - Seu Gilberto, como que a, a região da 25 de Março começou a ficar caracterizada como região de armarinhos e de tecidos? E a ordem, né, armarinho, tecidos.
R - Isso já é de longa data. Bem antes de eu nascer já era assim. E... aliás eu diria o seguinte, que há muito tempo atrás, ela era muito forte e muito expressiva com relação a armarinhos e tecidos, talvez alguma pouca coisa a mais que isso. Inclusive era uma região extremamente menor do que é hoje. Hoje tem muitas das ruas que fazem parte das adjacências da 25 de Março, se transformaram em lojas também, mas na época que eu comecei a trabalhar em 64, a Barão de Duprat, a Rua Cantareira eram lojas de frutas. Era um anexo do mercado, e não um anexo da 25 de Março. Então, hoje... isso cresceu bastante, hoje você tem nesses prédio lojas em andares, coisa que antigamente não funcionava. Hoje, cada pedacinho é bem ocupado e com a maior variedade possível de ramos diferentes. Você tem: bijuterias, brinquedos, agora então que abriu a importação, você tem de tudo! Você tem... as coisas mais variadas possíveis em termos de quinquilharias em geral, além do tecido e do armarinho.
P - O seu pai quando começou ele era mascate especificamente de alguns ítens de armarinho?
R - Não, meu pai não começou como mascate. Os irmãos dele mais velhos que começaram como mascate. Quando meu pai veio, ele já pegou a situação um pouquinho melhor.
P - Já como loja?
R - É. Ele trabalhou com os irmãos um tempo, porque os irmãos começaram como mascates, ganharam algum dinheiro, conseguiram se estabelecer, meu pai foi trabalhar com eles um tempo, e depois adquiriu uma loja e começou já com uma idade um pouquinho maior.
P - E eles mascateavam no interior de São Paulo?
R - Mascateavam pelo interior.
P - Vendendo, também, ítens de armarinho?
R - Isso, armarinho, alguma coisa de tecido.
P - No caso da loja do pai do senhor, quando ele fundou, qual que era a mercadoria... não tinha essa diversidade de hoje...
R - Era bem mais restrito. Uma das mercadorias dita por ele, porque eu não tenho o histórico disso, era Linhas Corrente. Então, antigamente se vendia muito Linha Cruz. Linha Cruz era um produto extremamente utilizado. É uma linha de carretel que se usa até hoje, em menor escala. Aquilo se vendia de caixa, de caixotes fechados. Eram poucos produtos mas esses produtos eram vendidos em larga escala, era realmente um atacado. Se vendia alguma coisa de perfumaria, tipo Leite de Rosas,... alguma coisa a nível de fraldas,... que mais? Botão de calça. Hoje calça nenhuma usa mais botão, todos foram substituídos pelo zíper, mas existe um botão, ainda existe hoje, meio...que é o botão 200 por 22, é a referência dele, tamanho 22, que era vendido, vamos dizer, em embalagens enormes! A gente, para ter uma noção de tamanho, embalava essas compras em caixa de geladeira, que era... as geladeiras antigamente eram embaladas em, em caixa de madeira, e a gente comprava, quer dizer, eles compravam caixa de geladeira usada, caixa de madeira usada, para embalar geladeira, para embalar os armarinhos, para despachar paras longas distâncias, né.
P - Quantidade enorme...
R - Era uma quantidade grande para compensar a viagem, né? O cliente vinha, duas, três vezes por ano, né. Avião era precário,... transporte de ônibus era sem asfalto, então, tinha uma série de dificuldades. O cara quando vinha para São Paulo fazer compras era uma aventura!
P - E, no caso, tanto o pai do senhor, quanto o senhor sempre trabalharam com varejo e com atacado?
R - Não, antigamente a loja era bem direcionada a atacado. Depois, com o decorrer dos anos, o perfil da 25 de Março foi mudando, foi ficando misto. A própria Rua 25 de Março ela hoje é uma rua de varejo. As travessas ainda conseguem ter algum atacado. Por exemplo, se a nossa loja hoje estivesse na Rua 25 de Março, ela jamais poderia ser do jeito que é, teria que se adaptar a um perfil diferente.
P - Qual que é essa diferença?
R - A diferença é a seguinte: a 25 de Março é uma rua que... é extremamente mais populosa, vamos dizer; a quantidade de pessoas que passa por, por minuto, ou por hora, é extremamente maior do que as travessas; as travessas selecionam um pouco mais. Então, se vocês observarem, a 25 de Março, é uma rua que a grande maioria das lojas se adaptou colocando bancas com ofertas na porta, e, assim, pegando um público de classe mais... classe D, classe E, vendendo mais coisas de oferta. Enquanto que as travessas conseguem selecionar um pouquinho melhor o tipo de estrutura e o tipo de gente que entra para comprar.
P - Eu queria que o senhor falasse um pouco dessa clientela, da mudança, das transformações.
R - Bom, aí tem diversos clientes, diversos perfis. Nós temos o cliente de bazar, o cliente que compra para revender no varejo, e que, vamos dizer, é cliente de longo tempo com a gente, então ele é um cliente que se sente em casa, dentro da nossa loja; é um cliente que compra sem a menor dificuldade, sem ninguém precisar atendê-lo, é um perfil. Nós temos o confeccionista; o confeccionista é um cliente mais exigente, ele vem especificamente para procurar determinado produto, para coleção que ele está lançando, ou vem... ... olhar o que existe para poder desenhar a coleção que ele vai desenvolver. Então ele precisa de um atendimento personalizado. E nós temos o público de passagem, o público que vem na região, vamos dizer, sabendo que a Rua 25 de Março é uma rua que vende mais em conta, e... até pela tradição, pela, vamos dizer, pelo conhecimento da nossa loja,... as pessoas vêm até lá para, para ver se conseguem achar alguma coisa diferenciada e mais em conta para, para seu próprio uso e consumo. Então, a gente tem um público bem expressivo, hoje. Vamos dizer, hoje a gente tem um misto entre o cliente lojista, o cliente confeccionista e o próprio consumidor. Nós atendemos uma média de 1.800 a 2.000 pessoas por dia, que compram na loja. E a gente tem uma estimativa de que entram na loja aproximadamente 2.800 a 3.000 pessoas. E nessa época do ano, agora em novembro/dezembro | novembro / dezembro, a gente tem uma estimativa de que chega a entrar quase 4.000 pessoas/dia. É um público extremamente diverso. E a gente, em determinados períodos, em função do que eu falei anteriormente, quando a gente coloca produtos de época, a gente agrega outras atividades. Por exemplo, agora, com... nas proximidades do Natal, a gente tem vendido muito para shopping centers, para fazer a decoração de shopping centers, para fazer a decoração de prédios, para fazer a decoração de consultórios, escritórios, que são clientes especificamente dessa época, são clientes que não compram da gente o resto do ano. E que acabam tomando conhecimento através de algum anúncio, através de alguma informação, ou de algum colega, ou de algum conhecido, ou às vezes, eventualmente, até através de alguma reportagem.
P - O senhor falou de anúncio. Eu queria que o senhor falasse sobre a questão do marketing da empresa do senhor. Vocês trabalharam com isso, quando que foi a primeira, a primeira propaganda do Rei do Armarinho...
R - Bom, a primeira propaganda eu não conheço, não saberia precisar para você, mas eu já participei de algumas promoções e propagandas que nós fizemos. Nós fizemos uma coisa bonita quando a empresa completou 50 anos, em 1976. Foi pela primeira vez, nós contratamos uma agência de publicidade, e nós desenvolvemos um logotipo, que é esse reizinho que a gente tem, logotipo ou logomarca, né, porque ele vem associado ao nome, e nós fizemos um... uma divulgação através, através da imprensa,... tentando... bastante institucional, tentando valorizar as pequenas coisas: o armarinho, o botãozinho, o zíper, a linha. E a base da campanha era: "O mundo é feito de pequenas coisas ". E mostrava... um bustiê preso por um botão, quer dizer, se caísse aquele botão... (riso) ia fazer estrago ; a mesma coisa com o zíper... e foram feitos diversos desenhos, diversas fotos, diversas montagens, e foi uma campanha extremamente interessante, deu um resultado de conhecimento, de valorização do tipo de atividade muito grande, tanto perante fornecedores, como perante os clientes e funcionários nossos. E não te respondendo à sua pergunta mais uma vez,... vou te responder, a última promoção que nós fizemos. O ano passado, a gente vem... veio em crise desde o Plano Collor para cá, e... já até no desespero de ver que as coisas não iam bem, nós fizemos uma promoção bastante interessante, foi a primeira empresa a fazer isso, em termos individuais: nós pusemos um ômega dentro da loja, fizemos um... um concurso: a cada X de compras dava direito a um cupom, e no final de um período se sorteava o carro. E isso realmente deu uma alavancada extraordinária na empresa, e nós conseguimos reportagens variadas em inúmeros jornais de... de primeira classe, como O Estado de S. Paulo, que nos deu um quarto de página a cores na capa do Caderno de Economia, a Folha de S. Paulo nos deu um quarto de página a cores na capa do Caderno Cidades, o DCI a mesma coisa, e outros jornais de menor expressão. E isso tornou a nossa empresa, tanto a nível de varejo como de atacado, extremamente mais conhecida, mais agitada, mais, mais dinâmica. Deu realmente um resultado muito interessante, né. Agora, esse ano nós não fizemos nada, quem sabe o ano que vem se faça alguma outra coisa diferente.
P - Essa idéia de colocar um carro, fazer sorteio ela se esgota depois de alguma tempo ou o senhor pode fazer isso a cada tanto tempo e isso vai atrair consumidores?
R - É... o que eu penso é o seguinte: eu acho que o consumidor hoje, naquela época foi ótimo, o consumidor hoje ele quer mais do que um sorteio. O consumidor hoje quer produto, quer qualidade, quer... quer preço. Então, sorteio já tem tantos por aí! Você vai abastecer o carro num posto, um dá sorteio de automóvel, outro dá desconto, outro dá prazo no cheque... quer dizer, você vai em qualquer shopping center, tem aí dezenas de carros sendo sorteados. Então, hoje, o consumidor já saturou um pouco, isso deixou de ser novidade. Quando nós fizemos isso, talvez um ou dois shoppings tinham feito na época, então ainda era muito novidade, o interior inteiro não conhecia isso. Como a gente vende a nível nacional, era uma novidade. Tinham clientes que punham 1.000, 2.000, 3.000 cupons na urna, porque eles compram no atacado, então dava direito, pelo valor da compra, a muitos cupons. Então, a chance crescia sensivelmente de participar, e como tinha um prazo definido para terminar,... isso agilizou, vamos dizer, antecipou compras, vamos assim dizer. Antecipou e direcionou, tirou da concorrência porque lá oferecia alguma coisa a mais.
P - Eu queria que o senhor falasse um pouco sobre a relação com os fornecedores.
R - Bom, nós... vamos dizer, até por tradição - isso não é mérito nosso - sempre tivemos um extraordinário relacionamento com os fornecedores. E hoje, até fazendo parte da modernidade, quer dizer, a gente tenta, na medida do possível, trabalhar a nível de parceria com todos eles. Temos alguns fornecedores extremamente afiados com a gente, tanto no lançamento de produtos, como na definição do lançamento do produto, como até no aspecto exclusividade para nós por um período por ajudar essa definição, por a gente estar mais sensível ao mercado.
P - O senhor faz vendas, por exemplo, de linhas específicas, uniforme militar, coisas desse tipo?
R - Não.
P -... de armarinho para...?
R - Não, não fazemos. Isso também já foi um pouco a época. Isso depende de concorrência pública, é um aspecto mais complicado.
P - E se alguém entrar na loja pedindo um botão diferente...?
R - A gente mostra a seção, fala para ele ver se gosta de algum, não é? (riso)
P - Na loja, eu, eu lembro que tinha um vídeo com um desfile de, de modas, assim...
R - É, isso a gente tem constantemente.
P - Como é que é...?
R - O que acontece é o seguinte: a gente... todos... em todos os desfiles internacionais é feito uma filmagem, e depois do desfile é vendido a fita. Então nós temos pessoas que viajam constantemente e que a gente encomenda para que tragam os vídeos de cada feira, de cada exposição, seja em Paris, seja em Frankfurt, seja em Milão. Então, a gente constantemente está passando esses, esses vídeos desses costureiros famosos, e às vezes até generalizado, para mostrar tendência de moda. Como a gente joga com uma estação de atraso em relação à Europa, então, vamos dizer, a gente, já está passando o verão quando a gente já está no inverno, ou vice-versa. E o pessoal das confecções, o pessoal... mesmo curiosos, ou aqueles que eventualmente queiram desenvolver uma roupa, já vão se preparando para próxima estação, né, analisando a tendência, que tipo de produto que vai usar... isso ajuda bastante a gente.
P - Bom, eu queria que o senhor falasse um pouco da Univinco. Atualmente o senhor é conselheiro da Univinco, o senhor foi fundador... eu queria que o senhor falasse um pouco da associação.
R - Bom, a Univinco é uma coisa antiga... A história da Univinco é a seguinte: mais ou menos por volta de 1970, a Rua 25 de Março tinha... e os comerciantes da região da 25 de Março, tinham uma série de desejos com relação à prefeitura, com relação aos órgãos... aos órgão públicos em geral. Então, existia deficiência de telefonia, um mau calçamento, um mau asfalto,... pouca segurança, não tinha iluminação adequada, e assim sucessivamente. Então, nasceu a idéia de se juntarem alguns dos comerciantes e fundarem uma associação com o espírito de fortalecer... fortalecer os comerciantes em relação aos órgãos públicos, eh... essa associação, vamos dizer, representava uma região que... historicamente representa, vamos dizer, um potencial expressivo de faturamento, de arrecadação de tributos etc. E individualmente cada comerciante pouco conseguiria. Então, na época foi fundado, a... Univinco com aproximadamente 20 a 25 diretores, um numero até grande para uma associação, mas o espírito era tentar, vamos dizer, envolver o máximo possível de pessoas para tentar sensibilizar prefeitura, estado etc. E com isso nós conseguimos grandes passos na região, como foi mudada toda a iluminação, uma boa parte da região hoje já tem fiação subterrânea, então não fica aquele monte de postes com aquela fiação exposta, foi feito calçamento, foi feito recapeamento asfáltico, foi colocado segurança, foi feito algumas reformas na região... antigamente a 25 de Março tinha um problema de enchente, né, então, vamos dizer, a Univinco, ajudou até a canalizar... foi fazer pressão para canalização do Rio Tamanduateí, e... limpeza de bueiros etc, etc. E a Univinco, vamos dizer, foi muito atuante durante muito tempo, e como toda a associação tem seus altos e baixos, vai mudando a diretoria, um é mais interessado, outro menos, mas ela se mantém até hoje e é uma entidade forte, é uma entidade respeitada ; já ganhou alguns prêmios, prêmios de decoração de rua em época de Natal, já teve participação... bastante atuante a nível de eleger políticos, então. assim como ela necessita de respeito, ela também é respeitada, né. Hoje eu sou um mero conselheiro, presidente do conselho, mas vamos dizer... inclusive a gente vem conseguindo, vamos dizer, eu atuei inclusive nesse aspecto também, na... questão de se construir um terminal de ônibus para... terminal de ônibus de excursão. Um ônibus que vem de fora de São Paulo, para... as pessoas se juntam numa determinada cidade, vêm com o ônibus durante a noite, chegam aqui de manhã cedo, fazem compra e voltam à noite. Então elas economizam hotel, economizam o frete de despacho que o ônibus de carreira cobra para levar os produtos e... viajam entre amigos. E sai muito mais em conta, né. E dentro desse aspecto, vamos dizer, como esses ônibus vêm crescendo, cada vez mais ônibus vêm à região, e a região é difícil para estacionar carro, imagine ônibus, então nós conseguimos junto a prefeitura que se faça um terminal para ônibus de turismo, que já está quase por vias de inaugurar.
P - Bom, no... nessa questão do comércio de armarinhos, e tal, o que é que o senhor mais gosta de fazer, assim...
R - Em termos de...?
P - Do trabalho... da atividade do senhor.
R - Bom, eu sou um pouco idealista, né, mais do que um bom comerciante. Então, vamos dizer, a minha maior vibração está em descobrir alguma coisa nova, em acrescentar alguma coisa que nos torne diferenciados dos demais, que agrade o cliente dentro do aspecto dele sentir que lá dentro é sempre alguma coisa especial, sempre tem alguma coisa especial. Então eu olho muito sobre esse enfoque, além de cumprir aquela rotina chata do dia-a-dia, né... (riso). Mas esse é o ponto mais vibrante meu.
P - Eu queria que o senhor falasse um pouco do casamento do senhor: como que o senhor conheceu sua esposa, o nome dela...
R - Bom, minha esposa se chama Solange, e eu conhecí namorando com uma amiga dela e ela namorando com um amigo meu, não é... e... de repente nós trocamos. (riso) Eu acabei gostando dela, e ganhei a simpatia dela, e acabou dando certo, nos casamos ; hoje, especificamente hoje, eu estou completando 20 anos de casado e eu acho ela uma mulher formidável, me deu muita força, me deu, foi sempre companheira nas horas difíceis, sempre procurou me estimular, ir em busca dos meus objetivos, sempre procurou apoiar, dar força, nunca tentando me desviar daquilo que é meu sonho, é meu desejo, é minha ambição profissional. A gente vive bem, temos três filhos, já numa idade... expressiva, um de 19, um de 18, um de 13.
P - Qual o nome deles?
R - O mais velho, de 19 anos, chama Patrick, o do meio se chama Pierre, tem 18 anos, e o pequeno se chama Felipe, e tem 13 anos.
P - São comerciantes?
R - Dois, com tendência. O pequeno ainda não deu para sentir. Mas, principalmente o segundo, parece que corre no sangue nas veias, aí.
P - E ele quer trabalhar com o senhor?
R - Já trabalha comigo, os dois mais velhos trabalham. Mas o segundo, Pierre, especificamente, a gente percebe que tá no sangue o ato de comercializar, né. O Patrick já é mais tipo sonhador, um outro estilo.
P - Assim como o senhor, vamos dizer, inovou uma série de coisas em relação ao seu pai, o que é que o senhor acha que vai ser...
R -...em relação a eles?
P -...em relação a eles inovar. No que é que haveria para inovar, ou como é que eles vêem, vamos dizer, a atividade armarinho?
R - Olha, eu já acho o seguinte, eu acho que o armarinho... nesse ponto que nós estamos chegando, já não é o principal: eu acho que a verdadeira arte está em tentar acompanhar a evolução dos tempos. E é fundamental para essa geração nova conhecer profundamente a área de informática. Porque produtos, nós vamos ter tantos lugares vendendo, tantas coisas, com essa abertura de mercado, então nós vamos precisar ter um melhor sistema, o mais dinâmico, o mais evoluído, o mais rápido, para que possa superar uma nova fase. Nós estamos vivendo hoje ainda a fase de entusiasmo, porque está cheio de novidades, mas já, já a gente se acostuma com essas novidades e elas deixam de ser isso. Então, a concorrência vai se tornar cada vez mais forte. Então, eu acho que criar mecanismos através do computador que possam... possam continuar tornando interessante ou criar facilidades para que a pessoa compre sem precisar se locomover tanto... quer dizer, é mais ou menos essa a linha do futuro que a gente enxerga meio de binóculo e que isso vai precisar ser depurado, e eu acho que já é essa a próxima geração que vai ter essa incumbência.
P - Seu Gilberto, no caso, se o senhor pudesse mudar alguma coisa na trajetória de vida do senhor, o senhor mudaria... ou não?
R - É uma pergunta difícil. Eu brinco muito porque eu gosto muito de viajar, talvez o meu maior hobby é esse e talvez eu pudesse fazer isso com mais intensidade. Então, é muito sonho, muito desejo e pouca realização. E eu sou especificamente apaixonado pela Alemanha, pela França, enfim, aquele miolozinho da Europa em que... talvez até eu... em vidas passadas eu tivesse passado por lá. E... aquilo me encanta! O fato de eu poder imaginar... de estar morando lá um período, ou vivendo um período lá, ... mexe com o meu sentimento, com a minha sensibilidade. Mas, isso é fantasia. Eu não sei te dizer especificamente se eu seria melhor sucedido ou mais realizado se fosse um engenheiro, ou se fosse um médico, ou se tivesse outra profissão. Eu acabei na... na geração em que eu nascí, o filho não tinha tanta opção de escolha. A gente ia meio na base do, do que o pai manda. E eu acabei entrando. Não que fosse forçado a isso, mas fui relativamente induzido a isso, e acabei abraçando e... sem comparar isso com outras atividades. Eu me sinto feliz, me sinto realizado, acho que eu proporcionei muita coisa saudável para nossa empresa e para própria região. E quem sabe até para muitos clientes e muitos fornecedores. E eu me sinto uma pessoa feliz com o que faço e realizado com as coisas que passaram pela minha mão.
P - Bom, o senhor se definiu como uma pessoa sonhadora. Qual é o grande sonho do senhor?
R - Ich...
P - Eu sei que tem vários, mas... (riso)
R - Meu grande sonho? Não tenho assim um sonho tão... vamos dizer, uma coisa, um desejo forte de alguma coisa especificamente. Eu desejo, vamos dizer, ter saúde, ter uma família, vamos dizer, legal, encaminhar meus filhos, poder parar de trabalhar um dia sabendo que alguém vai fazer isso por mim e fazer melhor do que eu faço, para que eu possa curtir mais um pouco a vida! Não, não tenho grandes ambições, nem... vamos dizer... grandes necessidades de mudanças. Não tenho assim um sonho específico.
P - Bom, para gente concluir, eu queria que o senhor falasse o que é que o senhor acha, o que é que o senhor achou de passar essa hora aqui com a gente, de deixar registrada aqui a trajetória de vida do senhor, a história do Rei do Armarinho, da 25 de Março, um pouco dessa história. Eu queria que o senhor falasse o que o senhor acha disso.
R - Bom, em primeiro lugar eu gostaria de agradecer essa oportunidade que eu tive de estar sendo entrevistado por vocês, de ter sido escolhido para fazer esse trabalho num universo de inúmeras pessoas, e isso me dá um, uma sensação de orgulho, uma sensação de um dia eu até poder me ver no futuro num computador, saber as besteiras que eu vim falar... Acho que é um trabalho extremamente válido, um trabalho extremamente... sensível, inclusive, até pelo fato de eu ser idealista, eu acho que nós estamos registrando, não só com a minha entrevista, mas como com a entrevista que vocês estão fazendo com outras áreas e com outras pessoas, de marcar um... vamos dizer, a década de 90, vamos dizer, da nossa São Paulo. Acredito que... a somatória desses depoimentos deva dar uma noção, vamos dizer, de como as pessoas vivem e... e o histórico do seu passado, eventualmente seu sonho futuro, vamos dizer, registrado a nível de comerciantes da nossa cidade. Cada um com a sua história, com a sua procedência e com a sua ambição.
P - Bom, a gente agradece.
R - Tá, eu que agradeço vocês, muito obrigado por essa oportunidade, e espero um dia...poder pelo menos me assistir. (riso)
P - (riso) Com certeza. Obrigada.
HAREM-78B-04818
Expositivo
BR
V ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO (V ENANCIB)
Belo Horizonte, 10
a 14 de novembro de 2003
Primeiro anúncio e chamada de trabalhos
A Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em ciência da Informação e Biblioteconomia
(ANCIB) e a Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais
(ECI-UFMG) convidam os pesquisadores que atuam na área de ciência da informação para refletir
em sobre os rumos da área e a apresentarem suas pesquisas.
***
Normas para apresentação de trabalhos
As pesquisas a serem apresentadas devem estar em
consonância com a temática proposta para o V ENANCIB, Informação, Conhecimento e Transdisciplinaridade, bem como se enquadrarem nos temas dos grupos de estudo da ANCIB, a
saber:
1. Informação Tecnológica e para Negócios;
2. Representação do Conhecimento/Indexação/Teoria da Classificação;
3. Novas Tecnologias/Redes de Informação/Educação à Distância;
4. Informação e Sociedade/Ação Cultural;
5. Comunicação e Produção Científica/Literatura Cinzenta
6. Formação Profissional e Mercado de Trabalho;
7. Planejamento e Gestão de Sistemas/Inteligência Competitiva;
8. Epistemologia da Ciência da Informação.
Os trabalhos deverão ser entregues em texto integral, observando-se tanto a
estrutura conceitual e a pertinência com a Ciência da Informação, quanto a
estrutura formal do texto, que visa a publicação dos anais:
· estrutura conceitual:
. abrangência e pertinência do conteúdo;
. clareza e articulação dos conceitos e idéias;
. atualização dos conceitos.
· estrutura formal:
. serão selecionadas pesquisas que apresentem pelo menos uma das seguintes especificidades:
1. estar concluída
2. encontrar-se em fase de análise de dados
3. ser financiada;
. indicação do grupo temático ao qual a pesquisa se enquadra;
. adequação do trabalho às normas da ABNT: NBR6022 (Apresentação de artigos em publicações
periódicas);NBR6028 (Resumos); NBR6023 (Referências bibliográficas - elaboração);
. a inclusão de tabelas, gráficos e ilustrações deverá obedecer às Normas de apresentação tabular, do IBGE;
. o (s) nome (s) do (s) principal (is) pesquisador (es) deverá (ão) remeter para nota de rodapé a identificação do título maior, vínculo institucional e e-mail;
. os trabalhos deverão ter de 10 a 20 páginas, digitadas em programa Word,
fonte Times New Roman, tamanho 12, espaço duplo, sem paginação.
Entrega dos trabalhos
Os trabalhos poderão ser enviados:
· via Internet, para o endereço: ancib@eci.ufmg.br, ou
· em disquete devidamente etiquetado e uma cópia impressa para o endereço:
Comissão de Avaliação de Trabalhos ENANCIB
Escola de Ciência da Informação da UFMG
Caixa Postal 1606
30.161-970 Belo HorizonteMG
· prazo para entrega: 30 de abril de 2003
HAREM-49B-05700
Expositivo
IN
O Oeste da Índia - Goa
Goa vai surpreênde-lo! Passando por experiências indianas, pensará de repente que está a veranear no Mediterrâneo. As pequenas cidades estão construídas em redor de igrejas caiadas de branco e as soalheiras praias são emolduradas por buganvílias. As ruas têm nomes como Rua do Conde de Torres Novas e Avenida do Sagrado Coração de Jesus.
A mistura das culturas portuguesa e indiana é evidente em todos os lugares. Na bermas das estradas, os goeses cristãos ergueram pequenas cruzes, tal como os seus antepassados hindus tinham erguido pequenos altares onde quer que pudessem. As esculturas de santos adornam os altares das catedrais de Goa. O tema é cristão, se bem que os rostos e expressões faciais sejam completamente indianos. As raparigas vão a igreja de véu preto e leque, e ouvem missa na sua língua nativa, concanim. Estas jovens colocam nas laterais das igrejas os mesmos jasmins de fragrâncias fortes que se oferecem a deusa hindu Shanta Durga. Os portugueses ficaram tão encantados com Goa que lhe chamaram a Pérola do Oriente. No ano de 1510, a antiga Goa, a que os historiadores chamavam Govapuri ou Govarashtra, foi conquistada por Afonso de Albuquerque. Os portugueses fizeram da cidade a sua capital da Índia. Sob o domínio portugues, Goa converteu-se no centrodocatolicismo do Oriente, Em 1961, Goa passou a fazer parte do território da União Indiana. Nos 100 km de costa de Goa encontram-se algumas das mais belas praias do Mundo | Mundo. As largas extensões de areia fina, banhadas pelo sol dourado do amanhecer ao anoitecer tem atraído os amantes de sol de todo o Mundo | Mundo. A praia de Calangute, no Mar Arábico, é um lugar de encontros por excelência. A uma hora de voo de Bombaim, Goa oferece uma atmosfera latina de praças, tabernas e gente amável. Visite a antiga Goa, capital dos portugueses, a 9 quilómetros de Pangim (Nova Goa ), a actual capital, para ver as catedrais ricamente adornadas. A mais famosa é a do Bom Jesus, onde se encontra o corpo mumificado de São Francisco Xavier, num ataúde de prata. Em tempos mais recuados, Goa foi também um florescente reino hindu, como o demonstra o complexo de templos de rodeiam a Pondá. Entre os mais importantes destacam-se o de Shanta Durga e o de Shri Munguesh, construidos há 400 anos. O exterior desses templos é como o dos modernos templos hindus. Não obstante, no interior, o tilintar dos lustres é uma característica única, inexistente nos templos hindus de outras paragens, mas presente nas igrejas católicas. Goa possui um aeroporto internacional onde aterram muitos voos charter. Há também voos directos provenientes das diferentes cidades da União. Yasco é o nome do terminal ferroviário. Há ainda muitos autocarros, vindos das cidades vizinhas mais importantes. O Goa Tourism Development Corporation Office organiza excursões a Goa.
HAREM-09H-01758
Jornalístico
PT
Legião da Boa Vontade comemora 10º. aniversário
A Legião da Boa Vontade comemora amanhã o 10º. aniversário da sua implantação em Portugal com cerimónias de carácter religioso e de convívio -- disse ontem fonte da organização.
Uma reunião terá lugar no espaço de cultura ecuménica do Porto, que contará com a presença de benfeitores, colaboradores, amigos e simpatizantes interessados.
A Legião da Boa Vontade, instituição educacional, cultural, beneficente e filantrópica, foi fundada no Brasil pelo jornalista, radialista e poeta Alziro Zarur no programa de rádio «Hora da Boa Vontade», na Rádio Globo do Rio de Janeiro.
Após a morte de Alziro Zarur, José Paiva Netto, também jornalista, radialista e escritor, presidiu a esta obra, tendo-a expandido a outros países.
A Legião da Boa Vontade ocupa, hoje, o 4.º lugar entre as organizações inscritas na Organização Mundial das Nações Unidas.
Em Portugal, a Legião da Boa Vontade iniciou o seu trabalho a 2 de Março de 1989, dando ajuda material e espiritual à população portuguesa mais carenciada através de programas como « Um passo em frente » , « Ronda-da-caridade » e Semente da Boa vontade » .
HAREM-27H-04908
Jornalístico
PT
PCP de Braga|PCP de Braga promove lanche e intervenção política
A Comissão Concelhia de Braga do PCP promove sábado um lanche e uma intervenção política, que vão decorrer no Centro de Trabalho do PCP.
Esta iniciativa insere-se nas comemorações dos 78 anos de existência do PCP, que se celebram precisamente dia 6.