A Amnistia Internacional condena, no seu relatório anual de 2004, tanto os terroristas "prontos a tudo" para atingir os seus fins, como os governos que cometem "desvios" na luta antiterrorista. Irene Khan, secretária-geral da Amnistia, afirma que os responsáveis por actos implacáveis, cruéis e criminosos, como o que vitimou o representante da ONU no Iraque Sérgio Vieira de Mello, Irene sejam "entregues à justiça", mas num quadro de respeito das "normas do direito internacional". A Amnistia Internacional fustiga particularmente os Estados Unidos pela sua "guerra contra o terrorismo" porque, segundo Irene Khan, esta é "desprovida de princípios ou perspectivas. E argumenta que não é sacrificando os direitos humanos em nome da segurança interna, fechando os olhos aos atentados cometidos no estrangeiro e recorrendo sem restrições a operações militares preventivas, que um governo pode esperar reforçar ou defender a liberdade, dando como exemplo do fracasso do uso abusivo da força o Médio-Oriente e o Iraque. A Grã-Bretanha, Colômbia, Tchetchénia e Filipinas foram outros governos acusados de "atropelos" aos direitos humanos. No conjunto, prossegue o relatório, os estados mais ricos do mundo atenuaram as suas restrições às vendas de armas e aumentaram as suas ajudas militares a outros países, invocando a guerra contra o terrorismo.