O deputado socialista José Sócrates considerou hoje que a exoneração do ministro das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente, Amílcar Theias, vem demonstrar a "desvalorização e marginalização" a que o Governo votou o ambiente nos últimos dois anos. "Esta demissão vem reforçar a desvalorização e marginalização do ambiente, o que corresponde a uma orientação do primeiro-ministro", afirmou à Lusa o deputado do PS, ex-ministro do Ambiente de um Executivo de António Guterres. Sócrates afirmou ainda que Durão Barroso terá de dar uma explicação ao país sobre as circunstâncias do sucedido. O dirigente socialista adiantou ainda que esta decisão "vem mostrar o declínio e a desorientação em que a política do ambiente entrou nestes dois últimos anos", acrescentado que esta política "deixou de existir". Sócrates lançou ainda a questão sobre se esta exoneração será um acto isolado ou o início da remodelação do Governo, afirmando que qualquer que seja a resposta "este é um acontecimento não desejado pelo primeiro-ministro". Quanto à substituição de Amílcar Theias por Arlindo Cunha, ex- ministro da Agricultura de um dos governos de Cavaco Silva, o deputado escusou-se a comentar, alegando não conhecer bem o eurodeputado. O primeiro-ministro substituiu esta madrugada Amílcar Theias, que esteve durante 13 meses no Governo, por Arlindo Cunha, sem avançar qualquer explicação oficial.