O treinador português José Mourinho foi hoje oficialmente apresentado em Londres como "manager" da equipa de futebol do Chelsea, que definiu como o "clube perfeito" para prosseguir a sua carreira. O treinador português assinou um contrato válido por três anos. Numa conferência de imprensa muito concorrida, e transmitida em directo pelo canal de televisão Sky News, José Mourinho surgiu ao lado de Peter Kenyon, director executivo dos "blues", que numa breve introdução apresentou o ex-técnico do FC Porto como "o melhor treinador da Europa". Sem a presença do dono do Chelsea, o milionário russo Roman Abramovich, Mourinho ouviu as "boas-vindas" dos jornalistas britânicos, que o questionaram sobretudo sobre as razões que o levaram a escolher o Chelsea ("de entre tantos clubes para onde podia ir") e acerca de quem o poderá acompanhar desde o Porto até Londres. Quanto aos motivos por que rumou a Stamford Bridge, Mourinho foi expansivo, falou das suas ambições, da sua paixão pelo futebol inglês, e, pedindo por mais de uma vez para não o considerarem "arrogante", garantiu que quer continuar a coleccionar títulos, recordando os troféus conquistados nas duas últimas temporadas ao serviço do FC Porto, nomeadamente a Taça UEFA e a Liga dos Campeões. Já relativamente a quem o poderá acompanhar desde o Porto até Londres - quer da equipa técnica, quer a nível de jogadores -, foi bem menos expansivo, afirmando apenas que tudo terá de ser estudado cuidadosamente e que se todos os jogadores que têm sido apontados pela imprensa se transferissem efectivamente para o Chelsea, "teria um plantel de 50 jogadores". Mourinho elogiou todos os jogadores do FC Porto e recusou-se a revelar os nomes que eventualmente possam rumar ao clube londrino. Questionado sobre um comentário do antigo técnico do clube, o italiano Claudio Rainieri, que disse que ganhar o campeonato português é fácil, o novo treinador do Chelsea começou por dizer que não gosta muito de responder a provocações, mas não deixou sublinhar que quando ganhou a Taça UEFA e a Liga dos Campeões teve de ultrapassar clubes do país de origem de Ranieri e clubes do país onde ele trabalhava, a Inglaterra.