José Luís Oliveira, presidente do Gondomar Sport Clube e vice-presidente da Câmara Municipal de Gondomar, foi hoje colocado sob prisão preventiva e está indiciado de pelo menos 34 crimes, no âmbito da operação "Apito Dourado". Segundo o despacho de pronúncia da juíza Ana Cláudia Nogueira, o presidente do Gondomar SC está indiciado de um crime de tráfico de influência, 18 crimes de corrupção desportiva activa e 15 crimes de corrupção activa para acto ilícito. A José Luís Oliveira foram aplicadas as medidas de termo de identidade e residência e prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Custóias, no Porto. O responsável máximo do Gondomar SC foi o único dos 16 suspeitos a ficar em prisão preventiva, já que todos os outros foram libertados mediante medidas de coacção. José Luís Oliveira foi ouvido entre as 16h00 e as 20h00 de ontem mas o seu advogado, António Araújo Ramos, só abandonou o Tribunal de Gondomar, onde decorreram as inquirições, às 04h17, sem prestar qualquer declaração aos jornalistas. Luís Nunes, vogal do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, está indiciado por 16 crimes, sete de corrupção desportiva activa, cinco em autoria e dois em cumplicidade, dois de corrupção activa para acto ilícito, seis de corrupção passiva para acto ilícito e um crime continuado de abuso de poder por instigação. A Luís Nunes foram aplicadas as medidas de coacção de termo de identidade e residência, suspensão do exercício da função de vogal do CA da FPF e proibição de contactos por qualquer meio (pessoal, escrito, telefónico, informático ou outro) com demais arguidos nos autos, com árbitros, observadores de árbitros ou assessores. O membro do Conselho de Arbitragem foi o primeiro a ser ouvido durante o dia de ontem, entre as 11h00 e as 16h00, e abandonou o tribunal em liberdade às 04h03. Por seu lado, o árbitro portuense Pedro Sanhudo está indiciado de 12 crimes, cinco de corrupção desportiva activa, seis de corrupção desportiva passiva e um crime por detenção ilegal de arma de defesa. As medidas de coacção aplicadas a Pedro Sanhudo foram de termo de identidade e residência, suspensão do exercício da função de árbitro de futebol e proibição de contactos por qualquer meio (pessoal, escrito, telefónico, informático ou outro) com demais arguidos nos autos, com árbitros, observadores de árbitros ou assessores. Pedro Sanhudo, também saiu em liberdade, às 04h15, depois de ter sido ouvido pela juíza entre as 20h00 e as 23h00 de ontem.