O primeiro-ministro, José Manuel Durão Barroso, anunciou hoje a criação de uma Universidade Pública em Viseu, cumprindo um dos seus compromissos eleitorais e tornando real uma reivindicação com 14 anos. Fernando Ruas considerou este um "dia histórico". O anúncio foi feito em Viseu, numa sessão solene na Câmara Municipal, suscitando aplausos de uma sala repleta de assistentes que já estavam na expectativa de ouvir aquele anúncio. Durão Barroso explicou que esta será "uma Universidade tecnológica muito avançada, ligada a instituições estrangeiras de grande nível". Desta forma, o governante considera que será feita "justiça a esta cidade e a esta região, que teve um crescimento notável ao longo dos últimos anos, mas a quem falta dar aquele salto qualitativo que só a qualificação aprofundada dos seus cidadãos permite". O primeiro-ministro lembrou que Viseu seria a única Grande Área Metropolitana do país que não teria Universidade Pública. "Viseu há muito que merece uma Universidade Pública, que possa aproveitar o investimento já feito no seu Instituto Politécnico, que é excelente, e em parceria com outras instituições da região, nomeadamente as empresas", afirmou. O presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, congratulou-se por o Governo não ter "arrastado para a parte final do mandato" o cumprimento de uma promessa eleitoral feita por Durão Barroso. "Tem sido sempre esse o grande problema dos anúncios da universidade pública em Viseu e depois não são cumpridos", afirmou. Fernando Ruas considera que, a avaliar pelo que Durão Barroso disse sobre o projecto, a universidade pública não colocará em risco as restantes instituições de ensino superior existentes na cidade, nomeadamente o Instituto Politécnico, a Universidade Católica Portuguesa e o Instituto Piaget. "Se se conciliarem todos os interesses em causa, como a universidade pública pretende conciliar, não há razão nenhuma para isso, antes pelo contrário, há-de haver aqui sinergias que vão ser aproveitadas", frisou. Veiga Simão disse que "Viseu merece sem dúvida uma universidade pública", prometendo que o grupo a que vai presidir trabalhará "na sua organização com estudo e engenho", para que, "acima de tudo, seja uma universidade inovadora, com ideias novas, no sentido de inovação e desempenho, por forma a que incida não só sobre o desenvolvimento regional, mas também seja uma voz a nível nacional e europeu".