Sentado ao lado de Didier Deschamps, o pequeno Giuly - um dos cérebros criativos do meio-campo monegasco - não foi mais do que isso: um ponto lateral da conferência de Imprensa. Que só não lhe passou totalmente ao lado por culpa de cinco breves perguntas, uma delas feita logo a abrir, em jeito de introdução. "Se lhe dissessem no início da Liga dos Campeões que o Mónaco seria finalista, o que responderia?", questionou o representante oficial da UEFA na mesa. "Dizia que seria impossível", atirou de pronto o francês, lembrando depois o que, ontem, pôde ser entendido como uma boa piada. "O nosso objectivo era passar a primeira fase", sublinhou, num tom que parecia indiciar um complemento que ficou por dizer. Uma espécie de: e olhem no que deu. "Parece magia", acrescenta Giuly, desejando ter mais do que do que uma ilusão para erguer no final do jogo. Sugerem algumas perguntas que o FC Porto não tem a dimensão do Real Madrid que os monegascos deixaram pelo caminho. O médio acha essas considerações irrelevantes. "Para mim, o nome do adversário é indiferente. O FC Porto é uma grande equipa e não é por acaso que chegou a esta final". Garantindo que a equipa transpira tranquilidade, Giuly diz que esse espírito de "descontracção" deverá ser mantido até à hora do jogo. Será o último que faz pelo Mónaco? A pergunta trazia uma transferência no bico, mas Giuly defendeu-se bem. "Tenho contrato, assim como a maior parte dos jogadores desta equipa", observou, evitando qualquer destinatário especial em caso de vitória. "Servirá para recompensar todos: jogadores, presidente, treinador e todos os que trabalham no clube. Cada um tem depois a sua história e importância pessoal neste percurso".