Depois de largos anos em que a clássica cueca de algodão e cintura subida imperou, instalou-se o reinado da tanga e das cuecas de fio dental. De tiras de silicone e cintura descida - como que para se tornarem transparentes -, ou mais subidas e com pormenores ousados para se indiciarem por cima das calças, tudo parecia valer. O sucesso no Ocidente foi tal que chegaram a ser mencionadas em discussões políticas em França, como contraponto ao véu islâmico. Recentemente, a cantora Kylie Minogue, considerada "um dos melhores rabos do Mundo", veio reclamar publicamente o regresso das cuecas largas, alegando que "as mulheres precisam de sentir conforto e não de estarem presas pela ditadura estética das cuecas de fio dental que, além do mais, são extremamente incómodas". Para veicular estas ideias utilizou a sua linha de lingerie Love Kylie. Ora, um grupo de ingleses, alegam as más línguas patrocinadas por marcas de roupa interior concorrentes, resolveu fazer uma campanha anti-Kylie intitulando as cuecas da cantora de "gola alta" e de "Love Killers", jogando com o nome "Love Kylie". A questão permanece no ar e o confronto entre a sedução e o conforto parece inevitável. Deverá a mulher ser escrava das guerras da moda e utilizar a roupa interior segundo as últimas tendências, ou adaptar-se ao que a favorece e a deixa confortável? Para arbitrar estas polémicas no universo das cuecas, quem dita as regras é a roupa exterior. Se a roupa for extremamente justa, a interior terá de ser o mais anatómica possível e imperceptível. Ou seja ligas, folhos e laços, assim como cuecas largas, são proibidas. Em roupas um pouco mais largas, a liberdade é maior sendo a liberdade de escolha quase total. A única proibição é o desconforto, porque não há nada menos elegante do que uma cara de sofrimento... Ao escolher a roupa interior deve ter em conta que não seja muito apertada e com costuras marcadas.