À hora do encerramento desta edição do JN, milhares de apaniguados portistas esperavam os heróis de Gelsenkirchen no aeroporto de Francisco Sá Carneiro e na Alameda das Antas, junto ao Estádio do Dragão. Ninguém arredou pé: todos queriam vitoriar a comitiva que trouxe a Taça dos Campeões, depois da histórica vitória sobre o Mónaco (3-0), no Arena AufSchalke. Meia hora depois do jogo acabar, já muitos adeptos demandavam o aeroporto. Embora sabedores que iam esperar muito e, provavelmente, passar a noite em claro, quiseram arranjar o melhor alugar perto do autocarro do F. C. Porto, para melhor ver os heróis e a taça. Esse objecto mágico, que todos queriam tocar, passou de mão em mão dentro do Airbus da TAP que transportou a comitiva, durante as três horas do voo de regresso. A ideia foi do vice-presidente Reinaldo Teles, o fiel depositário do troféu, como, aliás, já tinha sucedido no ano passado com a Taça UEFA. O nome de código do voo para efeitos de tráfego áereo não podia ser mais sugestivo: Champions. Como a madrugada era de festa, a TAP decidiu oferecer champanhe a todos os 240 passageiros do Airbus, para um brinde aos novos senhores da Champions. No aeroporto e na Alameda das Antas, assim como na Baixa portuense, o espumante também não parou de jorrar, numa festa que prometia prolongar-se até de manhã. Uma madrugada inesquecível, daquelas para contar aos filhos e aos netos. "Quero muito aceitar o convite do clube de Londres" "Tenho vários convites e há um que quero muito aceitar, o do Chelsea", disse o treinador José Mourinho à Sport TV, já no aeroporto de Munster, local de saída do avião da comitiva com os heróis do F. C. Porto. Nas entrevistas após o jogo e na conferência de Imprensa, Mourinho tinha remetido o assunto da desejada saída para hoje, mas assumiu pela primeira vez uma grande aproximação ao clube de Londres.