O técnico José Mourinho estava conformado com a derrota : "Acabado o jogo, apressei-me a dar os parabéns aos técnicos, jogadores e massa adepta. Não porque tivessem merecido, pois fomos melhores, excepto nos primeiros 20 minutos, mas porque ganharam. Ordenadamente, fui receber a medalha." E de seguida, com o pensamento na final da Liga dos Campeões: "Temos de saber, também, perder e conhecer o sabor amargo da derrota. Isso torna-nos melhores para a nossa profissão. Agora, vamos ter dois dias de folga merecidas e, depois, preparar a disputa do jogo mais importante do universo. A equipa está tranquila, moralizada, soube perder e soube porque é que perdeu", explicou. Sobre a arbitragem de Lucílio Baptista, foi contundente: "O árbitro foi uma farsa. Porquê? Não puniu uma entrada duríssima do Petit; marcou faltas ao contrário; teve foras-de-jogo mal assinalados; a expulsão de Jorge Costa não se justificava e muitas coisas mais.", referiu para continuar a desferir o rol de acusações: "O segundo golo do Benfica nasceu de uma falta claríssima sobre o Paulo Ferreira, exactamente igual ou parecida com aquela que sobre ele fizeram em Alvalade e que deu origem à segunda grande penalidade", lembrou, destacando ainda que, no final do jogo, perguntou a Lucílio Baptista "se isto tinha sido por acaso ou se era alguma coisa pessoal ou alguma coisa a ver com o F. C. Porto".