As autoridades recomendaram aos habitantes destas províncias do norte, centro e oeste do Japão que usem máscaras e limitem as saídas e as atividades no exterior. Embora o Governo japonês não se tenha pronunciado sobre a origem dos elevados níveis de contaminação, alguns especialistas defendem que os mesmos provêm da China, país onde a poluição alcançou nas últimas semanas níveis limite. O diretor do Instituto Nacional do Meio Ambiente, Atsushi Shimizu, explicou ao diário Yomiuri que a massa de ar contaminado chegou ao Japão através do interior da China, arrastada pelas altas pressões. A península coreana já tinha sido afetada por este fenómeno desde 21 de fevereiro. O especialista alertou que, durante a primavera, "poderiam subir os níveis de poluição". Entre as dez prefeituras afetadas - Niigata, Fukushima, Osaka, Kagawa, Toyama, Fukui, Hyogo, Mie, Ishikawa e Yamaguchi - as duas primeiras são as que atingiram os níveis mais elevados. Segundo o Ministério do Ambiente nipónico, os níveis de partículas PM2,5 alcançaram nestas prefeituras entre 88,3 e 101,7 microgramas por metro cúbico, superando o limite de 70 estabelecido pelo Governo para lançar os alertas. Pela primeira vez após uma semana de espessa poluição, Pequim amanheceu hoje com sol e céu azul. Às 08:00 (meia-noite em Lisboa), a densidade de partículas PM2.5, as mais finais e suscetíveis de se infiltrarem nos pulmões, era de apenas 10 microgramas por metros cubico, menos de metade do máximo de 25 recomendados pela Organização Mundial de Saúde, enquanto na quarta-feira ultrapassou os 400. A acentuada melhoria da qualidade do ar foi atribuída aos aguaceiros de quarta-feira à noite e ao vento que soprou durante a madrugada.