Até junho, cerca de 2.700 restaurantes brasileiros terão que estampar, na entrada principal, as letras "A", "B" ou "C", a depender da nota que receberem pelas condições de higiene da casa. A proposta, antecipada pela Folha há cerca de um ano, foi aprovada ontem pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Segue experiências adotadas em outros locais, como Nova York. Trata-se de um projeto-piloto de categorização dos restaurantes pelo grau de irregularidades detectadas que possam provocar doenças nos frequentadores. O modelo não altera os critérios atuais que devem ser cumpridos para o funcionamento do restaurante. "Entre os estabelecimentos habilitados, há restaurantes com excelência sanitária e outros que não têm. Não existe um demérito, mas um caminho a ser percorrido até a excelência", disse Jaime Oliveira, um dos diretores da Anvisa e relator da resolução. O projeto-piloto vai abranger o período da Copa do Mundo e se estender até 31 de agosto. Nele estão incluídos 11 sedes da Copa (com exceção de Salvador), 23 outras cidades e 11 aeroportos --todos participam voluntariamente. Cada cidade optou por um recorte de estabelecimentos a serem avaliados. Segundo a Anvisa, Porto Alegre optou por fiscalizar as churrascarias, e a capital paulista decidiu avaliar estabelecimentos em shoppings nas redondezas de estações do metrô. A participação é obrigatória para os restaurantes abrangidos no recorte definido pelo município. E também é obrigatório que o restaurante estampe a nota alcançada. O piloto deve abranger cerca de 2.700 restaurantes, avalia a Anvisa, de um total estimado pelo setor de 1 milhão de estabelecimentos (incluindo os informais) no país. Representantes do Sebrae, da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes e da Associação Nacional de Restaurantes elogiaram a medida.