O prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), quer barrar a licitação para o terminal de movimentação de grãos na Ponta da Praia A tentativa do prefeito de Santos (SP), Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), de barrar a licitação para o terminal de movimentação de grãos do Porto de Santos na Ponta da Praia é tida como parte da batalha entre os tucanos e o governo federal. A gestão portuária quer a mudança, mas pede um prazo de dois anos. Os operadores resistem à troca. Os gestores admitem os problemas causados pelos terminais de produtos a granel, como a sujeira nas ruas. Segundo um estudo interno, o açúcar que cai numa das principais avenidas da região já provocou uma série de acidentes automobilísticos com mortes. Mas argumentam que a prefeitura poderia agir e não faz. A vizinha Guarujá, por exemplo, reduziu o problema com autuações da Secretaria Municipal de Meio Ambiente contra os operadores poluidores. A Ponta da Praia vive uma grande expansão imobiliária e, com isso, cresce a pressão contra as atividades do porto na região. No entanto, a retirada dos terminais de grãos pode apenas substituir um problema por outro. A destinação do espaço para as operações com contêineres, por exemplo, aumentaria a poluição sonora. A disputa entre a cidade e o porto não interessa a ninguém. Hoje, 70% da economia da cidade é de alguma forma ligada às atividades portuárias. Por outro lado, Santos é o principal porto do País e precisa expandir sua capacidade e eficiência. O Guarujá, onde está localizada uma das margens do porto, também tem uma briga com a Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo). Quer que a empresa divida a administração entre as duas cidades, para receber parte dos impostos hoje pagos à Prefeitura de Santos.