Thaksin Shinawatra. Lei marcial não deve “destruir a democracia” na Tailândia Thaksin Shinawatra é alvo de contestação por parte dos manifestantes da oposição O antigo primeiro-ministro tailandês, Thaksin Shinawatra, no exílio desde que o golpe de Estado de 2006, espera que a lei marcial imposta na Tailândia “não destrua a democracia”. “Eu espero que nenhuma das partes viole os direitos do homem nem destrua a democracia”, disse hoje Thaksin Shinawatra, na sua conta oficial do Twitter, numa rara declaração sobre a crise. O exército da Tailândia declarou hoje a lei marcial no país, ressalvando que “não se trata de um golpe de Estado”, visando antes restaurar a ordem, depois de meses de protestos antigovernamentais, que causaram 28 mortos e centenas de feridos. O governo de Banguecoque comunicou que, apesar de não ter sido consultado antes do anúncio por parte dos militares, ainda se mantinha em funções. O comandante do exército tailandês, que proclamou a lei marcial, declarou hoje a censura dos meios de comunicação social, no interesse da “segurança nacional”, segundo uma declaração transmitida em todas as estações de televisão e rádio. A Tailândia vive uma grave crise desde o golpe militar que, em 2006, derrubou Thaksin, antigo primeiro-ministro e irmão da também ex-chefe do Governo, Yingluck Shinawatra. Thaksin Shinawatra é alvo de contestação por parte dos manifestantes da oposição. No poder entre 2001 e 2006, Thaksin Shinawatra reagrupou como seus apoiantes as populações rurais do norte e do nordeste do país. *Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa Agência Lusa