Coreia do Sul extingue guarda costeira após naufrágio de ferry O ferry Sewol transportava 476 pessoas, a maior parte alunos de uma escola localizada a sul de Seul, na altura do acidente A Presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, anunciou hoje a extinção da Guarda Costeira, na sequência do naufrágio do ferry ocorrido a 16 de abril, que provocou a morte e desaparecimento a mais de 300 pessoas. “Decidi extinguir a Guarda Costeira”, declarou a chefe de Estado durante um discurso difundido na televisão, durante o qual assumiu igualmente a responsabilidade do Governo no desastre que traumatizou o país. "Enquanto Presidente e responsável pela vida e segurança dos sul-coreanos, apresento as minhas desculpas por todo o sofrimento infligido à população”, acrescentou. Park Geun-Hye já tinha apresentado desculpas pelo acidente marítimo, assumindo agora, pela primeira vez, a responsabilidade direta na tragédia. No seu discurso, a Presidente sul-coreana sublinhou o fracasso da resposta da guarda costeira logo após o naufrágio, que ocorreu na manhã de 16 de abril, a alguns quilómetros da costa meridional da Coreia do Sul. Park Geun-Hye também reconheceu as queixas dos familiares das vítimas, que dizem que muitas vidas poderiam ter sido salvas se as operações de socorro prestadas tivessem sido mais eficazes. A Presidente sul-coreana justificou o desmantelamento da Guarda Costeira pela resposta deficiente ao naufrágio, indicando que as suas responsabilidades vão passar a depender de outras agências estatais. Nesse sentido, revelou que será criado um novo Ministério de Segurança Nacional. Com as reformas anunciadas, a parte da investigação da Guarda Costeira é absorvida pela polícia e as patrulhas marítimas ficarão sob a alçada do novo Ministério de Segurança Nacional. O ferry Sewol transportava 476 pessoas, a maior parte alunos de uma escola localizada a sul de Seul, na altura do acidente. Entre 325 adolescentes a bordo, 280 morreram ou estão ainda desaparecidos. *Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa Agência Lusa