China endurece controlo sobre transacções interbancárias A nova regulação vai ser aplicada a empréstimos, depósitos, pagamentos e outras transações financeiras entre bancos e outras instituições financeiras do gigante asiático A China anunciou novas leis que intensificam o controlo sobre as operações interbancárias, regulações que incluem a limitação do volume e do vencimento dos créditos, com o objetivo de conter os riscos financeiros do país e apoiar "a economia real". Segundo um comunicado conjunto, publicado na sexta-feira, dos cinco grandes reguladores financeiros do gigante asiático, incluindo o Banco Popular da China, vão ser introduzidas 18 novas medidas para controlar a "banca paralela", um problema que, segundo vários analistas, ameaça a estabilidade do sistema financeiro chinês. "O rápido crescimento dos negócios interbancários desempenhou um papel importante na facilitação da gestão da liquidez e melhorou a alocação de recursos (...), mas alguns dos negócios deveriam ter tido uma maior regulação", indica o comunicado. Neste sentido, os reguladores admitem que a informação sobre algumas operações "não foi suficiente" e que algumas empresas "evadiram a regulação financeira". A nova normativa estabelece padrões mais restritos e medidas de controlo de risco nas operações interbancárias. "A gestão de riscos não é feita adequadamente e não encaixa com o ajuste do país às suas políticas macroeconómicas", disse o PBOC, que vai obrigar todos os bancos a criar uma divisão específica para operar os seus negócios interbancários. A nova regulação vai ser aplicada a empréstimos, depósitos, pagamentos e outras transações financeiras entre bancos e outras instituições financeiras do gigante asiático. *Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa Agência Lusa