Seguro acusa governo de trair a confiança dos portugueses António José Seguro acentuou depois que "o voto não é um cheque em branco" O secretário-geral do PS acusou hoje o Governo de ter "traído" a confiança dos portugueses, fazendo "exatamente o contrário" do que prometera, e salientou que o voto não pode ser encarado como um cheque em branco. António José Seguro falava no encerramento da Convenção "Novo Rumo para Portugal" do PS, na antiga Feira Internacional de Lisboa (FIL), que foi antecedida por um vídeo em que Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, entre outras declarações, surgem a assegurar que não cortarão salários nem aumentarão impostos. "Se há coisa que o atual Governo tem feito é trair a confiança dos portugueses, sistematicamente, ano após ano, semana após semana. Ou porque prometeram e não cumpriram ou, pior ainda, porque prometeram e fizeram exatamente o contrário das suas promessas", afirmou o secretário-geral do PS. António José Seguro acentuou depois que "o voto não é um cheque em branco". "O voto vincula os governos ao cumprimento das suas promessas eleitorais", acrescentou. No seu discurso, o secretário-geral do PS fez de novo um apelo ao voto útil nas eleições europeias, mas manifestou-se apreensivo com o fenómeno da abstenção. "Sei da desilusão e do desencanto de muitos com a política, mas é com frontalidade que vos digo: A abstenção é que deixa tudo na mesma. E a pergunta que vos faço é simples: Querem que tudo fique na mesma em Portugal e na Europa", questionou o líder socialista. Neste contexto, Seguro apelou à concentração de votos no PS. "Só o PS pode derrotar o Governo e a política de empobrecimento e de sofrimento", disse. *Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico Agência Lusa