Marques Mendes. “Tivemos alta hospitalar mas se não tivermos cuidado sofremos uma recaída” Maria Luís Albuquerque é um “nome incontornável como candidata à liderança do partido” Marques Mendes assinalou, no comentário habitual na SIC, o 17 de Maio como “um dia histórico”, mas que Portugal é como um doente que teve “alta hospitalar”: “mas se não tivermos cuidado sofremos uma recaída”. Para o comentador, com o fim do programa de assistência, é preciso “ver o que correu bem e menos bem “. Como pontos positivos, Marques Mendes destacou os juros da dívida, as contas externas e as exportações. Pelo lado negativo considerou a elevada taxa de desemprego, o baixo crescimento económico, a dívida pública e o grande aumento de impostos. “Temos de consolidar o que correu bem”, defendeu ainda. Dia 17 de Maio “é um dia histórico porque Portugal recupera parte da soberania que tinha perdido”. Agora, “um dos grandes objectivos é descer o desemprego”, disse ainda. Marques Mendes considerou também que temos de ter cautela “para não ter uma recaída”, uma vez que “se os mercados voltarem a subir os juros, voltamos ao mesmo. Temos de ter prudência, nada de triunfalismos”, acrescentou. O ex-líder do PSD referiu que Cavaco Silva, Seguro e Portas falaram aos portugueses neste dia 17, mas que Passos Coelho não falou ao país: “Chegámos aqui por mérito dos portugueses… e não há uma palavra cá para dentro?”, questionou. Como protagonistas do resgate, Marques Mendes referiu Cavaco, Seguro, Carlos Costa, Vítor Gaspar, Maria Luís Albuquerque e Passos Coelho. Para o comentador, a ministra das Finanças “ganhou estatuto para novos voos; candidatar-se e assumir a liderança do PSD”. Maria Luís Albuquerque é um “nome incontornável como candidata à liderança do partido”. Marques Mendes falou ainda das bases programáticas de um futuro governo socialista. Seguro propõe-se a eliminar "TSU dos pensionistas" e reduzir gradualmente sobretaxa de IRS. “Onde vai buscar o dinheiro?”, perguntou o comentador, comparando o discurso actual de Seguro com o de Hollande em campanha: “o tempo não é muito de promessas”, considerou ainda.  Catarina Correia Rocha