Coligação PSD/CDS celebra fim da troika na terra de Francisco Assis Em Amarante, Paulo Rangel não quis comentar, "por consideração pessoal", o apoio de António Capucho à candidatura do PS No dia da saída da ´troika´ de Portugal, os candidatos da coligação PSD/CDS-PP começaram a celebraram o fim do resgate na terra de Francisco Assis (PS), enquanto o BE defendeu que os portugueses querem as suas vidas de volta. O candidato da CDU às eleições europeias, João Ferreira, preferiu comentar o conselho de ministros extraordinário, considerando que a Comissão Europeia se comporta "quase com a arrogância do colono", além de acusar o Governo de servir interesses que não os do país. Os candidatos da coligação PSD/CDS-PP Paulo Rangel e Nuno Melo começaram hoje a celebrar "o fim da 'troika'" num mercado em Amarante, terra do cabeça de lista do PS, Francisco Assis, onde estiveram uma hora. Num almoço com apoiantes em Felgueiras, Paulo Rangel anunciou que a coligação e o candidato do Partido Popular Europeu à presidência da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, assinam hoje o manifesto ‘nunca mais' e desafiou o PS a comprometer-se também com o documento que pede aos responsáveis políticos "boas contas". Já a cabeça de lista do BE, Marisa Matias, às europeias defendeu que, se a ´troika´ vai embora, os portugueses querem as suas vidas "de volta". No dia internacional contra a homofobia, o BE dedicou uma parte da tarde da campanha eleitoral à visita a uma feira no Príncipe Real, em Lisboa, organizada pela ILGA (Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero, tendo Marisa Matias desafiado os candidatos da coligação “Aliança Portugal” a subscrever o compromisso por direitos de minorias sexuais. O dia de hoje da campanha para as europeias ficou também marcado pelo apoio que a candidatura do PS recebeu do antigo dirigente do PSD António Capucho e da Associação Renovação Comunista. Em Amarante, Paulo Rangel não quis comentar, "por consideração pessoal", o apoio de António Capucho à candidatura do PS. Sobre estes dois apoios, João Ferreira destacou a “adesão crescente de setores da população às propostas e programas da CDU” em todo o país. Na abertura da convenção “Um Novo Rumo para Portugal”, que o PS realiza em Lisboa, a ex-ministra Maria João Rodrigues, ‘número dois’ da lista europeia socialista, defendeu uma mudança de Governo para que Portugal possa impulsionar a negociação de um novo pacto europeu. Na mesma convenção, o ex-candidato presidencial Manuel Alegre fez duras críticas aos atuais dirigentes do PCP por atacarem o PS em momentos decisivos. Hoje de manhã, em ações de campanha, o PCP e o PS comentaram também a notícia do Expresso que o Governo vai levar à reunião da Concertação Social, marcada para 29 de maio, a proposta de aumentar para 500 euros o salário mínimo nacional. O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, alertou que a intenção do Governo pode ser uma “moeda de troca para liquidar a contratação coletiva”, enquanto o cabeça de lista do PS às europeias chamou a atenção para a "campanha eleitoral permanente" do Governo. *Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico Agência Lusa