"Não saio do país enquanto o processo não chegar ao fim" Lima disse que não pensa sair de Portugal nos próximos tempos Uma das perguntas da carta rogatória enviada pela justiça brasileira para Portugal era se Duarte Lima punha a hipótese de sair do país nos próximos tempos. O ex-deputado esclareceu ontem no 5.o juízo do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa que não o fará enquanto o processo relativo à morte de Rosalina Ribeiro não chegar ao fim. Disse que não sairia por respeito às autoridades portuguesas - até porque corre em Portugal o julgamento no âmbito do chamado caso BPN/Homeland, no qual é arguido - e por respeito às autoridades do Brasil. As autoridades daquele país emitiram logo em 2011 um mandado internacional e Duarte Lima consta da lista dos procurados da Interpol. Basta que se desloque a qualquer outro país - mesmo que dentro da União Europeia - para que seja extraditado para o Brasil, uma vez que só em Portugal goza de protecção, por ser cidadão nacional. As autoridades brasileiras acusam Lima de ter matado Rosalina Ribeiro a 7 de Dezembro de 2009 a cerca de cem quilómetros do Rio de Janeiro com dois tiros. Muitas das explicações que só ontem foram respondidas foram solicitadas 40 dias após o crime pela Polícia Civil. Na altura Lima era apenas uma testemunha. O português recusou colaborar em muitos assuntos invocando o segredo profissional. Tal como o i noticiou esta semana, Lima acabara por ser autorizado a falar pela Ordem dos Advogados poucos dias depois, mas omitiu tal informação da polícia e até hoje não havia explicado alguns contornos do seu encontro com a vítima. Mesmo com as respostas que deu ontem no Campus da Justiça, muitos detalhes ficam ainda por revelar para a justiça brasileira. Carlos Diogo Santos