Os meninos da Gândara não têm preconceitos: usam collants e fazem ballet Quatro anos depois da reportagem "Orgulho e Preconceito", o i foi descobrir que passos deram as promessas da Academia de Annarella Sanchez "Sorri (ninguém tem de saber que dói)." O cartaz com as regras de ouro de um bailarino está colado junto à porta que dá acesso aos três estúdios de dança da Academia de Annarella Sánchez. Lá dentro todos sabem que sem suor e lágrimas o sonho pode acabar num ápice. Miguel Cardoso, 18 anos, treina mais de 20 horas por semana. Todos os dias sai da escola a correr, despe os jeans, veste as leggings pretas de licra e o maillot, calça as sapatilhas e leva o corpo ao limite. Há quatro anos, quando o i o entrevistou, Miguel tinha começado a treinar há poucos meses. Gostava da liberdade que sentia a cada pirueta que dava, gostava de finalmente poder fazer o que só fazia dentro das quatro paredes do seu quarto. As críticas que ouvia no recreio da escola, o olhar jocoso do pai e a maneira como lhe dizia que os rapazes calçam chuteiras e não sabrinas, tudo o que de bom e de mau viveu só fizeram com que uma certeza crescesse dentro dele: é no ballet que Miguel é feliz. E isso está colado ao seu rosto. Leia amanhã o texto na íntegra no ionline e na edição em papel Mónica Menezes