Pereira Coutinho. "Salazar durou muito porque os portugueses eram tão iliberais como ele" O professor universitário duvida que exista um eleitorado nacional para um partido assumidamente conservador João Pereira Coutinho tem um discurso tão claro quanto afirmativo, erudito ou polémico. A influência anglo-saxónica atravessa todo o seu discurso, até na forma directa como se exprime - o que o transforma num português sui generis , já que as suas convicções ficam sempre acima das consequências das suas palavras. Professor universitário com créditos firmados e conhecido homem da nova direita desde o final dos anos 90, quando se estreou nas páginas do semanário "Independente", Pereira Coutinho acabou de lançar um novo livro, intitulado "Conservadorismo" (Dom Quixote). Este ensaio sobre as origens da ideologia conservadora e liberal foi o mote para uma conversa com o i na qual aborda o estado da direita, da nação e da Europa. Se o conservadorismo é uma ideologia, onde estão os políticos portugueses que aplicam tais ideias? Neste momento não vejo nenhum político português que pudesse representar um conservadorismo liberal no sentido em que eu o apresento no livro. Leia amanhã o texto na íntegra no ionline e na edição em papel   Luís Rosa