Europeias. PSD e CDS-PP admitem escolha de "outro nome" para presidente da Comissão Quanto à escolha do presidente da Comissão Europeia, Nuno Melo manifestou-se contra o actual sistema Os candidatos da coligação PSD/CDS-PP às europeias Paulo Rangel e Nuno Melo admitiram hoje que o Conselho Europeu possa não escolher um dos candidatos dos partidos europeus a presidente da Comissão Europeia e proponha "outro nome". Essa possibilidade foi admitida num encontro com empresários do Ecoparque Empresarial de Estarreja, durante o qual o social-democrata Paulo Rangel, cabeça de lista da Aliança Portugal, e Nuno Melo, primeiro candidato indicado pelo CDS-PP para esta coligação, ouviram queixas sobre os custos de produção, em particular da energia - uma queixa frequente, segundo Paulo Rangel. Quanto à escolha do presidente da Comissão Europeia, Nuno Melo manifestou-se contra o atual sistema, considerando que "potencia o conflito institucional", e a favor de "uma eleição direta" pelos cidadãos da União Europeia. Paulo Rangel concordou com esse princípio, para o futuro: "Também sou a favor disso, uma solução federal, é imitar os Estados Unidos". Em resposta a uma questão da assistência, Paulo Rangel começou por referir que os chefes de Estado e de Governo da União Europeia terão, nos termos do Tratado de Lisboa, de "ter em conta os resultados eleitorais das eleições para o Parlamento Europeu" na escolha de um nome para presidente da Comissão Europeia. "Depois, o nome que o Conselho escolher tem de ser aprovado pelo Parlamento Europeu", frisou. O social-democrata prosseguiu a sua exposição acrescentando que, neste contexto, os partidos europeus indicaram candidatos a presidente da Comissão Europeia, mas ressalvou: "Apesar de existirem candidatos, não significa que venham a ser estes os escolhidos. Podem não ser, podem ser outros, desde que passem no Parlamento Europeu". Nuno Melo subscreveu esta leitura: "Em tese, o Conselho pode optar por uma determinada força, mas não pelo candidato que essa força política indicar". Nuno Melo, quarto candidato da lista da Aliança Portugal e primeiro nome indicado pelo CDS-PP, mostrou-se crítico do atual sistema de indicação do presidente da Comissão Europeia, que Paulo Rangel considerou que "é uma escolha tão democrática quanto é a escolha nacional" para o cargo de primeiro-ministro: "O Presidente da República escolhe o primeiro-ministro de acordo com os resultados eleitorais, ouvidos os partidos políticos". Apresentaram-se como candidatos a presidente da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker, pelo Partido Popular Europeu, Martin Schulz, pelo Partido Socialista Europeu, Guy Verhofstadt, pela Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa, José Bové e Ska Keller, pelos Verdes, e Alexis Tsipras, pelo Partido da Esquerda Europeia. *Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico Agência Lusa