Portugal e Guiné Equatorial assinam acordo para ligações aéreas directas O Acordo sobre Transporte Aéreo entre Portugal e a Guiné Equatorial agora formalizado “estava a ser negociado” há algum tempo e havia sido “rubricado há cerca de um mês”, disse à Lusa fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros Portugal e a Guiné Equatorial assinaram um acordo que abre a porta a ligações aéreas diretas entre os dois países, informa uma nota oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros português divulgada hoje. De acordo com a informação, o acordo foi assinado na quinta-feira ao fim da tarde após uma reunião de trabalho, em Lisboa, entre o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação português, Luís Campos Ferreira, e os ministros responsáveis pela diplomacia e pela aviação civil da Guiné Equatorial, Agapito Mba Mokuy e Fausto Fuma, respetivamente. O Acordo sobre Transporte Aéreo entre Portugal e a Guiné Equatorial agora formalizado “estava a ser negociado” há algum tempo e havia sido “rubricado há cerca de um mês”, disse à Lusa fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros. A mesma fonte adiantou que a partir do momento em que o acordo seja publicado em Diário da República, o que deverá acontecer em breve, deixará de haver qualquer “obstáculo político ou legal” às ligações aéreas entre Lisboa e Malabo ou Bata, as duas capitais rotativas da Guiné Equatorial. “Estão criadas as condições para passar a haver voos diretos. Agora cabe às companhias aéreas demonstrarem interesse”, afirmou a fonte, adiantando que o acordo está escrito em língua portuguesa, um dos idiomas oficiais da Guiné Equatorial, país onde a maioria da população fala espanhol. A Guiné Equatorial tem estatuto de observador na Comunidade dos País de Língua Portuguesa (CPLP) desde julho de 2006 e, no processo de ascender a membro de pleno direito da organização lusófona, adotou o português como língua oficial em 2007. Em fevereiro deste ano, os ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP recomendaram a adesão da Guiné Equatorial à CPLP, que deverá ser decidida durante a próxima cimeira de chefes de Estado, agendada para julho, em Díli, capital timorense. Pela primeira vez, todos os membros da CPLP, entre os quais Portugal, manifestaram-se favoráveis à adesão da Guiné Equatorial, possibilidade que tem sido contestada por organizações de defesa dos direitos humanos. Segundo a mesma fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros, na reunião de trabalho realizada na quinta-feira foi também feito “um ponto de situação” sobre a “preparação da Guiné Equatorial para a adesão à CPLP” e sobre as relações bilaterais entre os dois países. *Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico Agência Lusa