Homicídio Rosalina. Duarte Lima nega ter estado em Saquarema Ex-deputado admitiu no interrogatório ter estado com a sua cliente no dia em que foi assassinada Duarte Lima esteve com Rosalina Ribeiro no dia em que ela foi morta a tiro. O ex-deputado confirmou esse encontro com a sua cliente a 7 de Dezembro de 2009, mas recusa a acusação do Ministério Público brasileiro de que é o autor do homicídio. Durante o interrogatório que decorre esta tarde no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, Lima contou que foi ao Rio de Janeiro e depois levou a ex- secretária do milionário Thomé Feiteira até Maricá, negando assim a versão do MP brasileiro de que esteve em Saquarema. O advogado português diz apenas que deixou a sua cliente a 200 metros do hotel de Maricá e que a última vez que a viu, foi quando entrou no carro de Gisele. O ex-deputado, acusado de ter assassinado Rosalina Ribeiro, está ainda a responder à segunda carta rogatória das autoridades brasileiras, com 46 perguntas, entre as quais se matou a sua cliente "por causa de cinco milhões de euros". Há um ano, Duarte Lima justificou ao juiz da segunda vara de Saquarema os mais de cinco milhões de euros depositados na sua conta com o “pagamento antecipado de honorários pelo patrocínio de uma defesa que se previa longa e complicada”. A acusação diz que o ex-deputado matou Rosalina porque esta se recusava a assinar um documento a ilibá-lo do desvio de dinheiro da herança Feteira. Em 2001, após a morte de Lúcio Thomé, Rosalina, que era secretária e companheira do milionário, depositou mais de cinco milhões de euros na conta de Duarte Lima. Carlos Diogo Santos