Poiares Maduro diz que é “especulação" compra de acções da Lusa pela ANMP "Não vou comentar uma especulação desse tipo", respondeu Poiares Maduro O ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional classificou hoje de "especulação" a proposta lançada pelo presidente da Câmara de Gaia para a compra da maioria do capital da agência Lusa por parte da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP). "Não vou comentar uma especulação desse tipo", respondeu Poiares Maduro, quando instado pela Lusa sobre o assunto. Questionado sobre se achava que era mesmo uma especulação, o ministro referiu: "como é óbvio, neste momento não é mais do que isso", escusando-se a falar mais acerca da ideia. Declarações feitas por Poiares Maduro em Coruche no fim da apresentação da VI edição da FICOR - Feira Internacional da Cortiça, que vai decorrer naquele concelho ribatejano entre 29 de maio e 01 de junho. Eduardo Vítor Rodrigues, que é também vice-presidente da ANMP, afirmou na quarta-feira ter informado o Conselho Diretivo da ANMP de que irá apresentar na próxima reunião de Câmara de Gaia uma proposta "concreta" de negociação com o governo para a compra de ações da Lusa e, a partir daí, "agendar numa discussão da ANMP uma generalização deste objetivo". "Houve uma total recetividade do Conselho Diretivo [e] penso que na próxima reunião podemos avançar com uma formalização", frisou o autarca, cuja "predisposição é ter a maioria do capital" da Agência de Notícias de Portugal, para conseguir uma posição "mais vinculativa" dentro da mesma. Eduardo Vítor Rodrigues disse ainda que a compra das ações poderá ser feita quer a agentes privados quer ao público, para quem o importante é conseguir "que os municípios fiquem com uma posição maioritária na Lusa". O vice-presidente da ANMP considerou que numa altura em que "o Estado está com vontade de privatizar tudo" mostra-se "mais fácil comprar ao Estado do que aos privados" que podem ter "mais dificuldades" na venda de ações. A agência Lusa, cujo capital social é de 5.325.000 euros, é atualmente detida em 50,14% pelo Estado português, estando o restante entregue a privados, entre os quais se destacam, pela dimensão da sua participação, a Controlinveste Media (com 23,36% do capital) e a Impresa (com 22,35%). *Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico Agência Lusa