Rio Grande; Vitorino : Fui às sortes e safei-me

Música: João Gil
Letra: João Monge
In: "Rio Grande", 96
jj
Fui às sortes e safei-me
direito que nem um fuso
não compreendo aquele uso
de fazer tudo aprumado
ele há coisas que eu cá sei
que só se fazem curvado

Fizeram-me a vistoria
levaram tudo a preceito
até me viram o peito
e um pouco mais ao fundo
cada qual na sua vez
e tal como veio ao mundo

No fim já mais à tardinha
deram um papel timbrado
onde vinha o resultado
não me davam qualquer uso
fui às sortes e safei-me
direito que nem um fuso