Música: Fausto; A. P. Braga
Letra: Eugénio de Andrade
In: "atrás dos tempos vêm tempos", 1996
AP Braga
Não canto porque sonho.
Canto porque és real.
Canto o teu olhar maduro,
teu sorriso puro,
a tua graça animal.
Canto porque sou homem.
Se não cantasse seria
mesmo bicho sadio
embriagado na alegria
da tua vinha sem vinho.
Canto porque o amor apetece.
Porque o feno amadurece
nos teus braços deslumbrados.
Porque o meu corpo estremece
ao vê-los nus e suados.
nota: gravações
Fausto - p'rÓ que der e vier - 1974 (LP Orfeu STAT 025)
Fausto - atrás dos tempos vêm tempos - 1996 (CD Columbia COL 486826 2)